A Nicarágua foi, sem sombra de dúvida, o meu país preferido durante a minha viagem de mochilão pela América Central. Vulcões, cidades coloniais, ilhas paradisíacas e atividades únicas no mundo, tudo a preços de banana.
Esteja você procurando natureza, cultura ou aventura, a Nicarágua tem algo a oferecer para todo mundo, e neste guia você vai encontrar um monte de informações e dicas para organizar da melhor forma a sua viagem para a Nicarágua.
Menu rápido

Vulcão Telica, León. Instagram!
Na Nicarágua, no lado do oceano Pacífico, onde ficam os principais destinos turísticos, há duas estações bem distintas:
A estação seca – que vai de dezembro a abril – pode ser extremamente quente, mas geralmente é seca, e corresponde à alta temporada.
A estação chuvosa – que vai de maio a novembro – é caracterizada por chuvas quase diárias, porém muitas vezes concentradas na parte da tarde.
A costa caribenha é quente e úmida o ano todo, com os meses de setembro e outubro particularmente chuvosos, pois coincidem com o pico das tempestades tropicais.
A região montanhosa central tem um clima à parte, com chuvas esporádicas e temperaturas mais baixas que o resto do país.

Cratera do vulcão Cerro Negro.
Quem tem passaporte italiano recebe um visto de turista com validade de 90 dias na hora em que entra no país (as regras mudam de acordo com a sua nacionalidade, então confira as suas).
N.b. A Nicarágua, junto com Guatemala, Honduras e El Salvador, faz parte do CA-4, um acordo entre esses quatro países que prevê uma permanência máxima de 90 dias. Se, por exemplo, você passa 40 dias na Nicarágua, depois vai para Honduras por mais 20 dias e para El Salvador por mais 20 antes de entrar na Guatemala, isso significa que você receberá só 10 dias de visto na hora de entrar na Guatemala.
É possível renovar o visto por mais 90 dias para a região inteira simplesmente atravessando a fronteira para o México ou Belize, ao norte, e para a Costa Rica, ao sul, por terra, ou chegando de qualquer outro país de avião, até mesmo em um bate-volta, fazendo a chamada “visa run”.
Como alternativa, é possível renovar o visto por mais 90 dias em um escritório de imigração de um dos quatro países; esse processo só pode ser feito uma vez e o custo varia de acordo com o país.
Há uma taxa de entrada de 12$ e de 2$ para a saída.
A Nicarágua oficialmente exige a vacina contra a febre amarela se você esteve recentemente (nos últimos 11 dias) em um país de risco (grande parte da América do Sul e da África central). Esse controle parece ficar a critério do agente, mas, se você vem de um desses países, tomar a vacina é recomendável para evitar problemas. Hepatite A e hepatite B são sempre recomendadas.
Para informações atualizadas sobre vistos e o que mais precisar, recomendo consultar o site de recomendações de viagem do ministério das relações exteriores do seu país (por exemplo, no Brasil, o Portal Consular do Itamaraty).
A Nicarágua é o maior país da América Central, mas felizmente, como você vê no mapa, a maior parte dos destinos turísticos está convenientemente concentrada no sudoeste, o que torna todos os deslocamentos relativamente curtos. Partindo do sul, vamos ver agora os principais destinos.
Neste guia você vai encontrar com frequência referências a preços. A moeda local, chamada “córdoba”, abreviada como “NIO” ou simplesmente “C”, é a oficial, mas virtualmente existe outra moeda oficial, o dólar americano.
O dólar americano, um pouco como na Costa Rica, é de fato aceito praticamente em toda parte, pode ser sacado nos caixas eletrônicos e costuma ser usado como moeda oficial quando se fala de preços de atividades turísticas.
Eu recomendo andar com as duas moedas, porque, quando se trata de transporte/comida e negócios locais, é mais vantajoso pagar em córdobas, já que, embora o dólar seja aceito, muitas vezes é dado um câmbio desfavorável, enquanto para pagar hostels/hotéis e tours o dólar muitas vezes sai mais vantajoso.
O câmbio é de cerca de 1€ = 41 NIO e 1$ = 37 NIO. Para o câmbio atual, sugiro que você dê uma olhada nesta página.

N.b. Várias vezes ao longo do guia você vai encontrar links para https://www.alltrails.com/. Se você quiser usar a navegação offline direto no aplicativo do Alltrails, precisa passar para a versão pro. Mas dá para contornar o problema baixando as coordenadas da versão desktop do site no formato “Google Earth KML” e depois carregando-as no Organic Maps, que é um dos meus aplicativos preferidos para viajar, de longe.
Para quem chega da Costa Rica, San Juan del Sur costuma ser o primeiro destino na Nicarágua. É basicamente uma “party town” com um surfe excelente nas praias vizinhas.
Como já disse, San Juan é um lugar excelente para surfar e aprender a surfar; há várias escolas e muitos hostels oferecem aulas de surfe, e há também uns jipes que fazem o vai e vem entre San Juan e as várias praias. Como as melhores praias para surfar ficam fora de San Juan, você poderia ficar direto por lá, entre Playa Marsella e Maderas – a mais bonita e popular.
A outra grande atração é com certeza o “Sunday Funday”, um tour pelos bares e por alguns party hostels da cidade que acontece todo domingo. Eu pessoalmente não participei, mas conheci jovens que voltaram várias vezes a San Juan durante a viagem pela Nicarágua para participar do evento; durante uma viagem pela América Central você com certeza vai ver alguém com a regata do evento! A entrada custa 30$ e não inclui as bebidas. Esta é a página oficial do evento no Instagram.
Outra atividade popular em San Juan é subir até o Cristo Redentor em miniatura que domina a baía do alto da colina ao norte da cidade. São cerca de 20-30 minutos a pé do centro, a entrada custa 2$, mas as vistas da baía e do porto são realmente lindas, especialmente ao pôr do sol (Google Maps).
Para concluir, se você estiver em San Juan no período de julho a janeiro, com o pico nos meses de outubro e novembro, pode visitar a reserva vizinha em playa La Flor, cerca de 18 km ao sul de San Juan, onde todo ano as tartarugas-oliva vêm se reproduzir e é possível observá-las. A entrada na reserva custa 200 C e dá para chegar lá saindo de San Juan com o ônibus direto para El Ostional.
Vou ser sincero: San Juan não me empolgou muito, é bem cara em comparação com o resto do país e turística demais, mas foi uma boa forma de dividir a minha viagem rumo ao norte, vindo da Costa Rica. Se, porém, você não tem interesse em surfar/curtir a festa e não está só de passagem, então recomendo seguir adiante.

Pôr do sol na baía de San Juan del Sur.
Onde ficar em San Juan del Sur?
Eu fiquei no hostel Casa Oro e recomendo: limpo, barato e bem organizado, com um ótimo café da manhã incluído no preço. Outra ótima opção é o Hostel SaltWater. Se, porém, você procura um party hostel, os três mais famosos são: Pacha Mama, Naked Tiger e Casa de Olas. O Pacha Mama oferece aos seus hóspedes os ingressos para o Sunday Funday por 15$.
Como chegar a San Juan del Sur?
Se você vem do norte, pegue um ônibus direto para Rivas, que tem conexões frequentes para Manágua, Masaya e Granada. Uma vez em Rivas, há partidas frequentes para San Juan del Sur, 15 C.
Se, por outro lado, você vem da Costa Rica, depois de atravessar a fronteira em Peñas Blancas, pegue o ônibus direto para Rivas e peça ao motorista para descer em La Virgen (10 C), atravesse a rua e espere o ônibus direto para San Juan que vem de Rivas (10 C). Esta é, de longe, a opção mais barata.
Ometepe é uma ilha extraordinária, formada pela união de duas ilhas vulcânicas localizadas bem no meio do Lago de Nicarágua. A ilha é realmente pouco desenvolvida e o clima é descontraído.
As duas ilhas oferecem um monte de atividades: de trekking nos dois vulcões a passeios de caiaque, tours do café e muito mais. Você também pode simplesmente relaxar em uma rede curtindo as vistas do lago e dos vulcões.

O vulcão Concepción e a pista de pouso de Ometepe.
Alugar uma scooter ou uma moto é sem dúvida a forma mais prática de explorar a ilha, já que o transporte público, embora exista, não é particularmente eficiente. As scooters podem ser alugadas por 15$ por dia e as motos por 20$. Em um dia é possível dar a volta completa na ilha; se você não tem muita prática, porém, tome cuidado: o trecho atrás do vulcão Maderas não é asfaltado.
Pelo caminho, recomendo parar no “El Pital Chocolate Paradise”, um pequeno restaurante/bar que produz chocolate no local; para quem tiver interesse, é oferecido um mini-tour gratuito sobre como o chocolate é produzido. A tabela de preços não é exatamente econômica, mas o lugar é realmente bonito e os produtos são realmente bons.
Ojo de Agua (Google Maps) nada mais é do que uma nascente de água natural no meio da selva, transformada depois em piscina. O lugar é bonito e bem equipado, embora possa ficar lotado. Fica ao longo da estrada que liga as duas ilhas e, se quiser, dá para chegar de ônibus. A entrada custa 10$, mas inclui uma consumação no valor de 5$ no restaurante.
É possível subir os dois vulcões; infelizmente, visitei a Nicarágua durante a estação chuvosa. Durante a minha estadia em Ometepe, os cumes dos vulcões estavam permanentemente envoltos em nuvens, exceto nas primeiras horas do dia, então achei que não fazia muito sentido subir até o topo.
De qualquer forma, saiba que subir ao topo do vulcão Concepción não é nada fácil (são cerca de 1.500 metros de desnível) e é exigido por lei um guia; em média, as pessoas levam cerca de 8 – 10 horas para completar a trilha. Se feita em grupo, a trilha não é muito cara: para mim e outros três jovens foi proposta por 5$ por cabeça. Você encontra o trajeto de GPS no AllTrails. Segundo comentários recentes, é possível fazer a trilha sem guia e também evitar pagar a entrada se você começar cedo o suficiente. Leia os comentários.
À cratera do vulcão Maderas, por outro lado, dá para subir sem precisar de guia, e é menos exaustivo que o irmão mais velho. Há algumas trilhas, mas a mais popular é a que parte de Balgue (está marcada no Organic Maps); a trilha inteira deve durar cerca de 6 horas. Você encontra o caminho no All Trails. Segundo os comentários, os moradores pedem 3$ para atravessar a propriedade privada deles.

O vulcão Maderas.
Na encosta sul do vulcão Maderas fica a cachoeira San Ramón (Google Maps), com 64 metros de altura e com certeza uma das mais impressionantes do país. A trilha que leva até a cachoeira tem cerca de 3 km (também marcada no Organic Maps) e a entrada custa 2$. Dá para chegar de ônibus a partir de Moyogalpa, mas de scooter/moto é com certeza mais rápido; até pedir carona provavelmente seria mais rápido que o ônibus.
Onde ficar em Ometepe?
Os hostels ficam principalmente em Moyogalpa e Balgue. Eu dormi em um hostel meia-boca em Moyogalpa por 5$, mas uma amiga estava no Hostel Life is Good e acabei podendo vê-lo: realmente bonito.
Como chegar a Ometepe?
De onde quer que você esteja no país, primeiro precisa chegar à cidade de Rivas. De Rivas, você precisa então chegar à pequena cidade de San Jorge, de onde parte a balsa; há um ônibus que sai do lado norte do terminal (7 C) ou então táxi (20 C). A viagem de barco/balsa custa 35-50 C, dependendo da empresa/tipo de embarcação. Há partidas a cada meia hora, mais ou menos, então não se preocupe demais. Aqui você encontra os horários.
Granada é a cidade colonial mais antiga do país e provavelmente também a mais turística e visitada. Em comparação com a sua eterna rival León, a cidade dá a impressão de ter sido bem arrumada nos últimos anos, com muitos edifícios reformados e numerosos bares e restaurantes na zona central.
Claro que você precisa passar pelo menos meio dia zanzando pelas ruas de paralelepípedos e pelos edifícios coloridos, extremamente fotogênicos; recomendo subir na torre do relógio da igreja La Merced (Google Maps), de onde se tem uma ótima vista da cidade e da catedral, ali perto, aberta ao público todos os dias das 10:00 às 18:00, 1$. Mas há muitas outras atividades para fazer em Granada e arredores.

Granada com a catedral ao fundo.
Este é um dos tours mais populares da cidade; o tour é relativamente padrão e consiste em visitar as centenas de pequenas ilhas que ficam na baía vizinha, no lago Nicarágua. Começa com a visita ao antigo forte espanhol (Google Maps) construído para proteger a cidade dos piratas; depois você navega entre uma ilha e outra, onde apontam para você várias mansões dos ricos do país, você visita a ilha dos macacos e, por fim, termina em um dos vários restaurantes que há nas ilhas.
Acho que o preço oficial do tour é de 10-15$. Junto com outros jovens, consegui comprar um tour de um cara que encontrei na rua a caminho do porto. Depois de pechinchar um pouco, fechamos por 5$ por cabeça o tour com transporte de ida e volta até o porto, que fica a 4 km do centro. Eu recomendaria fazer o mesmo e ir direto ao porto, sem reservar por meio de uma agência.

O forte de San Pablo.
O vulcão Masaya é um dos poucos vulcões do mundo onde é possível ver um lago de lava ativo: depois de chegar ao topo do vulcão, dá para ver a lava borbulhando dentro da cratera.
Dá para visitar o parque durante o dia, mas é à noite que se vê claramente a lava, e por isso é o melhor momento para a visita. O problema é que o transporte público à noite é praticamente inexistente e, mesmo que você conseguisse chegar à entrada do parque, ainda teria de tentar pedir carona para subir até a cratera, já que não é permitido subir a pé. Por isso compensa participar de um tour, que dá para achar por cerca de 18$ – considerando que só a entrada do parque custa 10$ e o transporte é de porta em porta a partir de Granada, não é nada mal.
Ao chegar à entrada do parque, é preciso esperar a sua vez, porque só um certo número de veículos pode subir à cratera ao mesmo tempo. Uma vez lá em cima, você tem só uns vinte minutos antes de descer. Na minha opinião, vale muito a pena.

Cratera do vulcão Masaya.
Esta laguna, perto de Granada, é realmente um lugar especial. Formada dentro da cratera de um vulcão agora inativo, a laguna é há anos uma área protegida, com pouquíssimas construções às suas margens. Dá a impressão de estar fora do mundo, imerso na natureza. Se você decidir passar alguns dias aqui, pode caminhar até Catarina, uma pequena cidade nas encostas da cratera de onde você vai desfrutar de um panorama lindíssimo. Aqui tem um belo mirante.
Há alguns acessos públicos, mas as áreas mais bonitas e limpas são controladas por hotéis e resorts. A forma mais comum de visitá-la é pelo Hostel Paradiso, que oferece acesso à praia privada e o uso de caiaques e das instalações, por 7$. O hostel oferece também um serviço de shuttle a 6$ saindo de Granada. Pode ser reservado em qualquer hostel da cidade, com saída às 10:00 e volta às 16:00.
O hostel é realmente bonito e o dormitório compartilhado custa cerca de 15$ por noite; considerando que o acesso de um dia custa 7$, eu recomendo passar pelo menos uma noite lá, mas reserve com antecedência! Nas margens da laguna há, de qualquer forma, outras propriedades realmente bonitas, como o Laguna Beach Club. Recomendo muito a visita e passar pelo menos uma noite lá.

A Laguna de Apoyo.
O vulcão fica a apenas 20 minutos de Granada e, no topo, há uma reserva coberta por uma floresta de neblina. Há uma única trilha curta que pode ser feita sem guia; para o resto, é necessário ter um guia. Se as nuvens deixarem, dá para ter ótimas vistas de Granada e das Isletas lá embaixo.
Eu pessoalmente não fui, mas encontrei este artigo interessante (em inglês) que explica como é possível chegar de Granada à entrada do parque e visitá-lo por conta própria, gastando cerca de 6$, sem participar de um tour, que custaria no mínimo 40$. Pelo que está escrito, prepare-se porém para enfrentar uma longa subida a pé – a menos que você queira pegar o caro caminhão.
Onde ficar em Granada?
De Boca en Boca é sem dúvida um dos melhores hostels em que já estive: barato, limpo, café da manhã incluído, equipe excepcional e um lindo jardim interno. Reserve com antecedência!
Como chegar a Granada?
De Manágua há partidas regulares do Terminal UCA, 29 C, uma hora e meia mais ou menos. De León, pegue o micro-ônibus para Manágua UCA e depois o que vai direto para Granada.
De San Juan ou Ometepe, chegue primeiro a Rivas; do terminal de Rivas há 7 partidas por dia, 34 C, duas horas e meia.
A cidade, capital do país, foi devastada por dois terremotos, em 1931 e 1972. A catedral de Santiago (Google Maps), situada no centro histórico, é um dos poucos edifícios históricos que conseguiram resistir ao segundo terremoto.
Sinceramente, a cidade não tem nada de excepcional e dá a impressão de ser pouco recomendável. Meio dia é suficiente, e fique na área ao lado da catedral, que é bonita e com certeza uma das mais seguras da cidade. Se puder, tente passar mais tempo em outro lugar da Nicarágua.

A catedral de Santiago.
Onde ficar em Manágua?
Eu passei uma noite no Managua Backpackers Inn, ótimo hostel perto do terminal dos micro-ônibus UCA.
Como chegar a Manágua?
De todas as principais cidades do país há ônibus diretos. Mas atenção, porque em Manágua não há um único terminal. O Terminal UCA (Google Maps) atende principalmente Granada e León, enquanto o Mercado El Mayoreo (Google Maps) atende a costa caribenha e o norte do país.
Para quem quer chegar às Ilhas do Milho sem pegar avião e economizar um bom dinheiro (falo disso em detalhe daqui a pouco), Bluefields é uma parada obrigatória e você pode precisar passar uma noite lá.
A cidade é realmente peculiar: a região foi colonizada pelos ingleses e não pelos espanhóis, e a população é uma mistura de indígenas, descendentes de colonizadores ingleses e espanhóis, e escravos libertos ou fugidos. A língua mais comum é um crioulo de base inglesa, e muita gente fala espanhol só como segunda ou terceira língua; alguns não falam de jeito nenhum.
Sinceramente, não há muito o que fazer em Bluefields e a cidade com certeza não é bonita, mas é sem dúvida algo interessante de ver durante a viagem rumo às Ilhas do Milho. Um sociólogo americano que conheci no hostel morava lá havia 6 meses para fazer pesquisas e a definiu como uma cidade extraordinária… tudo é subjetivo.
Eu tive que passar quatro dias lá esperando o tempo melhorar para poder pegar a balsa até as ilhas e, sinceramente, fiquei contente de deixá-la para trás, apesar de terem sido dias bons na companhia de pessoas que se tornaram ótimos amigos.

Mergulho sincronizado para esvaziar a piscina.
Onde ficar em Bluefields?
Hostal Doña Vero não espere grande coisa, mas o hostel é extremamente barato e tem até uma “piscina”; as senhoras que o administram são realmente gentis.
Como chegar a Bluefields?
É possível voar para Bluefields a partir de Manágua, mas, sinceramente, não vale a pena, e compensa mais voar direto para as Ilhas do Milho, a menos que você queira mesmo visitar Bluefields.
A única outra forma de chegar a Bluefields era uma combinação de ônibus e panga (pequenos barcos a motor) passando por El Rama – trajeto que fiz em julho de 2017 – e agora existe uma estrada nova, muito mais vantajosa, que liga direto Manágua a Bluefields.
O ônibus sai do Mercado Ivan Montenegro (Google Maps), são cerca de 8-9 horas, 280 C. Partidas às 6:00, 9:00, 14:00, 21:00. Principalmente o ônibus de terça à noite, às 21:00, que chega a Bluefields bem a tempo da balsa de quarta de manhã, compensa reservar com antecedência no terminal ou até por telefone 2253-2879.
Está organizando a viagem? Se ainda precisa contratar o seguro, aqui você encontra o meu guia dos melhores seguros viagem. Ao contratá-lo pelos links do guia, você apoia este site sem nenhum custo adicional.
As Ilhas do Milho são um verdadeiro paraíso e representam aquilo que, no imaginário comum, são as típicas ilhas caribenhas, com praias fantásticas, palmeiras e água cristalina.
São duas ilhas, a grande e a pequena (Big Corn e Little Corn). Big Corn é mais turística: é onde fica o aeroporto, há vários resorts e, em geral, é mais desenvolvida. Já Little Corn é a preferida dos viajantes: aqui os veículos motorizados são proibidos e a única forma de se deslocar é a pé ou de bicicleta, o clima é extremamente relaxado e as praias são, no mínimo, fantásticas. Passei uma semana na ilha e recomendo muito que você vá!

Praia em Little Corn.
Sinceramente, não há muito o que fazer além de passar os dias à toa na praia. O único evento “imperdível” é o jogo de beisebol de domingo, muito levado a sério pelos moradores.
No resto, você tem pela frente muito descanso e paisagens de sonho; a praia mais bonita é sem dúvida a Otto Beach (Google Maps), onde passei a maior parte dos meus dias. Fiz snorkeling por 15$ e me esbaldei de lagosta fresca por 5$ o prato.
Se tiver interesse, na ilha você pode tirar a sua certificação de mergulhador; o custo deve ser 300$, o que não é ruim, e cada mergulho avulso custa 35$.
N.b. As ilhas, por serem relativamente remotas, são mais caras que o resto da Nicarágua, mas dá perfeitamente para visitá-las sem gastar uma fortuna. A única coisa que recomendo é levar dinheiro em espécie suficiente, porque não há caixas eletrônicos em Little Corn e em Big Corn só há um.

Otto Beach.
Onde ficar em Little Corn?
Com o grupo de jovens que conheci em Bluefields enquanto esperava a balsa, peguei um dormitório inteiro no Three Brothers, 7$ por pessoa a noite; mas, caso você tenha interesse, também há muitos quartos privativos. O lugar é realmente bonito e bem cuidado, com uma cozinha espaçosa e bem equipada, e o casal que o administra é muito simpático.
Como chegar às Ilhas do Milho?
Como já disse, é possível voar de Manágua a Big Corn por 180$ ida e volta com a La Costeña. A forma mais barata de chegar às Ilhas do Milho sem voar é, sem dúvida, o ônibus Manágua – Bluefields, de onde depois se pega a balsa que parte toda quarta às 9:00, se o tempo permitir. Eu tive que esperar até domingo por causa do mar agitado; se você tem pouco tempo, a balsa é uma escolha arriscada, principalmente no verão, então confira a previsão do tempo.
De qualquer forma, a pequena balsa “Rio Escondido” parte toda quarta às 9:00 e leva cerca de 5-6 horas para chegar a Big Corn, custo 255 C. Ou seja, cerca de 32$ no total entre ônibus e balsa, ida e volta, contra os 180$ do avião. PS. Na balsa, não espere uma viagem luxuosa; especialmente se o mar não estiver calmo, recomendo tomar algum comprimido para enjoo.
Chegando a Big Corn, se você decidir seguir para Little Corn, há dois barcos por dia, que partem às 10:00 e às 16:30 direto do cais onde chega a balsa, custo 155 C, cerca de 30 minutos.
N.b. A balsa volta a Bluefields na quinta às 9:00, então você seria “obrigado” a passar uma semana nas ilhas, mas também há alguns navios cargueiros que levam passageiros – o que acabei fazendo; recomendo perguntar por aí no local, porque esses navios não têm horários de partida precisos.
León é uma das cidades mais antigas da Nicarágua e, depois da independência do país, discutiu-se por muito tempo qual cidade, entre León e Granada, deveria se tornar a capital. A controvérsia terminou nomeando Manágua, que fica no meio.
Embora Granada seja mais bem conservada, León também é uma belíssima cidade colonial, e todas as ruas ao redor do centro são bonitas e cheias de edifícios históricos.

O telhado da catedral.
Claro que você deveria passar pelo menos meio dia zanzando pelas ruas do centro, mas procure evitar as horas centrais do dia, porque faz muito calor. Recomendo muito subir no telhado da catedral, que é a maior de toda a América Central (Google Maps); custa uns dois dólares, mas dá para ter ótimas vistas da cidade e dos vulcões que a cercam.
Esta é, sem dúvida, a atividade mais popular de León e, como o nome diz, consiste em descer as encostas de um vulcão sentado em uma prancha. O tour começa de manhã, por volta das 9, quando o shuttle passa no seu hostel/hospedagem; ao chegar à base do vulcão Cerro Negro, você recebe a prancha, um macacão de trabalho, uma máscara e luvas, para levar até o topo do vulcão.
Da base ao topo são cerca de 45 minutos a pé, não exatamente um passeio, mas também nada tão puxado! A recente erupção de 1999 ainda é bem visível e contrasta com o verde da vegetação exuberante que cerca o vulcão. Curta a vista antes de entrar na fila e descer pela lateral do vulcão.
A descida pode durar 20 segundos ou 2 minutos, depende de quanto você decide frear: é sem dúvida uma das coisas mais divertidas que fiz durante a minha viagem pela América Latina! Se a ideia realmente assusta você, pode decidir descer a pé (alguns fazem isso e, sinceramente, parece igualmente divertido). O preço do tour varia entre 20 e 25$; alguns hostels incluem uma noite grátis se você reservar o tour com eles, outros ainda oferecem duas descidas, mas basicamente todos fazem exatamente as mesmas coisas, então escolha o tour mais barato que encontrar.

A descida!
O Telica é outro vulcão que fica perto de León; a cratera, no mínimo gigante e constantemente fumegante, é facilmente visível até do topo do Cerro Negro.
O tour até a cratera é vendido pelas agências locais como uma excursão de dois dias, durante a qual se dorme em barraca e se visita a cratera à noite, para poder ver a lava borbulhando no fundo, que de outra forma não é visível durante o dia. O tour é vendido por cerca de 50$, mas a boa notícia é que, se você tem equipamento de camping, pode tranquilamente fazer por conta própria por uma fração do preço, ou simplesmente visitar em um dia, como eu fiz. Veja o que eu fiz.
Antes de tudo, recomendo baixar o Organic Maps, porque a trilha muitas vezes se divide e a direção certa nem sempre é óbvia, mas, com o Organic Maps ao seu lado, você não deve ter nenhum problema. Você encontra a trilha também no All Trails.
Se você decidir visitar o vulcão em um dia, procure sair cedo de manhã, vá ao terminal de León e pegue o ônibus direto para San Jacinto, custo 12 C, partidas frequentes. Como disse, a trilha está marcada no Organic Maps, então você não deve ter nenhum problema; na dúvida, pergunte. Desça do ônibus neste ponto. Você também pode encontrar algum tour e simplesmente decidir segui-lo.
Em um ritmo normal, você deve levar cerca de três horas para chegar à cratera e duas para descer; leve um lanche para o almoço e pelo menos um litro de água – faz muito calor e não dá para comprar nada ao longo do percurso. O acesso à cratera custa 2$; a trilha é realmente agradável e não muito difícil, e as paisagens são lindíssimas.

A cratera do vulcão Telica.
Las Peñitas (Google Maps) e Poneloya (Google Maps) são as duas praias da cidade, que ficam a cerca de meia hora de ônibus (10 C) ou vinte minutos de shuttle oferecido por muitos hostels (4$). Eu pessoalmente não fui, mas as praias oferecem ótimas condições para surfar (não exatamente a minha atividade preferida); muita gente vai só para passar o dia, mas também há alguns hostels, como o Cabanas Rusticas e o Mano a Mano Eco Hostal, onde você poderia passar alguns dias.
Para concluir a seção sobre o que fazer e ver em León, a Laguna Asososca (Google Maps) é outro destino muito procurado pelas agências locais. É uma cratera cheia de água, imersa na natureza, onde é possível tomar banho. Não fui por falta de tempo, mas, se você tem interesse, dá para chegar de ônibus, pegando o ônibus direto para La Paz Centro, de onde há ônibus para Puerto Momotombo; diga ao motorista que você quer ir à laguna; de onde você desce são cerca de 45 minutos a pé, trilha marcada no Organic Maps.
Onde ficar em León?
Poco a Poco Hostel sem dúvida alguma um dos melhores hostels da Nicarágua.
Como chegar a León?
De Manágua, recomendo os micro-ônibus, que saem quando lotam, do terminal UCA, cerca de 2 horas, custo 61 C. De Granada e de qualquer outro destino ao sul, compensa de qualquer forma passar pela capital e pegar o micro-ônibus que acabei de citar.
De Estelí e Matagalpa, em teoria há micro-ônibus só de manhã; caso contrário, compensa passar por San Isidro.

A subida ao topo do vulcão Cerro Negro.
Estelí é uma cidade no norte da Nicarágua, um pouco fora do roteiro de viagem clássico. A cidade, que fica a 844 m acima do nível do mar, é cercada por montanhas e tem um clima agradável o ano todo. A região inteira é particularmente famosa pela produção de charutos de ótima qualidade.
Visitei a cidade só rapidamente e, por isso, a única atividade que fiz foi caminhar pelas ruas em busca dos seus numerosos murais. Nesta página você encontra um mapa.
Dito isso, você poderia participar de um tour guiado por uma das fábricas de charutos que muitos hostels oferecem por cerca de 10$ ou organizar uma excursão à reserva Miraflor; não tenho informações precisas a respeito, mas parece que dá para chegar com o ônibus que liga Estelí a Yalí.
O cânion de Somoto, ali perto, do qual vou falar daqui a pouco, costuma ser visitado a partir de Estelí em tours (mas dá perfeitamente para fazer por conta própria também); se você não pretende seguir a viagem para Honduras, eu recomendo usar Estelí como base e ir ao cânion em um dia, sem passar a noite em Somoto.
Onde ficar em Estelí?
Luna international Hostel é um bom hostel a dois passos do centro; o café da manhã incluído no preço, servido no bar do outro lado da rua, é ótimo.
Como chegar a Estelí?
De Manágua há várias conexões diárias, 2,5 horas com o ônibus expresso, 3,5 com o comum. De León há conexões não muito frequentes, pergunte por aí no terminal; no máximo, pegue um ônibus para San Isidro, de onde depois é mais fácil chegar a Estelí.

Somoto é uma cidade tranquila no norte da Nicarágua, perto da fronteira com Honduras, onde o turismo ainda é algo bem recente; a atração principal aqui é o cânion vizinho.
O cânion de Somoto, com até 100 metros de profundidade e em alguns trechos com largura de apenas uns dois metros, foi “descoberto” em termos turísticos só em 2006 e desde então surgiu um verdadeiro negócio.
Muita gente decide contratar um tour e visitá-lo em um dia a partir de Estelí; o custo vai de 20 a 30$, dependendo da duração do tour (são oferecidos tours que partem de pontos diferentes ao longo do rio) e da empresa escolhida, esta é uma empresa com muitas avaliações boas, você passa o dia inteiro fora e fica cerca de 4-6 horas dentro do cânion, caminhando, nadando, pulando das paredes (opcional) ou, mais simplesmente, descendo o cânion seguindo a correnteza. É realmente divertido e, na minha opinião, uma ótima forma de passar o dia. O tour normalmente inclui transporte, guia e um colete salva-vidas, útil também para os nadadores mais experientes, já que em alguns trechos dá simplesmente para se deixar levar pela correnteza. O guia também fornece uma bolsa impermeável para guardar os objetos pessoais de valor.
Se você quer contratar um guia, mas ainda assim economizar um pouco em relação ao tour, recomendo chegar a Somoto por conta própria; na rodoviária muitas vezes há guias prontos para oferecer os seus serviços. Se isso não acontecer, você com certeza vai encontrar algum na entrada do cânion; negocie o preço.
De qualquer forma, é possível explorar o cânion por conta própria, como muita gente faz, da seguinte maneira:
Se você parte de Estelí, pegue o ônibus das 7:30 para Somoto (34 C), de onde depois há partidas frequentes para El Espino (10 C); se você já está em Somoto, claro, basta pegar o ônibus que acabei de citar.
Antes de chegar a El Espino, desça neste ponto e siga a trilha até o rio (a entrada oficial do cânion, que fica uns 500 m antes, não serve, porque ali se completa o circuito; olhando o mapa fica claro). Uma vez no rio, basta segui-lo até a saída do cânion, depois voltar à estrada e pegar o primeiro ônibus para Somoto; tudo é realmente muito simples e pode ser feito tranquilamente por conta própria.
Em alguns trechos é obrigatório nadar, então, se você não tem uma bolsa impermeável, evite levar objetos que possam estragar; recomendo usar um par de sapatos fechados ou sandálias, não chinelo de dedo. Nos meses de setembro e outubro o cânion pode estar fechado por causa das chuvas fortes.
Há barcos que cobrem o último trecho do rio antes da saída e custam uns dois dólares, mas dá perfeitamente para seguir a pé/nadando. A taxa que se paga ao sair do cânion, antes de voltar à estrada, custa 2$.
Se você chega de Estelí no mesmo dia, o último ônibus de Somoto deve ser por volta das 17:00.

O cânion de Somoto.
Onde ficar em Somoto?
Como já disse, a menos que você esteja indo para Honduras, não acho que valha a pena dormir em Somoto; melhor visitar o cânion em um dia a partir de Estelí. De qualquer forma, há algumas hospedagens na cidade e também nos arredores do cânion; eu achei um hostel a 5$ na cidade, mas sinceramente acho que existe coisa melhor.
Como chegar a Somoto?
Há ônibus diretos de Manágua, do terminal Mercado Mayoreo (Google Maps), que viajam só umas duas vezes por dia, custo cerca de 4$, 4 horas. Se não tiver sorte, pegue um ônibus para Estelí, de onde há partidas para Somoto a cada hora, mais ou menos.
De Somoto ou Estelí, se você segue a viagem para o norte, tem duas opções:
Se quer ir direto para El Salvador, então precisa atravessar a fronteira em El Espino (partidas frequentes de Somoto), atravessar Honduras em um dia e provavelmente dormir em San Miguel, em El Salvador, logo depois da fronteira, antes de seguir viagem no dia seguinte. O roteiro está descrito em detalhes nesta página.
Se, por outro lado, quer visitar Honduras, precisa atravessar a fronteira em Las Manos. De Somoto ou Estelí, pegue o ônibus para Ocotal, de onde há partidas frequentes para Las Manos (cidade de fronteira). Atravesse a fronteira a pé e pegue o ônibus para Paraíso, de onde há ônibus diretos para Tegucigalpa. Daqui você pode seguir a viagem para as ruínas de Copán ou para La Ceiba, onde se pega a balsa para as Bay Islands.
N.b. Peguei o primeiro ônibus, das 3:45, para Ocotal saindo de Somoto e às 6:15 já tinha atravessado a fronteira, para tentar chegar a La Ceiba a tempo de pegar a balsa da tarde para Utila. Apesar de ter tido sorte com as conexões dos vários ônibus, cheguei tarde demais do mesmo jeito e passei a noite em La Ceiba. Resumindo, com o transporte público não é possível cobrir o trecho Somoto/Estelí – Utila em um só dia.
Dê uma olhada no artigo sobre a Costa Rica, onde isso é explicado em detalhes.
A seguir listo dois roteiros, de 2 e 3 semanas; claro que você deve tomar o que vem a seguir como inspiração e modificar o roteiro de acordo com os seus interesses/orçamento, levando em conta o que leu até agora!
Este roteiro não inclui as Ilhas do Milho. Se você quer incluí-las no seu roteiro de duas semanas na Nicarágua, recomendo voar e, claro, pular um dos outros destinos listados abaixo. Se você chega ao aeroporto de Manágua durante o dia, recomendo muito ir direto para Granada. Do aeroporto, pegue um táxi até o terminal UCA, custo 100 C, e depois o micro-ônibus para Granada, 29 C.

Granada (3 noites)
Dia 1:
Chegada à Nicarágua. Transfer para Granada.
Dia 2:
Explore a cidade; se quiser, você pode fazer o tour pelas Isletas; à noite, visite o vulcão Masaya.
Dia 3:
Dia na laguna de Apoyo. Se quiser, você pode passar a noite aqui.
Ometepe (3 noites)
Dia 4:
Transfer para Ometepe.
Dia 5:
Explore a ilha de scooter, talvez passando por Ojo de Agua ou pela cachoeira San Ramón.
Dia 6:
Vulcão Concepción.
León (4 noites)
Dia 7:
Transfer para León.
Dia 8:
Cerro Negro e volcano boarding.
Dia 9:
Dia de descanso em León; não deixe de ver a catedral.
Dia 10:
Vulcão Telica.
Estelí (3 noites)
Dia 11:
Transfer para Estelí.
Dia 12:
Cânion de Somoto.
Dia 13:
Visite a reserva Miraflor ou participe de um tour de charutos.
Dia 14:
Volta para Manágua.
Se você é do tipo de pessoa que gosta de curtir um pouco a festa ou simplesmente de surfar, considere pular Estelí e ir de Ometepe para San Juan del Sur.
Com três semanas à disposição, recomendo muito visitar as Ilhas do Milho até mesmo por terra; lembre-se, porém, de que a balsa só sai na quarta-feira, então programe o seu roteiro de acordo. No resto, recomendo seguir o roteiro de duas semanas que acabei de descrever.

Ônibus e micro-ônibus são, sem dúvida, a forma mais comum de se deslocar dentro do país. A maior parte dos ônibus são velhos ônibus escolares amarelos, que entre os viajantes são chamados de “chicken bus”.
Podem ficar realmente lotados e a sua bagagem pode acabar no teto; além disso, é relativamente comum haver gente que sobe a bordo para vender um pouco de tudo, principalmente comida, mas isso também é uma experiência que faz parte da viagem e da cultura local.
Para longas distâncias, se possível, compensa pegar os ônibus “expresso”, que só param em lugares pré-estabelecidos e não em qualquer lugar onde haja alguém parado esperando. Além disso, com esse tipo de ônibus você tem lugar marcado e não corre o risco de ficar em pé.
Geralmente há só um terminal por cidade, o que torna tudo muito mais simples, exceto em Manágua, onde há pelo menos uns dois. Cada um atende uma área diferente do país. Eu recomendo muito usar o transporte público e os chamados “chicken bus”. Em geral é realmente fácil e, sobretudo, extremamente barato, mas, se por qualquer motivo você prefere meios de transporte turísticos, saiba que há vários shuttles que atendem os principais destinos turísticos oferecendo um serviço de porta em porta; podem ser reservados em qualquer hostel/hotel, são bem mais caros que o transporte público, mas com certeza mais rápidos e práticos.
Neste site você encontra horários e trechos do transporte público, um recurso realmente útil; salve nos favoritos!

Chicken bus!
Os táxis são uma forma comum de se deslocar dentro das cidades, mas também de cobrir distâncias mais longas, já que são extremamente baratos, especialmente se compartilhados.
Atenção aos muitos táxis piratas, especialmente em Manágua: podem não ser seguros, sobretudo para turistas. De qualquer forma, negocie a tarifa antes de entrar, para evitar discussões inúteis.
A La Costeña é a única companhia que oferece voos dentro do país, embora, na minha opinião, o único destino para o qual pode fazer sentido pegar um avião sejam as Ilhas do Milho ou a costa atlântica em geral.
Pedir carona é realmente comum, sobretudo nas áreas rurais e nas cidades pequenas; evite em Manágua.
Enfim, quanto custa uma viagem para a Nicarágua? Manágua não é exatamente um aeroporto barato para voar, mas com um pouco de sorte você pode achar um voo de ida e volta até por 400-500 €, mas não na alta temporada. Recomendo que você leia o meu guia sobre como encontrar voos baratos. Uma vez no local, viajando de forma econômica, dá perfeitamente para se virar com cerca de 30 € por dia. Dito isso, você também pode gastar bem mais, especialmente se gosta de curtir a festa e pegar shuttles em vez do transporte público.
Hostels e a hospedagem em geral são realmente baratos, com dormitórios que normalmente custam 5-10$ (às vezes paguei até menos) e que muitas vezes incluem o café da manhã. Os “hospedajes”, que são pequenos hotéis de gestão familiar, são outra opção extremamente barata, com quartos privativos que muitas vezes são mais baratos que uma cama em hostel.
A comida em geral não é fantástica, mas sem dúvida custa pouco. Um prato típico em um comedor local – que quase sempre consiste em gallo pinto (arroz e feijão) mais um pedaço de carne (normalmente frango) com um pequeno acompanhamento (muitas vezes banana-da-terra frita) – custa em média entre 60-90 C.
A comida de rua é ainda mais barata; os quesillos, por exemplo, uma espécie de tortilhas recheadas de queijo e legumes em conserva, são de provar sem falta e custam até menos de 15 C, dependendo do lugar e do tamanho.

Gallo pinto, ovos e tortillas. Café da manhã típico.
O transporte público é extremamente barato, na minha opinião o mais barato de toda a América Central, com ônibus que custam em média 1$ por hora de viagem. Quanto aos shuttles turísticos, embora baratos para os padrões europeus, espere pagar até 10 vezes mais do que no transporte público.
Para reduzir as taxas de câmbio e de saque, aqui você encontra o meu guia dos melhores cartões para viajar.
A Nicarágua é segura? Quando visitei o país, em julho de 2017, a Nicarágua era sem dúvida um lugar seguro, onde – com um mínimo de bom senso – não se teria nenhum tipo de problema, com exceção talvez da capital, Manágua.
O país, porém, atravessou um período de profunda crise política em 2018, mas a situação parece ter melhorado bastante (março de 2019). De qualquer forma, sugiro que você consulte o site de recomendações de viagem do ministério das relações exteriores do seu país (por exemplo, no Brasil, o Portal Consular do Itamaraty) para informações atualizadas.
Está organizando uma viagem para a Nicarágua? Dê uma olhada nestes posts:
Tem alguma dúvida? Informações atualizadas? Não hesite em deixar um comentário ou me escrever no Instagram!
Como não exibo mais anúncios, se este artigo foi útil para você, considere contratar o seu seguro viagem por meio de um dos links deste site. Assim você apoia o meu trabalho sem nenhum custo adicional. Para residentes na UE e no Reino Unido, recomendo a True Traveller. Para todos os outros, recomendo a HeyMondo, que oferece 5% de desconto. Obrigado pelo apoio!
Para doações/pizzas e cervejas virtuais 🙂
