Viagem para o Japão por conta própria

O Japão é um fascinante equilíbrio entre tradição e modernidade, onde templos centenários convivem com metrópoles ultramodernas, paisagens naturais de tirar o fôlego e uma das culturas gastronômicas mais renomadas do mundo. Quer você queira passear pelos templos de Quioto, mergulhar na loucura de Tóquio, fazer trekking nos Alpes japoneses ou admirar a natureza selvagem de Hokkaido, o Japão é um país único no seu gênero, capaz de oferecer algo para todo tipo de viajante.

Passei três meses viajando de mochilão de Kyushu, no extremo sul, até Hokkaido, no norte do país, e neste guia você vai encontrar um monte de informações práticas e dicas úteis para organizar da melhor forma a sua viagem para o Japão.

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Santuário Fushimi Inari-Taisha, Quioto.

Quando visitar o Japão

O melhor período para visitar o Japão depende muito do que você pretende fazer e de quais regiões pretende explorar. Dito isso, em geral, para a maioria dos viajantes, as épocas ideais são a primavera (março, abril e maio), durante a famosa floração das cerejeiras, o “Sakura”, e o outono (setembro, outubro e novembro). Nos dois períodos o clima costuma ser ameno em quase todo o país, o que os torna perfeitos para uma viagem com várias paradas.

Se você tem em mente uma viagem de longa duração, do ponto de vista logístico é aconselhável começar pelo sul e ir subindo para o norte na primavera, “seguindo” a floração, enquanto no outono convém fazer o contrário, começando pelo norte e descendo aos poucos em direção ao sul.

O verão pode ser uma ótima época para quem gosta de trilhas: a rede de trilhas japonesa é de altíssimo nível e, assim como nos nossos Alpes, a temporada de trilhas propriamente dita começa entre junho e julho, mas, com exceção do extremo norte, no resto do país espere dias muito quentes e úmidos, um clima não exatamente agradável.

Por fim, o inverno é uma ótima escolha para os apaixonados por esqui, graças às condições excepcionais que o país oferece, em especial nas regiões do norte, como Hokkaido e Nagano.

Vale do Kiso.

Documentos e vacinas para entrar no Japão

Quem tem passaporte italiano (com validade superior a 6 meses) recebe um visto de turista gratuito com duração de 90 dias a partir do momento em que entra no país (as regras mudam de acordo com a sua nacionalidade, então confira as suas). Pelo que sei, não é possível prorrogar o visto de turista, a não ser por motivos de força maior, como doença, acidentes etc. etc.

Este é o site oficial da imigração.

Oficialmente, o Japão exige uma comprovação de saída dentro do prazo do seu visto. Isso não é problema para quem tem passagem de volta ou para outro país, mas pode ser para quem tem uma passagem só de ida.

As verificações ficam a critério do agente de fronteira e das companhias aéreas no embarque, antes da partida. Talvez eu tenha dado azar, mas antes de embarcar no meu voo saindo de Taiwan me pediram, sim, para mostrar uma passagem de saída do país. Se você não tiver uma, o meu conselho é alugar uma passagem (de verdade, é um serviço pago) em um site como o Onward Ticket.

O Japão não exige nenhuma vacina obrigatória, mas, como em qualquer viagem, hepatite A e B são recomendadas. De qualquer forma, converse com o seu médico.

Para informações atualizadas sobre vistos e afins, recomendo consultar o site de recomendações de viagem do ministério das relações exteriores do seu país (por exemplo, no Brasil, o Portal Consular do Itamaraty).

Tóquio.

O que fazer e ver no Japão

Neste guia os preços aparecem muitas vezes na moeda local. A moeda oficial do Japão se chama “iene japonês” ou simplesmente “iene”, abreviada como “JPY” ou “¥”. O câmbio é de cerca de 1 € = 177 JPY. Para saber o câmbio atual, recomendo dar uma olhada nesta página.

Por fim, os destinos descritos estão listados a partir de Fukuoka, seguindo para o norte, acompanhando na prática o que foi a minha viagem. Essa ordem é provavelmente a melhor forma de otimizar os deslocamentos na primavera, mas claramente depende muito de onde você chega e das suas intenções.

N.b. Várias vezes ao longo do guia você vai encontrar links para o https://www.alltrails.com/. Se quiser usar a navegação offline direto pelo app do AllTrails, você precisa passar para a versão pro. Mas dá para contornar o problema baixando as coordenadas na versão desktop do site em formato “Google Earth KML” e depois carregando-as no Organic Maps, que é de longe um dos meus aplicativos preferidos para viajar.

KYUSHU

Kyushu é a terceira maior ilha do arquipélago japonês. Por ficar relativamente longe dos circuitos turísticos clássicos, é uma ótima opção para quem procura destinos menos lotados do que os grandes clássicos do país.

Essa ilha é um concentrado de história, natureza e cultura: foi um dos berços do Japão feudal e teve um papel fundamental durante o período dos samurais e nos séculos de abertura comercial para o Ocidente. Nagasaki, em particular, é uma cidade de grande valor histórico, símbolo tanto dos contatos com a Europa quanto das tragédias da Segunda Guerra Mundial.

Kyushu também é uma terra de paisagens espetaculares, marcada por vulcões ativos, fontes termais naturais (como as famosas de Beppu e Yufuin) e uma natureza exuberante e selvagem, perfeita para quem gosta de trilhas, onsen e lugares autênticos.

Vulcão Sakurajima, Kagoshima.

Fukuoka

Fukuoka é a maior cidade da ilha de Kyushu e uma das dez mais populosas do Japão. Por causa da sua posição geográfica, mais perto de Seul do que de Tóquio, há séculos é uma das principais portas de entrada do país para o continente asiático. No passado foi um importante centro comercial e cultural, além de ser o ponto onde as forças mongóis tentaram desembarcar durante as invasões do século XIII.

Hoje Fukuoka é uma cidade moderna e animada onde, ao contrário de outras grandes cidades, o turismo de massa ainda é limitado, e justamente por isso ela conserva um charme autêntico.

O que fazer e ver em Fukuoka

Como eu disse, Fukuoka não é exatamente um destino turístico, não há lá grandes atrações na cidade, mas você pode com certeza passar pelo menos meio dia explorando as ruínas do castelo e o parque que as cerca (Google Maps), e recomendo depois dar uma passada no templo Shofukuji (Google Maps), que, concluído em 1195, é o templo zen mais antigo do Japão. Por fim, à noite você poderia caminhar pela beira do rio, onde há barracas que servem comida (Yatai) (Google Maps). A região é bonitinha, mas muito turística e cara para comer.

As ruínas do castelo.

Dazaifu

Dazaifu, a cerca de meia hora de trem de Fukuoka, é um passeio de um dia realmente popular, e que eu recomendo. A estação onde você deve descer é esta (Google Maps) e você pode simplesmente usar o Google Maps para ver os horários de partida.

O Dazaifu Tenmangu Shrine (Google Maps), o santuário principal, estava em restauração durante a minha visita, mas os jardins e os vários templos ao redor são muito bonitos de qualquer jeito e merecem com certeza uma visita, principalmente se você já está em Fukuoka. Recomendo ir durante a semana, porque até numa quinta-feira havia muitíssimos turistas locais; não ouso imaginar como é no fim de semana.

Vale a pena caminhar até o Tenkai Inari Shrine (Google Maps): o passeio é agradável. Se quiser, você pode seguir até o Kamado Jinja Shrine (Google Maps): tem um ônibus que faz o trajeto de ida e volta, mas eu fui a pé.

Além disso, você poderia visitar o Kyushu National Museum (Google Maps), cujo ingresso custa 700 JPY para a exposição permanente. O prédio é novo e muito bonito, com muitos objetos que vão de vasos de terracota de 4.000 anos atrás a peças mais recentes. Pessoalmente, achei um pouco chato, mas claramente isso é um julgamento subjetivo.

Se você sair de manhã cedo, dá para ver praticamente tudo em um dia, incluindo as atrações da cidade mencionadas antes.

Dazaifu.

Yanagawa

Não fui a Yanagawa, mas é outro passeio de um dia popular saindo de Fukuoka, também neste caso são cerca de meia hora de trem. Aqui a principal atração é a gigantesca estátua do buda no Templo Nanzō-in (Google Maps).

Onde ficar em Fukuoka?

Eu fiquei no UNPLAN Fukuoka e, no geral, recomendo: barato, localização estratégica a dois passos da estação de metrô, áreas comuns limpas e espaçosas, café da manhã incluído.

Como chegar a Fukuoka?

Fukuoka tem ligações diretas de ônibus de e para todos os principais destinos turísticos da ilha de Kyushu (Nagasaki, Kumamoto, Beppu e Kagoshima), mas também para Hiroshima, a leste; você pode reservar on-line em sites como o global.atbus-de e o Willer. Há dois terminais de ônibus, o Nishitetsu Tenjin Expressway Bus Terminal (Google Maps) e o Hakata Bus Terminal (Google Maps); muitos ônibus param nos dois, então você pode escolher o mais conveniente de acordo com o lugar onde estiver hospedado.

A principal estação de trem, onde você também pode pegar os shinkansen, é a Hakata Station (Google Maps). Por fim, se você chegar ao aeroporto, do terminal de voos domésticos (ligado ao dos voos internacionais por um shuttle gratuito) dá para pegar o metrô direto e chegar ao centro.

Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Templo Shofukuji.

Nagasaki

Situada na costa oeste de Kyushu, Nagasaki é uma cidade de grande valor histórico e cultural. Durante o período Edo foi um dos poucos portos japoneses abertos ao comércio com o Ocidente, tornando-se um ponto de encontro entre culturas diferentes. Séculos depois, a cidade foi tragicamente atingida pela segunda bomba atômica, em 1945, deixando uma memória que ainda hoje marca a sua identidade.

O que fazer e ver em Nagasaki

Museu da Bomba Atômica e Parque da Paz

Recomendo começar a visita a Nagasaki pelo Museu da Bomba Atômica (Google Maps). O ingresso custa 200 ienes e, pessoalmente, achei muito interessante e cheio de significado para as gerações futuras. Depois, você pode ir até o vizinho Parque do Hipocentro (Google Maps) e terminar no Parque da Paz (Google Maps).

Se quiser, ali perto também fica a Catedral de Urakami (Google Maps), que dá para ver claramente do parque da paz; não fui lá, mas pelo que dizem já foi a maior igreja da Ásia.

Parque da Paz.

Chinatown e arredores

Nagasaki Shinchi Chinatown (Google Maps) é a Chinatown mais antiga do Japão. Como eu disse, Nagasaki era o único grande porto aberto ao comércio exterior durante o período de isolamento do Japão, e os chineses eram os únicos comerciantes admitidos na cidade, junto com os holandeses. A Chinatown era inicialmente uma ilha aterrada (daí o nome Shinchi, literalmente “terra nova”). Graças a outros aterros, hoje o bairro não é mais uma ilha. Sinceramente, não achei nada de excepcional, mas a rua principal é com certeza bonitinha.

Chinatown.

Se você decidir se aventurar por essas bandas, recomendo dar uma passada também na Ponte Megane (Google Maps), construída por volta de 1634, a ponte em arco de pedra mais antiga do Japão. Ali perto também fica o Templo Sofuku-ji (Google Maps). Construído originalmente em 1629 para os moradores chineses de Nagasaki, o templo foi erguido em estilo arquitetônico chinês e por isso é um pouco diferente dos outros templos. Tem uma placa pedindo uma doação de 300 ienes pela entrada. Bonitinho, mas nada de excepcional. Por fim, você poderia descer até os Jardins Glover (Google Maps), onde ficam algumas das residências em estilo ocidental mais antigas do Japão.

Ponte Megane.

Monte Inasa

Do alto do Monte Inasa (Google Maps), onde fica uma plataforma panorâmica, tem-se vistas fantásticas de toda a cidade e da baía. Recomendo muito subir para o pôr do sol e ficar também para a vista noturna. Há várias linhas de ônibus que levam ao estacionamento (Google Maps) de onde basta caminhar cerca de um quilômetro, o que eu fiz, mas se quiser também há uma espécie de trenzinho (Google Maps) que deve custar 500 ienes por uma passagem de ida e volta ou 300 ienes só de ida.

Monte Inasa.

Gunkanjima

Gunkanjima (Hashima), a cerca de 20 km de Nagasaki (Google Maps), é famosa por ter sido uma das ilhas mais densamente povoadas do mundo graças às minas de carvão. Hoje só dá para visitar em parte; o passeio de barco parece ser popular, mas pelo que dizem é feito só em japonês e, como acabei de dizer, a área visitável é realmente limitada. Pessoalmente não fui, porque me pareceu que não valia a pena, mas deixo você julgar. Uma alternativa poderia ser visitar o Gunkanjima Digital Museum (Google Maps), que reconstrói a vida na ilha com instalações digitais e realidade aumentada.

Onde ficar em Nagasaki?

Mezame Hostel ótimo hostel a dois passos do museu da bomba atômica e da estação de ônibus.

Como chegar a Nagasaki?

Nagasaki tem ligações diretas de ônibus de e para Fukuoka e Kumamoto; você pode reservar on-line em sites como o global.atbus-de e o Willer. O principal terminal de ônibus é o Nagasaki Ekimae (Google Maps). A principal estação de trem, onde você também pode pegar os shinkansen, é a Nagasaki Station (Google Maps).

Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Templo Sofuku-ji.

Kumamoto

Kumamoto é uma cidade de grande charme histórico e natural. Famosa pelo seu magnífico castelo feudal, um dos mais imponentes e sugestivos do Japão, representa um símbolo da época dos samurais e do poder dos clãs locais. Ao redor da cidade se estende uma natureza espetacular, dominada pelo Monte Aso, um dos maiores e mais ativos vulcões do país.

O que fazer e ver em Kumamoto

Castelo de Kumamoto e arredores

O castelo de Kumamoto (Google Maps) é um dos castelos mais bonitos do Japão e o terceiro maior. Infelizmente, como a maioria dos castelos do Japão, é uma réplica recente, pois o original foi incendiado durante uma rebelião em 1877 e, como se não bastasse, muitos dos edifícios do parque sofreram graves danos durante o terremoto de 2016; a torre principal foi reaberta ao público, mas a reconstrução dos demais edifícios ao redor vai levar anos. Eu recomendo a visita de qualquer jeito. O ingresso custa 800 ienes e com o aplicativo oficial há um audioguia gratuito; leve fones de ouvido, há Wi-Fi gratuito. Para uma ótima vista do castelo, totalmente gratuita, suba até o décimo quarto andar da Kumamoto City Hall (Google Maps).

Castelo de Kumamoto.

Ainda dentro do parque do castelo fica a Hosokawa Gyōbutei (Google Maps), ou seja, a antiga residência da família Hosokawa, um importante clã de samurais que governou o feudo de Kumamoto. É uma casa tradicional em estilo japonês, cercada por um elegante jardim, que oferece um olhar autêntico sobre a vida e a arquitetura da aristocracia samurai do período Edo. Infelizmente, durante a minha visita o acesso estava completamente interditado por causa dos danos sofridos durante o terremoto. Ao lado, você poderia considerar o Kumamoto City Museum (Google Maps).

Vista do Kumamoto City Hall.

Templos variados

O templo Honmyo-ji (Google Maps) é um dos mais famosos de Kumamoto. O templo em si não é nada demais, mas fica no alto de uma colina de onde se têm ótimas vistas da cidade e também do Monte Aso ao longe, se o tempo ajudar. Tem também uma alameda com cerejeiras dos dois lados que, em plena floração, acho que é muito sugestiva. Pelo que dizem, aqui também acontece um festival das cerejeiras em flor. Se você decidir subir, recomendo seguir depois até o parque Honmyoji (Google Maps), onde o panorama é ainda mais bonito e há uma estátua de Katō Kiyomasa, um célebre samurai que mandou construir o castelo de Kumamoto.

Se você não está a fim de se cansar, na cidade há um templo bonitinho que não exige subir nenhuma escadaria, o Fujisaki Hachimangu (Google Maps). Se, ao contrário, você procura algum outro mirante, recomendo subir até o Pagode Hanaokayama (Google Maps); aqui também, além de um ótimo panorama da cidade, há uma bela alameda de cerejeiras que imagino que não seja nada mal durante a época da floração.

Fujisaki Hachimangu.

Monte Aso

O Monte Aso é um dos maiores e mais ativos vulcões do Japão. Sua vasta caldeira oferece paisagens de tirar o fôlego; pessoalmente, acho que vale absolutamente a pena visitá-lo. Recomendo pegar o primeiro trem direto para a estação de Aso (Google Maps) para conseguir embarcar no primeiro ônibus que sobe até o vulcão. O ponto fica em frente à saída da estação, este é o site oficial do ônibus. A passagem custa 1.500 ienes e permite subir e descer dos vários ônibus quantas vezes você quiser durante o dia todo (se quiser, você pode pegar o ônibus para descer do Asosanjo Terminal até o centro de visitantes ou vice-versa). O primeiro ônibus estava quase lotado numa quarta-feira, então imagino que no fim de semana alguém quase com certeza fique a pé. Desça no último ponto, Asosanjo Terminal (Google Maps).

A cratera do vulcão.

Daqui há várias opções: eu fiz a trilha descrita nesta página (All Trails); queria fazer este circuito (All Trails), mas eu estava literalmente morrendo de frio. Peguei um dia muito frio no fim de março, com rajadas de vento de uns 60 km por hora e uma sensação térmica de -5 graus. A trilha não era particularmente dura, mas também não era um passeio no parque. De qualquer forma, não faltam opções: há trilhas mais tranquilas, tipo esta (All Trails) e, embora o acesso à cratera estivesse fechado durante a minha visita por causa da atividade excessiva, se quiser você poderia simplesmente subir até a cratera.

Depois de fazer um pouco de trekking, recomendo dar uma passada no centro de visitantes (Google Maps), onde há uma pequena exposição dedicada ao parque. Se quiser visitar o museu propriamente dito, no segundo andar do prédio (Google Maps), você precisa pagar 1.100 ienes. Pelos comentários no Google Maps, a maior parte das informações está só em japonês, então não entrei. Do outro lado da rua há um mirante de fácil acesso (Google Maps). Dito isso, se ficou tarde ou você simplesmente não está com vontade, pode descer tranquilamente para o vale pulando o centro de visitantes.

O desfiladeiro de Takachiho

Eu mesmo não fui, porque é bem complicado de chegar de transporte público, mas o desfiladeiro de Takachiho (Google Maps) é um destino muito popular. Situado a menos de duas horas de carro de Kumamoto, também pode ser visitado num bate-volta se você alugar um carro. O desfiladeiro é famoso por suas paredes de rocha verticais, pelas águas cristalinas do rio e pelas sugestivas cachoeiras, que criam uma paisagem natural espetacular. Nesta página (em inglês) você encontra mais algumas informações.

Onde ficar em Kumamoto?

Eu fiquei no HOTEL CARNA A e recomendo. O lugar é bem antigo, a ponto de as cápsulas terem uma TV de tubo, mas o preço é realmente honesto e, principalmente, tem um ótimo Daiyokujō (grande banho público) com direito a sauna.

Como chegar a Kumamoto?

Kumamoto tem ligações diretas de ônibus de e para Fukuoka, Nagasaki e Kagoshima. Você pode reservar on-line em sites como o global.atbus-de e o Willer. O principal terminal de ônibus é o Sakuramachi Bus Terminal (Google Maps). A principal estação de trem, onde você também pode pegar os shinkansen, é a Kumamoto Station (Google Maps).

Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Pagode Hanaokayama.

Beppu

Na costa leste de Kyushu fica Beppu, uma das localidades termais mais famosas do Japão. A cidade é renomada por seus onsen (as tradicionais fontes termais naturais do Japão) e pelos espetaculares “hells”, ou seja, fontes termais naturais com cores e formas surpreendentes.

Pessoalmente não fui: a rede de transporte público em Kyushu torna mais cômodo chegar a Beppu saindo de Fukuoka, mas isso implica ter que voltar a Fukuoka para seguir viagem. Considerando que no meu roteiro não faltavam outras oportunidades de viver a clássica experiência onsen, preferi dedicar o tempo a outras paradas. De qualquer forma, continua sendo um destino muito popular, que acho que vale a pena pelo menos mencionar.

Além disso, se você pretende visitar Shikoku, de Saganoseki, uma localidade não muito distante de Beppu, sai uma balsa que liga diretamente as duas ilhas. Em resumo, dependendo dos seus planos de viagem, Beppu pode se revelar uma parada interessante.

Nesta página (em inglês) você pode encontrar mais informações sobre os diferentes onsen da região.

Vulcão Sakurajima.

Kagoshima

Voltada para uma esplêndida baía dominada pelo majestoso vulcão Sakurajima, ainda hoje ativo, Kagoshima foi um dos berços da cultura dos samurais e a terra natal de Saigō Takamori, figura símbolo da Restauração Meiji. Hoje une o seu passado a uma atmosfera relaxada e a cenários naturais entre os mais sugestivos do Japão.

O que fazer e ver em Kagoshima

A cidade de Kagoshima

Recomendo começar a visita pela cidade com o Museu da Restauração Meiji (Google Maps). O ingresso custa 300 ienes e inclui um audioguia gratuito em inglês. Em intervalos regulares também são exibidos dois filmes interessantes, também em inglês. Não é o melhor museu que já vi, mas também não é ruim; no geral, recomendo. Depois, siga para o que resta do castelo Tsurumaru (Google Maps); a única parte realmente interessante é o antigo portão, por causa da restauração recente (Google Maps). Terminada essa breve visita, recomendo subir até a plataforma panorâmica do parque Shiroyama (Google Maps), de onde se têm vistas fantásticas da cidade com o vulcão Sakurajima ao fundo. Por fim, não fui, mas os jardins Sengan-en (Google Maps) são muito recomendados. A entrada é relativamente cara em comparação com muitos outros jardins tradicionais, mas, segundo muitos comentários, vale absolutamente a pena.

Plataforma panorâmica do parque Shiroyama.

Sakurajima

O Sakurajima é um dos vulcões mais ativos do Japão e o símbolo de Kagoshima. O vulcão solta fumaça constantemente e muitas vezes ocorrem erupções menores várias vezes ao dia. A balsa (Google Maps) para a ilha na baía onde fica o vulcão faz a travessia com muita frequência, literalmente 24 horas por dia, e custa só 200 ienes. Depois de chegar à ilha, do porto (Google Maps) recomendo caminhar até o centro de visitantes (Google Maps) onde é possível assistir a um filme e há também uma pequena exposição, uma espécie de pequeno museu que conta a história da ilha e a sua formação. Terminada a visita, desça até a área onde ficam as banheiras termais para os pés (Google Maps). A essa altura, se você tiver mais sorte do que eu, poderá pegar o ônibus (passa a cada meia hora e o passe para o dia inteiro deve custar 500 ienes) que leva ao mirante acessível ao público mais próximo da cratera (Google Maps). Infelizmente, durante a minha visita o topo do vulcão estava completamente coberto de nuvens, então preferi não subir, já que não haveria nenhum panorama. A título de informação, você também poderia subir a pé, como descrito nesta página (All Trails). Só para passar o tempo antes de voltar a Kagoshima, acabei fazendo a curta trilha costeira (Google Maps) até o observatório Karasujima (Google Maps), nada demais.

Banhos termais para os pés.

Monte Kaimondake

Por causa da sua forma cônica quase perfeita, que lembra a do Monte Fuji, o Monte Kaimondake costuma ser chamado de “o Fuji de Kagoshima”. É uma trilha muito bonita com um pouco de semiescalada perto do topo; o caminho é bem conservado e relativamente movimentado até durante a semana, e parece ser uma trilha realmente popular entre os locais. Do topo se tem uma vista fantástica do lago Ikeda e da baía de Kagoshima. Você encontra a trilha descrita nesta página (All Trails).

Se, como eu, você se desloca de transporte público e adora viajar de trem, dá para pegar o trem das 10:00 em Kagoshima, descer na estação de Kaimon (Google Maps), subir até o topo e depois voltar para a cidade no trem das 16:37, mas é preciso manter um bom ritmo. Eu não tive problemas, mas se você quiser levar com mais calma, pelo visto dá para pegar um ônibus de ou para Ibusuki, de onde as conexões de trem para Kagoshima são mais frequentes.

Dito isso, você poderia parar em Ibusuki de qualquer forma e visitar os famosos “banhos de areia” no Sunamushi Onsen (Google Maps), onde, em vez de ficar de molho na água quente, você fica de “molho” na areia aquecida pela atividade vulcânica. Eu não fui, mas pelo número de turistas que vi subir e descer do trem, parece ser realmente popular.

Monte Kaimondake.

Yakushima

Yakushima é a ilha mais chuvosa do Japão. Essa chuva constante alimenta uma vegetação exuberante e florestas de cedros milenares que parecem saídas de um filme do Miyazaki; não por acaso, Princess Mononoke é inspirado justamente nessas paisagens.

A ilha e o seu parque nacional parecem mesmo um lugar extraordinário, que posso recomendar com base nas minhas pesquisas e nos relatos de outros viajantes. Infelizmente não posso falar por experiência pessoal, porque a previsão do tempo estava péssima por vários dias e eu não estava a fim de ficar parado por muito tempo esperando uma janela de tempo melhor; assim, com um pouco de pesar, deixei Kagoshima sem visitar Yakushima.

Dito isso, há três opções para chegar à ilha: duas balsas e uma embarcação rápida. No site oficial da Green Guesthouse você encontra uma tabela-resumo muito útil com todos os horários e preços. Nesta página (em inglês) você encontra algumas ideias interessantes para planejar um roteiro.

Parque nacional Kirishima-Kinkōwan

Para concluir, se você tem interesse em outras trilhas usando Kagoshima como base, o parque nacional Kirishima-Kinkōwan, ao norte da cidade, não fica muito longe, mas pelo menos durante a minha visita o transporte público era tão precário que desisti de visitá-lo; se você estiver disposto a alugar um carro, acho que pode ser um destino interessante. Eu tinha identificado esta trilha, mas nesta página você encontra um monte de outras ideias interessantes.

Portão do castelo Tsurumaru.

Onde ficar em Kagoshima?

Eu fiquei na Green Guesthouse, nada de excepcional, mas ótima localização, a dois passos tanto do Kosokusen Terminal quanto do porto de onde partem as balsas para Sakurajima e Yakushima. No geral, recomendo.

Como chegar a Kagoshima?

Kagoshima tem ligações diretas de ônibus de e para Kumamoto, mas também Fukuoka. Você pode reservar on-line em sites como o global.atbus-de e o Willer. O principal terminal de ônibus é o Kagoshima Chūō (Google Maps), mas muitos ônibus também param no Kosokusen Terminal (Google Maps), não muito longe da Green Guesthouse. A principal estação de trem, onde você também pode pegar os shinkansen, é a Kagoshimachuo Station (Google Maps). Por fim, vendo o quanto Kagoshima fica ao sul, vale absolutamente a pena considerar a ideia de pegar algum voo doméstico, principalmente se você pretende deixar a ilha de Kyushu. Se reservados com antecedência, os voos têm preços muito competitivos. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Nagasaki.

SHIKOKU

Shikoku é a menor das quatro ilhas principais do Japão e uma das menos visitadas pelo turismo internacional. É conhecida principalmente pela peregrinação dos 88 templos, um roteiro espiritual que atravessa a ilha inteira e atrai tanto devotos quanto viajantes em busca de experiências mais contemplativas.

Longe do ritmo frenético das grandes metrópoles, Shikoku oferece cenários naturais sugestivos, vilarejos tradicionais e fontes termais. Suas costas recortadas, as pontes suspensas que a ligam a Honshū e a calorosa hospitalidade local fazem dela um destino ideal para quem quer explorar um Japão mais intimista e genuíno.

Eu literalmente não pus os pés em Shikoku, então não tenho grandes informações a respeito, mas, como eu disse, você poderia pegar a balsa em Saganoseki se estiver em Kyūshū ou então uma das várias pontes que a ligam a Honshū. Em suma, não é tão difícil incluir Shikoku no seu roteiro. Nesta página (em inglês) você encontra ideias sobre o que fazer e ver.

HONSHŪ

Honshū é a maior e mais populosa das ilhas do arquipélago japonês, além de ser o coração cultural, econômico e político do país. Aqui ficam as principais metrópoles japonesas (Tóquio, Quioto, Osaka e Hiroshima), junto com alguns dos destinos mais icônicos e representativos do Japão, como o Monte Fuji. É justamente aqui, ao longo do eixo que vai de Tóquio a Hiroshima, que se concentra a maior parte do turismo internacional.

Iwakuni.

Hiroshima

Situada na região de Chūgoku, na ilha de Honshū, Hiroshima é uma cidade de profundo significado histórico e simbólico. Tornada tristemente famosa por ter sido o alvo da primeira bomba atômica, em 6 de agosto de 1945, hoje Hiroshima é uma cidade moderna e animada, que une memória e esperança.

O que fazer e ver em Hiroshima

Hiroshima tem um bom centro, cuja artéria principal é a Hondori Street (Google Maps), uma longa galeria de pedestres coberta, cheia de lojas e restaurantes. É a clássica rua comercial que se encontra em muitas cidades japonesas: agradável para um passeio, mas nada de particularmente especial.

Parque da Paz de Hiroshima.

Parque da Paz de Hiroshima

Recomendo começar a visita pelo Museu Memorial da Paz de Hiroshima (Google Maps); na alta temporada, já às 9:00 havia fila para entrar e o interior estava realmente lotado, então acho que vale muito a pena ir o mais cedo possível. O museu percorre a história de Hiroshima e o advento da bomba nuclear. O foco principal, porém, são os eventos de 6 de agosto: o lançamento da bomba e as suas consequências em termos de sofrimento humano. O ingresso custa 200 ienes; eu não peguei, mas se quiser há um audioguia por 400 ienes.

Depois caminhe pelo Parque Memorial da Paz (Google Maps), que era o coração político e comercial da cidade e, justamente por isso, foi escolhido como alvo. Por fim, visite a famosa Cúpula da Bomba Atômica (Google Maps). Originalmente sede do Palácio de Promoção Industrial, foi um dos poucos edifícios que ficaram de pé depois da explosão de 6 de agosto de 1945. Hoje é conservada nas mesmas condições daquela época, como monumento à memória e alerta universal contra a guerra nuclear.

O Castelo de Hiroshima.

Castelo de Hiroshima

O Castelo de Hiroshima (Google Maps), também conhecido como Castelo das Carpas, foi construído em 1589 pelo poderoso senhor feudal Mōri Terumoto e foi por séculos um importante centro de poder no Japão ocidental. Poupado das demolições do período Meiji, acabou porém completamente destruído, junto com o resto da cidade, pela bomba atômica de 1945. O que se vê hoje é, portanto, uma reconstrução. O ingresso custa 370 ienes e inclui um audioguia gratuito (recomendo levar fones de ouvido). A exposição interna, dedicada à história do castelo e da cidade, não é particularmente memorável, mas a vista panorâmica do último andar vale a pena. Aos domingos à tarde, às 13:00 e às 15:00, deve haver um espetáculo de samurais totalmente gratuito.

Jardim Shukkeien

O Jardim Shukkeien (Google Maps) é um refinado jardim japonês que remonta a 1620, criado logo depois da construção do castelo de Hiroshima. Colinas, vales e florestas em miniatura reproduzem paisagens naturais em escala, com trilhas que serpenteiam em volta de um laguinho central. É um lugar muito bem cuidado e tranquilo, perfeito para uma pausa relaxante durante a visita à cidade depois de passar pelo museu da bomba atômica. O ingresso custa só 260 ienes e sem dúvida vale a visita.

Jardins Shukkeien.

Museu da Mazda

O museu da Mazda fica dentro da principal fábrica da empresa, em Hiroshima (Google Maps). O tour, gratuito e disponível também em inglês, percorre a história da montadora por meio de modelos de várias épocas e uma parte da linha de produção. É preciso reservar com antecedência porque a procura é grande. Eu mesmo não fui, então não posso falar por experiência direta, mas parece uma experiência interessante para os apaixonados por motores.

Portal torii.

Ilha Itsukushima

Itsukushima é uma pequena ilha situada a cerca de meia hora ao sul de Hiroshima. É famosa principalmente pelo seu gigantesco portal torii, que na maré alta parece flutuar sobre a água. É um passeio muito popular para quem visita Hiroshima. Mas não espere uma atmosfera tranquila: a ilha está quase sempre lotada, mas continua sendo um destino que posso recomendar.

Para chegar a Itsukushima saindo de Hiroshima você tem duas opções: pode pegar o trem até a estação de Miyajimaguchi (Google Maps) ou a linha 2 do bonde até a última estação, Hiroden-Miyajimaguchi (Google Maps); o trem é um pouco mais rápido, mas custa literalmente o dobro, a escolha é sua. Chegando lá, as balsas para a ilha fazem a travessia o tempo todo; se você tem um JR Pass, essa balsa está incluída; caso contrário são 200 ienes só de ida, que você pode pagar direto com o seu cartão IC, sem precisar, portanto, pegar fila para comprar a passagem.

Chegando à ilha, recomendo ir até o santuário Hokoku-jinja (Google Maps); você pode tranquilamente deixar de entrar e, sinceramente, vale o mesmo para o mais famoso Itsukushima Jinja (Google Maps): a entrada custa só 300 ienes, mas além de pegar fila há realmente pouco para ver; na minha opinião, a maioria das pessoas entra só para tirar a foto com o portal torii ao fundo. Pelo museu pedem outros 200 ienes, que não paguei, então não sei o que tem lá dentro. Você que sabe.

Parque Omoto.

Depois recomendo caminhar até o parque Omoto (Google Maps), onde normalmente há um monte de cervos e também cerejeiras em flor na época certa. Se você está a fim de se cansar um pouco, daqui sai uma trilha marcada também no Google Maps que sobe até o Monte Komagabayashi (Google Maps), de onde se têm ótimas vistas da baía, e depois você pode seguir para o Monte Misen (Google Maps), que oferece um panorama parecido, mas é bem mais lotado, já que a estação do teleférico fica logo ali perto. Daqui recomendo descer pela trilha principal (All Trails), que é a menos íngreme e a mais bem conservada, fazendo uma parada no templo Daisho-in (Google Maps). Se por qualquer razão você não quiser subir a pé, como eu disse, há um teleférico que parte deste ponto (Google Maps) e chega à estação Shishiiwa (Google Maps). Você também poderia decidir subir de teleférico e depois descer a pé, como muita gente parece fazer; eu recomendo o circuito a pé, mas pouco muda. A escolha é sua.

Vista do topo.

Iwakuni

Iwakuni é uma pequena cidade a cerca de uma hora ao sul de Hiroshima (e meia hora de Itsukushima), conhecida principalmente pela sua icônica ponte Kintai-kyo, uma estrutura de madeira com cinco arcos considerada uma obra-prima da engenharia tradicional japonesa, construída inteiramente sem pregos de metal. De Hiroshima há ligações frequentes para a estação de Iwakuni (Google Maps); chegando à estação, pegue o ônibus até este ponto (Google Maps). Daqui você pode decidir atravessar a famosa ponte a pé (Google Maps), cobram 300 ienes para isso; sinceramente, eu nem sabia e fui direto para a ponte mais ao norte, porque simplesmente queria ver a Kintai-kyo de outro ângulo. Depois explorei o parque que cerca o Santuário Kikko (Google Maps) e peguei a trilha marcada no Organic Maps que leva ao castelo de Iwakuni (Google Maps); com certeza não é o mais impressionante do Japão, mas achei a visita agradável; cobram 270 ienes para entrar e lá dentro há uma espécie de pequeno museu com katanas, armas variadas e a história do castelo.

Vista do castelo.

Dito isso, se o seu orçamento é limitado, você pode simplesmente subir a pé e passear em volta do castelo; entrar não é necessário de jeito nenhum. Se, ao contrário, dinheiro não é problema, você não está a fim de caminhar ou simplesmente quer pegar o teleférico que leva ao castelo (Google Maps) em vez da trilha mencionada antes, vale com certeza a pena comprar o ingresso combinado na entrada da ponte (Google Maps), que custa 970 ienes e permite atravessar a Kintai-kyo Bridge, pegar o teleférico e entrar no castelo. Para concluir, durante a temporada da floração das cerejeiras, que por aqui costuma acontecer no início de abril, a alameda com cerejeiras e lanternas do parque Ukai (Google Maps), à beira do rio, é realmente muito sugestiva. A título de informação, se você sair de manhã cedo, com certeza poderia visitar tanto a ilha quanto Iwakuni no mesmo dia.

Ponte Kintai-kyo.

Onde ficar em Hiroshima?

Passei algumas noites na Guesthouse Akicafe Inn, lugar realmente muito bonitinho, equipe simpática e localização praticamente perfeita, a dois passos da estação. Um dos melhores hostels em que fiquei durante a minha viagem pelo Japão. Eles também têm quartos privativos. Passei também algumas noites na Hiroshima Guesthouse HARU; o lugar não é tão bem cuidado e a localização é um pouco mais incômoda, mas continua sendo um bom hostel com uma ótima relação custo-benefício.

Como chegar a Hiroshima?

Hiroshima tem ligações diretas de ônibus de e para Fukuoka, a oeste, e Osaka, a leste. Você pode reservar on-line em sites como o Willer. O principal terminal de ônibus é o Bus Station Hiroshima Station North Gate (Google Maps), mas muitos ônibus também param no Hiroshima Bus Center (Google Maps). A principal estação de trem, onde você também pode pegar os shinkansen, é a Hiroshima Station (Google Maps). Por fim, de acordo com o seu roteiro, você poderia considerar voos de e para Hiroshima. Se reservados com antecedência, os preços podem ser muito competitivos e fazer você economizar um bom tempo. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Cúpula da Bomba Atômica.

Onomichi

Onomichi é uma pequena cidade a meio caminho entre Hiroshima e Himeji, perfeita para quem quer quebrar a viagem e sair um pouco do roteiro turístico clássico.

O que fazer e ver em Onomichi

A atração número um de Onomichi é sem dúvida a chamada “Temple Walk” que, em menos de 3 km, liga nada menos que 25 templos. É uma forma extremamente agradável de passar meio dia. O percurso é bem sinalizado, começa neste ponto (Google Maps) e passa também pela famosa “rua dos gatos” (Google Maps). Recomendo ainda incluir o “caminho da literatura”, que leva ao observatório no topo do Monte Senkoji (Google Maps). Se quiser, você também poderia pegar o teleférico (Google Maps).

Temple Walk.

Em suma, você poderia combinar tudo seguindo o trajeto de GPS que você encontra nesta página, que inclui também o templo Saikoku (Google Maps), oficialmente fora da “Temple Walk” e por isso bem menos lotado, mas bonitinho e com ótimas vistas. Caso você ainda não tenha se cansado de caminhar e visitar templos, eu também fui ao templo Jodoji Okunoin Manpuku (Google Maps), que nos fundos tem uma bela plataforma panorâmica (Google Maps).

Temple Walk.

Onde ficar em Onomichi?

Passei algumas noites na Onomichi Guest House, sem fazer feio nem encantar. Se você procura uma opção barata, não é tão ruim assim.

Como chegar a Onomichi?

Venha você de Hiroshima, ao sul, ou de Himeji/Osaka, ao norte, aconselho pegar o trem da San-yo Line até a estação de Onomichi (Google Maps). Se você está com pressa e não se importa de gastar bem mais, pode pegar o Shinkansen até Fukuyama, de onde de qualquer forma terá que seguir pela San-yo Line. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Onomichi.

Okayama, Naoshima e Teshima

De Onomichi eu segui direto para Himeji, mas, se quiser, há alguns destinos interessantes no meio do caminho que acho que vale a pena mencionar. Antes de tudo o Castelo de Okayama (Google Maps), apelidado de Castelo Negro pela cor escura de suas paredes externas, e o vizinho jardim Kōraku-en (Google Maps), considerado um dos mais bonitos do Japão.

Okayama também é uma ótima base para explorar as ilhas Naoshima e Teshima, particularmente populares entre os apaixonados por arte contemporânea. Nos links (em inglês) você encontra algumas informações.

Templo Saikoku.

Himeji

Himeji é uma cidade célebre pelo seu magnífico castelo, considerado o mais bonito do Japão. Conhecido também como “Castelo da Garça Branca”, o Castelo de Himeji, que data de 1609, é um dos poucos exemplos de arquitetura feudal japonesa que sobreviveram intactos a guerras, terremotos e bombardeios. Hoje representa um dos símbolos mais icônicos do Japão e um patrimônio mundial da UNESCO.

Castelo de Himeji.

O que fazer e ver em Himeji

Castelo de Himeji

O castelo de Himeji (Google Maps) é sem dúvida a atração número um da cidade. Tive o prazer de visitá-lo durante a floração das cerejeiras e, apesar da multidão, foi sem dúvida um dos highlights da minha viagem ao Japão. Especialmente na alta temporada, recomendo entrar o mais cedo possível para evitar filas longas. Abrem às 9:00 e quando saí, às 10:30, já havia uma fila longuíssima. O ingresso custa 1.000 ienes. Infelizmente, a torre principal é basicamente vazia, e a visita consiste em sua maior parte em lances e mais lances de escada. Sinceramente, se o seu orçamento é realmente apertado, você poderia deixar de entrar no castelo propriamente dito. Dito isso, se decidir entrar, recomendo pagar os 50 ienes extras para visitar os jardins internos. Caso contrário, você pode simplesmente curtir o castelo a partir do parque externo.

Os jardins Koko-en (Google Maps), ali perto, também não são nada maus, mas neste caso também espere uma situação bem lotada. Para concluir, neste ponto (Google Maps) há uma bela vista do castelo, da qual você vê a foto logo abaixo, e se você procura um lugar tranquilo com um belo panorama não só do castelo, mas da cidade inteira, recomendo subir ao parque Otokoyama Haisui’ike (Google Maps).

Templo de Shoshazan Engyoji

Situado no Monte Shosha, a noroeste de Himeji, o complexo do templo de Shoshazan Engyoji é um antigo local de culto budista fundado no século X. Imerso em uma floresta sugestiva, conserva edifícios de madeira de grande valor histórico e espiritual. Sua atmosfera e seu fascínio arquitetônico serviram de cenário para vários filmes, entre eles O Último Samurai.

Para chegar lá, pegue qualquer ônibus com destino ao Shosha Bus Stop (Google Maps) e depois recomendo subir a pé, são cerca de 20 minutos; a trilha começa neste ponto (Google Maps), é fácil de seguir e está marcada também no Google Maps. Claramente, como acontece muito no Japão, também há um teleférico; a estação fica neste ponto (Google Maps), e a passagem de ida e volta deve custar 900 ienes. A trilha desemboca direto onde fica a estação de chegada do teleférico (Google Maps). Quer você escolha subir a pé ou de teleférico, daqui, para chegar ao complexo propriamente dito, é preciso caminhar mais uns vinte minutos. Como alternativa, também há ônibus-navetas pagos, que ligam a estação superior à área do templo. De novo, eu recomendo caminhar; além disso, este trecho é bem menos íngreme. Logo depois da estação de chegada é onde se paga a entrada, que custa 500 ienes. Os dois edifícios que você absolutamente precisa ver são o Engyoji – Maniden (Google Maps) e o Engyoji Three Halls (Google Maps), mas há um monte de outros santuários, templos e afins; recomendo explorar a área inteira, que na minha opinião é muito bonitinha e, pelo menos durante a minha visita, nada lotada.

Engyoji Three Halls.

Onde ficar em Himeji?

Eu fiquei na Himeji 588 Guest House, ótima localização a meio caminho entre a estação de trem e o castelo. São muito rígidos com o horário do check-in e a guarda de bagagem, mas, no resto, não é nada mal.

Como chegar a Himeji?

A Himeji Station (Google Maps) tem ligações extremamente frequentes tanto para Onomichi/Hiroshima, ao sul, quanto para Kōbe/Osaka, ao norte. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Himeji Gokoku.

Kōbe

Situada entre as montanhas e o mar, e célebre pela sua carne bovina de primeira, Kōbe é um antigo porto comercial que funde influências ocidentais e tradição japonesa em uma paisagem urbana refinada.

O que fazer e ver em Kobe

Para o turismo local, uma das principais atrações de Kōbe é o bairro Kitano (Google Maps), onde antigamente moravam diplomatas e comerciantes europeus. Aqui há muitas casas em estilo ocidental, várias das quais hoje abrigam pequenos museus e cafés. A mais famosa é a casa Moegi (Google Maps); eu nem entrei, então não sei se vale a pena ou não. Para quem vem da Europa, porém, a visita pode não ser particularmente interessante. Continua sendo um passeio agradável, ideal se você tem um tempinho livre ou se quer fazer uma parada de meio dia no caminho para outro destino. Vale também visitar a Chinatown de Kōbe (Google Maps), na minha opinião a mais fascinante das que vi no Japão, animada e cheia de barracas e restaurantes. Por fim, provar a célebre carne de Kōbe é quase obrigação.

Bairro Kitano.

Monte Rokko

Eu passei só meio dia em Kobe, visitando a partir de Osaka, e não queria ficar até tarde, então fui embora no fim da manhã; mas se você decidir ficar mais tempo ou talvez passar a noite aqui, poderia subir ao observatório Tenran (Google Maps); a vista é considerada uma das mais bonitas do Japão, muitas vezes descrita como uma das “três grandes vistas noturnas” do país (Nihon Sandai Yakei), junto com as de Hakodate e Nagasaki. Você pode pegar o teleférico neste ponto (Google Maps), que é ligado à cidade por ônibus.

Como chegar a Kobe?

Kobe tem ligações extremamente frequentes de trem, tanto para o norte quanto para o sul, para todos os principais destinos turísticos dos arredores. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Chinatown.

Osaka

Osaka é a segunda área metropolitana do Japão depois de Tóquio e há séculos representa o coração econômico da região de Kansai. Conhecida no passado como Naniwa, foi a primeira capital do Japão antes do período Nara, quando a sede imperial mudava a cada novo soberano. Hoje Osaka é uma metrópole moderna e animada, célebre pela sua alma comercial e pelo imponente castelo.

Castelo de Osaka.

O que fazer e ver em Osaka

Castelo de Osaka

O castelo de Osaka (Google Maps) com o seu amplo parque (Google Maps) são sem dúvida um dos lugares mais icônicos da cidade. Eu, sinceramente, nem entrei no castelo propriamente dito. Visitei Osaka em plena floração das cerejeiras e havia uma fila absurda para entrar. Pelo que li, como em outros castelos do Japão, o interior não é particularmente interessante, então poupei a espera infinita e também os 1.200 ienes do ingresso. Mas não posso falar por experiência direta. Se você decidir entrar, pelo visto comprar o ingresso on-line deve fazer você economizar um pouco de tempo na alta temporada. Já entrei nos Jardins Nishinomaru (Google Maps); mais do que jardins, é um parque cheio de cerejeiras que, na minha opinião, oferece as melhores vistas do castelo; o ingresso custa 200 ienes e durante a época da floração também há iluminações especiais.

Para concluir, eu não fui, mas perto do castelo também fica o Museu de História de Osaka (Google Maps), que pode ser uma visita interessante.

Castelo de Osaka a partir dos Jardins Nishinomaru.

Namba e Dotonbori

Namba (Google Maps) é um bairro famoso pelas compras e pelo entretenimento, um dos mais populares de Osaka. Dotonbori (Google Maps) é a área mais animada ao longo do canal, famosa por bares, letreiros luminosos e restaurantes. Recomendo dar uma volta por lá à noite e passar também pelo templo Hozen-ji (Google Maps), que fica no coração do bairro. Aqui também fica o mercado Kuromon Ichiba (Google Maps).

Shinsekai

Se você procura um bairro menos turístico, mas ainda assim fascinante, para passear à noite, recomendo dar uma passada em Shinsekai (Google Maps), muito colorido e movimentado. Une características modernas, com letreiros vivos e chamativos, a elementos tradicionais. Eu não fiz isso, mas se quiser você pode subir ao topo da torre Tsutenkaku (Google Maps), onde há uma plataforma panorâmica que deve oferecer ótimas vistas da cidade.

Torre Tsutenkaku.

Sumiyoshi Taisha

Sumiyoshi Taisha (Google Maps) é um belo santuário imerso no verde, que quase faz você esquecer que está em Osaka. Aqui fica a famosa ponte vermelha, que permite tirar uma bela foto com o seu reflexo na água.

Parque Minoh

O Parque Minoh (Google Maps), na periferia de Osaka, é um dos melhores lugares da região de Kansai para ver as cores outonais do foliage. Como visitei Osaka na primavera, não fui, mas no outono acho que pode ser um destino interessante. Há alguns templos, como o Ryuan-ji (Google Maps), uma cachoeira (Google Maps) e uma série de trilhas.

Para concluir, outros dois destinos que acho que vale a pena mencionar são o Universal Studios Japan (Google Maps) e o aquário Kaiyukan (Google Maps).

Sumiyoshi Taisha.

Onde ficar em Osaka?

Eu fiquei no IMANO OSAKA SHINSAIBASHI HOSTEL, bom hostel e boa localização, mas preciso dizer que os dormitórios eram um pouco apertados. No geral, nada mal.

Como chegar a Osaka?

Osaka tem ligações extremamente frequentes de trem, tanto para o norte quanto para o sul, para todos os principais destinos turísticos dos arredores. Além disso, a cidade é servida pelo aeroporto internacional de Kansai (Google Maps). Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Dotonbori.

Quioto

Situada no coração da região de Kansai, Quioto foi a capital do Japão e a residência imperial por mais de um milênio, de 794 a 1868. Apesar dos conflitos e dos incêndios que ao longo dos séculos a puseram várias vezes à prova, a cidade conseguiu preservar um patrimônio histórico único, escapando até dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial.

Hoje Quioto é uma grande cidade moderna que guarda com orgulho o seu passado: templos, santuários e jardins tradicionais fazem dela um dos lugares mais fascinantes e representativos da cultura japonesa.

Santuário de Yasaka.

O que fazer e ver em Quioto

Em Quioto há uma quantidade impressionante de coisas para ver, tanto que se corre o risco de se sentir sobrecarregado. Mesmo ficando quase uma semana, fui embora sem ter visitado vários templos que muita gente considera imperdíveis. Vale para qualquer lugar, mas em Quioto mais do que nunca: tentar ver “tudo” é impossível. Melhor aceitar isso e curtir o que você consegue incluir, sem estresse.

Além disso, embora a cidade seja encantadora, talvez por ser a época da floração das cerejeiras, achei-a muitas vezes extremamente lotada, às vezes além do limite do tolerável. Por mais que Quioto seja uma parada essencial de qualquer viagem ao Japão, acho que faz sentido evitar se fixar em cada templo e avaliar, em vez disso, dedicar parte do seu tempo a destinos menos batidos.

Templos variados

Há mais de 1.600 templos na cidade. Seguindo o que acabei de dizer, visitar todos é realmente pouco realista, assim como mencionar um por um. Por isso vou tentar recomendar aqueles que, por um motivo ou outro, são os mais populares: darei uma opinião sobre os que visitei e sugerirei um possível roteiro a seguir. Dito isso, como eu disse, a lista não é completa de jeito nenhum: sei que alguém pode não concordar comigo, mas acho que o que vem a seguir é um bom ponto de partida para passar alguns dias em Quioto.

Caminho do Filósofo.

Recomendo começar pelo Ginkaku-ji (Google Maps), um templo zen do século XV famoso pela sua estética simples e pelos elegantes jardins de areia e musgo. O ingresso custa 1.000 ienes. Se o seu orçamento é limitado, com certeza há templos mais impressionantes para visitar. Dito isso, o templo combina bem com o vizinho Caminho do Filósofo, ou Tetsugaku no Michi (Google Maps), que é totalmente gratuito e começa a dois passos do templo. Particularmente sugestivo durante a floração das cerejeiras, já que o percurso inteiro é cheio delas, é com certeza um passeio agradável o ano todo. Também perto do templo fica a trilha que leva ao topo do Monte Daimonjiyama (All Trails); não fui, mas parece ser uma trilha bastante popular e não muito puxada, que oferece ótimas vistas da cidade.

Voltando ao Caminho do Filósofo, o percurso é bem óbvio e, basicamente, consiste em seguir o canal, mas recomendo fazer um pequeno desvio até o templo Hōnenin (Google Maps); a entrada é gratuita. Daqui siga para o terminal sul do percurso (Google Maps). Ali perto fica o templo Eikandō Zenrinji (Google Maps), que, pelo menos em termos de tamanho, é talvez um dos maiores que visitei e passa a sensação de que há algo para ver, ao contrário de muitos outros. Dito isso, o jardim é cheio de bordos que tornam o foliage outonal particularmente sugestivo. O ingresso custa 1.000 ienes. Ali perto fica mais um templo, o Nanzen-ji (Google Maps); eu pulei porque já tinha visto o suficiente por aquele dia, então não comento. O ingresso custa 600 ienes. Já fui ao vizinho Keage Inkurain (Google Maps), um antigo trecho ferroviário ladeado de cerejeiras que, durante a floração, o tornam um lugar particularmente sugestivo.

Templo Ginkaku-ji.

Seguindo para o sul encontramos o distrito de Higashiyama (Google Maps), que é um dos bairros históricos mais bem conservados da cidade. Não fui, mas você poderia começar pelo templo Chionin (Google Maps), famoso pelo seu imponente portão de madeira e por um colossal sino de bronze de 70 toneladas. Durante a cerimônia anual de Ano-Novo (Joya no Kane), o sino é tocado 108 vezes para afastar os desejos terrenos em vista do novo ano. Ali perto fica o templo Kodaiji (Google Maps); também não fui, então não me pronuncio, mas é renomado pelos jardins cuidados nos mínimos detalhes (particularmente sugestivo no outono, por causa dos numerosos bordos), pelas lacas decoradas com pó de ouro e pelo pitoresco bosque de bambu.

Shōgunzuka Mound.

Dali você pode seguir para o Parque Maruyama (Google Maps), que se funde diretamente com o Santuário de Yasaka (Google Maps), ambos com entrada gratuita. A área abriga várias barracas de street food e fica particularmente agradável durante a floração das cerejeiras, quando o parque inteiro se enche de árvores em flor. Se você está a fim de dar uma caminhada, do parque dá para subir a pé até o Shōgunzuka Mound (Google Maps), uma antiga necrópole no alto da montanha, ao lado de um templo que oferece duas esplêndidas plataformas panorâmicas com vista de 360° da cidade e dos arredores. Tecnicamente o acesso é pago, mas quando estive lá a bilheteria estava fechada e o portão aberto, com muita gente já lá dentro. A trilha começa neste ponto (Google Maps) e de qualquer forma está marcada no Organic Maps. Ali perto também fica o icônico Pagode (Google Maps), usado como fundo da famosa foto que tenho certeza de que você já viu mais de uma vez. Ela deve ser tirada neste ponto (Google Maps). Recomendo muito vir ao amanhecer se você quer uma foto “limpa”, sem multidões.

A foto icônica.

O templo Kiyomizu Dera (Google Maps) é um dos templos mais célebres da cidade e do Japão. Conhecido principalmente pelo seu palco de madeira que se projeta da sala principal e oferece uma bela vista das numerosas cerejeiras e bordos lá embaixo, que explodem em um mar de cores na primavera e no outono, e também da cidade de Quioto ao longe. Recomendo vir no fim da tarde e ficar até o horário de fechamento para ver o pôr do sol; vai ter um milhão de outras pessoas, mas acho que vale a pena. O ingresso custa 600 ienes.

O templo Kiyomizu Dera.

Para concluir esta seção dedicada ao distrito de Higashiyama, não fui, mas você poderia considerar a ideia de visitar o templo Kenninji (Google Maps), fundado em 1202, o templo zen mais antigo de Quioto, conhecido principalmente pelos “dois dragões”, um enorme mural a tinta sobre papel que cobre todo o teto e que, embora pareça antigo, foi pintado em 2002 para comemorar o octingentésimo aniversário do templo. Por fim, no extremo sul de Higashiyama ficam o Tōfuku-ji (Google Maps) e o Komyo-in (Google Maps). Ambos recomendados em particular durante a estação do outono.

Os mencionados até agora são todos templos relativamente próximos entre si ou, de qualquer forma, não muito distantes do centro, mas claramente há um monte de outras opções. Eu fui ao To-ji (Google Maps), que durante a floração das cerejeiras abre à noite e fica completamente iluminado, oferecendo um espetáculo único; mas, claro, não espere estar lá sozinho; o ingresso custa 1.000 ienes para a ocasião.

Templo To-ji.

O templo Bishamondō (Google Maps) é particularmente sugestivo no outono graças ao foliage dos bordos. O ingresso custa 500 ienes e dá acesso a algumas salas que guardam peças ligadas à história do monastério; sinceramente, porém, não acho que valha a pena. Os jardins, por outro lado, podem ser visitados de graça, inclusive a famosa escadaria que no outono se enche de folhas.

O Daigo-ji (Google Maps), onde fica o pagode de cinco andares mais antigo de Quioto (Google Maps). O ingresso custa nada menos que 1.500 ienes e dá acesso a três áreas distintas: a do pagode, os jardins e o templo. Tudo bonitinho, mas um pouco caro demais para o meu gosto.

Pagode do Daigo-ji.

O Kinkakuji (Pavilhão Dourado) (Google Maps) é um templo zen no norte de Quioto completamente coberto de folhas de ouro. Sem dúvida um dos mais famosos, icônicos e lotados do Japão. Eu decidi não visitá-lo, preferindo fazer outra coisa, mas se você decidir ir logo de manhã cedo, provavelmente a situação não é tão ruim assim. Nos arredores você poderia visitar também o Hojo Teien (Google Maps), famoso pelo seu “jardim de pedras”, e o Ninna-ji (Google Maps). Se você visitar a cidade no outono, poderia incluir também o não muito distante Kitano Tenmangu Momiji-en (Google Maps), a icônica ponte vermelha cercada de bordos.

Para concluir esta seção dedicada aos templos da cidade, se você procura uma experiência diferente, o Saihōji (Kokedera) (Google Maps), conhecido também como o templo do musgo, é um dos lugares mais exclusivos e espirituais de Quioto. Célebre pelo seu jardim de contos de fadas coberto por mais de 120 variedades de musgo. O acesso é fortemente limitado: a reserva é obrigatória e, antes de entrar nos jardins, os visitantes são convidados a participar de um breve ritual budista (como a cópia de sutras), garantindo uma experiência intimista e longe das multidões. Se isso interessa a você, este é o site oficial para reservar. O ingresso custa 4.000 ienes.

O templo Bishamondō.

Santuário Fushimi Inari-Taisha

O Santuário de Fushimi Inari-taisha (Google Maps) é provavelmente o meu lugar preferido na cidade. Famoso pelas suas centenas de portais torii vermelhos, que ao longo de uma rede de trilhas conduzem até o topo do Monte Inari (Google Maps).

Aqui também recomendo ir o mais cedo possível, idealmente ao amanhecer, se você quer evitar a multidão. Já por volta das sete da manhã, quando eu estava descendo, a galera subia aos montes. De qualquer forma, a maioria das pessoas faz só o primeiro trecho (Google Maps), depois dá meia-volta e retorna. Por isso recomendo muito subir até o topo: há um monte de cantinhos bonitos e, principalmente, muito menos gente.

Santuário Fushimi Inari-Taisha.

Floresta de bambu de Arashiyama

A icônica floresta de bambu (Google Maps) pode ser um lugar fascinante e, ao mesmo tempo, decepcionante; tudo depende do horário em que você a visita e do que espera. Pessoalmente não achei tão excepcional: a menos que você seja apaixonado por fotografia e queira de qualquer jeito a foto icônica, dá para considerar pular de vez.

Dito isso, principalmente na alta temporada, se você quer curtir em paz, sem multidões, aqui também recomendo muito vir ao amanhecer. Em particular, recomendo pegar o primeiro trem com destino a esta estação (Google Maps), que fica um pouco mais longe do que esta estação (Google Maps), mas o primeiro trem da manhã chega uns 20 minutos antes; não é muito, mas é o que basta para ter 10-15 minutos de paz. Eu voltei para a cama, mas se você decidir visitar a área durante o dia, poderia combinar a visita com os jardins Sogenchi Teien (Google Maps), o passeio de barco pelo desfiladeiro (Google Maps), o templo vizinho Daikaku-ji (Google Maps), o templo Adashino Nenbutsuji (Google Maps), que tem uma floresta de bambu muito parecida com a de Arashiyama e por isso é muitas vezes recomendado a quem quer evitar as multidões, e por fim o templo Otagi Nenbutsuji (Google Maps), famoso pelas suas mais de 1.200 cabeças de pedra.

Floresta de bambu de Arashiyama.

Palácio Imperial

Em Quioto fica um dos dois palácios imperiais do Japão (o outro fica em Tóquio). Embora a área visitável seja limitada, acho que vale a pena de qualquer forma. A entrada é totalmente gratuita. A entrada para o público fica neste ponto (Google Maps). Recomendo ainda baixar o aplicativo oficial, que tem um audioguia. Leve fones de ouvido! Se você ainda não se cansou de templos, o Shokoku-ji (Google Maps) fica ali perto e, se quiser, você também poderia visitar o castelo Nijō-jō (Google Maps). Eu não visitei nenhum dos dois, então não me pronuncio.

Palácio Imperial.

Castelo de Quioto

O castelo (Google Maps) propriamente dito é fechado ao público, mas o acesso ao parque é permitido e totalmente gratuito; quando estive lá havia pouquíssimas outras pessoas, então acho que é uma ótima escolha para quem quer fugir da multidão do centro de Quioto e curtir um pouco de tranquilidade. Se você decidir ir, recomendo pegar o trem até a estação Momoyama-Minamiguchi (Google Maps) para subir esta imponente escadaria (Google Maps).

Castelo de Quioto.

Museu Ferroviário de Quioto

O Museu Ferroviário de Quioto (Google Maps) é um dos três grandes museus ferroviários do Japão, junto com o de Saitama (nos arredores de Tóquio) e o de Nagoya. Eu visitei este último, preferindo fazer outra coisa em Quioto, mas, dependendo do roteiro e dos interesses de cada um, tenho certeza de que pode ser uma visita muito interessante.

Onde ficar em Quioto?

Sauna & Capsule Hostel Rumor Plaza: fortemente recomendado. Uma experiência de luxo de verdade por um preço modesto, desde que você não se importe de dormir em uma cápsula. O lugar tem também uma área de bem-estar separada, com sauna, massagens e banho público em estilo japonês: muito cuidada, limpa e agradável. A equipe é simpática e o café da manhã em buffet é farto e delicioso: realmente não há nada que me impeça de recomendá-lo, mas infelizmente é só para homens. Localização central.

Como chegar a Quioto?

Quioto tem ligações extremamente frequentes de trem, tanto para o norte quanto para o sul, para todos os principais destinos turísticos dos arredores. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Quioto.

Nara

Nara foi a primeira capital estável do Japão (710–794), com a corte imperial instalada em Heijō-kyō (pelo visto não há muito para ver), marcando o fim da tradição de mudar a sede do poder a cada novo soberano. Hoje é célebre pelos seus templos históricos, pelos grandes parques e pelos icônicos cervos livres, considerados mensageiros divinos.

O que fazer e ver em Nara

Nara é bastante compacta e, pelo menos, as principais atrações dá para visitar num bate-volta, sem necessariamente passar a noite lá, usando Quioto ou Osaka como base; mas, se você tem tempo disponível, acho que vale a pena passar um par de dias e usar Nara como base para explorar outros destinos nos arredores da cidade.

Parque de Nara.

Centro de Nara

Recomendo começar a visita pelos Jardins Yoshikien (Google Maps). A entrada é totalmente gratuita. Não fui, mas uma alternativa são os vizinhos jardins Isuien (Google Maps), que porém são pagos, e mais de um comentário parece indicar que só vale a pena visitar os gratuitos.

Dos jardins siga para o Todaiji (Google Maps), que é um dos templos mais famosos e historicamente significativos do Japão. O templo foi construído em 752 como templo principal de todos os templos budistas provinciais do Japão e se tornou tão poderoso que a capital foi transferida de Nara em 784 para diminuir a influência do templo nos assuntos do governo. O ingresso custa 800 ienes; o templo em si é muito bonito e a estátua do Buda lá dentro é indubitavelmente impressionante, mas, no resto, não é que haja muitíssimo para ver. Se você decidir passar a noite em Nara e quiser evitar as multidões, recomendo vir assim que abrir de manhã.

Templo Todaiji.

Daqui você pode entrar no parque de Nara (Google Maps) propriamente dito, com seus inúmeros cervos e cerejeiras em flor (se a estação permitir). O Pavilhão Ukimido (Google Maps) cercado de cerejeiras pode ser particularmente sugestivo. Outro lugar que você poderia visitar é o Fórum Internacional (Google Maps); embora não seja excepcional, o jardim dos fundos (Google Maps) é um lugar muito tranquilo para passear; a entrada é gratuita.

Por fim, visite o Santuário Kasugataisha (Google Maps), que fica no fim do parque e por isso é uma boa forma de encerrar a visita a Nara. Há um monte de lanternas que o tornam realmente especial e muito bonito; a entrada na área “especial” custa 500 ienes. Sinceramente, você pode se limitar a dar uma olhada por fora.

Santuário Kasugataisha.

Templos fora da cidade

Logo depois da principal área turística há pelo menos outros dois templos dignos de nota. O primeiro é o Yakushiji (Google Maps); o ingresso custa 1.000 ienes, não é muito, mas se o seu orçamento é limitado seria melhor gastar o seu dinheiro em outro lugar. Dito isso, o complexo é bonitinho e muito menos lotado do que o centro de Nara.

Ali perto fica o Templo Toshodai-ji (Google Maps); aqui não fui, então não me pronuncio, mas você poderia tranquilamente caminhar de um templo ao outro e assim combinar a visita. O ingresso custa 1.000 ienes.

O Hōryū-ji (Google Maps) é um dos templos mais antigos do país e também o edifício de madeira mais antigo do mundo ainda existente, construído com encaixes, sem pregos. Aqui também não fui, mas imagino que possa ser uma visita interessante. O ingresso custa 2.000 ienes.

Já fui ao templo Hase-dera (Google Maps), belo complexo de fácil acesso graças à estação de trem vizinha (Google Maps). O ingresso custa 500 ienes. A visita pode ser combinada com a Trilha Yamanobe-no-michi, de que falo logo abaixo.

Templo Hase-dera.

O templo Murō-ji (Google Maps) fica a cerca de uma hora do Hase-dera; eu não fui por questões de tempo, mas é conhecido pelo seu tranquilo contexto florestal e pelos antigos edifícios de madeira. Fundado no século VIII, é muitas vezes chamado de “Kōyasan das mulheres” porque historicamente permitia a entrada das fiéis quando outros locais sagrados não permitiam.

Em particular se você tem um carro alugado, poderia considerar o Tanzan Jinja (Google Maps) e o templo Tsubosaka Dera (Google Maps); este último é o templo onde fica a estátua gigante do buda cercada de cerejeiras. Não fui a nenhum dos dois, mas um amigo me recomendou ambos.

Por fim, há o Okunoin (Google Maps), que é um dos maiores cemitérios do Japão, com mais de 200.000 túmulos e lanternas que ladeiam um caminho de cerca de 2 km. Infelizmente também não fui, mas parece um lugar realmente fascinante.

A trilha Yamanobe-no-michi.

Trilha Yamanobe-no-michi

A trilha Yamanobe-no-michi é considerada a estrada mais antiga do Japão e hoje é uma fascinante caminhada imersa na paisagem rural do campo de Nara. Entre templos, cerejeiras em flor, arrozais e nenhum outro turista, foi uma das experiências mais bonitas da minha viagem ao Japão. De estação (Google Maps) a estação (Google Maps) são cerca de 15 km sem grandes desníveis, então é acessível para muita gente. Você encontra o trajeto de GPS nesta página (All Trails). Eu levei pouco menos de cinco horas de estação a estação, com muitas pausas e almoço de marmita, mas, se quiser, ao longo do percurso há vários lugares para comer alguma coisa, como o Cafe WaWa Tenri (Google Maps), o Cafe & Culture Tea House (Google Maps), o Yamanobenomichi hana mori (Google Maps) etc. etc. No fim do percurso há um memorial (Google Maps) que marca o local simbólico da chegada do budismo ao Japão no século VI, evento que transformou profundamente a cultura e a religião do país. Aqui há uma bela alameda cheia de cerejeiras iluminada por lanternas à noite, então você poderia dar um jeito de chegar no fim da tarde ou então visitar o templo Hase-dera (Google Maps), como eu fiz, e parar aqui na volta.

A trilha Yamanobe-no-michi.

Yoshino

Yoshino, na província de Nara, é uma localidade montanhosa célebre por suas mais de 30.000 cerejeiras, que na primavera transformam a paisagem em um espetáculo único. Nem precisa dizer que a melhor época para visitar Yoshino, e também a mais lotada, é a da floração das cerejeiras. Fui num fim de semana e havia uma quantidade enorme de gente, mas acho que vale a pena do mesmo jeito. Recomendo vir à tarde e ficar até o pôr do sol, quando as cerejeiras do vale, tocadas pela luz dourada, criam uma paisagem surreal.

Yoshino.

Da estação de Yoshino (Google Maps) eu recomendo subir a pé, mas, se quiser, há um ônibus que, pelo que entendi, leva até este ponto (Google Maps) e também um teleférico bem curtinho (Google Maps) que cobre o primeiro trecho da subida (pelo visto o mais antigo do país). Atenção, porque durante a floração das cerejeiras, para pegar o ônibus é preciso enfrentar uma fila infinita. Seja qual for a sua escolha, recomendo subir até o observatório Hanayagura (Google Maps). Tem bastante subida, mas, mesmo com muita calma, você não deve levar mais de duas horas a partir da estação. Ao longo do caminho você poderia fazer uma parada no templo Kinpusen-ji (Google Maps). Se você não está a fim de subir até o observatório propriamente dito, ao longo da estrada há outros belos cantinhos.

Yoshino.

Onde ficar em Nara?

Eu fiquei no Nara Deer Hostel, ótima localização, não muito longe da estação de trem e da principal área turística. No geral, recomendo.

Como chegar a Nara?

Nara tem ligações extremamente frequentes de trem, tanto para Quioto, ao norte, quanto para Osaka, a oeste. Cerca de uma hora em ambos os casos. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Alameda cheia de cerejeiras no fim da trilha Yamanobe-no-michi.

Kumano Kodo

O Kumano Kodo é uma rede de antigas trilhas de peregrinação situadas na península de Kii (Google Maps), usadas há mais de mil anos para chegar aos três grandes santuários sagrados de Kumano. Os percursos atravessam florestas de cedros, passos de montanha e pequenos vilarejos rurais. Historicamente eram percursos espirituais de imperadores, monges e peregrinos; hoje é um dos poucos locais do mundo, junto com o Caminho de Santiago, a ser reconhecido como Patrimônio da UNESCO pela tradição da peregrinação viva.

É uma caminhada agradável, desde que se tenham as expectativas certas. Se você espera uma trilha com paisagens alpinas de tirar o fôlego, corre o risco de ficar muito decepcionado. Se, ao contrário, quer uma experiência mais cultural, aliada a uma boa dose de exercício físico, então o Kumano Kodo se torna uma opção interessante.

Kumano Kodo.

Como eu disse, há várias trilhas (mapa), mas mesmo dentro dos percursos principais há possíveis variantes, atalhos etc. etc. Dito isso, a variante mais popular é a Nakahechi, com cerca de 70-100 km de extensão, que, dependendo do ponto de partida, normalmente é concluída em 4-6 dias.

Outro aspecto importante a levar em consideração é a hospedagem: embora ao longo do percurso haja várias guesthouses, a trilha se tornou relativamente popular e, durante a alta temporada (primavera e outono), as poucas camas são reservadas com meses de antecedência. Tentei fazer algumas reservas perto do fim de março e muitas das guesthouses não tinham nenhuma disponibilidade até maio! Acabei adotando uma estratégia híbrida: pulei o primeiro trecho, dormi ao longo da trilha, onde há um pouco mais de oferta, e peguei transporte no fim do dia para ir dormir em outro lugar e depois voltar à trilha na manhã seguinte. Tecnicamente também dá para acampar.

Para reservar as guesthouses ao longo do percurso, este é o site de referência; a maioria dos estabelecimentos não aparece em outros sites de reserva. No mesmo site também são oferecidos pacotes completos com hospedagem, refeições, ônibus, transferência de bagagem etc. etc. Se você não tem problemas de orçamento, são com certeza uma opção interessante; para todos os outros, recomendo o sistema “híbrido”. Se você está interessado só na transferência de bagagem, este é o link. Dito isso, eu fiz tudo carregando a minha mochila inteira (em italiano, mas você pode ativar as legendas); se você viaja leve o suficiente, não deve ter problemas.

Kumano Kodo.

Roteiro do Kumano Kodo Nakahechi

O ponto de partida para quem quer fazer a variante Nakahechi do Kumano Kodo é a cidade de Tanabe, convenientemente ligada de trem ao resto do país (Google Maps). De Nara são cerca de 3-4 horas. Aqui eu dormi na Buddha Guest House, uma guesthouse muito tradicional, com proprietário hospitaleiro e localização central. Recomendada.

Nesta página você encontra o “percurso oficial” dividido em cinco trechos com chegada ao Kumano Nachi Taisha (onde fica a cachoeira Nachi) num total de 70,7 km, com partida em Takijiri, que se alcança de ônibus a partir de Tanabe; aqui fica o centro de visitantes oficial do Kumano Kodo (Google Maps) e, se você tiver interesse, é possível pegar a caderneta que permite colecionar os carimbos dos vários templos/santuários que atestam a conclusão da peregrinação. Este é o site oficial da companhia de ônibus que opera na região, mas você poderia simplesmente usar o Google Maps.

Kumano Kodo.

Se você começar em Takijiri, deve passar a primeira noite em Takahara ou Nakahechicho Chikatsuyu; como não encontrei nenhuma guesthouse com disponibilidade para me hospedar, decidi pular o primeiro trecho e desci neste ponto de ônibus (Google Maps), de onde cheguei em cerca de cinco horas à J-Hoppers Kumano Yunomine Guesthouse, que você pode reservar tranquilamente on-line e é um dos meus lugares preferidos de toda a viagem ao Japão. Embora oficialmente não fique na trilha oficial, é uma breve variante que recomendo. Dito isso, outra opção poderia ser seguir direto até Hongu e dormir no Kumano Backpackers. Eu passei uma noite aqui também e no dia seguinte caminhei até Koguchi (Google Maps), onde à tarde peguei o ônibus para Shingu, onde dormi no Hanare porque todas as guesthouses perto da trilha estavam lotadas. Se você decidir fazer o mesmo, considere a ideia de reservar duas noites, para que no dia seguinte você possa voltar a Koguchi com o primeiro ônibus do dia (deixando boa parte da sua bagagem em Shingu), completar a trilha chegando ao Kumano Nachi Taisha (Google Maps), tirar algumas fotos de praxe do icônico pagode (Google Maps), descer até a cachoeira Nachi (Google Maps) e depois pegar o ônibus para Shingu neste ponto (Google Maps).

Cachoeira Nachi.

Ise

Ise não é uma parada particularmente popular, mas, se como eu você tem tempo, está a fim de sair dos circuitos turísticos clássicos e quer quebrar a viagem rumo a Nagoya, passar uma noite aqui faz todo o sentido.

O que fazer e ver em Ise

Ise abriga um dos santuários mais importantes do Japão, dedicado a Amaterasu, ancestral mítica da família imperial; sua centralidade deriva também do forte vínculo com o imperador e da tradição de reconstruí-lo a cada 20 anos. O santuário é dividido em dois complexos principais, Naikū (Google Maps) e Gekū (Google Maps); o primeiro, que também é o mais importante dos dois, fica um pouco fora da cidade, mas há um shuttle prático que liga os dois.

Santuário Futami Okitama.

Outro lugar interessante para visitar é o santuário Futami Okitama (Google Maps), famoso pelos Meoto Iwa, dois rochedos sagrados unidos por uma corda, símbolo de união e harmonia na tradição xintoísta. Situado à beira-mar, é um dos lugares mais icônicos da região de Ise. Você pode simplesmente pegar o trem até a Futamino-Ura Station (Google Maps); a orla é bonitinha e agradável, estive lá no pôr do sol e não havia praticamente ninguém.

Onde ficar em Ise?

Eu fiquei no FOLK FOLK Hostel, Cafe & Bar, sem fazer feio nem encantar. Se você procura uma opção barata, não é nada mal.

Como chegar a Ise?

A estação de Ise (Google Maps) tem ligações frequentes tanto para Shingu, ao sul, quanto para Nagoya, ao norte.

Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Castelo de Nagoya.

Nagoya

Com mais de dois milhões de habitantes, Nagoya é a quarta cidade mais populosa do Japão, depois de Tóquio, Yokohama e Osaka. Infelizmente grande parte da cidade, incluindo a maioria dos edifícios históricos, foi destruída pelos bombardeios aéreos de 1945.

O que fazer e ver em Nagoya

Nagoya não é um destino particularmente turístico e, como acabei de mencionar, não sobrou muita coisa histórica para ver, mas mesmo assim oferece mais de uma atração interessante, dependendo dos interesses de cada um.

O castelo de Nagoya

O Castelo de Nagoya (Google Maps) certamente não está entre os mais impressionantes do país e, como se não bastasse, a torre principal está fechada ao público pelo menos até 2028 para obras de restauração. Dá para visitar, porém, o resto do complexo, incluindo o palácio Honmaru (Google Maps), que foi reformado recentemente e é uma reconstrução fiel de um complexo cerimonial da época feudal japonesa, famoso pelos interiores ricamente decorados com pinturas em painéis deslizantes e uso abundante de folha de ouro. O ingresso custa 500 ienes.

Pinturas em painéis deslizantes.

SCMAGLEV and Railway Park

Inaugurado em 2011, o SCMAGLEV and Railway Park (Google Maps) é um dos principais museus ferroviários do Japão. A exposição percorre a evolução da alta velocidade no país, com uma rica coleção de trens reais: das locomotivas a vapor históricas aos shinkansen experimentais recordistas, até os mais recentes trens de levitação magnética (maglev). O ingresso custa 1.000 ienes e inclui um audioguia gratuito (melhor levar os seus próprios fones de ouvido). Também há Wi-Fi disponível. O museu oferece simuladores de condução do Shinkansen, várias áreas interativas pensadas para as crianças e um pequeno cinema que exibe breves documentários. Achei a visita interessante, principalmente considerando o dia particularmente chuvoso em que decidi ir.

SCMAGLEV and Railway Park.

Toyota Commemorative Museum of Industry and Technology

O Toyota Commemorative Museum of Industry and Technology (Google Maps) é um museu interessante dividido em dois pavilhões: um dedicado ao setor têxtil, que conta as origens da Toyota, e outro dedicado ao automóvel. Há visitas guiadas gratuitas em inglês às 14:00 para o pavilhão dedicado ao setor têxtil e às 15:15 para o do automóvel (site oficial para conferir os horários), com no máximo 20 participantes e sem possibilidade de reserva. Achei a visita agradável; em particular, o tour guiado permite apreciar melhor o conteúdo exposto. O ingresso custa 1.000 ienes.

Toyota Auto Museum

O Toyota Automobile Museum (Google Maps) é outro museu interessante da Toyota, desta vez inteiramente dedicado ao automóvel. O ingresso custa 1.200 ienes e, mandando um e-mail com antecedência, é possível reservar uma visita guiada gratuita. A coleção é realmente impressionante e vai dos primeiros modelos já fabricados aos carros modernos. O museu percorre a história global do automóvel e da cultura automobilística, com cerca de 140 veículos do Japão, dos Estados Unidos e da Europa, que ilustram a evolução e a difusão da motorização nos diferentes países. A visita é agradável até para quem, como eu, não é particularmente apaixonado por motores.

Para concluir, a Toyota também tem um terceiro museu, o Kaikan Museum (Google Maps), onde são apresentados ao público os modelos mais recentes e as novas tecnologias. Não o visitei pessoalmente, então não posso dar uma opinião, mas provavelmente é uma opção interessante a considerar.

Toyota Automobile Museum.

Desfiladeiro de Korankei

Se você tiver a chance de visitar Nagoya no outono, pode avaliar um passeio ao Desfiladeiro de Korankei (Google Maps). O vale inteiro é coberto de bordos que, durante o foliage outonal, oferecem um espetáculo particularmente sugestivo. Como estive em Nagoya na primavera, não o visitei, mas com certeza continua sendo uma ótima opção sazonal.

Inuyama

Também não fui a Inuyama, mas ela me foi recomendada por um americano que conheci durante a visita ao castelo de Nagoya e que mora no Japão há muitos anos. Segundo ele, é um destino ideal para um bate-volta usando Nagoya como base. Entre as principais atrações está o castelo de Inuyama (Google Maps). Aqui você encontra um artigo interessante.

Vale do Kiso

Para concluir, dependendo do seu roteiro, pode fazer sentido visitar o vale do Kiso partindo de Nagoya. Por várias razões, preferi incluí-lo como parada seguinte, com base em Matsumoto, então falarei dele mais adiante no guia, mas continua sendo uma opção absolutamente válida a considerar se você estiver em Nagoya.

Vale do Kiso.

Onde ficar em Nagoya?

Eu fiquei no 9h nine hours Nagoya station, lugar bonito, limpo e moderno. Recomendo.

Como chegar a Nagoya?

Nagoya tem ligações muito frequentes para Osaka, Quioto, Nara, Ise e Shingu, ao sul. Se você vem de Osaka, Quioto ou Nara e quer economizar em relação ao preço do trem, há ônibus diretos que você pode reservar no Willer. Rumo ao norte há ligações frequentes para Tóquio, obviamente; aqui também, se quiser economizar, os highway bus custam menos que o trem. Nagoya também tem um aeroporto internacional com várias ligações para o resto do país e não só (Google Maps). Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Templo Sensō-ji, Tóquio.

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Tóquio

Tóquio, capital do Japão e área metropolitana mais populosa do mundo, com mais de 37 milhões de habitantes, é um verdadeiro destino dentro do destino. Dá para passar facilmente aqui até um par de semanas, principalmente incluindo passeios populares como Nikko, Hakone e Kamakura.

Eu passei dez noites aqui e fui embora sem conseguir ver tudo o que tinha programado. O meu conselho, portanto, é o mesmo dado para Quioto: tentar ver “tudo” é impossível. Melhor aceitar isso e curtir o que você consegue fazer, sem estresse.

O que fazer e ver em Tóquio

Por praticidade, vou dividir esta seção em áreas geográficas dentro de Tóquio, de modo a otimizar os deslocamentos e dar uma sequência mais lógica ao que vem a seguir. Trata-se, naturalmente, de uma divisão totalmente pessoal.

Templo Sensō-ji visto do Centro de informações.

Tóquio norte

Falemos em linhas gerais da área perto da estação de Ueno e da de Asakusa. Recomendo começar pelo parque de Ueno (Google Maps); aqui há vários museus que devem agradar a todos os gostos, mais ou menos; eu fui só ao Museu Nacional de Tóquio (Google Maps), que é o mais antigo e importante museu do Japão, com uma vastíssima coleção de arte e achados que contam a história e a cultura do país. O ingresso custa 1.000 ienes, mas dá tranquilamente para passar pelo menos 2-3 horas ali; pessoalmente, não achei particularmente interessante, mas eu já estava há mais de um mês no Japão, então de artefatos, peças de porcelana, espadas e afins eu já tinha visto um bocado. Dentro do parque também há um pequeno santuário (Google Maps).

Terminada a visita ao parque de Ueno, recomendo dar uma passada no mercado de Ameyoko (Google Maps) e talvez almoçar aqui. Daqui você pode ir para Asakusa; não fui, mas, se voltasse a Tóquio, com certeza daria uma passada no Museu dos Samurais e Ninjas (Google Maps); como alternativa, vá direto ao icônico templo Sensō-ji (Google Maps), a entrada é gratuita. Recomendo muito entrar também no vizinho Centro de Informações Turísticas e Culturais de Asakusa (Google Maps); aqui também a entrada é gratuita e do último andar há vistas lindíssimas tanto do templo, particularmente sugestivo à noite, quando está iluminado, quanto da Tokyo Skytree (Google Maps).

Esta última pode com certeza ser uma opção para curtir uma vista panorâmica de Tóquio à noite, mas há pelo menos um par de alternativas totalmente gratuitas mencionadas mais adiante no guia. Recomendo encerrar o dia em Akihabara (Google Maps), bairro símbolo da cultura otaku e da eletrônica em Tóquio, famoso por lojas de tecnologia, animes, mangás, videogames e os típicos maid cafés. Ao longo do dia, dependendo do que você decidir visitar ou não (talvez você não tenha nenhum interesse por museus), poderia dar uma volta nos jardins Koishikawa Korakuen (Google Maps), um dos muitos jardins típicos de Tóquio; o ingresso custa só 300 ienes. Ali perto dos jardins também fica o Bunkyo City Office (Google Maps), que oferece uma plataforma panorâmica totalmente gratuita no 25º andar. Fechado no fim de semana.

Akihabara.

Tóquio centro

Falemos da área nos arredores da estação central de Tóquio. Aqui muita gente recomendaria começar o dia visitando o famigerado Mercado de peixe de Tsukiji (Google Maps), onde muitos restaurantes abrem às 5:00 da manhã e servem peixe fresquíssimo. Sugiro que você dê uma passada, mas pessoalmente achei extremamente lotado, turístico e caro. Gostei muito, por outro lado, dos jardins Hamarikyu (Google Maps), que ficam ali perto, em particular o contraste com os arranha-céus vizinhos; o ingresso custa 300 ienes. Daqui você poderia percorrer a Chuo-dori Avenue (Google Maps), que no fim de semana é fechada ao trânsito, caminhando em direção ao Tokyo International Forum (Google Maps); mesmo sem considerar a sua função de espaço para exposições, shows e conferências, o edifício é imperdível. A entrada é gratuita, a arquitetura é moderna, feita de vidro, aço e grandes espaços que criam um ambiente luminoso e futurista.

Mercado de peixe de Tsukiji.

Outra possível parada rápida é o Sukiyabashi Crossing (Google Maps), uma travessia de pedestres quase tão lotada quanto a de Shibuya, mas menos popular; as melhores vistas se têm do shopping GinzaNovo (Google Maps), onde no sexto andar há um lounge com vistas razoáveis; como alternativa, você pode subir ao rooftop, onde porém, com razão, pedem que você consuma alguma coisa. Daqui siga para o Palácio Imperial (Google Maps), onde você pode visitar mais que tudo os Jardins Externos (Google Maps), que são a parte principal aberta ao público. Eu não fiz isso, então não falo por experiência pessoal, mas, se você reservar com antecedência, também pode participar de uma visita guiada que entra em algumas áreas internas do complexo, mas não no edifício do palácio propriamente dito, que permanece sempre fechado. Aqui você encontra o site oficial. Terminada a visita ao palácio imperial, recomendo dar uma passada no Santuário Hie (Google Maps), onde há uma bela escadaria cheia de portais torii no estilo do Fushimi Inari Taisha, ainda que em escala bem menor.

Sukiyabashi Crossing.

Tóquio oeste

Falemos da área em volta das estações de Shinjuku e Shibuya. Recomendo começar por Shibuya, mas você pode tranquilamente seguir o roteiro ao contrário se preferir visitá-la à noite. Shibuya é um dos bairros mais icônicos de Tóquio, célebre pelo seu lotado cruzamento de pedestres, pela energia jovem, pelas luzes de neon e pela animada vida noturna. Se você quer ver a famosa travessia de pedestres (Google Maps) do alto, duas opções totalmente gratuitas são o corredor que liga a estação de Shibuya (Google Maps) ao Shibuya Mark City (Google Maps) e o shopping Shibuya Hikarie (Google Maps), que no décimo primeiro andar tem uma plataforma panorâmica gratuita (Google Maps); se estiver muito lotada, desça um andar, a vista é praticamente idêntica, mas com muito menos gente. Se você não se importa de gastar 1.800 ienes, há um rooftop bar literalmente em cima da travessia de pedestres que, com a entrada, inclui também uma bebida (Google Maps) (site oficial); outra opção é o Starbucks do outro lado da rua (Google Maps).

Shibuya crossing.

Depois de curtir a atmosfera de Shibuya por um tempo, recomendo caminhar em direção ao santuário Meiji Jingu (Google Maps). Se você quiser, ao longo do percurso pode fazer uma parada no shopping Tokyu Plaza Omotesando (Google Maps): aqui você encontra as célebres escadas rolantes cobertas de espelhos e um agradável rooftop garden. Voltando ao santuário, a entrada é gratuita, mas, se quiser visitar o parque anexo, você precisa pagar 500 ienes. Eu não entrei no parque, mas acho que é o clássico jardim em estilo japonês. Já fui ao vizinho Shinjuku Gyoen National Garden (Google Maps); aqui também a entrada custa 500 ienes, há um clássico jardim japonês e uma estufa com plantas tropicais, sem fazer feio nem encantar, na minha opinião.

Tokyo Metropolitan Government Building.

Siga depois para o Tokyo Metropolitan Government Building (Google Maps), aberto só de segunda a sexta até as 18:45, então se organize de acordo; aqui há uma plataforma panorâmica totalmente gratuita no quadragésimo quinto andar, que oferece lindíssimas vistas da cidade e também do Monte Fuji ao longe, se o tempo permitir. Terminada a visita, pare na praça em frente ao edifício para assistir à projeção de um curta-metragem na fachada do prédio; o espetáculo, chamado Tokyo Night & Light, é totalmente gratuito e literalmente de Recorde Mundial (motivo pelo qual recomendo ir a Shibuya de manhã e a Shinjuku à noite). Este é o site oficial com a programação dos espetáculos. Para encerrar o dia, recomendo passear pelas vielas de Omoide Yokocho (Google Maps), famosas pelas pequenas izakaya e barracas de yakitori que oferecem uma atmosfera retrô e autêntica da Tóquio do pós-guerra.

Vista do Tokyo Metropolitan Government Building.

Tóquio sul

Recomendo começar o dia com o icônico teamLab Planets (Google Maps), um museu imersivo de arte digital onde se caminha descalço entre instalações interativas de luz, água e espelhos. O ingresso não é barato, mas pessoalmente acho que vale a pena. Recomendo reservar o primeiro horário da manhã para evitar as multidões na medida do possível. Terminada a visita, você pode dar uma passada na sede da Fuji (Google Maps); o próprio edifício é muito interessante e por 800 ienes é possível acessar a plataforma de observação dentro da esfera gigante, de onde se têm vistas fantásticas da cidade do outro lado da baía. Como alternativa, você poderia simplesmente caminhar pela orla, onde há uma plataforma totalmente gratuita (Google Maps).

TeamLab Planets.

Daqui, se tiver interesse, você poderia visitar o templo Sengakuji (Google Maps), que abriga os túmulos dos lendários 47 ronin (Google Maps) e um pequeno museu; se você não conhece a história, dê uma olhada neste vídeo. 300 ienes pelos túmulos e outros 500 ienes pelo museu. Como alternativa, vá direto ao templo Zojo-ji (Google Maps), a entrada é totalmente gratuita; nos fundos há também um interessante mausoléu (Google Maps), templo bonitinho e bom contraste com a Tokyo Tower (Google Maps) ao fundo. Esta última, com seus 333 metros de altura, supera em 3 metros o seu modelo, a Torre Eiffel. Símbolo do renascimento do Japão no pós-guerra como grande potência econômica, a Tokyo Tower foi a estrutura mais alta do país desde a sua conclusão, em 1958, até 2012, quando foi superada pela Tokyo Skytree. Eu não subi até o topo, mas obviamente é uma opção; custa 1.500 ienes. A icônica foto com as escadarias pode ser tirada neste ponto (Google Maps), que basicamente é a entrada do estacionamento subterrâneo.

Templo Zojo-ji.

Outros destinos em Tóquio

Aqui listo alguns destinos que são um pouco mais incômodos de chegar, combinados com outras atrações da cidade ou simplesmente de nicho e não relevantes para a maioria dos viajantes.

O Ghibli Museum (Google Maps) é uma parada imperdível para os fãs dos filmes do Studio Ghibli, enquanto pode ser menos interessante para quem não conhece as suas obras. O museu oferece uma experiência imersiva, com exposições e cenários inspirados nos filmes do estúdio. Os ingressos são colocados à venda no dia 10 do mês anterior ao da visita (por exemplo, os de maio saem em 10 de abril) e se esgotam em poucos minutos. Eu desisti, mas a minha irmã e o marido dela, conectando-se em plena madrugada com três dispositivos diferentes, conseguiram reservá-los. Em suma, se você tem interesse, é fundamental se organizar com antecedência.

Os jardins Kiyosumi.

Os jardins Kiyosumi (Google Maps) ficam perto do centro, mas “distantes” dos outros principais pontos de interesse turístico; que fique bem claro, nada de imperdível, clássicos jardins em estilo japonês, mas, se você estiver por essas bandas, eu os recomendo. Eu fui para passar o tempo esperando o anoitecer, porque ali perto fica a ponte Eitai (Google Maps), de onde se pode tirar a icônica foto com os rastros de luz criados pelos barcos e os arranha-céus ao fundo que você vê logo abaixo.

O Ashikaga Flower Park (Google Maps) fica a umas duas horas da cidade; não fui, mas é um parque floral famoso principalmente pelas espetaculares glicínias, com túneis e árvores iluminadas que criam cenários muito cenográficos, sobretudo na primavera e durante as iluminações noturnas.

N.B. Os destinos a seguir são todos bate-voltas: se possível, organize-os durante a semana para evitar o êxodo de fim de semana de Tóquio.

Tokyo International Forum.

Nikko

Nikko é indubitavelmente um dos passeios mais populares; é uma histórica cidade de montanha ao norte de Tóquio, famosa pelos seus santuários e templos, patrimônio da UNESCO e cercada de muita natureza, entre cachoeiras, florestas e o lago Chuzenji. Se você decidir visitá-la num bate-volta, recomendo pegar o Limited Express, que em cerca de duas horas chega à estação Tōbu-nikkō (Google Maps); eu embarquei em Asakusa (Google Maps). Da estação você pode seguir tranquilamente a pé até os vários templos; eu entrei também no jardim Shōyō-en (Google Maps), clássico jardim em estilo japonês, provavelmente mais bonito no outono. De acordo com o que você decidir visitar, vale a pena considerar o ingresso combinado que inclui também o templo Rinnōji (Google Maps), o templo Taiyuin (Google Maps) e o Museu (Google Maps) por 1.000 ienes.

Nikko Futarasan.

O Santuário Nikkō Tōshōgū (Google Maps) é, em geral, a atração mais famosa da região. É provavelmente o complexo xintoísta mais rico e decorado do Japão, construído como mausoléu de Tokugawa Ieyasu, o xogum que unificou o país. Eu nem entrei, porque, como era a golden week, havia uma fila infinita na entrada e eu estava passando o dia com um amigo atento ao orçamento (o ingresso custa 1.600 ienes), então decidimos visitar o santuário Nikko Futarasan (Google Maps), ali perto; o ingresso custa 300 ienes, nada de excepcional, sinceramente. Depois descemos até o Kanmangafuchi (Google Maps), onde ao longo do rio há estátuas cobertas de musgo realmente pitorescas.

Kanmangafuchi.

Daqui a ideia era pegar o ônibus até a cachoeira Kegon (Google Maps), mas havia uma fila infinita para pegar o ônibus e os carros se arrastavam a passo de tartaruga pela estrada principal (golden week!!), então preferimos evitar e caminhamos até a cachoeira Choji (Google Maps) e a cachoeira Kirifuri (Google Maps), não exatamente as cachoeiras mais impressionantes que já vi, mas pelo menos não havia praticamente ninguém. Num dia normal acho que vale a pena ir à cachoeira principal e, se você ficar uns dois dias, poderia considerar a subida ao Monte Nantai (Google Maps) (All Trails) para vistas espetaculares do lago Chuzenji.

Kamakura

A apenas uma hora de trem de Tóquio encontramos Kamakura, que foi por um breve período capital do Japão, de 1185 a 1333, antes de o poder voltar para Quioto. Ao longo dos séculos, transformou-se em um dos mais importantes centros espirituais do Japão e é destino de peregrinações. Vindo de Tóquio, recomendo descer na estação Kita-Kamakura (Google Maps) e percorrer a pé esta curta “trilha” muito agradável que você encontra no AllTrails. Ao longo do percurso há uma série de templos e santuários: Jōchi-ji (Google Maps), Kuzuharaoka (Google Maps), Zeniarai Benten (Google Maps), Sasuke Inari (Google Maps) e, por fim, o grande Buda de Kamakura (Google Maps) no templo Kotoku-in. Aqui cobram 300 ienes para entrar.

Grande Buda de Kamakura.

Se você ainda não se cansou de templos e santuários, ali perto fica o Hase-dera (Google Maps), muito bonito, com vários edifícios em diversos níveis. Por fim, há o santuário Tsurugaoka Hachiman-gu (Google Maps). Se você não está a fim de fazer a curta trilha mencionada antes, recomendo começar a visita a Kamakura justamente por aqui, descendo na estação principal (Google Maps), e depois talvez ir ver o grande Buda. De qualquer forma, aqui a entrada é totalmente gratuita; há um pequeno museu de arte pago dentro do complexo (Google Maps). Não entrei, então não me pronuncio. Para concluir, na praia de Kamakura (Google Maps) dá até para surfar, ou você poderia simplesmente parar para dar um mergulho, dependendo da estação.

Praia de Kamakura.

Hakone

Hakone, a menos de cem quilômetros de Tóquio, é outro destino popular para um passeio fora da cidade. Famosa em particular pelas fontes termais e pela vista do vizinho Monte Fuji através do lago Ashinoko. Visitei Hakone durante a golden week depois de passar a manhã em Kamakura; entre a saída tardia, ônibus atrasados e engarrafamentos no caminho, passei tipo duas horas em Hakone, então não tive como fazer grande coisa. Dito isso, se você vem de Tóquio, pegue o primeiro trem direto para a estação de Odawara (Google Maps); daqui saem todos os ônibus com destino a Hakone; se você quer simplesmente explorar a área em volta do lago, pegue um ônibus com destino a este ponto (Google Maps). Do outro lado da rua fica o Museu de Arte Narukawa (Google Maps), não exatamente o meu tipo de museu, então não entrei, mas muita gente recomenda, em particular pela vista do lago a partir da cafeteria dentro do museu.

O Fuji visto de Hakone.

Se quiser, ali perto há um parque totalmente gratuito que oferece belas vistas do lago e do Fuji, se o tempo permitir (Google Maps). Eu simplesmente caminhei até o icônico portal torii do outro lado do lago (Google Maps) e o santuário vizinho (Google Maps), voltei, fiquei olhando o pôr do sol e depois subi no ônibus para a estação de Odawara. Se você chegar a Hakone de manhã ou talvez até decidir passar a noite lá, considere a ideia de visitar o Museu ao Ar Livre de Hakone (Google Maps), dar uma passada nas termas (aqui você encontra uma lista dos vários estabelecimentos) ou talvez subir ao topo do Monte Komagatake (Google Maps) pegando o cênico teleférico (Google Maps). Se quiser, também dá para subir a pé (All Trails). Se você pretende pegar o teleférico ou, de qualquer forma, passar pelo menos um par de dias em Hakone, dê uma olhada no Hakone Freepass, que inclui também um desconto no trem de Shinjuku a Hakone, entre muitas outras coisas.

Yokohama

Para concluir esta longa seção dedicada a Tóquio e arredores, você pode considerar uma visita a Yokohama. Antigamente uma tranquila vila de pescadores, foi aberta ao comércio exterior em 1859, depois do fim do isolamento do Japão, tornando-se rapidamente uma das principais portas de entrada para as trocas internacionais, sobretudo durante o período Meiji. Não a visitei pessoalmente, mas essa história deixou como herança interessantes arquiteturas da época, ao lado dos edifícios modernos que hoje caracterizam a orla, além da maior e mais famosa Chinatown do Japão (Google Maps).

Tokyo Tower.

Onde ficar em Tóquio?

Passei quase uma semana no Hotel Plus Hostel TOKYO ASAKUSA 1, ótima relação custo-benefício e ótima localização, a dois passos da estação de Asakusa; sauna e banhos tradicionais são a cereja do bolo. Passei também algumas noites no Hotel Tomariya Ueno, sem fazer feio nem encantar, a dois passos da estação de Ueno.

Como chegar a Tóquio?

Tóquio tem um monte de ligações diretas com o resto do país; de shinkansen, em apenas 5 horas dá para chegar a Fukuoka, ao sul, e a Hakodate, ao norte! Obviamente também há um monte de ligações de ônibus e os dois aeroportos mais movimentados do país, Narita (Google Maps), que fica a cerca de uma hora da cidade, e Haneda (Google Maps), muito mais perto do centro, mas que lida principalmente com tráfego doméstico. Se por qualquer razão você precisar passar a noite perto do aeroporto, o Toyoko Inn Narita Airport Shinkan é bonitinho e não muito caro, com shuttles frequentes de e para o aeroporto. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Santuário Hie.

A região dos cinco lagos (Monte Fuji)

A região dos cinco lagos fica ao pé do Monte Fuji e é formada por cinco lagos, famosa pelas vistas espetaculares do vulcão e pelas atividades ao ar livre.

O que fazer e ver na região dos cinco lagos

Já adianto que passei seis noites por ali e vi o Fuji raramente, então, se você pretende passar uma noite só, tem que contar com a possibilidade de o tempo não colaborar. Feito esse pequeno parêntese, dependendo dos seus interesses, há um monte de atividades e possíveis destinos nos arredores dos cinco lagos. Dependendo do que você decidir fazer, pode valer a pena comprar o passe de um ou dois dias, que dá direito a viagens ilimitadas nos ônibus locais; você encontra todas as informações necessárias nesta página.

Monte Fuji.

Monte Ashiwada e mirante Sankodai

Você pode fazer essa caminhada saindo tranquilamente de Kawaguchiko e seguindo a pé. Ao longo do percurso há vários mirantes, como o topo do Monte Ashiwada (Google Maps) e o mirante Sankodai (Google Maps), com vistas lindas do Monte Fuji, do lago Kawaguchi e do lago Saiko. É um roteiro de menos de 10 km, com cerca de 500 metros de desnível, então é acessível para muita gente. A trilha é bem conservada e fácil de seguir. Você encontra o traçado GPS nesta página (All Trails). Para mim foi uma manhã realmente agradável: só encontrei um grupo de estudantes. Se você procura tranquilidade e belas vistas do Monte Fuji, é uma ótima escolha, se o tempo permitir.

Narusawa Ice Cave.

Narusawa Ice Cave, Fugaku Wind Cave, floresta de Aokigahara e Fuji Yurari Hot Spring

No final da trilha que acabei de descrever, basicamente do outro lado da rua, fica a Narusawa Ice Cave (Google Maps); a entrada custa só 300 ienes, mas na minha opinião é uma porcaria sem tamanho: a parte que dá para visitar é bem pequena, tem alguns blocos de gelo e mais nada, muito decepcionante, a ponto de, em vez de visitar também a vizinha Fugaku Wind Cave (Google Maps), com avaliações parecidas, eu ter pegado o primeiro ônibus de volta para Kawaguchiko. Dito isso, uma opção mais interessante pode ser visitar a floresta de Aokigahara (Google Maps), também conhecida como a floresta dos suicídios, famosa pela paisagem sugestiva, com raízes, musgo e silêncio. Não fui, mas um amigo me disse que não é nada mau. Outra opção pode ser o Fuji Yurari Hot Spring (Google Maps); no dia em que visitei a área estava calor, então não me pareceu uma boa ideia, mas num dia frio, ou talvez simplesmente à noite, você poderia parar aqui antes de voltar para Kawaguchiko.

Pagode Chureito.

Pagode Chureito

O pagode Chureito (Google Maps) é talvez um dos lugares mais icônicos de todo o Japão, pelo menos entre os apaixonados por fotografia. Para mim, uma das vistas mais memoráveis de todas as minhas viagens. Recomendo fortemente ir ao amanhecer, para evitar as multidões. Infelizmente, se você não estiver hospedado perto o bastante para ir a pé, a única maneira é pegar um táxi, porque o transporte público começa a funcionar tarde demais. Dito isso, não ir ao amanhecer não é de jeito nenhum uma tragédia e, embora esteja mais cheio, o pôr do sol continua sendo uma ótima opção; a estação mais próxima é Shimoyoshida Station (Google Maps), e de lá se sobe até o pagode em cerca de 10 minutos.

Fujiyoshida Street

Fujiyoshida Street (Google Maps) é a famosa rua que se alinha perfeitamente com o Monte Fuji ao fundo. É um ponto muito popular para tirar fotos, principalmente com uma lente zoom, para obter o clássico efeito de compressão de perspectiva. Dito isso, não deixa de ser uma rua movimentada: evite comportamentos imprudentes só por causa de uma foto. Não fique parado no meio da pista e respeite as indicações locais; não por acaso há placas pedindo aos turistas que não parem na rua. Se você decidir visitar o Pagode Chureito ao amanhecer, o conselho é passar aqui logo depois, quando a luz ainda está favorável e o trânsito é pouco.

Fujiyoshida Street.

Monte Mitsutoge

O Monte Mitsutoge (Google Maps) oferece um dos melhores mirantes do Monte Fuji. Com cerca de 1.200 metros de desnível, é uma caminhada mais puxada do que a descrita antes, mas ainda assim acessível para muita gente. Eu recomendo seguir este roteiro (All Trails) saindo da estação de Mitsutōge (Google Maps); logo abaixo do topo há até um refúgio (Google Maps) onde, se quiser, você poderia passar a noite, mas com certeza dá para comer ou beber alguma coisa no fim da subida. Uma variante interessante em relação à trilha descrita no All Trails pode ser descer em direção ao Pagode Chureito para o pôr do sol, mudando de trilha neste ponto (Google Maps). Para quem não quer se cansar muito, outra opção pode ser fazer o percurso ao contrário e economizar um pouco de desnível pegando o Mt. Fuji Panorama Ropeway (Google Maps); perto da estação de chegada também fica o icônico balanço (Google Maps). Dali você poderia seguir até a trilha que leva ao Pagode Chureito ou talvez parar antes e voltar pela mesma trilha. Em suma, dependendo de quanta vontade você tem de caminhar, dá para montar o seu roteiro sob medida.

Lago Kawaguchiko, lago Saiko e vilarejo Saiko Iyashi-no-Sato Nemba

O Oishi Park (Google Maps), às margens do lago Kawaguchiko, é um lugar popular principalmente na primavera, quando há um monte de flores. Dito isso, toda a margem norte do lago oferece ótimas vistas do Monte Fuji, em especial ao pôr do sol. Eu fui de ônibus, mas, se quiser, você pode alugar uma bicicleta e dar a volta inteira no lago. Nesse caso, os mais animados poderiam ir até o lago Saiko, onde fica o vilarejo Saiko Iyashi-no-Sato Nemba (Google Maps), que é a reconstrução de um vilarejo tradicional japonês. Não fui, mas deve ser parecido com Oshino Hakkai, de que falo mais abaixo.

Margem norte do lago Kawaguchiko.

Monte Fuji

Claro que também é possível subir até o topo do Monte Fuji, a montanha mais alta do Japão. Eu, infelizmente, não tive como fazer isso, porque em maio ainda é cedo demais para considerar uma simples trilha: neve e gelo ainda representam um risco significativo. A temporada oficial vai, de fato, de julho até meados de setembro, mais ou menos. A trilha mais popular é a Yoshida, que hoje, por causa do grande número de visitantes, tem um limite de permissões e, portanto, precisa ser reservada com antecedência. Existem, porém, outras trilhas menos movimentadas, sem um teto de entradas propriamente dito, mas que ainda assim exigem registro e o pagamento de uma taxa de entrada. Para mais informações, remeto você ao site oficial.

Fuji Motosuko Resort

Se você já viu fotos de campos floridos com o Monte Fuji ao fundo, o Fuji Motosuko Resort (Google Maps) é muito provavelmente o lugar em questão. Aqui acontece o Fuji Shibazakura Festival, um evento primaveril ao pé do Monte Fuji durante o qual vastas extensões de flores formam um tapete colorido que vai do rosa ao roxo, geralmente entre abril e maio. Não fui, tanto porque o pico da floração já tinha passado quanto porque, sem carro, é meio complicado de chegar. De qualquer forma, existe um ônibus de translado saindo de Kawaguchiko, mas a passagem custa cerca de 2.400 ienes. Se tiver interesse, no site oficial dá para reservar tanto o ônibus quanto a entrada.

Oshino Hakkai

Oshino Hakkai (Google Maps) é um destino turístico popular formado por 8 laguinhos de água de nascente do Monte Fuji, situados entre o lago Kawaguchiko e o lago Yamanakako. Aqui há a reconstrução de um vilarejo tradicional japonês com o Monte Fuji ao fundo. Embora seja absolutamente fotogênico, eu achei muito turístico e relativamente cheio, mesmo tendo ido de manhã cedo; não ouso imaginar como seja a situação durante o dia. Na minha opinião, existem coisas melhores para fazer. Se você decidir ir, recomendo combinar a visita com o santuário Kitaguchi Hongu Fuji Sengen (Google Maps), que fica no caminho.

Oshino Hakkai.

Lago Motosu e lago Shōji

Dos cinco lagos, esses dois são decididamente os mais complicados de visitar de transporte público. Pessoalmente, desisti, mas, se você for mais determinado do que eu, no lago Motosu há um mirante realmente especial, que é o ângulo usado para a foto impressa nas antigas notas de mil ienes (Google Maps), enquanto no lago Shōji há esta plataforma panorâmica (Google Maps), que se alcança no fim desta trilha (All Trails).

Onde ficar na região dos cinco lagos?

Embora a região dos cinco lagos seja muito vasta, a maioria dos viajantes usa como base Fujiyoshida ou Kawaguchiko. Principalmente se você pretende se locomover de transporte público, essas são as duas opções que fazem “mais sentido”. Eu passei algumas noites no Mt Fuji Hostel Michael’s, um bom hostel, com espaços um pouco apertados, mas no geral ótima relação custo-benefício e localização imbatível para quem quiser ver o amanhecer no Pagode Chureito. Depois passei um par de noites no K’s House MtFuji, localização mais central, a dois passos do lago, áreas comuns bonitas e espaçosas, objetivamente um lugar mais confortável.

Como chegar à região dos cinco lagos?

Embora tecnicamente seja possível chegar de trem a partir de Tóquio, o ônibus não só custa menos como também é mais rápido. Você pode reservar o highway bus neste site. É a linha Tóquio – Yamanashi. Dependendo de onde você decidir se hospedar, as duas estações de chegada para a maioria das pessoas devem ser Kawaguchiko Station (Google Maps) ou Fujisan Station (Google Maps), mas também há outras paradas; no link você encontra a lista completa. Principalmente na alta temporada, recomendo reservar o ônibus com pelo menos alguns dias de antecedência. Como alternativa, você pode pegar o trem na Tokyo station ou na Shinjuku station em direção a Otsuki station (Google Maps). De lá há conexões para Mt.Fuji station (Google Maps) e Kawaguchiko Station (Google Maps). Para concluir, dependendo do seu roteiro, você pode considerar o ônibus noturno que liga a região dos cinco lagos a Osaka e Quioto; só há uma saída por dia, então é aconselhável reservar com antecedência, este é o site oficial. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Tóquio.

Montes Yatsugatake

Os Montes Yatsugatake são uma cadeia montanhosa entre Nagano e Yamanashi, apreciada pelas trilhas panorâmicas, pelos picos relativamente acessíveis e pelas paisagens alpinas que lembram os Alpes europeus. Durante a minha visita, porém, ainda havia muita neve nas partes altas, então preferi seguir para Matsumoto. Em particular, tinham me recomendado a subida ao Monte Akadake (Google Maps), tanto um amigo quanto um rapaz local que conheci ao longo do Kumano Kodo. No entanto, o trecho final é bastante técnico, com correntes e passagens expostas: no início de maio, com neve e gelo ainda presentes, preferi evitar. O percurso mais popular parece ser aquele que passa também pelo topo do Monte Yokodake e pelo Monte Iodake, como descrito nesta página (All Trails). Você também poderia passar a noite em Yatsugatake Honzawa Hot Spring (Google Maps), que, a 2.150 metros, são as termas naturais mais altas do Japão.

Como chegar aos Montes Yatsugatake?

De transporte público, o ponto de conexão é a estação de Chino (Google Maps); de lá saem ônibus diretos para o estacionamento onde começa a trilha descrita antes (Google Maps).

Estrada do Nakasendō.

Matsumoto

Matsumoto é uma cidade histórica famosa pelo seu lindo castelo negro, um dos mais bem conservados do Japão, e pela atmosfera tranquila com vista para os Alpes Japoneses.

O que fazer e ver em Matsumoto

Como adiantei, a atração número um em Matsumoto propriamente dita é o seu castelo (Google Maps), com tours gratuitos para visitá-lo das 10:00 às 15:00. Eles não querem dinheiro de jeito nenhum; está escrito expressamente que não aceitam gorjetas. Eu me limitei a dar a volta no castelo por fora, porque estava literalmente com os minutos contados, mas com certeza pode ser uma boa maneira de passar umas duas horas. Outra atração não muito longe, muito recomendada, é o santuário Yōhashira-jinja (Google Maps). Dito isso, a cidade também serve como ótima base para explorar tanto os Alpes Japoneses (Kamikōchi) quanto o vale do Kiso.

Castelo de Matsumoto.

Vale do Kiso

O vale do Kiso foi um dos meus destinos preferidos no Japão. É um vale histórico atravessado pela antiga estrada do Nakasendō, famoso pelos vilarejos de postas perfeitamente conservados, que recriam a atmosfera do Japão da era Edo. Eu o visitei num bate-volta saindo de Matsumoto, mas, se quiser, também é possível ficar para dormir. Como mencionei antes no guia, o vale do Kiso também pode ser alcançado a partir de Nagoya e, dependendo do roteiro, essa pode ser a solução mais cômoda do ponto de vista logístico, principalmente se depois você precisar voltar a Tóquio para o voo de volta.

Magome.

O que fazer e ver no vale do Kiso

Saindo de Matsumoto e visitando o vale do Kiso num bate-volta, recomendo se organizar assim: pegue o primeiro trem disponível com destino à estação de Nagiso (Google Maps). No momento em que escrevo, é o trem das 7:42, com chegada às 10:02. A rodoviária (Google Maps) fica literalmente ao lado da estação de trem, e de lá sai um micro-ônibus para Magome às 10:10 (Google Maps). Atenção: tanto na estação de Nagiso quanto no micro-ônibus não é possível pagar com IC card, então certifique-se de levar dinheiro em espécie suficiente.

Bem, depois de chegar a Magome, recomendo caminhar até Tsumago, seguindo o percurso descrito nesta página (All Trails), um trecho da antiga estrada do Nakasendō; eu almocei neste restaurante que fica mais ou menos na metade do caminho (Google Maps), e daqui a trilha desce até o vilarejo de Tsumago Juku (Google Maps), considerado por muitos o mais bem preservado do vale. Dali segui a pé até a estação de Nagiso (como alternativa, você pode pegar um ônibus) e depois peguei o primeiro trem com destino a Narai (Google Maps), outro vilarejo de postas do vale do Kiso.

Cheguei no fim da tarde, quando as ruas estavam praticamente vazias: a atmosfera era extremamente sugestiva e a visita vale absolutamente a pena. Se quiser, você poderia jantar aqui, mas é fundamental conferir antes os horários dos trens de volta para Matsumoto. Em geral, dá para adaptar o roteiro com muita flexibilidade: por exemplo, pular Narai, ou pegar o ônibus de Magome a Tsumago em vez de fazer a trilha a pé. Outra opção é dormir no vale e voltar a Matsumoto no dia seguinte. Resumindo, no vale do Kiso você pode montar o roteiro que preferir: o que eu segui é simplesmente um bom meio-termo entre tempo e variedade.

Narai.

Kamikōchi

Kamikōchi é um vale espetacular nos Alpes Japoneses, um dos melhores destinos do país para quem ama trekking em meio a montanhas e natureza intocada. Como adiantei, vou tratar Kamikōchi como um destino para visitar usando Matsumoto como base. No entanto, existem também outras opções: você pode dormir diretamente em Kamikōchi ou ficar no vilarejo vizinho de Okuhida Onsengo Hirayu, famoso pelas suas termas. Do ponto de vista logístico, essa segunda solução pode fazer particularmente sentido se você pretende seguir viagem para Takayama.

Segundo as minhas pesquisas, em Kamikōchi as opções mais econômicas são o Nishi-Itoya Mountain Lodge (Site oficial) e o Konashidaira Campground (site oficial), onde, se quiser, dá até para acampar, e os lotes custam só 1.500 JPY. A maioria das acomodações não está em sites como o booking.com, por isso sugiro que você consulte o site oficial de Kamikōchi. Já em Okuhida Onsengo Hirayu, um amigo me recomendou o Hirayu no Mori (Google Maps) (site oficial).

Kamikōchi.

O que fazer e ver em Kamikōchi

Já adianto que, por causa da neve, o acesso ao vale normalmente fica interditado de 15 de novembro a 16 de abril, e algumas trilhas permanecem oficialmente fechadas por ainda mais tempo. Eu estive lá em 10 de maio e, acima de 2.300 metros, ainda havia um monte de neve. Dito isso, há tantas caminhadas possíveis que, em vez de listar todas, remeto você ao clássico All Trails, ao site oficial ou a este site, onde você encontra um monte de propostas, de caminhadas curtas sem muito desnível no fundo do vale a montanhas para fazer num dia e trekkings de vários dias com estadia em refúgios.

Pessoalmente, consegui subir num dia até o topo do Monte Chogatake (Google Maps), seguindo este circuito (All Trails), além do trecho de aproximação a partir do estacionamento dos ônibus. O cume é considerado um dos melhores mirantes dos Alpes do Norte japoneses. A neve com certeza me atrasou, mas praticamente não parei: levei cerca de quatro horas desde o momento em que desci do ônibus até o refúgio no topo. Na volta tive que praticamente correr para conseguir pegar o último ônibus, das 17:30. Em geral, fazer num dia é claramente possível, mas para muita gente pode ser um programa ambicioso demais. Uma solução mais acessível é dividir em dois dias, pernoitando num refúgio (Google Maps). Se você procura uma opção bem easy no fundo do vale, pode fazer este circuito (All Trails). Quanto ao resto, remeto você aos sites mencionados antes.

Monte Chogatake.

Como chegar a Kamikōchi?

Em linhas gerais, saindo de Matsumoto, há duas opções: trem de Matsumoto até Shinshimashima Station (Google Maps); nessa linha não dá para usar o IC card, e a passagem precisa ser comprada nas máquinas automáticas da estação de Matsumoto. De Shinshimashima Station saem então ônibus diretos para Kamikōchi. A alternativa é o ônibus direto Matsumoto – Kamikōchi, que deve ser reservado online no site oficial. Como adiantei antes, se você vai seguir viagem para Takayama, quer otimizar os deslocamentos e ainda economizar um pouco de dinheiro, pode ir a Kamikōchi com toda a sua bagagem, deixar o que precisar nos armários do centro de visitantes, fazer o seu trekking e depois pegar o ônibus direto para Takayama no fim do dia, ou talvez para Okuhida Onsengo. Em todo caso, você encontra todas as informações no site oficial de Kamikōchi.

Onde ficar em Matsumoto?

Eu fiquei no Minka House, nem bom nem ruim, ótima localização, não muito longe da estação de trem nem do castelo.

Como chegar a Matsumoto?

Vindo da região dos cinco lagos, você pode pegar o ônibus da estação de Kawaguchiko (Google Maps) até a estação de trem de Kofu (Google Maps); de lá há trens diretos para a estação de Matsumoto (Google Maps). Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Alpes do Norte japoneses.

Takayama

Takayama conserva um charme tradicional raro entre as cidades japonesas, sobretudo no seu centro histórico perfeitamente preservado. É um destino muito apreciado por quem quer incluir um componente mais rural no roteiro pelo Japão central. A cidade fica especialmente animada durante o Takayama Matsuri, considerado um dos festivais mais espetaculares do Japão, célebre pelos carros alegóricos (yatai) finamente entalhados e pelos desfiles tradicionais. Se você visitar a cidade em outra época, uma boa alternativa é o Matsuri no Mori Museum (Google Maps), inteiramente dedicado ao festival.

Takayama.

O que fazer e ver em Takayama

Takayama é bem compacta; passei um dia lá e achei mais que suficiente. Além de passear pelo centro histórico (Google Maps), recomendo dar uma passada no Takayama Jinya (Google Maps), que foi a sede dos escritórios do xogunato de Edo de 1692 a 1868. Único edifício desse tipo ainda existente, é reconhecido como sítio histórico de importância nacional. A entrada custa 500 ienes. Havia um show de música ao vivo das 10:00 às 12:00; eu fui num domingo, então imagino que fosse um evento especial.

Show de música ao vivo.

Se você curte caminhar por algumas horas, pode seguir este traçado de GPS (All Trails), que inclui o “Higashiyama Walking Course”, um percurso com uma dúzia de templos e santuários e as ruínas do antigo castelo de Takayama, onde não há muito para ver, mas em compensação há uma bela vista dos Alpes centrais. Para concluir, não fui, mas, se quiser, você poderia visitar o Hida Folk Village (Google Maps), um museu a céu aberto que reúne casas tradicionais em estilo gasshō-zukuri (parecidas com as de Shirakawa-go). Pessoalmente preferi pular, mas continua sendo uma opção válida.

Onde ficar em Takayama?

Eu fiquei no Hostel Miyagawa by Murasaki Ryokan, um bom hostel dentro de um edifício histórico no centro da cidade e não muito longe da estação de trem.

Como chegar a Takayama?

Do terminal de ônibus de Matsumoto (Google Maps) há várias ligações diretas por dia; você pode reservar online neste site. Como falei antes, também há ônibus diretos saindo de Kamikōchi e de Okuhida Onsengo (o vilarejo das termas), este é o site oficial.

Vista das ruínas do antigo castelo de Takayama.

Kanazawa

Durante a Segunda Guerra Mundial, Kanazawa foi uma das principais cidades japonesas (junto com Quioto) a escapar em grande parte da destruição dos bombardeios aéreos. Por isso, algumas áreas da cidade antiga sobreviveram em condições relativamente boas.

O que fazer e ver em Kanazawa

Embora Kanazawa seja muito maior que Takayama, acho que um dia inteiro é mais que suficiente para visitar as principais atrações.

Kanazawa Castle Park

Recomendo começar pelo Kanazawa Castle Park (Google Maps): é um lugar muito agradável para passear. Dá para visitar boa parte dos jardins internos e os portões do castelo sem pagar. Para entrar no edifício principal (Google Maps) é preciso pagar 320 ienes. Não é muito, mas era fim de semana e havia um pouco de fila. Além disso, segundo as avaliações, como costuma acontecer com castelos, lá dentro não há muito para ver. Você decide. Dito isso, há um tour virtual legal e gratuito na área de descanso que funciona como centro de visitantes (Google Maps).

Kanazawa Castle Park.

Parque Kenroku-en

Do Kanazawa Castle Park siga para o parque Kenroku-en (Google Maps), que é considerado um dos “três melhores jardins paisagísticos do Japão”. O amplo parque era antigamente o jardim externo do castelo de Kanazawa e foi construído pela família governante ao longo de quase dois séculos. O Kenrokuen se caracteriza por uma variedade de árvores floríferas que dão ao jardim um aspecto diferente a cada estação. Pessoalmente, não o achei tão impressionante em comparação com outros jardins típicos que visitei ao longo da minha viagem, mas claro que recomendo a visita. A entrada custa 320 ienes.

Parque Kenroku-en.

Distrito Higashi Chaya (Geisha district)

Termine o dia no Higashi Chaya (Google Maps), o maior dos três bairros históricos das “casas de chá” de Kanazawa. Fundado em 1820, era o lugar onde as geiko (o termo local para designar as gueixas) entretinham os ricos comerciantes com música, dança e jogos. Os tradicionais edifícios de madeira e as janelas características conservam ainda hoje a atmosfera de mais de 200 anos atrás. Pessoalmente, achei muito fascinante.

Para concluir, duas outras atrações recomendadas onde, porém, não estive, são o Myouryuji Temple, também conhecido como “templo Ninja” (Google Maps). O tour guiado só está disponível em japonês e as avaliações são bem contrastantes, então preferi me dedicar a outra coisa, mas continua sendo uma opção interessante. Além disso, uma amiga falou muito bem do 21st Century Museum of Contemporary Art (Google Maps), que pelo visto merece absolutamente uma visita para os apaixonados.

Distrito Higashi Chaya.

Shirakawa-go (Ogimachi) e Ainokura

N.B. Se você quer ser eficiente nos deslocamentos, o ônibus direto para Kanazawa saindo de Takayama é o mesmo que também passa por Shirakawa-go. Assim você pode pegar um ônibus de manhã, visitar o vilarejo e depois seguir para Kanazawa à tarde ou à noite. Na rodoviária há armários onde deixar a bagagem.

Ogimachi e Ainokura são dois vilarejos de montanha da UNESCO famosos pelas casas tradicionais gasshō-zukuri com telhados de palha, imersos em paisagens rurais muito sugestivas e particularmente espetaculares no inverno, sob a neve. Eu decidi visitar os vilarejos num bate-volta saindo de Kanazawa; a única vantagem real em relação ao que sugeri antes é que, fazendo assim, fica mais fácil visitar também alguns dos outros vilarejos (eu escolhi Ainokura, mas, se quiser, também há Suganuma e Kaminashi); visitar todos num dia de transporte público, porém, fica “complicado”, porque os ônibus não são muito frequentes. Dito isso, se quiser fazer o mesmo, pegue o ônibus de Kanazawa para Jōhana Station (Google Maps). De lá sai o World Heritage Bus (site oficial). Os horários de saída também estão no Google Maps e você pode pagar diretamente com qualquer cartão, nem precisa de IC Card. Dependendo do que você quiser fazer, pode valer a pena comprar o Hop on/off pass.

Ainokura.

Desça neste ponto (Google Maps) e siga a pé até Ainokura (Google Maps). O vilarejo é muito compacto, então não conte com passar muito tempo ali, em particular se você não visitar nenhum dos museus ou workshops oferecidos. Eu me limitei a passear pelo vilarejo e a subir até o mirante, que recomendo (Google Maps). Terminada a visita, volte para a estrada e pegue de novo o World Heritage Bus. Se quiser, você poderia parar também em Suganuma (Google Maps), mas eu continuei no ônibus até Shirakawa-go. Este último não só é, de longe, o maior dos vilarejos tradicionais, como também o mais turístico. Aqui também, pessoalmente, me limitei a passear pelo vilarejo, mas há casas-museu que dá para visitar, workshops e tudo o mais. Com certeza recomendo o icônico mirante (Google Maps). Depois de terminar a visita, pegue o ônibus direto para Kanazawa. Recomendo fortemente reservar online para evitar ficar na mão. Esse trecho é relativamente popular.

Shirakawa-go.

Onde ficar em Kanazawa?

Eu fiquei no Blue Hour Kanazawa, lugar muito aconchegante a dois passos da estação de trem. Recomendo.

Como chegar a Kanazawa?

Da estação de Takayama (Google Maps) há ligações frequentes de trem, com troca em Toyama. Kanazawa também é ligada diretamente a Tóquio pelo Shinkansen, com um tempo de percurso de apenas duas horas e meia. Há ainda um highway bus que liga diretamente Kanazawa a Nagoya; dependendo do roteiro que você tem em mente, pode ser uma opção interessante, você pode reservar na Willer. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Shirakawa-go.

Tateyama e Nagano

Eu fui de Kanazawa direto para Sendai, mas há pelo menos outras duas paradas interessantes no meio do caminho. Em primeiro lugar, a caldeira de Tateyama, que oferece alguns dos cenários alpinos mais espetaculares do Japão, facilmente acessíveis pela fascinante Tateyama-Kurobe Alpine Route. Este é considerado um lugar especial. O Tateyama, ou simplesmente Tate, é de fato uma das três montanhas mais sagradas do Japão, junto com o Fuji e o Hakusan. Infelizmente, a 3.015 metros de altitude, em meados de maio ainda havia neve demais para tornar isso uma simples trilha, mas mais adiante na temporada acho que pode ser uma parada realmente interessante para os apaixonados por montanha e não só. Aqui você encontra todas as informações sobre o transporte. Eu tinha identificado este circuito curto (All Trails), mas é claro que não faltam opções.

Outra parada interessante pode ser Nagano, onde, a umas duas horas da cidade, fica o icônico Jigokudani Monkey Park (Google Maps), onde vivem os macacos-japoneses, que ficaram famosos porque no inverno mergulham nas fontes termais para se aquecer. Também me recomendaram o lago Kagami (Google Maps), particularmente sugestivo no outono, com a folhagem.

Festival Sendai Aoba Matsuri.

Sendai

Sendai é uma ótima parada para quebrar a viagem rumo ao norte, além de um dos meus destinos preferidos de toda a viagem pelo Japão, graças a um golpe de sorte enorme: eu não fazia a mínima ideia de que ia acontecer naquele período, mas me vi na cidade durante o festival anual Sendai Aoba Matsuri (site oficial).

O que fazer e ver em Sendai

Centro de Sendai

Recomendo começar o dia visitando o Ōsaki Hachimangū (Google Maps), um santuário xintoísta de 1607, construído por vontade do poderoso senhor feudal Date Masamune e hoje reconhecido como Tesouro Nacional do Japão pela sua extraordinária arquitetura ricamente decorada. A entrada é gratuita. De lá você poderia caminhar até o templo Rinnoji (Google Maps), um tranquilo templo budista conhecido principalmente pelo lindo jardim japonês com lago e pela atmosfera de paz. A entrada para o jardim custa 300 ienes.

Templo Rinnoji.

Outro lugar muito recomendado é o Zuihōden, ou seja, o mausoléu de Date Masamune (Google Maps), o poderoso senhor feudal que fundou Sendai. Não fui, então não opino, mas imagino que possa ser um lugar fascinante. A entrada custa 570 ienes. Não muito longe também fica o museu do castelo Aoba (Google Maps); do castelo resta pouco ou nada e, pelo visto, toda a exposição é exclusivamente em japonês, então evitei, mas acho que vale mencionar, até pela proximidade com o mausoléu. Para fechar o dia, suba na plataforma panorâmica do shopping AER (Google Maps). A entrada é completamente gratuita. Basta subir de elevador até o andar “31F”.

Plataforma panorâmica do shopping AER.

Matsushima

Matsushima é de longe o bate-volta mais popular, famoso pela sua baía repleta de centenas de pequenas ilhas cobertas de pinheiros e pelos numerosos templos e santuários que pontilham a costa. Recomendo começar o dia pegando o trem até Matsushimakaigan Station (Google Maps). Dali eu subi até o Saigyo Modoshi no Matsu Park (Google Maps), nada de excepcional, mas há pelo menos um par de vistas muito bonitas da baía. Caso você tenha interesse, também há um bar com terraço panorâmico; eu não entrei, mas imagino que seja o lugar ideal para tomar alguma coisa e curtir a vista. Dito isso, tenho certeza de que na época da floração das cerejeiras seja um lugar bem mais sugestivo; o parque, aliás, é famoso justamente pelas suas cerca de 250 cerejeiras.

Saigyo Modoshi no Matsu Park.

Do parque recomendo descer em direção ao templo Zuigan-ji (Google Maps), que é um dos templos zen mais importantes da região, fundado no século IX e reconstruído no período Edo, famoso pelos elegantes edifícios de madeira, pelos lindos interiores decorados e pelas grutas escavadas na rocha. A entrada custa 1.000 ienes. Se quiser, você poderia visitar também o templo Entsūin, ali pertinho (Google Maps), onde a entrada custa 500 ienes. Não fui, mas também costumam recomendar a Kanrantei Tea House, que fica perto (Google Maps); o edifício tem cerca de 400 anos: foi construído no início do período Edo pelos senhores feudais de Sendai, que o usavam como lugar de lazer e para receber convidados importantes.

Templo Zuigan-ji.

Siga então para a ilha de Fukuurajima (Google Maps); cobram 200 ienes para atravessar a ponte, mas a ilha é bonitinha, dá para andar por ela facilmente a pé em meia hora e oferece algumas vistas interessantes da baía. Termine o dia com o icônico cruzeiro pela baía; eu recomendo o “Basho Cruise”, para desembarcar no porto de Shiogama (Google Maps) e pegar o primeiro trem de volta a Sendai na estação ali perto (Google Maps). Eu paguei 1.500 ienes pelo cruzeiro. Para reservas online há um desconto de 10%; aqui você encontra os vários roteiros, os horários do “Basho Cruise” e o link para reservar.

Basho Cruise.

Onde ficar em Sendai?

Eu fiquei no 9h nine hours Sendai, lugar moderno e limpo, boa localização central. No geral, recomendo.

Como chegar a Sendai?

Se, como eu, você vem de Kanazawa, o jeito mais rápido de todos é pegar o Shinkansen para Tóquio, fazer a troca e subir no que vai para Sendai: assim são cerca de 4 horas de viagem. Se, porém, você quer economizar, pode fazer como eu: pegar o highway bus de Kanazawa a Niigata, que dá para reservar online na Willer. Ali passei a noite no Bandai Silver Hotel, praticamente ao lado da rodoviária, e na manhã seguinte peguei o ônibus para Koriyama, que também nesse caso você pode reservar na Willer. De lá, dependendo das conexões, você pode seguir de trem mais ônibus para Sendai, com troca em Fukushima, ou vice-versa: o custo é praticamente o mesmo. Dê uma olhada no Google Maps usando a opção “Menor custo”. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Festival Sendai Aoba Matsuri.

Hirosaki

Hirosaki é uma cidade histórica do Tōhoku famosa sobretudo pelo castelo e pelo seu espetacular parque, considerado um dos lugares mais bonitos do Japão para admirar as cerejeiras em flor.

O que fazer e ver em Hirosaki

Eu estive em Hirosaki quando a floração das cerejeiras já tinha acabado e preciso dizer que, embora tenha sido um dia no geral agradável, se você está com os dias contados, provavelmente eu seguiria direto para Aomori.

Dito isso, em meio dia você pode tranquilamente visitar o castelo com o seu parque (Google Maps), os jardins botânicos (Google Maps) e os jardins Fujita (Google Maps). O castelo foi literalmente deslocado da sua posição original em 2015 para obras de restauro nas muralhas em que se apoiava; não é particularmente sugestivo. Continua sendo um lugar agradável, assim como o parque e os jardins botânicos, enquanto os jardins Fujita são muito bem cuidados e merecem absolutamente a visita. O ingresso combinado para as três atrações custa 520 ienes.

Castelo de Hirosaki.

Onde ficar em Hirosaki?

Eu fiquei no Tabist Hirosaki Touei Hotel, que era a opção mais econômica durante a minha visita. Nada de excepcional, mas também não tenho nada de que reclamar.

Como chegar a Hirosaki?

Vindo de Sendai, você poderia pegar o Shinkansen, mas, se como eu você prefere gastar metade, há várias saídas diárias de highway bus do Miyagi Kotsu Sendai Highway Bus Center (Google Maps) até o Hirosaki Bus Terminal (Google Maps), que você pode reservar nesta página. Os horários também estão disponíveis no Google Maps. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Jardins Fujita.

Aomori

Esta cidade portuária era antigamente o principal ponto de partida para chegar a Hokkaido de balsa. Embora continue sendo um importante porto de balsas, a abertura do túnel ferroviário submarino Seikan, em 1988, e o surgimento dos voos low cost reduziram o número de passageiros.

Hoje em dia Aomori é conhecida sobretudo pelo animado Nebuta Matsuri (site oficial), um dos festivais de verão mais espetaculares do Japão, famoso pelas enormes lanternas iluminadas que retratam figuras históricas, guerreiros e personagens mitológicos, que desfilam pelas ruas acompanhadas de música e danças tradicionais.

Nebuta Museum WA RASSE.

O que fazer e ver em Aomori

Fora o festival, a cidade não tem muito a oferecer ao turista comum. De novo, se você está com os dias contados, eu provavelmente iria direto para Hokkaido, em particular se estiver disposto a pegar o Shinkansen. Caso contrário, você poderia passar meio dia aqui e depois pegar a balsa para Hakodate de manhã.

Dito isso, se você tem algumas horas para passar na cidade, recomendo visitar o Nebuta Museum WA RASSE (Google Maps), o museu dedicado ao festival Nebuta Matsuri, onde dá para admirar algumas das enormes lanternas iluminadas usadas em festivais passados. Há audioguia gratuito, leve fones de ouvido. A entrada custa 620 ienes. Se quiser, você pode comprar o ingresso combinado que inclui a visita ao museu naval (Google Maps) e o acesso à plataforma panorâmica do escritório de turismo (Google Maps). Esse ingresso deve custar 1.300 ienes. Eu entrei só no museu Nebuta WA RASSE porque já era tarde, mas, se você tiver algumas horas a mais, acho que vale muito a pena pagar pelo ingresso combinado. Para concluir, você poderia visitar o mercado de peixe Aomori Gyosai (Google Maps). O que torna esse mercado de peixe especial é um sistema que permite aos visitantes montar o seu próprio donburi de frutos do mar (chamado nokkedon) com os produtos locais vendidos no próprio mercado.

Onde ficar em Aomori?

Eu fiquei no Iroha Ryokan, que era a opção mais econômica de todas durante a minha visita. Lugar limpo e ótima localização, dona muito gentil e cordial. Recomendo.

Como chegar a Aomori?

De Hirosaki Station (Google Maps), basta pegar o trem da Ou Line com destino a Aomori Station (Google Maps); as saídas são muito frequentes. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Nebuta Museum WA RASSE.

HOKKAIDŌ

Hokkaidō é a ilha mais ao norte do Japão e uma das mais amadas pelos apaixonados por natureza e paisagens intocadas. Menos urbanizada que Honshū, oferece vastos espaços abertos, montanhas, lagos e parques nacionais que mudam de cara a cada estação: dos campos de lavanda de verão de Furano às espetaculares nevascas de inverno de Sapporo e Niseko. A ilha também é renomada pela sua culinária, em particular pelo peixe fresco, pelos crustáceos e pelos laticínios. Hokkaidō é o destino ideal para quem procura um Japão mais autêntico e tranquilo, longe das grandes cidades, mas ainda assim bem conectado ao resto do país.

Hakodate

Hakodate, com o seu porto, foi durante anos o principal ponto de passagem para quem queria chegar a Hokkaidō. A cidade, porém, perdeu parte da sua importância com a abertura do túnel ferroviário submarino e o surgimento dos voos low cost, exatamente como Aomori, do outro lado do estreito.

Hakodate Morning Market Square.

O que fazer e ver em Hakodate

Recomendo começar o dia pelo Hakodate Morning Market Square (Google Maps), muito turístico, mas que ainda assim vale a pena dar uma volta e talvez comer alguma coisa; os preços não são exagerados. Daqui você poderia ir até a Goryokaku Tower (Google Maps), ótima vista do forte Goryōkaku com o seu icônico formato de estrela e da cidade; a entrada custa 1.200 ienes. Se você tem um orçamento limitado, não acho que seja imperdível, a menos que o parque lá embaixo, com suas cerca de 1.500 cerejeiras, esteja em flor: nesse caso acho que vale muito a pena subir. O pico da floração costuma acontecer no início de maio. Recomendo depois passear pelo parque propriamente dito (o forte foi transformado em parque público no início do século XX); lá dentro também fica o Hakodate Magistrate’s Office (Google Maps), que é uma reconstrução da antiga sede do governo do xogunato em Hakodate; não entrei, então não opino. A entrada custa 500 ienes.

Vista da Goryokaku Tower.

À tarde recomendo passear pelo bairro Motomachi (Google Maps). Hakodate foi um dos primeiros portos japoneses a se abrir ao comércio internacional, em 1859. Por isso, muitos comerciantes e empresários vindos da Rússia, da China e dos países ocidentais se mudaram para a cidade, e Motomachi se tornou uma das zonas onde se concentraram os novos residentes estrangeiros. Ainda hoje, o bairro conserva numerosos edifícios e locais de culto que testemunham esse encontro entre as culturas japonesa e ocidental. Entre os mais famosos estão a igreja ortodoxa russa (Google Maps), o antigo consulado britânico (Google Maps), a antiga sede do governo da província (Google Maps) e o antigo salão público de Hakodate (Google Maps).

Termine o dia com o pôr do sol do alto do Monte Hakodate (Google Maps). Para subir a pé, recomendo a trilha kyutozando, que começa no estacionamento neste ponto (Google Maps). É fácil de seguir, você a encontra traçada no Organic Maps e, se quiser, também no AllTrails. Se você não está a fim de caminhar, pode simplesmente pegar o teleférico (Google Maps). De qualquer forma, por mais fascinante que seja a vista, mesmo num dia de semana, no fim de maio, ao pôr do sol estava um caos de gente: literalmente hordas de turistas. Se você procura um pouco de tranquilidade, pode descer em direção à bateria de artilharia da Segunda Guerra Mundial (Google Maps). A vista não é tão bonita, mas ainda assim há mais de um par de vistas interessantes e, pelo menos no meu caso, não havia ninguém por perto.

Monte Hakodate.

Onuma Quasi-National Park

O Ōnuma Quasi-National Park (Google Maps) é uma área natural ao pé do Monte Komagatake, caracterizada por lagos, ilhotas, florestas e trilhas panorâmicas, particularmente sugestiva no outono, quando a vegetação se tinge de vermelho e amarelo. Como o nome sugere, não se trata de um parque nacional propriamente dito, mas continua sendo uma área de grande interesse naturalístico. Eu não fui porque o meu roteiro em Hokkaidō já estava apertado demais, mas tenho certeza de que pode ser um bom passeio para fazer num dia saindo de Hakodate, já que fica a apenas meia hora de trem. Da estação de trem dá para fazer algumas trilhas curtas a pé ou alugar uma bicicleta. Para não errar, você sempre pode dar uma passada no centro de visitantes (Google Maps).

Onde ficar em Hakodate?

Eu fiquei no GUEST HOUSE HAKODATE BAY, acho que era a opção mais econômica disponível durante a minha visita. Nem bom nem ruim, boa localização.

Como chegar a Hakodate?

Como adiantei, vindo de Aomori, a opção mais econômica para chegar a Hakodate é a balsa. Há duas companhias que operam a rota: Tsugaru Kaikyō Ferry (site oficial) e Seikan Ferry (site oficial). A viagem dura cerca de 4 horas. Eu viajei com a Tsugaru Kaikyō Ferry, pagando 2.860 ienes no fim de maio, ou seja, ainda na baixa temporada. A passagem pode ser reservada online, embora eu tenha ido direto ao porto e a balsa estivesse praticamente vazia. Além disso, a passagem padrão não dá direito a um assento, mas a salas onde dá para se deitar. Se, por outro lado, você quer uma poltrona de verdade, então pode valer a pena reservar com antecedência. Do porto de Hakodate saem então ônibus diretos para o centro, com horários coordenados com a chegada das balsas. A alternativa é pegar o Shinkansen, que atravessa o túnel ferroviário submarino. Essa opção, porém, custa mais que o dobro da balsa, embora economize cerca de duas horas de viagem. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Lago Toya

O lago Toya é um lago vulcânico sugestivo, famoso pelas águas límpidas, pelas numerosas fontes termais e pelas vistas do vulcão Usu e do Monte Yōtei.

O que fazer e ver no lago Toya

Recomendo começar a visita pelo Toyako Visitor Center (Google Maps), onde você vai encontrar uma bela exposição, totalmente gratuita, dedicada à flora, à fauna e à história geológica da área. É um ótimo ponto de partida para entender melhor o Parque Nacional Shikotsu-Tōya e o ambiente natural particular que cerca o lago. Há também um museu anexo, onde, porém, não entrei, então não opino. A entrada custa 600 ienes. Do centro de visitantes saem várias caminhadas. Pessoalmente, eu queria subir até a cratera do Monte Usu (Google Maps), mas durante a minha visita estava fechada ao público porque o vulcão estava particularmente ativo naquele período. Oficialmente, a trilha para chegar à cratera sai do teleférico (Google Maps). Você pode então usá-lo para subir ou descer e poupar boa parte do desnível: depois de chegar à cratera, basta seguir a trilha panorâmica ao longo da borda, que você também encontra no AllTrails.

Lago Toya.

Se quiser, parece haver também uma trilha no lado norte, traçada no Organic Maps, que se junta ao percurso da cratera mais ou menos neste ponto (Google Maps). Eu não a fiz pessoalmente, então não posso dizer o quanto ela é realmente transitável. Como a cratera estava fechada, acabei subindo meio ao acaso até este ponto (Google Maps), de onde se tem uma vista lindíssima do lago. Uma alternativa mais curta é o Kompira Crater Walking Trail (Google Maps), que permite ver de perto os danos provocados pela erupção de 2000. Depois você pode seguir pelo menos até a cratera Yu-kun (Google Maps).

Outra possibilidade é dar uma volta de barco no lago: as saídas são frequentes do cais neste ponto (Google Maps). Se quiser, você também pode desembarcar na ilha de Nakajima (Google Maps) e explorá-la a pé seguindo a trilha indicada no AllTrails. Não fui, mas acho que pode ser uma bela maneira de passar um dia. Para os apaixonados por ciclismo, por outro lado, é possível dar a volta completa no lago de bicicleta. Por fim, durante o verão, toda noite às 20:45 são organizados fogos de artifício sobre o lago. Por isso, aconselho você a ir até as margens do lago Tōya e curtir o espetáculo!

Fogos de artifício sobre o lago.

Onde ficar no lago Toya?

Eu fiquei no Toyako Guest House Ponkotan, hostel muito bem cuidado, limpo e confortável. Recomendo.

Como chegar ao lago Toya?

Pegue o trem de Hakodate Station (Google Maps) até Tōya Station (Google Maps). De lá há conexões frequentes de ônibus até o Toyako Onsen Bus Terminal (Google Maps). Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Noboribetsu

Noboribetsu é uma das localidades termais mais famosas de Hokkaidō, conhecida sobretudo pelo Jigokudani, o sugestivo “Vale do Inferno”, com fumarolas, fontes sulfurosas e paisagens vulcânicas.

O que fazer e ver em Noboribetsu

Se você ficar em Noboribetsu propriamente dita, pegue o ônibus para Noboribetsu Onsen (Google Maps). Daqui eu recomendo este roteiro a pé: chegue primeiro ao Vale do Inferno (Google Maps), curta a paisagem surreal e depois siga para o lago Oyunuma (Google Maps). Eu, na verdade, fiz antes um desvio pela estrada até o lago Kuttara (Google Maps), mas não estou convencido de que valha particularmente a pena, sobretudo se você não está a fim de caminhar muito. Recomendo, em vez disso, fortemente molhar os pés no Pedilúvio natural do rio Oyunuma (Google Maps): no fim da tarde não havia praticamente ninguém e eu curti muito. Antes ou depois de tudo isso, se tiver interesse, você pode pegar o teleférico (Google Maps) e subir ao Noboribetsu Bear Park (Google Maps), que abriga numerosos ursos-pardos de Hokkaidō. Pelo visto, também há bons mirantes com vista para o lago Kuttara. Eu não fui, então não posso opinar pessoalmente.

Vale do Inferno.

Vale o mesmo para o Noboribetsu Date Jidai Village (Google Maps), um parque temático que recria um vilarejo do período Edo, com edifícios tradicionais, shows de samurais e ninjas e várias atividades temáticas. Pessoalmente, esse tipo de atração me dá uma certa sensação de coisa falsa de que não gosto particularmente, mas menciono porque pode ser interessante para alguém. Por fim, você poderia terminar o dia no Dai-ichi Takimotokan (Google Maps), que abriga o maior complexo termal de Hokkaidō. Pelo que me disseram, é possível comprar um passe diário e acessar as onsen mesmo sem se hospedar no hotel. Como alternativa, há várias outras onsen na cidade.

Lago Oyunuma.

Museu Nacional Ainu (Upopoy)

O Museu Nacional Ainu (Google Maps) é o principal museu nacional do Japão dedicado à história, à língua e à cultura dos Ainu, a população indígena de Hokkaidō. Achei realmente legal e interessante: o complexo é dividido em várias áreas e inclui também a reprodução de um vilarejo tradicional. Há ainda o centro cultural, onde todos os dias são organizados vários espetáculos, da música tradicional à dança, além de documentários, workshops e outras atividades. Enfim, tem realmente um pouco de tudo. A entrada custa 1.200 ienes. Eu o visitei saindo de Noboribetsu num bate-volta, mas, se quiser, você também pode deixar a bagagem nos armários da estação de Shiraoi (Google Maps), visitar o museu e depois seguir direto para Sapporo.

Museu Nacional Ainu (Upopoy).

Onde ficar em Noboribetsu?

Eu fiquei no Noboribetsu Guest House AKA & AO e recomendo. Ótimo hostel a dois passos da estação de trem.

Como chegar a Noboribetsu?

Vindo de Hakodate ou Tōya, pegue qualquer trem com destino a Noboribetsu Station (Google Maps). Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Sapporo

Sapporo é a capital de Hokkaido e a quinta maior cidade do Japão. É também uma das cidades mais jovens do país: em 1869, quando o desenvolvimento da cidade começou oficialmente, tinha apenas sete habitantes! Sapporo ficou famosa no mundo todo em 1972, quando sediou os Jogos Olímpicos de Inverno. Hoje a cidade é conhecida sobretudo pelo seu lámen, pela cerveja e pelo anual Festival da Neve, que acontece todo fevereiro.

O que fazer e ver em Sapporo

Em comparação com as outras grandes cidades do Japão, na minha opinião Sapporo, embora agradável, não tem muita coisa para oferecer ao turista, principalmente por ser uma cidade relativamente recente do ponto de vista histórico. Dito isso, dá tranquilamente para passar uns dois dias, até porque ela é, de fato, uma parada obrigatória para a maioria dos deslocamentos de e para Hokkaidō. A maior parte das atrações fica fora da cidade, mas recomendo fazer pelo menos um breve passeio no centro, nos arredores do Odori Park (Google Maps) e da icônica torre do relógio (Google Maps).

Moerenuma Park.

Moerenuma Park

O Moerenuma Park (Google Maps) é um grande parque artístico às portas de Sapporo, projetado pelo artista e arquiteto Isamu Noguchi, onde amplos espaços verdes, instalações e estruturas geométricas se fundem numa única paisagem. Achei um lugar realmente agradável, perfeito para passear e passar algumas horas. A fonte faz vários espetáculos ao longo do dia. Nada de excepcional, mas pode ser útil dar uma olhada nos horários antes da visita. Aqui você encontra uma foto com a programação.

Na entrada do parque também é possível alugar bicicletas (Google Maps). Eu, porém, visitei tudo a pé, sem problemas. Também há muitíssimas cerejeiras, então imagino que durante a floração o parque fique ainda mais sugestivo.

Moerenuma Park.

Hill of the Buddha

A Hill of the Buddha (Google Maps) é um sugestivo complexo budista às portas de Sapporo, projetado pelo arquiteto Tadao Andō. O ponto forte é a monumental estátua do Buda, que emerge de uma colina coberta de lavanda criando, quando as flores estão em plena floração, uma paisagem realmente cenográfica.

Eu fui quando a lavanda ainda não tinha florescido, então a atmosfera provavelmente era menos espetacular, mas ainda assim achei a visita agradável. Dito isso, não espere uma atração particularmente rica: além da estátua do Buda e de alguns monólitos que lembram os da Ilha de Páscoa, não há muito mais para ver e, se quiser, dá tranquilamente para terminar a visita em uns dez minutos. Enfim, depende de quanto esse tipo de lugar te interessa. Eu paguei 300 ienes pela entrada. Em frente à entrada há um ponto de ônibus (Google Maps), mas as linhas não são particularmente frequentes, então confira os horários e se organize de acordo.

Hill of the Buddha.

Mount Moiwa

O Mount Moiwa (Google Maps) é uma das montanhas mais famosas de Sapporo, que também dá para alcançar de teleférico e é célebre sobretudo pela vista espetacular da cidade, particularmente sugestiva ao pôr do sol e à noite. Como sempre, eu subi a pé: a trilha mais curta começa neste ponto (Google Maps) e é realmente fácil de seguir. São cerca de 3 km com 500 metros de desnível, então nada de particularmente puxado. Como alternativa, você pode pegar o teleférico (Google Maps).

Mount Moiwa.

O Vilarejo Histórico de Hokkaido e o Museu

O Museu de Hokkaidō (Google Maps) conta a história e a natureza de Hokkaidō e fica a cerca de dez minutos a pé do vizinho museu a céu aberto. A exposição é organizada em torno de cinco temas principais, entre eles a cultura Ainu, a história da ilha e a sua fauna selvagem. Como eu já tinha visitado o Museu Nacional Ainu (Upopoy), preferi dedicar o tempo a outra coisa, embora valha ressaltar que este museu oferece um panorama muito mais amplo, concentrando-se em toda a história de Hokkaidō e não só nos Ainu. Se você decidir vir até aqui, muita gente recomenda visitar também o vizinho Vilarejo Histórico de Hokkaidō (Google Maps). O museu a céu aberto reúne cerca de 60 edifícios vindos de diversas partes da ilha, datando principalmente dos períodos Meiji e Taishō (1868-1926), quando o desenvolvimento de Hokkaidō foi levado adiante em grande escala. O vilarejo é dividido em quatro áreas: uma cidade, um vilarejo de pescadores, um vilarejo agrícola e um vilarejo de montanha. Se você decidir visitar as duas atrações, vale a pena comprar o ingresso combinado.

Shiroi Koibito Park

O Shiroi Koibito Park (Google Maps) é um parque temático dedicado ao célebre chocolate Shiroi Koibito, onde é possível visitar a fábrica, conhecer a história da marca e passear entre edifícios e jardins em estilo europeu. Eu cheguei tarde demais para a visita à fábrica: a última entrada é às 16:30, então me limitei a passear pelos jardins externos. Bonitinhos, mas nada de excepcional. Imagino, porém, que, se a visita à fábrica e o processo de produção te interessam, a experiência seja decididamente mais completa. Você encontra todas as informações, incluindo horários e preços, no site oficial, onde também dá para comprar os ingressos com antecedência.

Shiroi Koibito Park.

Festival da Neve

O Festival da Neve de Sapporo acontece todos os anos em fevereiro, durante cerca de uma semana. É um dos eventos de inverno mais populares do Japão. O festival nasceu em 1950, quando alguns estudantes do ensino médio construíram estátuas de neve no Parque Odori. Desde então cresceu até se tornar um enorme evento internacional, famoso pelas espetaculares esculturas de neve e gelo que todos os anos atraem milhões de visitantes. Se você por acaso visitar Hokkaidō nesse período, acho que vale absolutamente a pena dar uma passada!

Otaru

Otaru (Google Maps) é uma pitoresca cidade portuária a cerca de uma hora de trem de Sapporo, famosa pelo seu histórico canal (Google Maps), pelo relógio a vapor (Google Maps) e pelos edifícios em estilo ocidental. Por questão de tempo não fui, mas parece ser um destino bastante popular para visitar num dia, usando Sapporo como base. Para os apaixonados por uísque, se quiser também dá para visitar a Destilaria Nikka Whiskey Yoichi (Google Maps). Você também poderia subir ao topo do monte Tenguyama (Google Maps), de onde se têm ótimas vistas da cidade com o oceano ao fundo. Obviamente, como costuma acontecer no Japão, existe a possibilidade de pegar o teleférico (Google Maps). Por fim, se você por acaso visitar a região em fevereiro, dê uma olhada nas datas do Otaru Snow Light Festival. Durante o festival o centro de Otaru se ilumina com milhares de velas e lanternas.

Hill of the Buddha.

Onde ficar em Sapporo?

Fiquei em três hostels diferentes durante as minhas duas estadias em Sapporo: o HELIO HOSTEL SAPPORO é provavelmente o meu preferido, ambiente moderno e limpo, ótima localização, muito central; o EZO Run Sapporo, embora menos cuidado, oferece uma atmosfera mais relaxada, parece quase que você está hospedado na casa de alguém; o The Stay Sapporo, embora seja um bom hostel, foi o de que menos gostei.

Como chegar a Sapporo?

Sapporo funciona como hub de transporte público de toda a ilha de Hokkaido; de lá, basicamente, há ligações diretas de trem e ônibus para todos os principais destinos do país. Além disso, o aeroporto New Chitose (Google Maps) tem várias ligações diárias para todas as principais cidades do país e também um monte de destinos internacionais. Para chegar a ele a partir do centro, se você quer economizar alguma coisa, recomendo pegar o New Chitose Airport Limousine Bus (dá para pagar com IC card a bordo) em vez do trem. Você encontra os horários também no Google Maps. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Mount Moiwa.

Furano

Furano é uma pequena cidade de Hokkaidō cercada de colinas e campos, famosa sobretudo pelos seus vastos campos de lavanda e pelas lindas paisagens rurais, que no verão atingem o auge do esplendor com a floração da lavanda e das outras flores.

O que fazer e ver em Furano

No centro da cidade não há exatamente muita coisa para fazer. Para tornar os deslocamentos eficientes, eu fiz o seguinte, levando a mochila comigo e basicamente visitando as várias atrações enquanto me deslocava rumo a Asahikawa. Se quiser, você pode fazer o mesmo aproveitando os armários da estação ou, como alternativa, simplesmente voltar a Furano no fim do dia. Da estação de Furano pegue o trem direto para Naka-Furano Station (Google Maps). Aqui também há armários, mas você vai ter que caminhar cerca de 2 km para chegar à Farm Tomita (Google Maps). Na alta temporada, por outro lado, o trem para também na Lavender-Farm Station (Google Maps), bem em frente ao viveiro. Atenção, porém: aqui não há armários.

Farm Tomita.

A Farm Tomita é uma das atrações mais famosas de Furano, conhecida sobretudo pelos espetaculares campos de lavanda que no verão se transformam num verdadeiro mar de cores e perfumes. Mesmo no fim de maio, porém, havia várias outras flores em flor e achei o lugar legal de visitar. Pelo menos durante a minha visita, a entrada era gratuita. Fique de olho nos horários dos trens e tente se organizar para voltar à estação e pegar um trem direto para Bibaushi Station (Google Maps). A título informativo, aqui não me parece que havia armários.

Da estação eu caminhei até Shikisai-no-oka (Google Maps), um vasto parque de flores famoso pelos coloridíssimos campos de flores dispostos nas colinas suaves, que no verão criam uma das paisagens mais icônicas de Hokkaidō. A entrada é paga somente de julho a setembro. Uma alternativa um pouco mais perto da estação é a Kanno Farm (Google Maps). Não fui, mas acho que pode ser uma experiência bem parecida. Dali peguei o primeiro trem direto para Asahikawa Station (Google Maps).

Se quiser, no meio do caminho também há o lago Shirogane (Google Maps), que dá para alcançar de transporte público, mas do ponto de vista logístico fica bem complicado. Eu deixei para lá, mas, principalmente se você tem um carro, pode valer a pena considerar. Continuando no tema das caminhadas, você também poderia avaliar o circuito Mount Tokachi–Mount Biei (AllTrails). Parece uma caminhada realmente bonita, mas, como acabei de dizer, só de transporte público não é facilmente factível.

Shikisai-no-oka.

Onde ficar em Furano?

Eu fiquei no Hostel Tomar, provavelmente um dos melhores hostels de toda a minha viagem pelo Japão. Ambientes internos muito bem cuidados e limpos. Recomendo muito.

Como chegar a Furano?

Vindo de Sapporo, recomendo pegar o ônibus Highway Furano Go. Ele faz algumas paradas na cidade e, se você está no centro, a mais cômoda é provavelmente o Hokkaido Chuo Bus Sapporo Terminal (Google Maps). Se quiser, você pode pagar direto a bordo com um IC card. O ônibus também aparece no Google Maps usando a função de transporte público. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Furano.

Asahikawa e Parque Nacional Daisetsuzan

Asahikawa é a segunda maior cidade de Hokkaidō e uma ótima base para explorar o centro da ilha, em particular o vizinho Parque Nacional Daisetsuzan.

O que fazer e ver em Asahikawa

Eu me limitei a visitar o parque nacional, mas, se você procura algo para fazer na cidade, o zoológico é muito recomendado (Google Maps).

Parque Nacional Daisetsuzan

O Parque Nacional Daisetsuzan é o maior parque nacional do Japão: uma imensa área selvagem feita de montanhas vulcânicas, florestas e paisagens alpinas. Foi um dos meus lugares preferidos de toda a viagem. Recomendo pegar o primeiro ônibus da manhã, que durante a minha visita saía por volta das 7:00, dependendo do ponto em que você embarca. Os horários também aparecem no Google Maps e o destino final é o Asahidake Visitor Center (Google Maps). Pelo menos durante a minha visita, só era possível pagar em dinheiro.

Monte Asahidake.

Chegando ao centro de visitantes, você tem várias opções. A mais simples é pegar o teleférico (Google Maps). Da estação de chegada você pode alcançar o topo do Monte Asahidake (Google Maps) com cerca de 700 metros de desnível. A trilha é realmente fácil de seguir, mas você encontra o traçado também no AllTrails. Se até isso te parecer puxado demais, você pode simplesmente passear ao redor da estação do teleférico, onde vai encontrar alguns laguinhos e vários mirantes.

Se, por outro lado, você decidir subir até o topo do Monte Asahidake, recomendo não voltar pela mesma trilha e completar o circuito descrito no AllTrails. Achei realmente agradável: vistas fantásticas, pouquíssima gente e até fontes termais naturais onde molhar os pés. Atenção, porém, às condições da trilha. Durante a minha visita, no início de junho, principalmente na vertente norte do Monte Asahidake, ainda havia bastante neve. Não encontrei trechos particularmente perigosos ou expostos, mas com certeza é algo a levar em consideração e a verificar antes de partir.

Parque Nacional Daisetsuzan.

Por fim, se como eu você se recusa a pegar o teleférico, pode subir a pé a partir do centro de visitantes. A trilha está claramente traçada no Organic Maps e é fácil de seguir, mas acrescenta cerca de outros 500 metros de desnível. Subindo e descendo a pé, além de completar o circuito descrito acima, o dia fica bem puxado. Eu voltei bem a tempo de pegar o último ônibus do dia, que durante a minha visita saía às 15:40.

Onde ficar em Asahikawa?

Eu fiquei no Asahikawa Ride; embora o prédio não seja exatamente moderno, o hostel é muito confortável e bem localizado em relação à estação de trem. O dono é realmente simpático e gentil. Recomendo.

Como chegar a Asahikawa?

Se você vem de Furano, pode simplesmente pegar o trem direto para Asahikawa Station (Google Maps) como descrito antes; se, por outro lado, você vem direto de Sapporo, o Highway bus, embora um pouco mais lento, custa cerca da metade. Se você está no centro, o ponto mais cômodo é provavelmente o Hokkaido Chuo Bus Sapporo Terminal (Google Maps).

Faço questão de destacar também que o Asahikawa Airport (Google Maps) tem voos diretos para Tóquio, Nagoya e Osaka a preços muito competitivos; dependendo do seu roteiro, vale a pena considerá-lo como ponto de entrada ou saída da ilha. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Monte Asahidake.

Utoro Onsen e Parque Nacional Shiretoko

Utoro Onsen é um pequeno vilarejo termal que serve de porta de entrada para o Parque Nacional Shiretoko e para a península de mesmo nome, onde florestas, montanhas e costas intocadas abrigam uma das áreas do mundo com a maior concentração de ursos-pardos.

O que fazer e ver em Utoro Onsen e no Parque Nacional Shiretoko

Em Utoro Onsen propriamente dita não há muito o que fazer; a única coisa que recomendo é ir ver o pôr do sol na Oronko Rock (Google Maps). O topo se alcança no fim de uma trilha curta. Quanto ao resto, curta o banho nas onsen.

Parque Nacional Shiretoko

Vai ver eu tinha grandes expectativas e por isso era fácil me decepcionar, vai ver não vi nem um urso, vai ver ainda havia muita neve nas partes altas, ou vai ver simplesmente que visitar o parque de transporte público é bem limitante. O fato é que a minha visita não foi particularmente memorável. Se ainda por cima considerarmos que fica literalmente no fim do mundo e exige várias horas de viagem para chegar, sinceramente não é um destino que eu recomendaria com muita convicção. A visita foi agradável de qualquer forma, mas, considerando o tempo e o esforço necessários para chegar lá, acho que há outros lugares no Japão que merecem mais prioridade.

Bem, para começar, nesta página você encontra a tabela com os horários dos ônibus diretos para o parque. De qualquer forma, depois de chegar a Utoro Onsen, é bem fácil conseguir todas as informações necessárias. Recomendo começar a visita pegando o ônibus para Shiretoko Goko (Google Maps). Aqui você encontra um percurso de cerca de 2 km numa passarela elevada, que dá para fazer com total autonomia. Com um pouco de sorte você pode até conseguir avistar algum urso. A passarela tem uma cerca elétrica ao longo de todo o percurso para impedir que os ursos-pardos entrem.

Passarela elevada

Se quiser, também há percursos mais longos que oferecem maiores chances de avistar a fauna, mas durante o período de maior atividade dos ursos, de 10 de maio a 31 de julho, é obrigatório participar de um tour organizado. O percurso longo, com duração de cerca de 3 horas, custa 6.000 ienes, enquanto o curto, de cerca de uma hora e meia, custa 3.600 ienes. Eu deixei para lá. De qualquer forma, este é o site oficial, onde você encontra todas as informações atualizadas.

Depois de terminar a visita, pegue o primeiro ônibus de volta para o Shiretoko National Park Nature Center (Google Maps). Aqui há uma exposição pequena, mas interessante, dedicada ao parque nacional, útil para saber um pouco mais antes de seguir adiante. Do centro também sai uma trilha curta até a cachoeira Furepe (Google Maps): ao longo do percurso vi mais de um cervo. Se você conseguir combinar bem os horários dos ônibus, também poderia chegar ao lago Rausu (Google Maps). O ponto de ônibus é este (Google Maps) e de lá são cerca de 3 km a pé até o lago. A trilha está traçada no Organic Maps, mas pelo visto pode haver bastante lama, então se prepare de acordo. Se você tem mais um dia disponível, de Utoro Onsen também saem vários cruzeiros de barco que podem ser interessantes.

Cachoeira Furepe.

Eu, por outro lado, tentei a subida ao Monte Rausu (Google Maps), mas infelizmente tive que voltar a uns dois quilômetros do topo porque ainda havia neve demais, de verdade. Pelo que me disseram, condições parecidas podem se estender até meados de julho, então confira bem a situação antes de partir. A trilha é a descrita no AllTrails. O ponto de ônibus mais próximo é este (Google Maps), mas de lá ainda é preciso caminhar alguns quilômetros pela estrada. Eu fiz o percurso a pé, mas passaram muitos carros, então imagino que, com um pouco de paciência, também dê para tentar pegar carona. Perto do início da trilha também há umas fontes termais naturais realmente bonitinhas (Google Maps), onde recomendo absolutamente parar na volta.

Onde ficar em Utoro Onsen?

Eu fiquei no Shiretoko Village, lugar muito tradicional, em verdadeiro estilo japonês, com onsen lá dentro. Eu peguei um quarto privativo para me dar um mimo no fim da viagem, mas, se quiser, eles também têm dormitórios compartilhados. Não muito longe da rodoviária. Recomendo.

Como chegar a Utoro Onsen?

Pelo menos durante a minha visita, era possível chegar a Utoro Onsen num dia saindo de Asahikawa, mas para isso você precisa necessariamente pegar o primeiro Limited Express da manhã com destino a Abashiri Station (Google Maps). Dali você precisa pegar o trem local para Shiretokoshari Station (Google Maps). Do outro lado da rua fica a rodoviária (Google Maps), de onde saem os ônibus diretos para Utoro Onsen. Os horários estão disponíveis nesta página.

Se você vem direto de Sapporo, ou precisa voltar para lá depois de visitar o parque nacional, existe também um ônibus direto diário que viaja à noite de Sapporo a Utoro Onsen e, durante o dia, no sentido oposto. Você pode reservar online neste site. Como destino selecione “Shiretoko”, embora na prática o ônibus chegue à rodoviária de Utoro Onsen. Na seção “como se locomover no Japão” você encontra um monte de outras informações úteis.

Parque Nacional Shiretoko.

OKINAWA

Nicola, você esqueceu completamente de Okinawa! Na verdade, escolhi conscientemente não visitar o arquipélago nesta viagem. Eu teria que ir no fim do inverno, quando o clima ainda não é particularmente favorável para curtir o mar, e alguns amigos que já estiveram lá também me desencorajaram, principalmente pelos custos bem elevados para chegar e visitar as ilhas mais bonitas.

Okinawa continua sendo um destino que me deixa curioso, principalmente pelo mar e pela cultura das ilhas Ryūkyū, muito diferente da do Japão continental. Simplesmente, considerando a época da minha viagem e o orçamento disponível, preferi dar prioridade a outras regiões do país. Aliás, se o objetivo é sobretudo encontrar praias tropicais e ilhas paradisíacas, na Ásia existem várias alternativas igualmente lindas e decididamente mais baratas.

Essas, naturalmente, são considerações baseadas na minha experiência indireta e nas dicas que recebi: como não visitei Okinawa, não me sinto à vontade para dar uma opinião pessoal sobre o arquipélago. Caso você decida incluí-la no seu roteiro, aqui você encontra um guia interessante que pode ajudar a organizar a viagem.

Castelo de Himeji.

Roteiros sugeridos no Japão

A seguir listo alguns roteiros possíveis de 2, 3 e 4 semanas. Obviamente não existe um roteiro perfeito para um determinado período, então encare o que vem a seguir como simples inspiração e adapte de acordo com os seus interesses e o seu orçamento, levando em conta o que você leu até aqui. Se o seu objetivo é atravessar o país inteiro de norte a sul, como eu fiz, sem ficar pulando de um destino a outro a cada dois dias, recomendo pelo menos dois meses, idealmente até mais.

Roteiro de duas semanas no Japão

Para o viajante médio com duas semanas no Japão, acho que vale a pena se concentrar exclusivamente no Japão central; essa, claramente, também é a parte mais turística, mas garante ver todos os destaques, como Tóquio, Quioto, o Monte Fuji, Nara etc.

Tóquio (4 noites)

Dia 1:

Visite o norte de Tóquio.

Dia 2:

Visite o centro de Tóquio.

Dia 3:

Visite o oeste de Tóquio.

Dia 4:

Visite o sul de Tóquio.

A região dos cinco lagos (1 noite)

Dia 5:

Ônibus saindo de Tóquio de manhã. Monte Ashiwada e mirante Sankodai é o que eu faria pessoalmente, mas não faltam opções.

Quioto (3 noites)

Dia 6:

Amanhecer no Pagode Chureito mais Fujiyoshida Street. Trem para Quioto no fim da manhã. O Caminho do Filósofo e o distrito de Higashiyama à tarde.

Dia 7:

Floresta de bambu de Arashiyama bem cedo. Templos diversos.

Dia 8:

O Santuário Fushimi Inari-Taisha bem cedo. Templos diversos.

Nara (2 noites)

Dia 9:

Trem Quioto – Nara. Explore o centro de Nara.

Dia 10:

Explore os arredores de Nara: a Trilha Yamanobe-no-michi, Yoshino e alguns templos menos conhecidos são todas ótimas opções.

Himeji (1 noite)

Dia 11:

Trem de Nara a Himeji. Visite o castelo e depois o Templo de Shoshazan Engyoji.

Hiroshima (2 noites)

Dia 12:

Trem saindo de Himeji. Parque da Paz de Hiroshima, Castelo de Hiroshima e Jardins Shukkeien.

Dia 13:

Ilha Itsukushima. Se você sair bem cedo, com certeza dá para incluir também uma breve visita a Iwakuni.

Dia 14:

Volta a Tóquio.

Roteiro de três semanas no Japão

Com uma semana a mais à disposição, na minha opinião você tem basicamente duas opções. A primeira é usar como base o roteiro de duas semanas descrito acima e acrescentar alguns destinos menos batidos ao longo do caminho. Por exemplo, depois da região dos cinco lagos você poderia atravessar o vale do Kiso, seguir para Nagoya e de lá chegar a Quioto, onde poderia então seguir o roteiro de duas semanas descrito antes. Como alternativa, você poderia ir até Takayama e Kanazawa. Mesmo antes de sair de Tóquio, você poderia ficar uma noite a mais na capital e dedicar um dia a Nikkō, Kamakura ou Hakone. Outra possibilidade é incluir o Kumano Kodo ou passar uma noite em Onomichi, quebrando assim a viagem entre Himeji e Hiroshima.

Em suma, eu usaria o roteiro de duas semanas como base e acrescentaria algumas paradas de acordo com os seus interesses, sem tentar necessariamente preencher cada dia. A segunda opção é dedicar a semana inteira a outra ilha. Hokkaidō ou Shikoku, por exemplo, são ambas grandes o bastante para justificar uma semana inteira e podem oferecer uma experiência muito diferente do Japão que se encontra ao longo do clássico roteiro Tóquio–Quioto–Hiroshima.

Nara.

Roteiro de quatro semanas no Japão

Com um mês ou mais à disposição, você pode começar a pensar em cobrir boa parte do país, desde que esteja disposto a se deslocar com frequência e a usar alguns Shinkansen ou, eventualmente, voos domésticos. Como roteiro de base, você pode simplesmente seguir o guia na ordem em que foi escrito. A ordem dos destinos foi pensada, de fato, para atravessar o país de sul a norte, procurando otimizar ao máximo os deslocamentos. Claramente, com apenas um mês à disposição você não pode pensar em visitar cada um dos destinos mencionados no guia, mas com certeza dá para chegar perto. Para simplificar, você poderia se limitar a explorar a ilha de Honshū e acrescentar Shikoku e Hokkaidō somente se tiver pelo menos cinco ou seis semanas à disposição.

Jardins Hamarikyu, Tóquio.

Como se locomover no Japão

O Japão tem um dos melhores sistemas de transporte público que já usei. Em particular, a rede ferroviária é excelente: capilar, eficiente e capaz de ligar praticamente todas as principais cidades e destinos turísticos. Além disso, boa parte do sistema de transporte público está perfeitamente integrada ao Google Maps, o que torna muito simples planejar os deslocamentos. Dito isso, embora em algumas linhas seja possível pagar diretamente com um cartão contactless comum ou por Apple Pay e Google Pay, para a maioria dos viajantes eu recomendo mesmo assim usar um IC Card. É um cartão pré-pago que permite pagar rapidamente as viagens na maioria dos trens, metrôs, bondes e ônibus compatíveis, além de poder ser usado para pequenas compras em várias lojas, restaurantes e praticamente todas as principais lojas de conveniência.

Existem vários IC Cards, entre eles Suica, PASMO e ICOCA. Foram emitidos por empresas de transporte diferentes, mas, do ponto de vista do viajante, são em grande parte intercambiáveis e podem ser usados nas redes que aderem ao sistema nacional de interoperabilidade. Se você tem um iPhone, pessoalmente recomendo o Suica digital, que você pode adicionar diretamente ao app Wallet e recarregar por Apple Pay sem precisar comprar um cartão físico. O procedimento leva menos de um minuto: abra o Wallet, toque em “+”, selecione “Cartão de transporte” e escolha Suica. Recomendo também ativar o Express Mode, que permite usar o cartão sem desbloquear o celular nem abrir o Wallet: basta aproximar o iPhone do leitor.

No Android, por outro lado, a situação é mais complicada: a versão mobile dos IC Cards japoneses depende do suporte de hardware do aparelho e, na prática, para celulares comprados no exterior geralmente não é uma opção confiável. Se você usa Android, a solução mais simples é, portanto, comprar um IC Card físico. Para os visitantes estrangeiros existem ainda versões específicas, como o Welcome Suica e o TOURIST PASMO, pensados para estadias curtas. Ambos são válidos por 28 dias e não preveem um depósito reembolsável; o crédito residual, por sua vez, não é devolvido no vencimento. O Welcome Suica está disponível sem depósito, enquanto o TOURIST PASMO foi lançado em 2026 e também não tem depósito.

Santuário Fushimi Inari-Taisha.

O Welcome Suica pode ser comprado em vários pontos, principalmente nos aeroportos e nas principais estações de Tóquio. O TOURIST PASMO, por outro lado, está disponível nos aeroportos de Narita e Haneda. Para recarregar um IC Card físico, normalmente você precisa usar dinheiro em espécie: nas principais estações há máquinas de recarga específicas, e também é possível fazer a recarga em várias lojas de conveniência. Com os cartões físicos, procure as máquinas compatíveis com o símbolo do seu IC Card. Dito isso, principalmente nas áreas rurais do Japão, há algumas linhas de ônibus e trem nas quais não é possível pagar por nenhum meio eletrônico. Nesses casos, na entrada do veículo há uma maquininha de onde você deve pegar um pequeno bilhete com um número. Esse número indica o ponto ou a estação em que você embarcou e serve para calcular a tarifa a pagar na hora de descer. Geralmente há também uma tela que mostra em tempo real o preço correspondente a cada número.

Na hora de descer, normalmente basta inserir o bilhetinho na máquina apropriada e pagar a tarifa em dinheiro. Certifique-se, portanto, de ter com você notas de 1.000 ienes e algumas moedas: embora a máquina possa dar troco, em geral não é possível trocar notas de valor maior, como as de 5.000 ienes. Algumas vezes, inclusive, me aconteceu de entrar numa estação usando o meu IC Card e depois descer numa pequena estação perdida, sem nenhum terminal onde registrar a saída. Nesses casos não acontece nada de grave: se houver funcionário, basta explicar o que aconteceu e eles vão cobrar a viagem em dinheiro. Uma vez, por outro lado, não havia literalmente ninguém e, embora sem querer, acabei não pagando nada. Atenção, porém, porque isso bloqueia o IC Card: o sistema registra a entrada, mas não a saída, deixando a viagem em aberto. Para poder usá-lo de novo é preciso procurar o pessoal de uma estação, que terá que acertar a transação manualmente. Comigo aconteceu um par de vezes e com certeza é algo para ter em mente, porque sem esse procedimento o seu IC Card fica basicamente inutilizável.

Castelo de Hiroshima.

Trens no Japão

Em linhas gerais, no Japão existem três tipos de trens. Há, antes de tudo, os trens “normais”, equivalentes aos trens regionais, que param praticamente em todas as estações da linha. Na maioria dos casos, para esses trens basta usar o seu IC Card: você o passa no leitor ao entrar na estação e de novo ao sair, exatamente como faria no metrô. Depois há os Limited Express, que você pode considerar trens regionais rápidos: fazem menos paradas e exigem um adicional em relação à tarifa básica. É justamente aqui que o sistema pode ficar um pouco menos intuitivo. Basicamente, para pegar um Limited Express são necessários dois componentes de viagem: a tarifa básica e o adicional do Limited Express, que inclui o assento. Se você tem um IC Card, a tarifa básica é simplesmente debitada do cartão; já a passagem do Limited Express precisa ser comprada separadamente. Se, por outro lado, você não usa um IC Card, precisa comprar os dois.

Eu peguei um Limited Express só um par de vezes e sempre comprei a passagem diretamente na bilheteria, então não falo por experiência direta no que diz respeito às máquinas. Pelo visto, nas linhas que usam esse sistema há máquinas específicas para o Limited Express, geralmente perto da estação ou na própria plataforma de onde o trem parte. Ao comprar a passagem do assento, certifique-se de selecionar Reserved Seat e, depois, o assento que preferir. A máquina vai imprimir uma passagem com o número do vagão e o número do assento. Existe também a opção Non-Reserved Seat, que pode ser usada quando todos os assentos reservados estão esgotados, mas você quer subir no trem mesmo assim. Nesse caso você só pode ocupar os assentos disponíveis indicados como livres. Se durante a viagem o assento que você escolheu for reservado por outro passageiro, você terá que deixá-lo e se mudar.

Trilha Yamanobe-no-michi.

Por fim, há os famosos Shinkansen, os chamados “trens-bala”, de fato o equivalente japonês do trem de alta velocidade italiano. Vai te parecer absurdo, mas ao longo da minha viagem pelo Japão eu nunca peguei um. O motivo é bem simples: nos principais trechos em que faria sentido usar o trem de alta velocidade também existem os chamados highway bus, de que vou falar mais adiante, que em muitos casos custam literalmente a metade, se não até um terço. Claramente também são muito mais lentos, mas para quem, como eu, não tem muita limitação de tempo e prefere economizar, a escolha foi praticamente sempre óbvia.

Naturalmente não espero que seja assim para todo mundo: imagino que para alguns pegar pelo menos um Shinkansen seja parte integrante da experiência de viajar pelo Japão. Nesse caso, aqui vão algumas informações úteis. Antes de mais nada, você pode reservar as passagens diretamente online pelo site oficial. Além disso, não precisa se preocupar demais com a bagagem: nos Shinkansen você pode levar tranquilamente até malas bem grandes. Se a soma de altura, largura e profundidade da bagagem não passar de 160 cm, não é necessária nenhuma reserva especial. Para bagagens com dimensões totais entre 160 e 250 cm, por outro lado, é preciso reservar um assento com espaço dedicado a bagagens volumosas.

Dazaifu.

Se você viaja com muita bagagem e prefere evitar arrastá-la de uma cidade para outra, pode ainda usar um dos vários serviços de transferência de bagagem disponíveis no Japão, como este. Eles enviam as malas diretamente de uma hospedagem para outra, permitindo que você viaje muito mais confortavelmente, e podem ser particularmente úteis nos deslocamentos de trem. Faço questão de destacar também que, em alguns casos, os Shinkansen correm basicamente em paralelo às linhas ferroviárias tradicionais. Estas últimas são obviamente bem mais lentas, mas também decididamente mais baratas. O problema é que o Google Maps tende a mostrar primeiro as opções mais rápidas, que quase sempre incluem o Shinkansen. Para contornar o problema, quando você pesquisar uma ligação, ordene os resultados pelo menor custo: assim você identifica facilmente eventuais alternativas mais baratas.

Para concluir, você pode ter ouvido falar do JR Pass, um passe que permite viajar de forma ilimitada por um determinado período na maioria das linhas operadas pela Japan Railways. Não vale, porém, nas linhas ferroviárias privadas e há algumas exceções também dentro da rede JR, então é importante sempre conferir o que está efetivamente incluído. Você pode então se perguntar se vale a pena comprá-lo. No passado, para muitos viajantes, a resposta era bastante óbvia, mas nos últimos anos o preço aumentou bastante e hoje nem sempre compensa. A menos que você tenha em mente um verdadeiro tour de force, com vários e longos deslocamentos de trem, muitas vezes pagar as viagens avulsas sai mais barato. Felizmente, descobrir qual das duas opções compensa é bem simples, principalmente se você já tem um roteiro bem definido: use a calculadora oficial do JR Pass, insira todos os trechos que pretende fazer e compare o custo total das viagens avulsas com o do passe. Assim você fica sabendo com boa certeza qual solução compensa no seu caso.

Castelo de Matsumoto.

Ônibus no Japão

Em geral, existem dois tipos de ônibus. Os primeiros são os do transporte urbano, que, pela minha experiência, são perfeitamente integrados ao Google Maps e, nas grandes cidades, normalmente podem ser pagos com um IC Card. Dito isso, principalmente nas áreas rurais do Japão, também pode aparecer o chamado “sistema de bilhetinho” de que falei antes.

Nos ônibus urbanos, assim como nos bondes, o sistema é extremamente metódico: normalmente se sobe pela porta de trás e se desce pela da frente. Os chamados Highway Bus, por outro lado, são uma coisa totalmente diferente. Costumam partir de verdadeiras estações, percorrem longas distâncias e fazem relativamente poucas paradas. Nas viagens mais longas costuma haver também uma pausa num posto de serviço, enquanto a bordo você geralmente encontra Wi-Fi e assentos confortáveis. A viagem é, enfim, confortável, em perfeito estilo japonês.

Como adiantei, os Highway Bus são quase sempre a maneira mais barata de cobrir médias e longas distâncias no Japão. Dependendo do trecho, o preço pode ser até a metade, ou até menos, em relação ao trem, principalmente se comparado aos Shinkansen. Para quem viaja com orçamento reduzido, há ainda outra vantagem importante: alguns Highway Bus fazem a viagem durante a noite, permitindo que você economize também uma noite de hospedagem.

Itsukushima.

Infelizmente, esses ônibus nem sempre estão integrados ao Google Maps. Existem, por isso, várias plataformas para pesquisar e reservar as passagens, entre elas alguns dos principais operadores nacionais, como Willer Express, Japan Bus Online e Highwaybus, além de vários operadores regionais. Procurei incluir no guia todos os links mais úteis, mas a mensagem principal que quero passar é simples: não confie cegamente no Google Maps na hora de organizar os deslocamentos de ônibus no Japão. Principalmente fora das grandes cidades, é muito comum existirem ligações ou alternativas que o Google Maps simplesmente não mostra.

Alugar um carro no Japão

Eu me desloquei exclusivamente de transporte público, mas ninguém te impede de fazer um road trip pelo Japão. Alugar um carro é, de fato, uma opção considerada por alguns viajantes, graças às distâncias relativamente curtas, às estradas geralmente em ótimas condições e ao trânsito muitas vezes fluido. Pessoalmente, porém, acho que o carro faz sentido sobretudo em nível regional, mais do que para atravessar o país inteiro. Pode ser particularmente cômodo para chegar a atrações, templos e caminhadas menos acessíveis de transporte público. Se o seu roteiro se concentra nas grandes cidades e nos destinos mais bem conectados, eu continuaria preferindo o transporte público. Se, por outro lado, você quer explorar cantos mais remotos do país, o aluguel de carro pode fazer realmente a diferença. Caso tenha interesse, você pode dar uma olhada em sites como o Discover Cars para comparar as diferentes opções. N.B. O Japão exige a carteira de motorista internacional. Se você já está no exterior ou simplesmente quer tirar a carteira internacional online, pode fazer isso neste site.

Tóquio.

Viagem para o Japão: custos

Ao longo dos meus exatos 89 dias de viagem gastei 5.090,03 € com tudo incluído, exceto o seguro viagem e os voos de ida e volta para o Japão. Incluí, porém, também o voo doméstico de Hokkaidō para Tóquio. Basicamente, com um pouco menos de 60 € por dia cobri todos os deslocamentos dentro do país, comida, hospedagem e atividades diversas. O meu estilo de viagem foi bem econômico: dormi quase exclusivamente em hostel, nunca peguei o Shinkansen, não bebo nem fumo e acho que raramente gastei mais de 10 € numa única refeição. Ao mesmo tempo, porém, não me privei de nada: visitei tudo o que queria ver, não fiz trabalho voluntário, carona nem outros expedientes para reduzir ao máximo os gastos e me desloquei bastante, atravessando literalmente o país de norte a sul. Enfim, se 60 € por dia podem parecer pouco, é igualmente verdade que dá para visitar o Japão gastando ainda menos. O meu orçamento, portanto, não representa necessariamente o mínimo indispensável, mas sim quanto gastei viajando de forma muito econômica, sem abrir mão, porém, das experiências e dos lugares que realmente me interessavam.

Custo da hospedagem no Japão

Os principais destinos turísticos oferecem uma ampla escolha de hostels, muito populares também entre os viajantes japoneses, que muitas vezes representam a maior parte dos hóspedes, principalmente fora dos destinos mais frequentados por estrangeiros. Ao contrário de outros destinos, como o Sudeste Asiático, as tarifas nos fins de semana tendem a ser mais altas justamente porque o turismo interno representa uma componente importante da demanda. A forte concorrência entre os estabelecimentos garante, de qualquer forma, uma ótima relação custo-benefício, com padrões geralmente elevados. Dito isso, uma cama em dormitório compartilhado num bom hostel normalmente custa 20-30 € por noite, dependendo do destino, e na alta temporada, como a época da floração das cerejeiras, os preços podem tranquilamente dobrar. As cerejeiras podem até ser lindas de ver, mas, se o orçamento é prioridade, eu pensaria bem antes de organizar uma viagem ao Japão justamente nessa época: entre voos, hospedagem e transporte, a alta temporada pode fazer o custo total da viagem subir sensivelmente. Atenção também à Golden Week, um conjunto de quatro feriados nacionais concentrados entre o fim de abril e o início de maio. É um dos períodos de maior afluxo turístico do ano por causa dos deslocamentos dos japoneses, um pouco como o período do Ferragosto na Itália. Por isso, também nesse caso, é bom reservar com bastante antecedência e esperar preços mais elevados.

Custo do transporte no Japão

Como mencionei antes, o transporte público no Japão está entre os melhores com que já tive contato, mas infelizmente não é exatamente barato, principalmente nos deslocamentos intermunicipais de média e longa distância. Para quem viaja com várias paradas e quer atravessar diversas regiões do país, é, portanto, muito provável que o transporte seja o item mais pesado do orçamento, mesmo viajando de forma low cost.

Templo Hase-dera.

Custo da comida no Japão

A culinária japonesa não é só deliciosa, mas também relativamente barata. Obviamente, o custo depende do tipo de restaurante que você escolhe, mas, se você não for muito exigente, não é difícil gastar menos de 10 € numa refeição. Para quem está especialmente atento ao orçamento, as várias lojas de conveniência, como 7-Eleven, FamilyMart e Lawson, oferecem uma boa seleção de refeições prontas que, no geral, não são nada ruins. Também nos supermercados é possível encontrar sushi fresco de boa qualidade a preços decididamente razoáveis. Recomendo ainda as redes de “fast food” japonês, que oferecem uma excelente relação custo-benefício. Entre as minhas preferidas estão Sukiya, Matsuya, Nakau e Yoshinoya, mas há muitas outras. Nesses lugares você pode tranquilamente se sentar e fazer uma refeição substanciosa e de boa qualidade gastando bem menos de 10 €.

Outros custos (saques e chips)

Vamos começar pelos custos dos saques, que usando os melhores cartões para viajar podem ser reduzidos a zero. Os caixas eletrônicos presentes praticamente em todo 7-Eleven permitem sacar sem taxas usando um Mastercard. Mesmo com um Visa os custos são bem contidos: 110 ienes para saques abaixo de 10.000 ienes e 220 ienes para valores acima. Eu saquei quase sempre aqui. Dito isso, os caixas eletrônicos do Japan Post Bank (JP Bank) e do AEON Bank também devem permitir sacar gratuitamente com muitos cartões internacionais.

Templo Yakushiji.

Quanto aos chips, no Japão as principais redes móveis são au, NTT docomo, Rakuten Mobile e SoftBank. Se você só vai visitar as grandes cidades, uma vale mais ou menos a outra, mas, quando você começa a se aventurar por áreas remotas, a NTT docomo tende a ter a cobertura mais capilar, motivo pelo qual eu a prefiro para uma viagem que inclui também zonas rurais e de montanha. O problema é que, pelo menos durante a minha visita, os planos de telefonia normais das operadoras japonesas eram basicamente reservados a residentes ou, de qualquer forma, a quem tinha um visto de longa duração. Também tentei ativar online um eSIM com a Ahamo, operadora virtual que usa a rede NTT docomo, mas sem conseguir. Mesmo indo diretamente a algumas lojas, fui sistematicamente direcionado para os vários chips pré-pagos pensados para turistas.

No fim optei por um eSIM da Ubigi, que usa justamente a rede NTT docomo no Japão. Pelo menos durante a minha viagem, os planos dela me pareceram mais vantajosos do que os clássicos chips pré-pagos para turistas, além de decididamente mais cômodos: você pode simplesmente comprar e instalar o eSIM online antes da partida, sem perder tempo depois de chegar. Dito isso, o mercado está em contínua evolução e, quando você ler este guia, o acesso aos planos de telefonia normais pode ter ficado mais simples também para os turistas.

Jardins Yoshikien.

Viagem para o Japão: segurança

O Japão, junto com Singapura, Taiwan e Hong Kong, é um dos países em que mais me senti seguro em todas as minhas viagens. Claro, aqui também existe criminalidade, mas são fenômenos relativamente raros e, no geral, o Japão é sem dúvida um destino muito seguro, inclusive para quem viaja com crianças. Como em qualquer outra parte do mundo, é sempre bom usar o bom senso, mas, falando por experiência pessoal, a segurança é realmente uma das últimas coisas com que eu me preocuparia durante uma viagem ao Japão.

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