Viagem para o Equador por conta própria

Muita gente associa o Equador às ilhas Galápagos, mas a verdade é que este pequeno país, que fica entre a Colômbia e o Peru, tem muito mais a oferecer, dos picos nevados dos Andes à floresta amazônica, passando por algumas cidades coloniais. Opções não faltam!

Passei cerca de um mês viajando pelo Equador de mochilão e este guia é cheio de dicas para quem, como eu, viaja de forma econômica e por conta própria, mas tenho certeza de que ele também vai ser útil para quem viaja de outro jeito.

Menu rápido

↑ Menu Vista do vale ao pé do vulcão Cotopaxi.

Subida ao vulcão Cotopaxi.

Quando visitar o Equador

Como é atravessado pela linha do Equador, o Equador tem temperaturas estáveis, que variam principalmente de acordo com a altitude. O que varia muito ao longo do ano são as chuvas.

No litoral, a estação seca, que vai de maio-junho a novembro, não é particularmente agradável, porque costuma estar nublado e as temperaturas não são altíssimas. A estação chuvosa, que vai de dezembro-janeiro a maio, é surpreendentemente a melhor época para visitar o litoral. As manhãs tendem a ser ensolaradas e as chuvas, de curta duração, se concentram à tarde.

Na floresta amazônica chove o ano todo, mas os meses de dezembro a maio são particularmente chuvosos, embora mais frescos.

O altiplano do Equador tem uma temperatura praticamente constante o ano todo. A estação chuvosa vai de dezembro a março.

Em Galápagos, de dezembro a maio são os meses mais quentes, com ventos menos fortes e, portanto, um mar mais quente. Apesar de as chuvas serem mais frequentes nesse período, esses são os melhores meses para visitar o arquipélago. Os meses de junho a novembro são mais secos, mas também mais frios, com pouca visibilidade para mergulhar.

Se você viaja economizando, é bom saber que a melhor época coincide com a baixa temporada: de fevereiro a abril (exceto a Páscoa) e de setembro a novembro.

Trekking até a Laguna Quilotoa.

Laguna Quilotoa.

Documentos e vacinas para entrar no Equador

Quem tem passaporte italiano (confira se o passaporte não vence nos próximos seis meses) recebe um visto de turista gratuito de 90 dias, que começa a contar no momento em que entra no país (as regras mudam de acordo com a sua nacionalidade, então confira as suas).

Não é possível fazer a clássica “visa run” (sair e voltar a entrar no país para renovar o visto), porque só se pode ficar 90 dias a cada 365. Mas é possível estender o visto de turista por mais 90 dias, sob determinadas condições. Se você tem interesse no assunto, confira este post, completo e atualizado (é em inglês).

O Equador não exige nenhuma vacina obrigatória, mas Hepatite A, Hepatite B e febre amarela são recomendadas, esta última principalmente se você decidir visitar a floresta amazônica.

Para informações atualizadas sobre vistos e afins, sugiro consultar as recomendações de viagem do ministério das relações exteriores do seu país (por exemplo, no Brasil, o Portal Consular do Itamaraty).

O que fazer e ver no Equador

Dado o seu tamanho reduzido, o Equador é um país bem fácil de percorrer: a maior parte das atrações turísticas pode ser alcançada em um dia saindo de Quito e o destino seguinte nunca fica longe demais. Daqui para a frente você vai encontrar muitas vezes preços em Dólares Americanos ($), que é a moeda oficial do país. O câmbio é de cerca de 1€ = 1.12$. Para saber o câmbio atual, sugiro dar uma olhada nesta página.

Mapa do que fazer e ver no Equador

N.b. Várias vezes ao longo do guia você vai encontrar links para o https://www.alltrails.com/. Se quiser usar a navegação offline diretamente no app do Alltrails, você precisa mudar para a versão pro. Mas dá para contornar o problema baixando as coordenadas da versão desktop do site no formato “Google Earth KML” e depois carregando-as no Organic Maps, que é de longe um dos meus aplicativos preferidos para viajar.

Quito

A 2.850 metros acima do nível do mar, Quito é a segunda capital mais alta do mundo, então, assim que você chegar, até subir escadas pode deixar você sem fôlego! Aqui você encontra algumas dicas (em inglês) para lidar com o chamado “mal de altitude”; de modo geral, procure não exagerar e beba muita água.

O que fazer e ver em Quito

A cidade velha

Dá para passar tranquilamente um dia visitando o centro histórico de Quito, talvez participando de um free walking tour. A Plaza Grande (Google Maps), onde ficam os principais edifícios governamentais, é realmente linda, e a Basílica del Voto Nacional (Google Maps) também merece com certeza uma visita. À noite, recomendo caminhar pela Calle La Ronda (Google Maps), uma ruazinha cheia de bares e restaurantes.

Palácio presidencial em Quito.

Palácio do governo em Quito.

Vulcão Pichincha

Pegue o teleférico (Google Maps) para subir até o vulcão Pichincha, que domina a cidade. É o segundo teleférico mais alto do mundo e, num dia limpo, quando você chega ao topo (na verdade é o topo do Cruz Loma, a 4.100 m), dá para ver uma meia dúzia de vulcões.

Também é possível continuar a pé até o cume propriamente dito do vulcão Pichincha, a 4.680 m. São cerca de 10 km, ida e volta, mas, dada a altitude, pode levar 4-5 horas (All Trails). Se você ainda não está aclimatado, não deve ter problemas para subir de teleférico, mas desaconselho continuar a pé: o mal de altitude pode causar problemas sérios.

Se por qualquer motivo você não quiser ou não puder continuar a pé, ainda assim pode curtir a vista da cidade a partir da estação, provavelmente em companhia de algumas lhamas! O ingresso do teleférico custa 9$ (site oficial). Dependendo de onde você estiver hospedado, pode pegar o transporte público como descrito aqui, enquanto um táxi saindo do centro histórico deve custar cerca de 5-6 dólares.

Trekking rumo ao topo do Vulcão Pichincha, em Quito, no Equador.

Vulcão Pichincha

Ciudad Mitad del Mundo

A 26 km de Quito encontramos a cidade que, como você pode imaginar, se chama literalmente “Cidade do Meio do Mundo”, uma cidade que, geograficamente falando, é cortada ao meio pela linha do Equador.

A cidade é muito turística e não tem muito a oferecer além do monumento (Google Maps) que representa a passagem do Equador (na verdade a posição está errada em cerca de 240 m), mas é com certeza uma boa maneira de passar meio dia. A entrada no local custa 5$. Para chegar à Mitad del Mundo saindo de Quito, dá para pegar um ônibus direto do centro, 0,40$.

Como chegar a Quito?

Do aeroporto dá para pegar um táxi (45 minutos e cerca de 25$) ou, a alternativa mais econômica, pegar um ônibus (que funcionam, em linhas gerais, das 6:00 às 22:00) para o terminal rodoviário Rio Coca (Google Maps) por 2$ e depois um ônibus urbano em direção ao centro, por 0,25$. Se, ao contrário, você quiser seguir para outros destinos no país, pegue um ônibus para o Terminal Carcelen, conhecido também como “Quito Norte” (Google Maps), de onde há conexões para todos os destinos ao norte de Quito, como Otavalo, Mindo e Mitad del Mundo; para os destinos ao sul da capital, pegue, ao contrário, um ônibus direto para o Terminal Terrestre Quitumbe, conhecido também como “Quito Sur” (Google Maps). Por via terrestre, há ligações diretas para Quito saindo de todas as principais cidades do país; dependendo do ponto de partida, o terminal de chegada varia conforme acabei de descrever.

Onde ficar em Quito?

The secret garden Quito ganhou o prêmio de melhor hostel do Equador em 2014 por muitas boas razões; o terraço no telhado é fantástico. Community Hostel Quito é outra ótima opção.

Partida de vôlei em um parque de Quito.

Uma partida de vôlei em um dos parques de Quito.

Otavalo

Otavalo fica a cerca de 2 horas ao norte de Quito e é famosa pelo mercado de artesanato, que é o maior da América Latina. Embora o dia do mercado “principal” seja o sábado, muitos vendedores ficam lá todos os dias.

Para quem chega por terra vindo da Colômbia ou está indo para lá, recomendo parar e passar uma noite aqui para dividir a viagem, enquanto para quem chega de Quito e quer voltar sem explorar os arredores de Otavalo provavelmente é mais prático visitar a cidade em um dia, tentando sair cedo, porque os vendedores começam a ir embora por volta das 4 da tarde.

O que fazer e ver em Otavalo

Além do já citado mercado de artesanato da Plaza de Ponchos (Google Maps), que é sem dúvida a atração principal, é possível visitar a vizinha Cachoeira de Peguche (Google Maps), que fica a apenas alguns quilômetros de Otavalo e, por isso, dá para chegar de táxi com poucos dólares.

Eu não fui, mas, se quiser, você também pode visitar a Laguna Cuicocha (Google Maps). É um vulcão agora inativo cuja cratera se encheu de água, com duas ilhotas de origem vulcânica no centro. É possível percorrer uma trilha de cerca de 12 km (cerca de 5 horas) em volta da laguna (All Trails).

Para chegar à Laguna Cuicocha, dá para pegar um ônibus de Otavalo a Cotacachi, 0,35$, e depois um táxi até a laguna, 5-6$.

Como chegar a Otavalo?

Se você chega da Colômbia de mochilão, depois de atravessar a fronteira e chegar a Tulcan, dá para pegar um ônibus direto para Otavalo (4 horas, 3-4$); com toda probabilidade esse ônibus vai ser com destino a Quito e deixa você na panamericana (a cerca de 2 km do centro de Otavalo) e não no terminal rodoviário.

De Quito, os ônibus saem regularmente do “Terminal Carcelen” (Google Maps). Cerca de 2 horas e 2,50$.

Onde ficar em Otavalo?The Traveler Hostel, bom hostel um pouco fora do centro, com café da manhã incluído. La Rosa Otavalo e Santa Fe oferecem quartos privativos baratos bem no centro.produtos de artesanato no mercado de Otavalo, no Equador

O mercado de Otavalo.

Mindo

Mindo fica a apenas duas horas de Quito e é descrita por muita gente como uma lindíssima cidadezinha de montanha, imersa na floresta tropical e cercada de cachoeiras. Se você é apaixonado por natureza, aqui não faltam atividades ao ar livre: simples caminhadas na floresta, passeios a cavalo, zip-lining, tour do chocolate etc. etc.

Eu não visitei Mindo pessoalmente e, por isso, não posso dar uma opinião a respeito, mas me contaram que pode ficar realmente lotada, especialmente nos fins de semana, quando até os moradores locais fogem da vizinha Quito em busca de descanso.

Você pode encontrar um guia realmente detalhado nesta página.

Como chegar a Mindo?

Os ônibus para Mindo saem do Terminal Terrestre Norte (Google Maps) com a empresa Flor de Valle.

Onde ficar em Mindo?Cinnamon House e La Casa de Cecilia são os dois hostels normalmente recomendados.

A floresta amazônica

Uma viagem pela América do Sul não pode ser considerada completa sem ter visitado a floresta amazônica. Dá para chegar a ela pelo Peru, Colômbia, Bolívia e Equador, mas o fato de que, no Equador, dá para chegar facilmente por terra faz dela uma ótima escolha para o orçamento.

A reserva Cuyabeno, além de ser um dos parques mais acessíveis da região, também é um dos mais baratos para chegar e visitar; a entrada na reserva é gratuita.

A melhor maneira de visitar a reserva é se hospedar em uma das numerosas lodges, que normalmente oferecem refeições, hospedagem e 2-3 atividades por dia. Há opções para todos os orçamentos, mas espere pagar uns 250$ por uma estadia de 3 noites. Dá para reservar direto no site das lodges ou em uma das numerosas agências de Quito e Baños.

Eu visitei a floresta amazônica no Peru, então não posso falar por experiência pessoal. Dito isso, aqui estão algumas opções dentro da reserva Cuyabeno: Waitalodge, Caiman Eco Lodge, Jamu Lodge, Dolphin Lodge e Green Forest eco Lodge.

Se dinheiro não é problema, dê uma olhada no vizinho Parque Nacional Yasuní (Napo Wildlife Center, Sacha Lodge e La Selva Eco Lodge).

Outra opção para visitar a floresta amazônica no Equador pode ser a área ao redor da reserva Jatun Sacha, perto de Baños: Gaia Lodge, Misa Lodge, La Casa del Suizo e Ceibo Lodge.

 

Como chegar à reserva Cuyabeno?

De Quito e Baños saem diariamente ônibus noturnos com destino a Lago Agrio (7-8 horas), de onde o transporte até a lodge é organizado; de qualquer forma, você vai receber instruções depois de reservar o tour.

Jacaré selvagem na floresta amazônica.

Jacaré na floresta amazônica.

Latacunga

A cidade em si não tem muito a oferecer, mas é uma ótima base para explorar o vizinho vulcão Cotopaxi e a laguna Quilotoa.

Como chegar a Latacunga?

Do Terminal Quitumbe, em Quito (Google Maps), os ônibus saem mais ou menos a cada meia hora e levam cerca de uma hora para chegar ao destino, ao custo de $1,50.

Onde ficar em Latacunga?

O Hostal Café Tiana fica em posição central e tem uma boa relação custo-benefício. Dá para deixar a bagagem guardada se você decidir fazer o trekking até a laguna Quilotoa. O hostel Latacunga é outra boa opção, que também oferece muitos quartos privativos.

Cotopaxi

O Cotopaxi, que chega a 5.897 m de altitude, é um dos vulcões ativos mais altos do mundo e fica a cerca de 100 km ao sul de Quito e 60 km ao norte de Latacunga. É possível escalar o vulcão até o cume ou, como muita gente faz, simplesmente chegar ao refúgio que fica a 4.864 m, logo abaixo da geleira que cobre o topo.

O parque dá para visitar tranquilamente em um dia saindo de Latacunga ou de Quito; de qualquer forma, qualquer que seja o seu ponto de partida, existem duas opções para chegar ao vulcão:

  • Tour organizado. Geralmente tendo a desaconselhar os tours, mas esta é uma das poucas exceções. Custa 45-50$ e inclui café da manhã, almoço, transporte, guia e, principalmente, o aluguel da bicicleta para descer do estacionamento onde começa a subida rumo ao refúgio na base do vulcão, o que, na minha opinião, vale muito a pena.
  • Tour por conta própria. Se você está em Latacunga, pegue um ônibus direto para Quito e vice-versa; depois de subir, peça para ser deixado na “entrada de parque nacional cotopaxi”, o custo é de cerca de um dólar. Aí deve ser fácil avistar veículos 4×4 prontos para oferecer um tour por cerca de 20 dólares por pessoa; o preço é negociável, como sempre. Recomendo essa opção para quem não tem interesse na descida de bicicleta ou simplesmente quer gastar o mínimo possível. Lembre-se, porém, de sair cedo de manhã ou de chegar em grupo, porque esse tipo de solução só funciona se o veículo encher; caso contrário, você corre o risco de pagar mais do que no tour.

O refúgio do Cotopaxi com o cume do vulcão ao fundo.

Topo do vulcão Cotopaxi.

Laguna Quilotoa

A laguna Quilotoa é uma gigantesca laguna de origem vulcânica que dá para visitar em um dia ou ao fim de uma caminhada de 3 dias (que recomendo muito) por vales, rios, pequenas comunidades quéchuas e paisagens incríveis.

Como visitar a Laguna Quilotoa em um dia?

Há ônibus diretos para a laguna que saem mais ou menos a cada hora do terminal rodoviário de Latacunga (Google Maps), 2,5 horas, $2,50. O ônibus leva você direto até a cratera, de onde dá para descer até a laguna, dar a volta ou simplesmente curtir a vista. O povoado é cheio de restaurantes e hospedagens, caso você queira passar a noite aqui. A entrada na laguna custa 2$.

Como fazer o trekking até a Laguna Quilotoa (Quilotoa loop)?

Vamos começar dizendo que é um trekking relativamente fácil, desde que você esteja aclimatado, já que a chegada é a quase 4.000 m. O trekking pode ser feito partindo da Laguna (3.914 m) para terminar em Sigchos (2.800 m), portanto prevalentemente em descida, ou vice-versa; eu recomendo partir de Sigchos, para ter a laguna como recompensa no fim do trekking.

O percurso é relativamente fácil de seguir e muitos hostels ao longo do caminho e em Latacunga fornecem mapas bastante detalhados com as indicações a seguir. Além disso, as pessoas que vivem na região são extremamente gentis e prestativas, caso você precise de orientação. De qualquer forma, para mais segurança, recomendo baixar o Organic Maps no seu celular.

N.B. Os horários dos ônibus podem não estar atualizados/corretos; recomendo muito pedir confirmação ao seu hostel para não ser pego desprevenido.

 Paisagens durante o trekking até a laguna Quilotoa.

Trekking até a laguna Quilotoa.

Dia 1. Latacunga -> Sigchos -> Isinlivi (All Trails)

No terminal rodoviário de Latacunga, o primeiro ônibus para Sigchos sai às 6:30 da manhã, o seguinte às 9:30, depois a cada meia hora até as 12:00 e por fim a cada hora até as 18:00. 2$ e cerca de 2 horas. Confira de qualquer forma os horários, caso haja alterações.

De Sigchos a Isinlivi são cerca de 3-4 horas a pé. Chegando a Isinlivi, você precisa, sem falta, dormir no hostel Llullu Llama Mountain Lodge (Site oficial): uma cama em dormitório compartilhado custa 21$ por noite, com jantar e café da manhã incluídos (comida deliciosa). Há também um spa dentro da propriedade, ao qual se tem acesso pagando um extra. É sem dúvida um dos melhores hostels em que já estive e super recomendo. Reserve com antecedência, porque o hostel é muito procurado. Caso você ainda não tenha conseguido um mapa, o hostel dá um extremamente detalhado.

Para os mais preguiçosos, é possível pegar direto um ônibus para Isinlivi saindo de Latacunga, sem caminhar o trecho Sigchos -> Isinlivi.

Do terminal rodoviário de Latacunga:

Todos os dias às 13:00, exceto aos domingos às 11:00, com a empresa “Vivero” (às quintas-feiras, com saída do mercado de Saquisili).

Às 12:15, passando por Sigchos, com a empresa “14 de Octubre” (às quintas-feiras, com saída do mercado de Saquisili às 12:00).

Dia 2. Isinlivi -> Chugchilan (All Trails)

São cerca de 4-5 horas de caminhada relativamente leve, com algumas subidas aqui e ali, atravessando uma paisagem lindíssima. Ao chegar a Chugchilan, recomendo se hospedar no hostel Cloud forest (site oficial). O lugar é realmente bonitinho, ainda que não tanto quanto o Llullu Llama; já a comida não é nada de mais. Outra ótima opção é o Hostal el Vaquero.

Dia 3. Chugchilan -> Laguna Quilotoa (All Trails)

Apesar das indicações, este é o único trecho “difícil” de seguir. Leva 5-6 horas para chegar à laguna, com o último trecho para subir a cratera totalmente em subida. Caminhando devagar, você não deve ter problemas, e a vista vale com certeza a pena! Depois de percorrer um trecho pela borda da cratera, você chega ao povoado de Quilotoa, de onde dá para pegar um ônibus para voltar a Latacunga. Pergunte no centro de informações a que horas é o primeiro ônibus ou, como alternativa, pegue um colectivo para Zumbahua, onde os ônibus para voltar a Latacunga são mais frequentes.

N.B. Ao longo do percurso não há caixas eletrônicos, então procure levar dinheiro em espécie suficiente. Jantar e café da manhã são fornecidos pelos hostels (pagando, também fornecem um lanche para levar), nos vários povoados ao longo do caminho dá para conseguir comida, mas mesmo assim recomendo levar alguns snacks.

A laguna Quilotoa, no Equador.

Laguna Quilotoa.

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Baños

Baños é uma pequena cidade de montanha situada num vale aos pés do vulcão mais ativo do Equador, o Tungurahua. É um destino extremamente turístico, até para os equatorianos, então não espere uma cidadezinha tranquila.

O que fazer e ver em Baños

As atividades possíveis em Baños são muitíssimas: rafting, canyoning, equitação, trekking, zip lining, jungle tours etc. etc. A seguir listo algumas atividades econômicas:

La Casa del Árbol

Talvez você já tenha visto a foto de um balanço suspenso no ar com um vulcão ao fundo. Pois bem, este é o lugar em questão. Além do famoso balanço, para o qual você deve se preparar para pegar fila, há outros brinquedos voltados sobretudo para os pequenos (Google Maps).

O parque funciona todos os dias, das 6 da manhã às 6 da tarde, e a entrada custa 1$. Você pode pegar um ônibus no cruzamento entre a Calle Pastaza e a Luis A.Martinez (Google Maps) com saídas às 5:15, 11:00, 14:00, 16:00 e retorno às 8:00 (fim de semana), 13:00, 16:00 e 18:00. O ônibus custa 1$. Se quiser, você pode subir a pé a partir de Baños (All Trails).

La ruta de las cascadas

Alugue uma bicicleta (7-10 dólares por dia, dependendo do modelo) e percorra a Ruta de las cascadas até Puyo (60 km). A Geotours tem boas bicicletas e oferece também um monte de tours na região (Google Maps). A estrada é na maior parte em descida; mesmo que você vá com calma, deve chegar a Puyo em 5-6 horas.

Como você deve ter entendido, ao longo do percurso há numerosas cachoeiras, muitas delas visíveis da estrada. As mais impressionantes são: Cascada Manto de la Novia (Google Maps), onde por 2 dólares dá para pegar um teleférico que atravessa o desfiladeiro; Pailón del Diablo (Google Maps), a mais impressionante, onde é preciso pagar um ingresso de 3 dólares; e, por fim, Cascada El Rocío Machay (Google Maps), onde, seguindo uma trilha curta, dá para descer até a base da cachoeira e tomar banho; a entrada custa 1,5 dólar. A estrada é uma só, então não há perigo de se perder, e as cachoeiras são bem sinalizadas.

Se você estiver cansado ou simplesmente não quiser pedalar até Puyo, pode parar um dos muitos ônibus com destino a Baños e colocar a bicicleta a bordo. A passagem saindo de Puyo custa cerca de 3-4 dólares.

A estrada das cachoeiras em Baños, de bicicleta.

La ruta de las cascadas.

Os banhos termais

Há várias fontes termais para escolher; as mais famosas são as Termas de la Virgen (Google Maps), que ficam perto do centro da cidade, mas, por serem tão famosas, também são as mais lotadas. Para quem quiser algo mais tranquilo, sugiro visitar o Balneario El Salado (Google Maps), a cerca de 2 km da cidade; o custo é de 4$, mais um dólar pelo aluguel da touca.

Trekking

Há diversas caminhadas possíveis em Baños e arredores, como a trilha Los Sauces (All Trails). Para quem quer tentar algo mais puxado, existe a possibilidade de escalar o Chimborazo, a montanha mais alta do Equador, com seus 6.263 metros. Um guia é obrigatório para qualquer montanha acima de 5.000 metros. Para um tour de dois dias, o gasto fica em torno de 300-400 dólares.

Como chegar a Baños?

De Quito (3,5 horas, 4$), Riobamba (2 horas, 2$), Guayaquil (6,5 horas, $10). De Latacunga, pegue um ônibus para Ambato; de lá os ônibus saem com frequência para Baños (1 hora, 1$).

Onde ficar em Baños?

Para quem procura uma hospedagem realmente barata, recomendo dar uma volta pela cidade perguntando nos numerosos hotéis e Hospedaje. Eu e o meu amigo alemão encontramos um quarto duplo bem no centro por 6$ por pessoa. Um hostel bonitinho e barato bem no centro é o Hostal D´Mathias. Se você procura algo mais luxuoso, um pouco fora do centro, dê uma olhada no Mama Tungu hostel.

 

Guayaquil

Guayaquil é a maior cidade do Equador e um dos maiores portos de toda a América Latina. A cidade me foi descrita por muita gente como pouco interessante, e a maioria dos viajantes passa por ela sem nem visitá-la. Uma coisa a levar em consideração é que os voos para Galápagos costumam ser mais baratos do que saindo de Quito.

Como não estive lá pessoalmente, indico este artigo (em inglês), caso você queira passar um tempo explorando a cidade.

Galápagos

Infelizmente não tive o prazer de visitar este fantástico arquipélago, por uma questão de orçamento, e por isso indico direto um guia extremamente detalhado, escrito por quem conhece as ilhas muito bem. Dito isso, se eu fosse visitá-las, pessoalmente tentaria encontrar uma oferta de última hora para um cruzeiro.

Guia das ilhas Galápagos (em inglês).

A única coisa que posso dizer, sobretudo a quem viaja de forma econômica, é que as ilhas são realmente caras: tudo custa o dobro, se não o triplo, em comparação com o resto do Equador, e só a entrada no parque nacional custa 200$, a que se soma a passagem aérea. De qualquer forma, leia o guia para ter uma ideia clara!

Iguanas-marinhas na praia, em Galápagos.

Iguanas-marinhas em Galápagos.

Montañita

Todo destino de mochileiros que se preze tem a sua “party town”, e o Equador não é exceção. Aqui, além das numerosas baladas e clubes, dá para surfar ou simplesmente relaxar na praia esperando a noite chegar para depois sair.

Eu fui para passar o Ano-Novo e foi muito divertido, mas, se você não tem interesse na vida noturna, recomendo passar direto.

Onde ficar em Montañita?

Uma boa opção econômica perto do centro é o Esperanto Bed & Breakfast Surf Hostel. Se você procura algo mais bonito, dê uma olhada na Casa del Sol.

Como chegar a Montañita?

Se você ainda não está em algum lugar da costa do Equador, então provavelmente vai precisar chegar primeiro a Guayaquil e pegar um ônibus direto que sai nos seguintes horários: 05:00, 6:00, 7:00, 9:00, 11:00, 13:00, 14:00, 15:00, 16:30, 18:30 (USD$6), cerca de 3 horas. Como alternativa, pegue um ônibus para Santa Elena ou Libertad, de onde os ônibus para Montañita são mais frequentes.

Ano-Novo na praia de Montañita.

Ano-Novo em Montañita.

Puerto López

A cidadezinha em si não tem muito a oferecer, mas é uma ótima base para visitar a vizinha Isla de la Plata e a Playa Los Frailes.

O que fazer e ver em Puerto López

Isla de la Plata

A Isla de la Plata, conhecida também como as Galápagos dos pobres, é uma ilha que fica a cerca de uma hora e meia de barco de Puerto López; aqui, entre as muitas espécies animais – sobretudo aves – dá para ver uma colônia de atobás-de-pés-azuis.

O tour não deve custar mais de 30-35$ (pechinche!) e inclui transporte, almoço, snorkeling – é comum ver tartarugas – e uma caminhada por um dos percursos que atravessam a ilha, acompanhado de um guia. No geral, um tour que posso recomendar a todos que não têm como bancar as Galápagos!

Basta caminhar alguns minutos pela orla para que alguém pare você na rua oferecendo o tour. De maio a outubro também é possível participar de um tour para avistar baleias.

Atobás-de-pés-azuis na Isla de la Plata, Puerto López.

Atobás-de-pés-azuis na Isla de la Plata.

Los Frailes

A praia é considerada a mais bonita do Equador e fica a cerca de 10-15 minutos de ônibus ao norte de Puerto López (Google Maps). Faz parte do parque nacional Machalilla, assim como a Isla de la Plata. Para chegar à praia, pegue um tuk-tuk até o terminal rodoviário (Google Maps) e de lá pegue qualquer ônibus com destino a Manta, pedindo para descer na entrada da praia de Los Frailes, 10-15 minutos, $0,50.

Uma vez no destino, a entrada é gratuita, mas é preciso se registrar; você pode seguir uma trilha de 2,5 km que passa por outras duas praias e chegar por fim a Los Frailes, ou ir direto a pé ou de tuk tuk (2-3$).

Como chegar a Puerto López?

Os ônibus ao longo da estrada costeira passam com frequência. De Montañita leva cerca de uma hora e custa 2,5$. Para voltar a Guayaquil, há ônibus diretos todos os dias às 4:00, 4:50, 6:55, 7:50, 9:00, 10:05, 12:00, 13:00, 14:35, 16:00, 17:00, 17:35. Cerca de 4 horas ($5,50).

Onde ficar em Puerto López?

Hospedaje Dannita B&B é a opção mais barata que encontrei. O hostel não é nada de mais, mas é limpo e o dormitório compartilhado tem ar-condicionado. Se você quer algo mais bonitinho, dê uma olhada no Viejamar B&B e no Azuluna Ecolodge.

Nota: não visitei outros destinos ao longo da costa, mas, se você quiser passar mais alguns dias na praia, há várias opções, como a famosa Mompiche. Você pode encontrar uma visão geral de todos os destinos aqui.

Cuenca

Cuenca é sem dúvida a minha cidade preferida no Equador. Foi declarada pela Unesco Patrimônio da Humanidade, e as suas ruas cheias de edifícios coloniais, igrejas e catedrais são realmente lindas e fotogênicas.

Edifícios coloniais em Cuenca, no Equador.

Vista do terraço do meu hostel em Cuenca.

O que fazer e ver em Cuenca

Explore o centro histórico

Como já disse, o centro histórico é realmente bonito; a praça principal, chamada Parque Calderon (Google Maps), abriga a Catedral de Cuenca, que recentemente abriu o telhado ao público (1$), oferecendo uma ótima vista da cidade (Google Maps).

Mirador de Turi

Localizado ao sul da cidade (Google Maps), é provavelmente o melhor lugar para curtir uma vista do alto de Cuenca. Eu fui a pé (são cerca de 4 km do centro).

Parque Nacional El Cajas

A cerca de uma hora da cidade encontramos o lindíssimo parque – gratuito – caracterizado por mais de 250 lagunas.

O centro de visitantes fica a dois passos da estrada (Google Maps) e, depois de se registrar, você pode seguir uma das muitas trilhas que atravessam o parque. As trilhas são bem sinalizadas e, caso você tenha equipamento de camping, é possível dormir lá dentro. De qualquer forma, dá para visitar tranquilamente em um dia. Eu recomendo esta trilha, mas há um monte de outras opções.

As chuvas são frequentes e pode fazer muito frio, então chegue preparado. Leve água e comida de Cuenca. Para chegar, basta subir em qualquer ônibus com destino a Guayaquil e pedir ao motorista que deixe você na entrada do parque.

Trekking no Parque Nacional El Cajas, perto de Cuenca.

Parque Nacional Las Cajas.

Onde ficar em Cuenca?

Hostel Check-In é super barato, bem localizado, o café da manhã está incluído e o terraço no telhado é incrível. Sinceramente não entendo por que a nota nas avaliações é tão baixa; eu super recomendo.

Como chegar a Cuenca?

Cuenca fica ao longo da Panamericana e é facilmente acessível de ônibus saindo de todas as principais cidades do Equador. Caso você pretenda seguir para o Peru, há ônibus diretos que vão até Chiclayo, parando também em Mancora e Piura.

 

Vilcabamba

Depois de chegar a Cuenca, decidi seguir para o Peru sem parar em Vilcabamba, que, no entanto, parece ser um destino extremamente popular entre os mochileiros. A região é conhecida como o vale da longevidade e aqui a atividade principal, além de relaxar, é o trekking. Aqui você encontra um artigo interessante (em inglês). Quanto à hospedagem, a Hosteria Izhcayluma parece ser extremamente popular por muitas boas razões. Nesta página você pode encontrar um ótimo guia.

Bem, agora que demos uma olhada nos principais destinos turísticos, gostaria de abrir um pequeno parêntese sobre o trem dos Andes (trem Nariz del Diablo), que parece ser algo que interessa a muita gente. Pessoalmente, me haviam descrito como uma armadilha para turistas, mas, como não fui, não vou opinar. Sugiro, porém, que você leia este artigo (em inglês).

Roteiros sugeridos

A seguir listo possíveis roteiros de 2, 3 e 4 semanas; é óbvio que não existe o roteiro perfeito para um determinado período de tempo, então use o que vem a seguir como inspiração e ajuste o roteiro de acordo com seus interesses/orçamento!

Roteiro de 2 semanas no Equador

 Mapa do roteiro de viagem de duas semanas no Equador

Quito (3 noites)

Passe os primeiros dias se aclimatando e se recuperando do jet lag. Visite o centro histórico, a Mitad del Mundo, o mercado de Otavalo e deixe o vulcão Pichincha para o fim, para já estar fisicamente preparado e prevenir o mal de altitude.

Cotopaxi (1 noite)

Para economizar tempo, recomendo muito visitar o Cotopaxi saindo de Quito e se mudar para Latacunga à tarde, quando terminar a visita, sem voltar a Quito. Com o tour, basta avisar e você será deixado na Panamericana, onde vai ser fácil pegar um ônibus com destino a Latacunga. Obviamente, leve toda a sua bagagem quando sair de Quito de manhã.

Quilotoa loop (3 noites)

Passe duas noites fazendo o Quilotoa loop e a terceira em Latacunga, para depois ir na manhã seguinte a Baños. Em teoria, você poderia dispensar a noite em Latacunga e ir direto para Baños, mas provavelmente vai estar cansado depois dos 3 dias de trekking!

Baños (3 noites)

Passe o primeiro dia explorando a cidade e, à noite, visite uma das fontes termais. No segundo dia, você poderia ir à Casa del Árbol ou fazer qualquer atividade que preferir, enquanto o terceiro dia eu dedicaria à Ruta de las cascadas.

As últimas (3-4 noites)

Com as últimas 3-4 noites disponíveis, você poderia:

  • Participar de um tour pela floresta amazônica (saindo de Baños e voltando a Quito).
  • Visitar Cuenca.
  • Visitar a costa.
  • Cortar alguns dos destinos listados acima e passar uma semana em Galápagos.

Roteiro de 3 ou 4 semanas no Equador

Para roteiros de 3 ou mais semanas, meu conselho é seguir o roteiro de duas semanas e acrescentar mais destinos dentre os que acabamos de listar ou dentre os que você encontra na seção “o que fazer e ver no Equador”; ideias não devem faltar.

Como se locomover no Equador

Ônibus

Um pouco como em toda a América do Sul, a rede de ônibus e colectivos é extremamente eficiente e permite chegar praticamente a qualquer lugar sem muita dificuldade.

Muitas vezes dá para subir no ônibus em qualquer ponto do trajeto, sem precisar estar em um ponto de parada oficial. Quase todas as cidades têm um único terminal rodoviário (terminal terrestre), de onde saem todas as empresas (no Peru, por exemplo, não é assim). Como regra geral, os ônibus devem custar entre 1 e 2 dólares por hora de viagem, exceto na costa, onde tendem a ser mais caros.

Os ônibus, especialmente os de ligação entre as grandes cidades, saem com muita frequência, não é necessário comprar as passagens com antecedência e muitas vezes o preço é negociável, especialmente em grupo.

Algumas empresas permitem comprar as passagens online no andestransit. Sinceramente, eu desaconselho: os preços das passagens, se compradas direto no terminal, são mais baixos e, se você é uma daquelas pessoas que quer tudo programado nos mínimos detalhes ou simplesmente tem medo de ficar sem lugar, então compre no terminal a sua passagem para a próxima etapa toda vez que chegar ao destino.

Colectivo no Equador ao longo do Quilotoa loop.

Transporte nada convencional na caçamba de uma pick-up.

Táxis

Em Quito se usa o taxímetro (tarifa mínima de 1$). Peça sempre que seja ligado ou combine um preço antes de partir. Uma corrida curta nunca deve custar mais do que uns dois dólares. Evite os táxis não oficiais. O Uber funciona em Quito e Guayaquil. Cabify e Easy Taxi são outras opções populares.

Voos

Os voos domésticos não são extremamente caros e são com certeza uma opção para quem não tem muito tempo disponível, embora os ônibus continuem sendo de longe mais baratos. Um voo doméstico só de ida pode custar entre 40 e 100 dólares. As empresas que operam voos domésticos são a Avianca e a Latam.

Carona

Para concluir, pegar carona é uma prática relativamente comum, especialmente nas zonas rurais; pode acontecer de pedirem a você um pequeno “reembolso de despesas”.

Viagem para o Equador: custos

Enfim, quanto custa uma viagem para o Equador?

Os voos para Quito ou Guayaquil saindo da Itália não são exatamente baratos, mas, se reservados com alguns meses de antecedência, não devem custar mais de 700/800 € – exceto em períodos como agosto e Ano-Novo (se você sai de outro país, o valor pode ser diferente). De qualquer forma, recomendo que você leia o meu guia sobre como encontrar voos baratos.

Transporte

Se locomover pelo Equador é bastante barato, desde que você use o transporte público. Para muitos destinos você encontra o custo das passagens de ônibus (os preços são indicativos e, em alguns casos, podem não estar atualizados).

Hospedagem

Uma cama em um bom hostel custa em média entre 6 e 10 dólares; depende muito da cidade e da época do ano.

Hotéis baratos partem de 15$, enquanto para algo mais luxuoso espere pagar pelo menos 25$.

Para quem tenta viajar economizando, mas não está disposto a dormir em dormitório compartilhado, recomendo de qualquer forma ficar em hostel, pegando um quarto privativo. O Airbnb é outra opção a considerar.

Comida

Um menu del día ou almuerzo, literalmente “menu do dia”, fácil de encontrar no almoço, custa em média entre 2 e 3 dólares, bebida incluída; à noite, a comida de rua é uma ótima opção econômica.

Para uma refeição em um restaurante de nível médio-alto, os preços partem de cerca de 15 dólares.

Muitíssimos hostels oferecem uma cozinha à disposição e muitos lugares incluem o café da manhã.

Uma cerveja local em um bar custa cerca de um dólar.

O mercado de Quito, onde se encontram sucos frescos por um dólar.

Sucos frescos a 1$.

Atividades

Muitíssimos dos tours oferecidos podem ser feitos de forma independente, com planejamento e transporte público. As duas grandes exceções são Galápagos e a floresta amazônica, onde participar de um tour é quase obrigatório.

De qualquer forma, um tour de um dia, seja trekking, rafting ou qualquer outra atividade, nunca deve custar mais de 50 dólares.

Em conclusão, acredito que, viajando de forma econômica, dormindo em hostel e usando o transporte público, um orçamento de 30-35 € por dia deve ser mais do que suficiente.

Para reduzir as taxas de câmbio e de saque, aqui está o meu guia dos melhores cartões para viajar.

Viagem para o Equador: segurança

É perigoso viajar pelo Equador?

Como em outras partes do mundo, os turistas devem sobretudo usar o bom senso. Determinados bairros de cidades grandes devem ser evitados com certeza, principalmente à noite, assim como a área perto da fronteira colombiana, que por algum motivo não é considerada segura.

De qualquer forma, o maior perigo é ser vítima de furtos. Tome cuidado especialmente nos ônibus e, se pegar ônibus noturnos, mantenha os objetos de valor bem perto de você. A violência contra turistas é rara, a menos que haja resistência. Fique de olho nas suas coisas e você não deve ter nenhum problema. Neste artigo você encontra um monte de dicas sobre como viajar com segurança.

Está planejando uma viagem para o Equador? Dê uma olhada nestes posts:

Qual mochila de viagem escolher

O que levar para uma viagem

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Guia para organizar uma viagem econômica ao Equador 



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