Viagem para a Indonésia por conta própria

A Indonésia, com suas paisagens variadas, que vão das áreas montanhosas centrais, passando pelos terraços de arroz, até culminar em praias lindíssimas, sem esquecer a cultura, os numerosos templos e mesquitas, o ótimo surfe e o mergulho, é sem dúvida um destino espetacular.

Ao longo dos anos passei cerca de cinco meses viajando de mochilão pelo país e neste guia você vai encontrar um monte de informações úteis e dicas para organizar da melhor forma a sua viagem para a Indonésia.

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Nepal Van Java.

Quando visitar a Indonésia

O arquipélago indonésio inteiro tem clima tropical e se distinguem duas estações: a estação chuvosa, que vai de novembro a março, com janeiro e fevereiro geralmente os meses mais chuvosos, e a estação seca, que vai de abril a outubro.

Se possível, é recomendável evitar julho e agosto, que correspondem à altíssima temporada. Destinos particularmente populares como Bali são literalmente tomados de assalto, mas também é verdade que, visitando ilhas menos turísticas como Sumba, mesmo em pleno agosto você vai ver pouquíssimos turistas.

Para concluir, em geral o melhor período para visitar a Indonésia são os meses de abril a junho e de setembro a outubro, quando o clima é bom, há menos turistas e os preços são mais baixos do que na alta temporada. Isso faz da Indonésia um ótimo destino para passar o pico da estação chuvosa no resto do Sudeste Asiático.

Parque Nacional de Komodo.

Documentos e vacinas para entrar na Indonésia

Quem tem passaporte italiano recebe um visto de turista diretamente no aeroporto, “on arrival”, com validade de 30 dias a partir do momento em que entra no país (as regras mudam de acordo com a sua nacionalidade, então confira as suas). Esse visto precisa ser pago em dinheiro e custa 500.000 IDR.

Dito isso, por praticidade eu recomendo tirar o visto on-line antes da chegada, para evitar a fila no aeroporto. Fazer o visto on-line é particularmente importante sobretudo para quem pretende renová-lo por mais 30 dias: só assim o procedimento de renovação também pode ser concluído on-line, enquanto, se o visto for tirado no aeroporto, é preciso ir ao escritório de imigração ou recorrer a algum agente. Este é o site oficial, o visto em questão é o “B1” e custa sempre 500.000 IDR. Como adiantei, se você quiser ficar mais de 30 dias, esse visto pode ser renovado uma única vez, para uma estadia total de 60 dias, pagando mais 500.000 IDR. Mas atenção, porque durante o pedido do visto é preciso enviar uma prova de saída do país dentro do prazo de validade do visto (ou seja, dentro dos primeiros 30 dias); portanto, se o voo em questão cair fora dos primeiros 30 dias de visto, você corre o risco de ter o visto recusado. Aqui você encontra algumas soluções possíveis.

Vulcão Inerie.

Se você quiser ficar mais de 60 dias, pode sair e voltar a entrar no país fazendo a clássica “visa run”, mas pessoalmente eu recomendo pedir o visto “C1”, que custa 1.500.000 IDR. Esse visto pode ser renovado até duas vezes, para uma estadia total de 180 dias. Também nesse caso, durante o pedido do visto é preciso enviar uma prova de saída do país dentro do prazo de validade do visto e a cópia de um extrato bancário que comprove que você tem pelo menos 2.000 $ em seu nome. De qualquer forma, recomendo que você consulte o site oficial, que, uma vez na vida, é bem-feito e tem informações claras.

Quanto às vacinas obrigatórias, a única exigida é a da febre amarela, e apenas se você vier de um país de risco. Além disso, quando viajo, eu sempre recomendo hepatite A e hepatite B. Para informações atualizadas sobre vistos e afins, recomendo também consultar as recomendações de viagem do ministério das relações exteriores do seu país (por exemplo, no Brasil, o Portal Consular do Itamaraty).

Árvores dançantes de Sumba.

O que fazer e ver na Indonésia

Neste guia os preços são expressos na moeda local, chamada “rupia indonésia”, muitas vezes abreviada simplesmente como “IDR”. O câmbio é de aproximadamente 1 € = 20.000 IDR. Para o câmbio atual, recomendo dar uma olhada nesta página.

Dada a geografia da Indonésia, acho que faz sentido dividir esta seção por ilhas antes mesmo de falar dos destinos dentro delas. Para o mapa que você encontra logo abaixo, mais ou menos, apliquei a mesma lógica.

N.b. Várias vezes ao longo do guia você vai encontrar links para https://www.alltrails.com/. Se você quiser usar a navegação offline diretamente pelo app do Alltrails, precisa passar para a versão pro. Mas dá para contornar o problema baixando as coordenadas da versão desktop do site no formato “Google Earth KML” e depois carregando-as no Organic Maps, que é de longe um dos meus aplicativos preferidos para viajar.

Amanhecer no topo do Kelimutu em companhia.

SUMATRA

Apesar de ser a maior ilha da Indonésia, Sumatra recebe uma fração do turismo de ilhas mais populares como Bali, Java e Lombok, mas ainda assim há um bom nível de infraestrutura de hospedagem, sobretudo no centro e no norte.

Banda Aceh

Banda Aceh, capital da província indonésia de Aceh, fica na ponta noroeste de Sumatra. É conhecida por seu rico patrimônio islâmico e por ser a única região da Indonésia em que a sharia (lei islâmica) é formalmente aplicada. Infelizmente a cidade também se destaca por ter sido uma das mais devastadas pelo terrível tsunami de 2004.

O que fazer e ver em Banda Aceh

Para a maioria dos viajantes, Banda Aceh não passa de uma parada obrigatória para chegar à vizinha Pulau Weh, a ilha que fica ao largo da cidade e que os locais chamam de “Sabang”. Dito isso, se você chegar à cidade tarde demais para ir direto à ilha, quiser quebrar a viagem ou simplesmente tiver vontade de passar um tempo explorando a cidade e seus arredores, algo para fazer tem.

Há alguns monumentos dedicados ao tsunami, como este (Google Maps), e o PLTD Apung (Google Maps), que funciona como museu. No centro recomendo também a mesquita Masjid Raya Baiturrahman (Google Maps), onde por 15.000 IDR é possível subir ao topo do minarete que domina a cidade.

Por fim, se você decidir alugar uma scooter, em Pantai Lampuuk (Google Maps) dá para surfar ou simplesmente passar o dia na praia, e mais ao sul há uma cachoeira, a Wisata Air terjun suhom (Google Maps), que, porém, segundo o pessoal do hostel, não é nada bem conservada, também por causa de muita sujeira.

Um dos monumentos dedicados ao tsunami.

Onde ficar em Banda Aceh?

Eu passei uma noite no Lala Hostel, nada de excepcional, mas limpo e funcional. O pessoal é muito gentil e prestativo. Recomendo.

Como chegar a Banda Aceh?

A única ligação por terra que faz sentido é de ônibus de e para Medan, mas são mais de 12 horas e, pelo menos durante a minha visita, só havia ônibus noturnos (Google Maps). A menos que você tenha um orçamento extremamente limitado, recomendo voar: reservando com antecedência, os voos para Medan são realmente baratos. Faço questão de lembrar também que existem voos diretos para Kuala Lumpur, na Malásia, com a AirAsia. Para quem está pensando em uma viagem com várias paradas pelo Sudeste Asiático, no fim das contas, Banda Aceh é uma boa primeira ou última parada na Indonésia.

Do aeroporto ao centro da cidade os táxis cobram 100 000 IDR, mas, se você viaja leve, pode pegar uma carona de scooter por 50 000 IDR (Google Maps).

Bunker japonês em Pulau Weh.

Pulau Weh

Pulau Weh, ou Sabang, é uma pequena ilha vulcânica ao norte de Banda Aceh. O recife de coral ao redor oferece ótimos mergulhos, mas também, mais simplesmente, belas praias sem as multidões que caracterizam outras partes da Indonésia.

O que fazer e ver em Pulau Weh

Na ilha também vigora a sharia. Eu tinha lido que os biquínis eram proibidos e que em certos horários da sexta-feira não era permitido nadar, mas, pela minha experiência, os turistas podem fazer mais ou menos o que quiserem e, na prática, a lei só se aplica aos locais.

Snorkeling e mergulho

Pantai Iboih (Google Maps) e arredores é a melhor área para fazer snorkeling, além de ser onde fica a maioria dos centros de mergulho, caso você tenha interesse (a outra opção é Gapang Beach, ali perto). Eu estava com um probleminha no ouvido, então não mergulhei, mas uns amigos me confirmaram que o recife de coral está saudável e que os mergulhos são ótimos. Aqui também dá para organizar passeios de barco para fazer snorkeling ou, se preferir, você pode simplesmente alugar máscara e snorkel e fazer por conta própria, como eu fiz. O aluguel para o dia inteiro custa 20 000 IDR.

Se você optar por fazer por conta própria, recomendo caminhar até esta praia; a trilha ao longo da costa está traçada no Organic Maps e, de qualquer forma, é muito fácil de seguir. A praia em questão é praticamente deserta: quando cheguei não havia ninguém e, enquanto eu estava lá, chegou só um barco com alguns turistas, que fizeram um pouco de snorkeling antes de seguir para a próxima parada do passeio.

Se você não está a fim de caminhar, Pantai Teupin Serkui (Google Maps) fica no começo da trilha ao longo da costa, é tranquila, tem muita sombra e alguns restaurantes onde comer a preços modestos. Da praia você pode fazer snorkeling ao longo da costa até Pantai Yulia (Google Maps). Não recomendo atravessar a baía até a ilha que fica em frente, porque há muitos barcos indo e vindo e pode ser perigoso.

Pequena baía “deserta” mencionada antes.

Volta na ilha

Se você decidir alugar uma scooter, dá para dar a volta completa na ilha em um dia. As estradas estão em ótimas condições e há pouquíssimo trânsito. Se você estiver hospedado perto de Sabang, pode começar pelo bunker japonês Anoi Itam (Google Maps); cobram 3.000 IDR de entrada e mais 3.000 IDR de estacionamento. Como o nome sugere, trata-se de um bunker construído pelos japoneses durante a ocupação na Segunda Guerra Mundial; honestamente não há muito o que ver, mas, considerando o preço, dá para parar e dar uma olhada.

Recomendo depois seguir para o vulcão Jaboi (Google Maps), onde cobram 20.000 IDR dos estrangeiros; oferecem um guia pago, mas ele não é necessário de jeito nenhum. Há várias trilhas, e recomendo seguir as placas para kawah 4, que leva à pequena cratera (a trilha também está traçada no Organic Maps).

Vulcão Jaboi

A caminhada curta é bonitinha e agradável, sobretudo se você nunca viu uma paisagem vulcânica. Eu fiz de chinelo e, digamos, talvez seja melhor usar um par de tênis; além disso, se for um dia especialmente quente, entre as lufadas de calor que sobem do chão e o calor de fora você literalmente cozinha! Então, pelo menos, tente evitar as horas centrais do dia. Ali perto também há algumas fontes termais (Google Maps), mas eu já estava suficientemente acalorado e não me pareceu mesmo a hora de ir. Dito isso, tenho certeza de que à noite, ou talvez num dia chuvoso, elas podem ser um lugar agradável para visitar.

A parada seguinte é Pasir Putih Beach (Google Maps), conhecida também como “White Sand Beach”. A praia é bem bonitinha e, mesmo num domingo, não havia ninguém, mas infelizmente, como não há resorts que cuidem da manutenção, não é das mais limpas. Um pouco mais ao norte, ao longo da costa, fica Wisata Gua Sarang (Google Maps), uma atração particularmente popular entre os turistas locais. São cavernas naturais com uma série de “photo spots” que os locais adoram; eu nem entrei, mas deixo você julgar. O mesmo vale para o Kilometer Nol Monument (Google Maps), que representa o ponto mais ao norte da Indonésia; me pareceu uma merda, mas veja você mesmo! Por fim, você poderia dar um pulo na cachoeira Pria Laot (Google Maps); estive lá no fim de semana, com todas as crianças da ilha em casa sem aula, então estava superlotada e, digamos, como acontece muitas vezes na Indonésia, a situação da limpeza não era das melhores. Mas se você procura se refrescar durante o dia e evitar o fim de semana, não é tão ruim assim.

White Sand Beach.

Onde ficar em Pulau Weh?

Eu peguei um quarto no Pondok Simpang Tiga, um quarto baratíssimo com ar-condicionado. O pessoal foi muito gentil, me arrumou uma scooter novinha em folha por 100 000 IDR por dia e, no dia em que fui embora, ainda me deu uma carona de graça até o porto. Dito isso, se você estiver disposto a gastar um pouco mais, com certeza há opções melhores.

Durante a minha estadia na ilha fiz amizade com alguns caras da equipe do Casa Nemo Beach Resort & Spa e passei lá mais de uma noite. O lugar é muito bonito e, embora não anunciem on-line, têm um dormitório com preços interessantes. De qualquer forma, a propriedade fica de frente para o mar e não é nada mal.

Como chegar a Pulau Weh?

Do porto de Banda Aceh (Google Maps) há pelo menos duas ou três saídas por dia, tanto de balsa (cerca de 2 horas, 35 000 IDR) quanto de speed boat (cerca de 30 minutos, 100 000 IDR). Os horários parecem mudar com frequência, por isso recomendo consultar a página do Instagram Discover Sabang, onde eles são postados diariamente nos stories. Para chegar ao porto saindo da cidade, você pode simplesmente usar Grab ou Gojek, mas saiba que você será deixado do lado de fora do porto e, da mesma forma, na volta você precisa necessariamente sair do porto para usar os dois apps; caso contrário, tem que pegar um táxi tradicional. De qualquer forma, são menos de cinco minutos a pé, então não é problema nenhum, a menos que você viaje com muito peso.

Quando cheguei ao porto da ilha, consegui por 50 000 IDR uma carona de scooter até a guesthouse. Os táxis pediam o dobro, embora, claro, dependa de onde você pretende ficar na ilha. Pensando bem, eu teria alugado uma scooter direto no porto, e é o que recomendo fazer se você viaja suficientemente leve. Até porque na ilha não existe nenhum tipo de transporte público.

Cachoeira Pria Laot.

Medan

N.b. Medan, Bukit Lawang, Berastagi e o Lago Toba formam um circuito bem consolidado entre os viajantes, tanto que existe uma verdadeira rede de táxis compartilhados que faz o vaivém entre os vários destinos. Alguns, sobretudo famílias, chegam a contratar um motorista particular por uns dez dias. Se você tiver interesse, nos grupos Backpacking Sumatra (Indonesia) ou Indonesia Backpackers você deve conseguir arrumar alguns números de WhatsApp sem muita dificuldade. Como alternativa, muitas hospedagens com certeza têm alguns contatos e você pode perguntar diretamente a quem administra os estabelecimentos. Uma última opção é também entrar em contato, por WhatsApp, usando o número que você encontra no link, com a Bagus Holidays Taxi. Pelo que me disseram, normalmente se paga uma diária fixa mais a gasolina. Por fim, você poderia considerar a ideia de alugar uma scooter em Medan, como fizeram uns amigos. A AXE RENTAL MOTOR MEDAN é recomendada com frequência e, se você quiser, entregam o veículo até no aeroporto.

A capital de Sumatra do Norte é a terceira maior cidade da Indonésia, mas não tem muito a oferecer ao viajante comum. Lotada e suja, a maioria dos viajantes tende a chegar à cidade e partir no mesmo dia.

Kantor Pos Medan.

O que fazer e ver em Medan

Se você decidir passar um dia na cidade, no centro há alguns edifícios coloniais, como a Old City Hall (Google Maps) e o Kantor Pos Medan (Google Maps). Passei por ali saindo da estação, nada de excepcional. Acho que vale a visita, em vez disso, a Tjong A Fie Mansion (Google Maps), que basicamente é a cópia da Blue Mansion de George Town, na Malásia. Eu tinha visitado esta última duas semanas antes, então não senti necessidade de ir, mas acho que pode ser interessante, ou pelo menos foi a visita na Malásia. Tjong A Fie, o magnata também chamado de Rockefeller do Oriente, passava de fato muito tempo em Medan e mandou construir uma réplica da sua residência principal. A visita guiada custa 35 000 IDR.

Também não fui à mesquita Masjid Raya Medan (Google Maps), que, porém, costuma ser recomendada. Projetada por um arquiteto holandês misturando estilos marroquino, europeu, do Oriente Médio e malaio, parece realmente impressionante. Ali perto fica o Istana Maimun / Maimoon Palace (Google Maps), mas as avaliações certamente não são entusiasmadas: pelo visto dá para visitar apenas duas salas, que além disso foram enchidas de souvenirs.

Por fim, o Maha Vihara Maitreya (Google Maps), logo na saída da cidade, é um dos maiores templos budistas do país.

Old City Hall.

Onde ficar em Medan?

Se você decidir passar a noite na cidade, o RedDoorz Hostel @ Capsule Inn Medan não é nada mal. Passei uma noite lá chegando de Banda Aceh. Ambiente limpo e localização não muito longe nem do centro nem da rodoviária. Se, por outro lado, você tiver um voo de manhã cedo ou, por qualquer motivo, quiser ficar perto do aeroporto, recomendo o My Studio Hotels Kualanamu Airport Medan, localização estratégica para quem quer evitar ir parar na cidade com todas as consequências do caso. Oferecem também um serviço de traslado para o aeroporto.

Como chegar a Medan?

Como adiantei, há ônibus noturnos que vêm de Banda Aceh, mas um voo, se reservado com antecedência, custa só um pouco mais e faz você economizar um bom tempo. Do aeroporto sai um trem rápido muito prático que vai direto à estação central (Google Maps) e vice-versa por 40 000 IDR, com partidas bastante frequentes (os horários estão no Google Maps). Como alternativa, há ônibus DAMRI para outros destinos da cidade.

Orangotango em Bukit Lawang.

Bukit Lawang

Bukit Lawang é conhecida por ser um dos poucos lugares do mundo onde é possível observar orangotangos em liberdade com quase certeza. Tudo começou com um programa de reintrodução oficialmente encerrado lá em 2001. Infelizmente, na prática, os locais nunca deixaram de cuidar dos orangotangos, que sabem muito bem que podem encontrar comida com facilidade perto dos acampamentos onde os turistas dormem. Vi pessoalmente os orangotangos virem pegar as sobras das várias refeições. Goste-se ou não, a economia local depende inteiramente da presença deles, os incentivos são bem claros. No fim das contas, embora sejam “livres” e vivam no seu habitat natural, são, para todos os efeitos, orangotangos semisselvagens. Certo? Errado? Tanto faz? A escolha é sua.

Bat Cave.

O que fazer e ver em Bukit Lawang

As caminhadas dentro do parque nacional Gunung Leuser para ver os orangotangos são claramente a atividade número um em Bukit Lawang. Dito isso, com um pouco de sorte você pode ver também outros animais. Por exemplo, além de uns dez orangotangos, vi um monte de Thomas’s leaf monkey, macacos e dois gibões.

Há opções para todos os gostos (aqui você encontra alguns programas padrão), desde as caminhadas de um dia – em que basicamente se volta para dormir no conforto da própria guesthouse – até as de dois, três ou mais dias – durante as quais se passa a noite dentro do parque em estruturas muito espartanas, mas, no geral, não tão ruins se você tiver um mínimo de espírito de adaptação.

Eu optei pelo tour de três dias e duas noites que termina com rafting, pelo qual quase todas as agências oficialmente pedem 170 € por pessoa, mas dá para pagar muito menos. Com outros dois caras que conheci na guesthouse (Jhony’s Backpacker), pagamos cerca de 130 € por pessoa, pechinchando no local. Falam em trekking, mas na verdade não se anda muito, aliás, pelo contrário, anda-se muito pouco. No geral foi uma experiência agradável. Se você procura algo mais autêntico, provavelmente é melhor olhar em outro lugar ou organizar algo sob medida: os guias estão dispostos a se embrenhar na floresta o quanto você quiser, por semanas, com mais chances de ver animais mais tímidos, como o tigre-de-sumatra 🙂 Me disseram que, se quiser, dá para organizar a travessia até Ketambe.

Mamãe orangotango e filhote comendo as sobras.

Não há muito mais o que fazer em Bukit Lawang. Fui à Bat Cave (Google Maps), mas não é nada demais e, ainda por cima, cobram 25 000 IDR para entrar. Você poderia, em vez disso, dar um pulo no mercado local (Google Maps) ou simplesmente tomar banho junto com os moradores perto da passarela que atravessa o vilarejo (Google Maps).

N.b. Recomendo sacar dinheiro em Medan antes de chegar a Bukit Lawang, porque aqui os caixas eletrônicos são pouco confiáveis, quando não totalmente inexistentes.

Onde ficar em Bukit Lawang?

Eu dormi no Jhony’s Backpacker antes e depois do trekking, hospedagem básica, mas extremamente barata e, no geral, nada mal. Fiz o trekking também com o Jhony. Personagem meio peculiar, mas honesto e gentil.

Como chegar a Bukit Lawang?

De e para Medan durante o dia há ligações frequentes em vans laranja que saem deste ponto (Google Maps). Ficam estacionadas ao longo da rua em frente à padaria e são fáceis de reconhecer. Dos estrangeiros cobram 50 000 IDR. Não vá ao Terminal Pinang Baris Medan (Google Maps), como alguns sugerem, porque a máfia local vai tentar fazer você pagar ainda mais. A última parada é o terminal de Bukit Lawang (Google Maps). Como alternativa, há os táxis compartilhados, como descrito antes.

Thomas’s leaf monkey.

Tangkahan e Ketambe

Tangkahan e Ketambe são duas alternativas menos turísticas para quem quer evitar as “multidões” de Bukit Lawang e, potencialmente, ter uma experiência mais ética. Não visitei nenhuma das duas, então leve o que vem a seguir com um grão de sal. Ketambe é, em certos aspectos, o vilarejo gêmeo de Bukit Lawang: aqui também o governo indonésio levou adiante um programa de reintrodução dos orangotangos e construiu toda uma série de hospedagens, tornando-o, na prática, outra entrada oficial do Parque Nacional Gunung Leuser. Mas, sendo muito mais incômodo de chegar do que Bukit Lawang, ao longo dos anos cresceu bem menos como destino turístico e, pelo que me contaram, justamente por isso conserva um clima muito mais autêntico. Se tiver interesse, você encontra informações detalhadas sobre como chegar a Ketambe de transporte público nesta página.

Tangkahan, por sua vez, fica a pouca distância de Bukit Lawang; com a recente melhoria da estrada, os dois vilarejos ficam a pouco mais de uma hora de carro. Aqui, além da possibilidade de ver orangotangos, há também um projeto de conservação dedicado aos elefantes. Infelizmente, até não muito tempo atrás, era possível montar nos elefantes. As coisas parecem ter mudado recentemente, mas algumas avaliações continuam não sendo positivas. De qualquer forma, você pode simplesmente organizar alguns treks na selva ou visitar algumas cachoeiras, tudo num contexto que deveria ser menos turístico do que Bukit Lawang. Nesta página você encontra um monte de informações.

Berastagi

Berastagi, no coração das Karo Highlands e cercada de vulcões ativos, oferece paisagens deslumbrantes, um clima agradável o ano todo e é uma ótima parada para quebrar a viagem rumo ao lago Toba. Antes mesmo de chegar a Berastagi, se você tem um motorista ou viaja de scooter, pode considerar a ideia de parar na cachoeira Air Terjun Teroh-Teroh Petar (Google Maps).

O que fazer e ver em Berastagi

No centro de Berastagi não há muito o que ver; recomendo dar um pulo no pequeno museu dedicado à cultura Karo Batak, ou seja, a população indígena do planalto (Google Maps); não é nada de excepcional, mas a entrada custa só 8.000 IDR e, já que você está lá, dê um pulo no mercado vizinho (Google Maps). Logo na saída da cidade fica o Taman Alam Lumbini (Google Maps), um templo budista que o pessoal da guesthouse me recomendou, mas onde não estive.

Museu dedicado à cultura Karo Batak.

Mount Sibayak

O vulcão Sibayak é uma bela caminhada, nada puxada, que dá para fazer tranquilamente saindo de Berastagi (All Trails). A entrada para estrangeiros custa 20 000 IDR, a pagar no início da trilha principal (Google Maps). Eu subi no domingo de manhã e tinha um mundo de gente acampada. Medan não fica muito longe e, para os locais, é uma caminhada muito popular para fazer no fim de semana.

De qualquer forma, não é necessário de jeito nenhum entrar num tour guiado. A questão é que, se você quiser subir para ver o nascer do sol, como muita gente decide fazer, dependendo de onde estiver hospedado, talvez precise organizar o transporte (durante o dia há vans que saem do centro). Eu caminhei direto da guesthouse. Quando chegar à cratera, em vez de voltar pela mesma trilha, você pode descer em direção ao vilarejo onde ficam as termas (All Trails).

Mount Sibayak com o Mount Sinabung ao fundo.

De qualquer forma, no “vilarejo das termas” há um monte de estruturas; eu, meio ao acaso, acabei no Mitra Sibayak Hot Spring (Google Maps). A entrada custa 15 000 IDR e, no geral, recomendo. Depois de um merecido banho termal, voltei à guesthouse também a pé, mas, se quiser, há as vans locais de sempre que fazem o vaivém em direção a Berastagi por 7.000 IDR (Google Maps).

Vilarejo das termas visto do alto.

Mount Sinabung

O Gunung Sinabung esteve particularmente ativo nos últimos anos e por isso foi fechado ao público; subir até a cratera está, no momento, proibido. Se as coisas mudarem no futuro, tenho certeza de que pode ser uma bela caminhada. Pergunte por informações atualizadas quando estiver lá. Aqui estão os detalhes da trilha (All Trails).

Onde ficar em Berastagi?

Eu dormi no Sibayak Multinational Rest House e recomendo fortemente. O quarto em que fiquei já viu dias melhores, mas o jardim externo, a hospitalidade da família e a ótima comida a preços honestos fazem dele uma ótima opção. Além disso, para quem está disposto a caminhar um pouco mais, como adiantei, dá para fazer a caminhada ao vulcão saindo direto da guesthouse.

Como chegar a Berastagi?

De Bukit Lawang peguei o “tourist bus”, ou seja, o táxi compartilhado, pagando 200 000 IDR. Que eu saiba, o transporte público não é uma opção, ou pelo menos não é sem voltar a Medan, de onde há então ligações diretas para Berastagi.

Lago Toba.

Lago Toba

O lago Toba é o maior lago vulcânico do mundo, com cerca de 100 quilômetros de comprimento e 30 de largura. A principal área turística é o vilarejo de Tuk-Tuk, que fica na ilha Samosir, no meio do lago, o epicentro da cultura Batak. As margens do lago Toba oferecem um refúgio tranquilo para viajantes que procuram alguns dias de descanso.

O que fazer e ver no Lago Toba

Como em Berastagi, antes mesmo de chegar ao Lago Toba, se você tem um motorista ou viaja de scooter, pode considerar a ideia de parar na cachoeira Air Terjun Sipiso Piso (Google Maps), que, com seus 120 metros de altura, é uma das cachoeiras mais altas do país, e em Bukit Gajah Bobok (Google Maps), onde há um bom mirante.

Em Tuk-Tuk, andando a pé, sem necessariamente alugar uma scooter, você poderia visitar Huta Siallagan (Google Maps), onde se podem ver casas Batak tradicionais; a entrada custa 10 000 IDR. No caminho você encontra também o Museum Sipalakka (Google Maps); a entrada custa 10 000 IDR e dá para ver muitas obras em pedra.

Batak Museum.

Do outro lado de Tuk-Tuk fica o Tomok Market (Google Maps), onde vendem mais que tudo souvenirs, a Desa Wisata Tomok Parsaoran (Google Maps), onde se podem ver as casas Batak tradicionais (enquanto eu passava, estavam tocando música tradicional), a Old Tomb Of King Sidabutar (Google Maps), onde estão os túmulos de várias famílias nobres Batak, e por fim o Batak Museum (Google Maps). Na minha opinião nada disso é excepcional, em especial sem um mínimo de contexto. Talvez pagando um guia a visita possa ser mais interessante.

Se você decidir alugar uma scooter ou talvez entrar num tour organizado, pode se aventurar mais longe e dar um pulo no Parhallow viewpoint and coffee shop (Google Maps), em Pengrajin Ulos Samosir (Google Maps), que é outro vilarejo tradicional, no mirante Bukit Holbung Samosir (Google Maps) e na cachoeira Efrata Waterfall (Google Maps). Eu pessoalmente não fui a nenhum desses lugares, pois preferi ficar à toa à beira do lago e visitar só os pontos de interesse nos arredores de Tuk-Tuk.

Túmulos de famílias nobres Batak.

Onde ficar no Lago Toba?

Dormi no Laster Jony’s, quartos bonitinhos à beira do lago numa área muito tranquila. Pessoal gentil e ótimo restaurante a preços honestos. Absolutamente imperdível, se estiver na estação, o milk-shake de abacate! Recomendo.

Como chegar ao lago Toba?

Se você chegar de táxi compartilhado (eu paguei 200 000 IDR saindo de Berastagi), será deixado no cais de Parapat (Google Maps), de onde há ligações frequentes durante o dia para Tuk-Tuk por 25 000 IDR. Quando estiver no barco, vão perguntar onde você está hospedado e, de acordo com isso, vão avisar quando descer. O barco faz várias paradas e você será deixado no cais mais próximo da sua hospedagem. Se chegar de scooter, pode pegar a ponte para o outro lado da ilha ou então a balsa local (Google Maps).

De e para Medan, o táxi compartilhado custa 150 000 IDR; algumas guesthouses cobram mais, e você pode muito bem pedir que reservem só a balsa e depois pagar o traslado diretamente à Bagus Taxi (Google Maps). O traslado diário sai por volta das 10:00, então você precisa necessariamente pegar o primeiro barco de Tuk-Tuk para Parapat. Tenho certeza de que também há ônibus locais que fazem o trecho, mas não tenho informações a respeito. Também é possível pedir que reservem o ônibus que faz o trecho Medan – Bukittinggi/Padang e para em Parapat, mas são tipo 16 horas de viagem (ou mais)!

Se você pretende seguir viagem em direção a Padang, recomendo voltar a Medan e depois voar para Padang, a menos que tenha um orçamento limitado.

Lago Toba.

Padang

Padang é a capital da província de West Sumatra, além de ser a porta de entrada para quem quer chegar às ilhas Mentawai. A cidade não tem muito a oferecer ao viajante comum, mas dá para se manter ocupado por meio dia antes ou depois de visitar as ilhas.

O que fazer e ver em Padang

A área ao longo do rio (Google Maps) não é tão ruim assim; há um pequeno templo budista, o Kelenteng See Hin Kiong (Google Maps), e, se quiser, você pode atravessar o rio e caminhar até Siti Nurbaya Hills (Google Maps).

Me disseram que Pantai Air Manis (Google Maps) tem um bom surfe e, potencialmente, uma bela praia para passar algumas horas, mas infelizmente, por ficar tão perto da cidade, parece ter sérios problemas de limpeza.

Se tiver a oportunidade, recomendo também dar um pulo na mesquita Masjid Raya Syekh Ahmad Khatib Al-Minangkabawi Sumatera Barat (Google Maps); à noite, quando está iluminada, não é nada mal! Se você estiver hospedado longe, avalie por conta própria se vale a pena percorrer o trecho para chegar até ela.

Mesquita Masjid Raya Syekh Ahmad Khatib Al-Minangkabawi Sumatera Barat

Onde ficar em Padang?

Kokos Hostel Padang City é o hostel número um da cidade. Ótima estrutura, equipe extremamente gentil e localização excelente, a dois passos do porto de onde saem os barcos rápidos para as ilhas Mentawai. Talvez um pouco caro para a Indonésia, mas decididamente uma ótima opção. Passei uma noite também na Mandeh Guesthouse Padang, uma guesthouse bem local na periferia da cidade. Família gentil e hospitaleira. Ótimo custo-benefício.

Como chegar a Padang?

De avião, há todo dia vários voos diretos para Medan, ao norte, e Jacarta, ao sul; se reservados com antecedência, são realmente baratos. Do aeroporto, por outro lado, há ônibus para o centro “Kota Padang” por 30 000 IDR; não sei exatamente onde se é deixado porque pessoalmente dividi um Grab. Há também um trem mais ou menos a cada duas horas que custa só 10 000 IDR, os horários estão no Google Maps. Na minha opinião, considerando o preço dos voos, as únicas ligações por terra que fazem sentido são as para Bukittinggi e o Harau Valley, dos quais falarei mais adiante. Se quiser, há ônibus diretos tanto para Medan, ao norte, quanto para Jacarta, ao sul, mas nos dois casos são mais de 20 horas dentro de um ônibus!

Chefe da família da casa em que dormimos em Mentawai.

Ilhas Mentawai

As Ilhas Mentawai, ao largo da costa ocidental de Sumatra, na Indonésia, são famosas principalmente entre os surfistas: essas ilhas oferecem, de fato, alguns dos melhores breaks do mundo.

Mas aqui não há só ondas: florestas tropicais exuberantes, praias intocadas e, sobretudo, a cultura única dos indígenas Mentawai tornam essas ilhas fascinantes para qualquer viajante.

O que fazer e ver nas Ilhas Mentawai

Eu não sou surfista, então não tenho muitas informações a respeito; só sei que surfar aqui não é muito barato: só a permissão para entrar na água com uma prancha de surfe custa 2 000 000 IDR (válida por 15 dias) e, de qualquer forma, parece que é preciso se apoiar em surf camps/resorts com preços não exatamente de hostel. Sugiro que você pesquise um pouco.

Ritual xamânico.

Tour pela tribo dos Mentawai

Eu, por outro lado, participei do “Tour pela tribo dos Mentawai” na ilha de Siberut (Google Maps). Os Mentawai são caçadores-coletores seminômades, e muitos deles ainda levam uma vida muito tradicional. Geralmente os tours duram três noites e quatro dias, ou seja, o intervalo de tempo entre um barco rápido e outro (as ligações com Padang não são diárias).

Eu não pesquisei muito antes de partir; naquela época estava viajando com outros caras e, uma vez na vida, me limitei a seguir o grupo. Paguei 3,5 milhões pelo tour de quatro dias e três noites (incluindo a passagem de ida e volta de Padang). O tour era organizado por um tal de Agus, que não me pareceu nem um pouco uma pessoa genuína; já o Gejeng (nosso guia) me pareceu uma pessoa maravilhosa. Este último está tentando montar a própria clientela sem deixar o trabalho passar pelo Agus, e você pode contatá-lo diretamente pelo Instagram.

Voltando ao tour, normalmente se passam as três noites na selva, hospedado em algumas famílias locais, e durante o dia fazem-se atividades como pescar, fazer trekking na floresta, coletar larvas, preparar o sago ou sagu (uma planta local da qual os locais extraem uma farinha) etc. etc. Nós acabamos passando só uma noite na selva porque na aldeia ia haver uma cerimônia importante da qual quisemos participar. Danças, cantos, animais sacrificados e alguns exorcismos, enfim, uma experiência no mínimo única! No fim das contas, os tours são extremamente personalizáveis.

Preparação do sagu.

Outras ilhas nos arredores

Você também poderia combinar a visita à ilha de Siberut com a vizinha Sipura (Google Maps). As duas ilhas são ligadas por mar por um barco pelo menos algumas vezes por semana, então não é preciso voltar a Padang. Na área norte ficam o porto (Google Maps) e o principal povoado, que tem mais do que algumas guesthouses. Não estive lá, mas pelo visto as praias são intocadas e o turismo de massa ainda está bem longe. Aqui você encontra um artigo.

Para concluir, para quem quer sair dos roteiros turísticos clássicos, o arquipélago Hinako, ao norte das Mentawai, é outro destino interessante. A ilha de Nias (Google Maps) tem um aeroporto, o que a torna muito mais acessível. Aqui você encontra um artigo. De lá dá para chegar a ilhas ainda mais remotas, como Asu. Aqui você encontra um artigo.

Como chegar às Ilhas Mentawai?

O barco rápido “Mentawai Fast Ferry” sai deste ponto em Padang (Google Maps) e, depois de fazer uma breve parada mais ao norte, chega à aldeia de onde partem os tours (aqui está a localização: Google Maps). São cerca de 3-6 horas, dependendo das condições do mar. Se quiser, há também a balsa lenta, que porém leva cerca de 12 horas. Nesta página você encontra um artigo que parece ser atualizado com frequência, mas recomendo fortemente confirmar tudo quando estiver lá.

O rio que subimos durante o tour.

Vale de Harau

O Vale de Harau, muitas vezes chamado de “Yosemite” da Indonésia, com seus exuberantes arrozais, imponentes paredões verticais de rocha e cachoeiras, oferece um gostinho da Indonésia rural e paisagens no mínimo únicas.

Vale de Harau.

O que fazer e ver no Vale de Harau

Recomendo fortemente alugar uma scooter e visitar as várias cachoeiras dos arredores, curtindo a belíssima paisagem que caracteriza o vale. Se não choveu recentemente, você pode começar pela cachoeira Sarasah Tanggo (Google Maps). Dá para percorrer a estrada de terra de scooter sem problema; caso contrário, recomendo estacionar na represa e seguir a pé (Google Maps). Siga depois para a cachoeira Sarasah Donat (Google Maps) e a cachoeira Sarasah Murai 7 Tingkat (Google Maps). Aqui nos arredores deveria ficar o “famoso” mirante que oferece belas vistas do vale; a trilha está traçada no Organic Maps, mas pelo visto é muito íngreme e os caras com quem eu estava viajando não tinham interesse, então não subi. Por fim, visite a cachoeira Sarasah Bunta (Google Maps), onde, se quiser, você pode tomar banho. Ali perto há um mirante bonitinho aonde você poderia ir no fim da tarde (Google Maps) para encerrar o dia. Como alternativa, dá para entrar num tour, e todas as guesthouses podem organizar um.

Cachoeira Sarasah Murai 7 Tingkat.

Se tiver tempo e vontade, você pode também considerar sair do vale. Nós dirigimos até uma ponte conhecida entre os locais (Google Maps), mas, honestamente, não acho que valha a pena. Outro destino recomendado com frequência é o lago Kapalo Banda Taram (Google Maps).

Ponte Kelok 9.

Onde ficar no Harau Valley?

Apesar do que parece fazendo uma pesquisa no Booking, no vale há muitas guesthouses. Eu dividi um bangalô com outros dois caras na Abdi Homestay (Google Maps) e recomendo. Bela estrutura imersa no verde, o dono é realmente gentil, fala um ótimo inglês e o aluguel de scooters é barato. O jantar é delicioso. Você pode reservar diretamente por WhatsApp, no número que encontra na página do Instagram deles. Outra guesthouse recomendada com frequência é a Limpato Homestay (Google Maps).

Como chegar ao Harau Valley?

De Padang há minivans diretas que saem com frequência deste ponto (Google Maps). Eu peguei a empresa Sinamar, 4-5 horas e 30 000 IDR. Você é deixado no cruzamento que leva ao vale, neste ponto (Google Maps). Daqui os mototáxis cobram 50 000 IDR. Se você vier de Bukittinggi, a minivan em questão passa pela rodoviária neste ponto (Google Maps).

Cachoeira Sarasah Tanggo.

Bukittinggi

Encravada nas terras altas de Sumatra Ocidental, Bukittinggi é uma cidade agradável de clima fresco. Por ficar a cerca de meio caminho entre Padang e o Harau Valley, torna-se uma ótima parada intermediária para quem quer quebrar a viagem.

Praça do relógio.

O que fazer e ver em Bukittinggi

Honestamente, embora agradável, a cidade não é nada de excepcional e, se você tem os dias contados, recomendo passar o tempo em outro lugar. Na cidade você pode, de qualquer forma, visitar a icônica praça do relógio e arredores, o Jam Gadang Bukittinggi (Google Maps), os Japanese Tunnel (Google Maps), ou seja, um sistema de galerias que servia de bunker durante a ocupação japonesa; a entrada custa 25 000 IDR, mas não há nenhum tipo de informação. Em compensação você tem uma bela vista do Sianok Valley (Google Maps) com o vulcão Singgalang ao fundo (estava fechado por estar ativo demais, mas normalmente dá para subir até o topo AllTrails). Da saída dos túneis, se quiser, você pode caminhar ao longo da “pequena muralha da China” até este mirante (Google Maps); a trilha está claramente traçada no Organic Maps. Não fui ao Fort De Kock (Google Maps) porque às sextas ele fecha; a entrada inclui também o acesso ao zoológico Taman Margasatwa dan Budaya Kinantan (Google Maps), que, porém, tem avaliações péssimas.

Por fim, você poderia alugar uma scooter e visitar algumas atrações fora da cidade, como o palácio Istano Basa Pagaruyung (Google Maps) e os dois museus Rumah Tuo Kampai nan Panjang (Google Maps) e Bustanul Arifin PDIKM (Google Maps).

Túneis japoneses.

Onde ficar em Bukittinggi?

Eu dividi um apartamento de verdade com outros dois caras e por isso não saberia o que mais recomendar. O Kareem Syariah Hostel Bukittinggi, porém, parece oferecer quartos baratos e limpos numa ótima localização.

Como chegar a Bukittinggi?

Do vale de Harau há ônibus a cada meia hora mais ou menos com a empresa Sarah (Google Maps); cobram 20 000 IDR. De e para Padang você pode pegar a minivan de que falei antes e simplesmente descer quando chegar a Bukittinggi (Google Maps). Por fim, há ligações diretas do aeroporto de Padang; não sei a frequência das saídas, custam 25 000 IDR.

Sianok Valley.

JAVA

Com mais de 140 milhões de habitantes, Java não é só a ilha mais densamente povoada da Indonésia, mas também uma das áreas mais densamente povoadas do mundo. Também pela proximidade com Bali, a ilha é bastante turística, em particular a parte oriental, onde ficam os famosos vulcões Bromo e Ijen, mas também a linda Yogyakarta com seus famosos templos.

Jacarta

Com seus mais de dez milhões de habitantes, Jacarta é a capital econômica do país e tecnicamente ainda a capital política da Indonésia, mas o governo está transferindo a capital para uma nova cidade chamada Nusantara, situada em Kalimantan Oriental, na ilha de Bornéu.

Monas.

O que fazer e ver em Jacarta

Se na sua viagem para a Indonésia você tem os dias contados, sinceramente acho que é melhor passar o seu tempo em outro lugar. Como em toda grande cidade, há free walking tours, que são uma forma interessante de passar algumas horas; fiz um com a GuruWalk e não foi nada mau.

Se você prefere fazer por conta própria, no centro histórico da cidade há vários edifícios em estilo colonial, em particular nos arredores da praça Taman Fatahillah (Google Maps), onde, se quiser, você pode visitar o Museu da História de Jacarta (Google Maps); a entrada é bem barata. Recomendo também o vizinho Museu do Banco da Indonésia (Google Maps) e, ali perto, um templo budista (Google Maps).

Indo mais para o sul, você pode visitar o Monas (Google Maps), o famoso obelisco que comemora a independência da Indonésia dos holandeses; dá até para subir ao topo, mas muitas vezes é preciso enfrentar fila. Daqui você pode seguir para a mesquita Istiqlal (Google Maps), uma das maiores do mundo, que pode ser visitada todos os dias, exceto sexta-feira, e, do outro lado da rua, a catedral de Jacarta (Google Maps). Não sou fã de arte moderna e contemporânea, mas, caso você seja, o museu MACAN (Google Maps) costuma ser recomendado.

Para concluir, ao sul da cidade, nos arredores do monumento Pancasila Fire Monument TMII (Google Maps), há um enorme parque com muitos museus; não fui, mas alguns locais tinham me recomendado.

Catedral de Jacarta.

Onde ficar em Jacarta?

Eu passei algumas noites no Wonderloft Hostel Kota Tua, ótimo hostel barato no coração do centro histórico de Jacarta. Se você quiser passar um ou dois dias na cidade, recomendo.

Como chegar a Jacarta?

Dada a sua importância econômica, Jacarta tem voos diretos para inúmeros aeroportos da Indonésia. O aeroporto é ligado ao centro da cidade tanto de trem quanto de ônibus; a melhor opção depende de onde você pretende se hospedar.

Por terra também há ligações diretas de ônibus para dezenas e dezenas de cidades, incluindo Denpasar, em Bali, e Padang, em Sumatra (cerca de 24 horas de viagem!). Há ainda ligações de trem práticas para muitas cidades da ilha de Java.

Praça Taman Fatahillah.

Bogor

Bogor, cerca de uma hora ao sul de Jacarta, famosa pelo clima mais fresco e pelos jardins botânicos, pode ser um bate-volta, se você estiver hospedado na capital, ou um destino por si só.

O que fazer e ver em Bogor

O icônico Jardim Botânico de Bogor (Google Maps), um dos mais antigos do Sudeste Asiático, é uma visita obrigatória. Dentro dele fica também o palácio presidencial, que porém não pode ser visitado (Google Maps). Embora seja sem dúvida um lugar agradável para passar algumas horas, não espere nada de excepcional; a entrada custa 25 000 IDR.

De resto não há muito mais o que fazer na cidade; eu, na verdade, passei só uma noite e depois fui para Bandung. Se, por outro lado, você estiver disposto a alugar uma scooter e visitar os arredores de Bogor, poderia ir ao templo hindu Pura Parahyangan Agung Jagatkarta (Google Maps), à cachoeira Air Terjun Curug Nangka (Google Maps) ou subir ao topo do Mt Salak (Google Maps) (All Trails).

Palácio presidencial.

Onde ficar em Bogor?

Eu dormi no Rion Hostel Bogor, ótimo hostel, boa localização, pessoal gentil e prestativo. Recomendo fortemente. Outra opção é o GIO Guesthouse Bogor.

Como chegar a Bogor?

De Jacarta há ligações de trem muito frequentes; os horários estão também no Google Maps. Do aeroporto de Jacarta ao Terminal Damri (Google Maps) e vice-versa há também ligações diretas de ônibus para quem quer evitar passar pela capital. Por fim, há ligações diretas práticas para Bandung, de ônibus a partir do Terminal Baranangsiang (Google Maps) e de minivan pela Lintas Shuttle BTM (Google Maps) e pela Jackal Holidays Luxury Shuttle (Google Maps), mas não só: estas últimas também podem ser reservadas na Traveloka.

Cimaja e Batukaras (surfe em Java)

Como já disse acima, não surfo, mas Pantai Cimaja (Google Maps) e Pantai Batukaras (Google Maps) são recomendadas com frequência pelos viajantes, em particular a segunda. Também em Java há muitos outros destinos interessantes para os amantes do surfe; você encontra algumas ideias nesta página.

Plantações de chá em Bandung.

Bandung

Depois de Jacarta e Surabaya, Bandung é a terceira maior cidade de Java. Situada a uma altitude de cerca de 700-800 metros acima do nível do mar, a cidade tem um clima mais fresco e agradável do que muitas outras cidades indonésias.

O que fazer e ver em Bandung

A cidade não é particularmente popular entre os viajantes, que normalmente preferem ir direto a Yogyakarta saindo de Jacarta e vice-versa, mas, se você tem tempo de sobra, há algumas atrações interessantes. Recomendo dar um pulo na Jalan Braga (Google Maps), uma rua agradável para passear, em particular à noite, quando é parcialmente fechada ao trânsito. Você poderia também visitar a mesquita Masjid Raya Bandung (Google Maps); não fui, mas me disseram que nos fins de semana é permitido subir ao topo do minarete.

Vulcão Tangkuban Perahu

O Vulcão Tangkuban Perahu (Google Maps) fica ao norte da cidade e dá para chegar facilmente de scooter. Eu aluguei na Vectoren Rental Motor (Google Maps). A estrada vai até a borda da cratera, de onde se tem vistas espetaculares. Infelizmente a entrada para estrangeiros é realmente “cara”: 200 000 IDR durante a semana e até 300 000 IDR no fim de semana (dez vezes o que pagam os locais!). Além disso, se você quiser visitar a cratera menor, onde ficam as fontes termais (Google Maps), obrigam você a contratar um guia; o preço, pelo visto, é negociável, mas parecem pedir no mínimo 100 000 IDR por uma trilha curta, e eu me recusei na hora. Honestamente, se você tem um orçamento limitado, provavelmente eu faria outra coisa; mas, mesmo que você possa pagar, já que no fim das contas não estamos falando de valores exorbitantes, esse querer arrancar o máximo possível de dinheiro dos estrangeiros é algo que eu, pessoalmente, tentaria não apoiar.

Antes ou depois de visitar o vulcão, você poderia parar no Taman Hutan Raya Ir. H. Djuanda (Google Maps), um parque nas portas da cidade com uma série de trilhas; a entrada custa 55 000 IDR para estrangeiros. Nada de excepcional.

Vulcão Tangkuban Perahu.

Cratera Branca

A Cratera Branca, ou Kawah Putih (Google Maps), fica, por sua vez, ao sul da cidade. Também neste caso se trata de um vulcão que oferece uma paisagem no mínimo única. É preciso deixar o próprio veículo no estacionamento (Google Maps) e pegar as vans que fazem o vaivém até a cratera propriamente dita. A entrada, com traslado incluído, custa 110 000 IDR. O ingresso inclui o acesso à cratera propriamente dita, onde há um lago muito bonito; se, porém, você quiser chegar aos mirantes como o Sunan Ibu (Google Maps), precisa pagar um extra.

Recomendo também dar um pulo nas plantações de chá vizinhas (Google Maps). No ponto que acabei de indicar há um acesso fácil e dá para fazer uma breve caminhada entre as plantações. Você pode encerrar o dia em uma das fontes termais dos arredores; eu fui ao Onsen Ranca Upas (Google Maps) e, no geral, recomendo.

Cratera Branca.

Onde ficar em Bandung?

Dormi no Nindya Biodistrict Hotel Bandung, um hotel cápsula limpo e barato, com equipe simpática. Tem também um ótimo coworking space. A localização não é muito central, mas não acho que seja um problema. Recomendo.

Como chegar a Bandung?

Para os deslocamentos de e para Jacarta ou Yogyakarta, recomendo pegar o trem, nitidamente mais confortável do que os ônibus e muito mais rápido. Você pode reservar na Traveloka.

Monte Merapi e Merbabu, Yogyakarta.

Yogyakarta

Esta grande cidade de cerca de meio milhão de habitantes é de longe o destino mais turístico de toda a ilha de Java, graças sobretudo à proximidade de dois dos templos mais importantes e impressionantes do país inteiro. Mas a cidade também tem o seu charme e, se você tiver um dia extra à disposição, vale com certeza a pena visitá-la.

O que fazer e ver em Yogyakarta

Por ser uma das cidades mais antigas do país, Yogyakarta tem um grande número de edifícios históricos. O mais importante é provavelmente o Palácio do Sultão (Google Maps), que não vai deixar você de queixo caído, mas deve ser visitado; lá dentro você encontra também uma pequena exposição e, em certos horários, pode assistir a apresentações de música e dança.

Ali perto recomendo então visitar o Kampung Wisata Taman Sari (Google Maps), outro palácio pertencente ao sultão, onde no passado uma das piscinas era usada pelo seu harém e ele, de uma torre ao lado, podia… fazer a sua escolha. Esses são provavelmente os dois principais pontos de interesse.

Kampung Wisata Taman Sari.

Fui também ao museu Vredeburg (Google Maps), que basicamente é dedicado à história da independência indonésia; nada de especial, mas o preço não é alto, e além disso pode ser uma boa forma de fugir do sol das horas centrais. À noite você poderia passear pela Malioboro (Google Maps).

Informe-se quando estiver lá, mas, pelo menos durante a minha última visita, o vulcão Merapi (Google Maps) estava particularmente ativo e à noite dava para ver claramente a lava. Eu dividi um Grab com outros caras do hostel até este ponto (Google Maps), mas a vista não era das melhores. Um amigo que se posicionou neste ponto (Google Maps), por outro lado, teve mais sorte. De qualquer forma, acho que depende muito também do nível de atividade do vulcão, e parece que a cratera está em contínua mudança.

Vulcão Merapi.

Templo de Borobudur

Já vi muitos templos na vida, mas este é sem dúvida um dos mais impressionantes e, não por acaso, trata-se do maior templo budista do mundo (Google Maps). Infelizmente não é mais possível ver o nascer do sol do topo do templo como antigamente, e durante o dia o acesso é limitado. Existem, de fato, dois tipos de ingresso: “Temple Ground Ticket” e “Temple structure Ticket”. O primeiro custa 387 500 IDR e basicamente só permite caminhar ao redor do templo, enquanto o segundo custa 455 000 IDR e permite subir até o topo, o que eu recomendo absolutamente. Esse tipo de ingresso, porém, é vendido em número limitado e é necessário reservar o horário. Na alta temporada os ingressos podem esgotar com semanas de antecedência. Você encontra todas as informações no site oficial, onde também dá para comprar os ingressos.

Foto com alguns estudantes locais.

Tive a sorte de visitar o templo quando ainda era possível ver o nascer do sol do topo, e foi uma experiência linda, mas, honestamente, se você tem um orçamento limitado e não há mais “Temple structure Ticket” disponíveis, acho meio difícil justificar o custo do ingresso.

Para chegar ao local, que fica a apenas 40 km de Yogyakarta, você poderia pegar uma van local que sai com frequência do terminal Jombor (Google Maps) ou, melhor ainda, alugar uma scooter.

Nascer do sol do topo de Borobudur.

Templo de Prambanan

Pela proximidade com Borobudur, esse complexo de templos hindus costuma ficar em segundo plano, mas este local continua sendo absolutamente extraordinário e absolutamente imperdível (Google Maps).

Originalmente era formado por 240 templos, mas infelizmente, ao longo dos anos, muitos foram destruídos, deixando apenas escombros. Além disso, o recente terremoto de 2006 trouxe ainda mais destruição. Continua sendo, sem dúvida, uma obra extraordinária. Também neste caso acho que algumas horas são mais do que suficientes para explorá-lo, e por isso recomendo visitar os dois no mesmo dia, começando porém por Borobudur, certamente mais popular e lotado durante o dia. Também neste caso você pode comprar o ingresso no site oficial ao custo de 400 000 IDR. O local fica a apenas 20 km de Yogyakarta e pode ser alcançado tranquilamente de ônibus local, que sai da estação de trem (Google Maps), ou de scooter.

Para concluir, há um terceiro templo, não tão popular nem imponente, na região, que muita gente recomenda, mas que eu pessoalmente não visitei: o Ratu Boko (Google Maps).

Templo de Prambanan.

Nepal Van Java e Monte Sumbing

Nepal Van Java (Google Maps), nas encostas do Monte Sumbing (Google Maps), foi um dos highlights da minha última viagem para a Indonésia. O pitoresco vilarejo ainda é relativamente pouco conhecido entre os turistas estrangeiros e, na minha opinião, vale absolutamente a pena visitá-lo, em particular se combinado com a subida ao vulcão Sumbing, embora já do vilarejo as vistas sejam de tirar o fôlego. Que eu saiba, não há transporte público que chegue ao vilarejo. Junto com outros caras, preferi alugar uma scooter diretamente na guesthouse em Yogyakarta e, para quebrar a viagem, paramos na cachoeira Air Terjun Kedung Kayang (Google Maps), que não é nada mal e, no geral, recomendo.

Air Terjun Kedung Kayang.

Online não se encontram muitas hospedagens, ao contrário das guesthouses. Nós alugamos alguns quartos na Homestay Omah Biru (Google Maps). Outras duas guesthouses recomendadas são a Homestay Dua Saudara (Google Maps) e a Bintang Homestay (Google Maps); para reservar, você pode mandar uma mensagem por WhatsApp para o número que encontra no Google Maps.

Às 3:00 da manhã, enquanto subíamos ao topo do vulcão, dois outros turistas locais nos avisaram que, tecnicamente, para subir ao topo do vulcão é preciso fazer um registro neste ponto (Google Maps). Para nós já era tarde demais e não conseguimos fazer; de qualquer forma, não houve nenhum tipo de controle.

Dependendo de onde você estiver hospedado, pode economizar um pouco de subida e estacionar no início da trilha (Google Maps). Mas atenção, porque as ruas do vilarejo são extremamente íngremes: subir em duas pessoas numa scooter automática é difícil, se não impossível, e descer sem freio-motor exige bons freios. De qualquer forma, nós saímos por volta das 3:00 da manhã e chegamos à altura do Pos 3 Sunrise Point (Google Maps) para o nascer do sol por volta das 5:30.

A ideia era chegar ao topo propriamente dito, mas depois do nascer do sol o tempo fechou todo e, por isso, na altura do Pos 4 (Google Maps) demos meia-volta e voltamos. A trilha é realmente fácil de seguir e, no geral, bem conservada; de qualquer forma, você encontra as coordenadas de GPS no All Trails. Se você decidir chegar ao topo propriamente dito, saiba que são mais de 1.500 metros de desnível, então não é bem um passeio! Muitos locais parecem fazer a caminhada em dois dias, passando a noite em barraca; alguns pagam mototáxis (50 000 – 100 000 IDR) para cobrir a primeira parte da trilha até o Pos 1 (Google Maps). Fazer isso com o próprio veículo é proibido e, de qualquer forma, eu não recomendaria; ver para crer!

Nascer do sol no Pos 3.

Mount Merbabu

A subida ao Mount Merbabu (Google Maps), partindo de Yogyakarta, é uma caminhada relativamente popular. Dos estrangeiros cobram 350 000 IDR, o que acho realmente pouco razoável. No nosso caso não havia vagas disponíveis para o dia que tínhamos escolhido e por isso fiz outra coisa. Para fazer a caminhada é preciso, de fato, primeiro se registrar no site oficial e depois escolher uma das várias trilhas: Suwanting (All Trails), Merbabu (All Trails), Wekas (All Trails) e Thekelan (All Trails).

Em todos os casos falamos de um desnível nada desprezível, então não é para levar na brincadeira. Além disso, se você decidir fazer a caminhada num dia só saindo de Yogyakarta, recomendo partir bem cedo.

Outras coisas para fazer nos arredores de Yogyakarta

Aviso desde já que não visitei nenhuma das atrações a seguir, mas um amigo local me recomendou como um possível bate-volta saindo de Yogyakarta. Você poderia começar o dia visitando as cavernas Goa Pindul (Google Maps) e Goa Jomblang (Google Maps) para depois curtir a praia em Pantai Pok Tunggal (Google Maps) ou Pantai Sadranan (Google Maps). Por fim, antes de voltar a Yogyakarta, você poderia parar no HeHa Sky View (Google Maps), de onde se têm ótimas vistas da cidade.

Onde ficar em Yogyakarta?

Durante a minha última visita à cidade dormi no Ndalem Diajeng, ótimo custo-benefício; a proprietária é uma pessoa incrivelmente gentil e prestativa. Recomendo. Se você procura algo mais sofisticado, o Ostic House é um lindo hostel na principal área turística de Yogyakarta; muitas das camas dos dormitórios (com ar-condicionado) são individuais e não beliches, e há uma cozinha equipada e uma academia. Para quem procura algo luxuoso, o Java Villas oferece belos quartos a preços competitivos.

Como chegar a Yogyakarta?

Dependendo de onde você estiver, poderia considerar voos domésticos, que, se reservados com antecedência, podem ser realmente baratos. Por terra, a partir de Jacarta, Bandung ou Surabaya (ponto de partida para o monte Bromo), recomendo fortemente viajar de trem, que pode ser reservado na Traveloka. De e para Karimunjawa, você encontra instruções detalhadas logo abaixo.

Nepal Van Java.

Karimunjawa

Este arquipélago de 27 ilhas oferece praias intocadas de areia branca, recifes de coral vibrantes e um clima relaxado. Um ótimo destino para quem quer desligar por alguns dias e ainda relativamente pouco batido pelos viajantes internacionais.

N.b. O arquipélago inteiro faz parte de um parque nacional, então na chegada você vai precisar pagar 150 000 IDR durante a semana e 225 000 no fim de semana.

Pantai Alano.

O que fazer e ver em Karimunjawa

Na ilha principal, onde chega a balsa, há literalmente dezenas de praias; claro que não vi todas, mas as minhas preferidas são Pantai Bobby (Google Maps) e Pantai Alano (Google Maps). Cobram 5.000 IDR para entrar, mas vale absolutamente a pena, já que, ao contrário de tantas outras praias da Indonésia, essas são limpas e bem conservadas. Um pouco mais ao norte, você poderia ir a Pantai Barakuda (Google Maps), de onde dá para organizar barcos até a vizinha Pulau Cilik (Google Maps) para fazer um ótimo snorkeling. Sunset Beach (Google Maps), como o nome sugere, é popular no pôr do sol. A praia não é nada demais e é bem cheia; na noite em que estive lá havia um set de DJ e, de qualquer forma, bares e restaurantes não faltam. Se você procura um clima um pouco mais animado, pode ser uma boa para você.

Pantai Bobby.

Island Hopping Tour

Esse tour é oferecido na ilha um pouco em todo lugar e tem um roteiro bastante padrão: duas sessões de snorkeling e almoço em uma ilha, no meu caso Pulau Cemara besar (Google Maps). Ótima forma de passar o dia. A maioria das hospedagens e agências cobra 250 000 IDR, mas eu paguei 200 000 IDR reservando no CAFE WALAWARI (Google Maps), que, entre outras coisas, oferece também aluguel de scooter a preços realmente vantajosos.

Pulau Cemara Besar.

Onde ficar em Karimunjawa?

Eu dormi no KALINDA HOMEY, que tem tanto quartos privativos quanto um pequeno dormitório. Estrutura muito acolhedora, equipe adorável, café da manhã delicioso e ótima localização. Recomendo fortemente. Se por qualquer motivo você precisar passar a noite em Jepara, antes ou depois de visitar a ilha, perto do porto há um monte de guesthouses; eu dividi um quarto no Samudra Hotel.

Como chegar a Karimunjawa?

Se você vem de Yogyakarta, recomendo pegar a minivan oferecida pela DayTrans (Google Maps) e escolher como destino o Ferry Terminal de Jepara (Google Maps). Você pode reservar on-line no site oficial, na Traveloka ou ir direto ao escritório. Chegando a Jepara, você tem duas opções: o barco rápido da Express Bahari, que custa 200 000 IDR e que você pode reservar por conta própria usando o aplicativo (o barco costuma lotar na alta temporada, então é bom reservar com antecedência), ou a balsa lenta, que custa 100 000 IDR e que você pode reservar on-line neste site. No momento em que escrevi este guia, era preciso ter um banco local para fazer o pagamento. Outra opção é pegar a balsa de Semarang (Google Maps), que viaja à noite e, portanto, faz você economizar o dinheiro da hospedagem. Em Semarang há também um aeroporto com voos diretos para Bali e Jacarta. Qualquer que seja a opção escolhida, as ligações para a ilha não são diárias, então procure planejar seus deslocamentos. Os voos para a ilha, por sua vez, que eu saiba, não voltaram a operar depois da covid.

Se, por outro lado, você vem do leste, há ônibus diretos do Terminal Bungurasih de Surabaya (Google Maps) para o terminal de Jepara (Google Maps). Eu viajei no sentido contrário; havia um ônibus às 8:30, 165 000 IDR com almoço incluído, cerca de 8 horas de viagem. Pelo menos no momento em que escrevi este guia, não era possível reservar on-line. Recomendo se informar no local.

Monte Bromo.

N.b. Os destinos a seguir, Malang, Bromo, Tumpak Sewu e Ijen, oferecem diversas soluções de deslocamento. Se você tem pouco tempo, não quer dirigir nem usar o transporte público, vale absolutamente a pena considerar um tour, porque os preços são muito competitivos. No fundo, mais do que um tour, trata-se de um táxi compartilhado que pode levar você a Bromo, Tumpak Sewu, Ijen e encerrar a viagem no porto para pegar a balsa direta para Bali. Como alternativa, você poderia fazer só Bromo e Ijen ou só Bromo e Tumpak Sewu; há um monte de opções e, na prática, principalmente se você viaja em grupo, pode montar um roteiro sob medida. Obviamente, tudo isso pode ser organizado também no sentido inverso, chegando de Bali.

A alternativa que recomendo a quem quer um pouco mais de independência é alugar uma scooter em Malang (eu aluguei na Rental Motor Malang FALSUD) ou em Probolinggo e fazer o circuito em anel Malang, Bromo e Tumpak Sewu ao longo de vários dias. As distâncias são curtas e as estradas estão em boas condições. Por fim, você poderia decidir se deslocar de transporte público; você encontra mais informações nas seções dedicadas a cada destino.

Malang

Malang não é um destino particularmente popular entre os viajantes, mas pode ser uma ótima base para explorar a região de scooter ou visitar Tumpak Sewu num bate-volta.

O que fazer e ver em Malang

Como adiantei, na cidade não há muito o que fazer; a única atração de verdade é o Kampung Warna Warni Jodipan, ou “vilarejo arco-íris” (Google Maps). Trata-se de um belo projeto de requalificação e valorização de um bairro muito pobre da cidade, onde as casas, os telhados e as vielas foram pintados de cores vivas, transformando na prática o bairro numa atração turística. Na minha opinião nada de excepcional, mas com certeza uma boa forma de passar uma horinha. A entrada custa 10 000 IDR.

Malang é também uma ótima base para organizar a caminhada ao vulcão Semeru (Google Maps), que, com 3.676 m, é o mais alto da ilha de Java. Estava particularmente ativo durante a minha última visita, por isso não dava para subir, mas um cara local que conheci em Yogyakarta, que ao longo dos anos já fez todos os vulcões de Java, descreveu para mim essa como a sua subida preferida. A caminhada normalmente é concluída em 2-3 dias (All Trails).

Vilarejo arco-íris.

Onde ficar em Malang?

Eu passei uma noite no Condro Wulan Hostel, hostel muito bonitinho e equipe adorável numa área residencial fora do centro. A localização não é muito cômoda, mas eu recomendaria mesmo assim. Um Grab do centro não é nada caro. Os preços dos tours para Bromo, Tumpak Sewu e Ijen são muito competitivos.

Como chegar a Malang?

Malang é bem conectada de trem com os principais destinos da região: Yogyakarta, Surabaya, Probolinggo (Bromo) e Banyuwangi (Ijen). Você pode reservar on-line na Traveloka. Se você vem de Karimunjawa para o Terminal Bungurasih de Surabaya (Google Maps), da plataforma 7 saem com frequência ônibus expressos por 40 000 IDR.

Monte Bromo

Este é sem dúvida o mais famoso dos vulcões da ilha de Java e também uma das minhas paisagens preferidas de todas as minhas viagens, tanto que estive lá duas vezes ao longo dos anos, coisa que normalmente tendo a evitar. Curta essa paisagem surreal o máximo que puder!

Nascer do sol no monte Bromo.

O que fazer e ver no Monte Bromo

Antes mesmo de chegar ao Monte Bromo, se você viaja de scooter ou tem um motorista particular, pode considerar a ideia de parar na cachoeira Air Terjun Madakaripura (Google Maps). É uma cachoeira realmente impressionante que, infelizmente, um pouco como o resto da região, parece ter sido tomada pela “máfia local”. Durante a minha última visita, a cachoeira estava até oficialmente fechada por causa de fortes chuvas que tinham danificado a estrada, mas os locais tinham decidido que dava para visitar mesmo assim, desde que se pagasse pelo guia obrigatório e pelo serviço de táxi. Leia algumas avaliações recentes, mas, se as coisas não mudaram, por mais bonita que seja a cachoeira, eu evitaria apoiar esses comportamentos.

Quando chegar a Cemoro Lawang (onde fica a entrada do parque nacional e o ponto de partida das trilhas para os principais mirantes), você finalmente pode curtir a vista incrível do Monte Bromo e do Monte Semeru ao fundo. No vilarejo são oferecidos vários tours, mas não é necessário participar de nenhum para aproveitar plenamente este lugar extraordinário.

Embora seja extremamente popular e muitas vezes lotado, o nascer do sol no monte Bromo visto do mirante Seruni é praticamente obrigatório (Google Maps); se você tem vontade de caminhar um pouco mais, eu pessoalmente recomendo subir até King Kong Hill (Google Maps).

Nascer do sol em King Kong Hill.

No vilarejo é oferecido transporte a cavalo ou de Jeep (até um certo ponto, a pouca distância de Seruni), mas, sinceramente, não é necessário de jeito nenhum. Basta sair cedo de manhã e você chega tranquilamente ao mirante a pé. Todos os mirantes são gratuitos e não exigem o pagamento do ingresso do parque nacional!

Depois de ver o nascer do sol, todos os tours organizados vão então à cratera propriamente dita do Monte Bromo. Isso a deixa bastante lotada; por isso, se você decidir passar mais uma noite em Cemoro Lawang, o meu conselho é visitar a cratera à tarde. De qualquer forma, você vai precisar pagar a entrada do parque (220 000 IDR, que chegam a 320 000 IDR nos fins de semana e feriados locais)

Você pode tranquilamente caminhar até a cratera do vulcão (Google Maps); saindo do vilarejo são cerca de 45 minutos a pé. Se quiser, pode subir ao topo do vizinho vulcão Batok (Google Maps). Se você quer evitar pagar a entrada, há várias trilhas não oficiais para entrar no parque, como a deste ponto (Google Maps) e a deste outro ponto (Google Maps).

Cratera do Monte Bromo.

Onde ficar em Cemoro Lawang (Monte Bromo)?

Durante a minha última visita dividi um quarto na Gigafa homestay, nada de mais, mas em pleno agosto não havia muita escolha, e essas guesthouses, um pouco fora de Cemoro Lawang, tendem a ser mais baratas; se você tem o seu veículo, são uma boa ideia. Se viaja de transporte público, recomendo dormir em Cemoro Lawang.

Como chegar a Cemoro Lawang (Monte Bromo)?

Chegar ao vulcão, e mais precisamente ao vilarejo de Cemoro Lawang, é bastante fácil. Se você viaja de scooter, a estrada está em ótimas condições; o único conselho que posso dar é pegar uma scooter de cilindrada grande, em particular se for dividi-la. A estrada que leva ao vilarejo é, em alguns trechos, realmente íngreme. De e para a cachoeira Tumpak Sewu, você pode dirigir através do parque nacional pelo que é chamado de “sea of sand”. Trata-se, porém, de uma estrada arenosa que exige boa habilidade ao volante; vi pessoalmente um monte de gente cair. Além disso, a menos que você decida deixar Cemoro Lawang no mesmo dia em que visita o parque nacional, vai precisar pagar a entrada de novo, porque a estrada o atravessa. No fim das contas, considere a ideia de fazer a “volta maior”.

De transporte público, a cidade que funciona como ponto de conexão é Probolinggo; quer você tenha chegado do oeste ou do leste, pegue o primeiro trem direto para Probolinggo (Google Maps). Você pode reservar na Traveloka. Quando chegar à estação de trem, pegue um Grab até a rodoviária de Bayuangga (Google Maps). Do aeroporto de Surabaya há ligações frequentes de ônibus público direto para a rodoviária de Bungurasih.

Nota bene! Quando chegar a Probolinggo, seja de ônibus ou de trem, começam os “problemas”. Se você chegar de ônibus vindo de Surabaya ou Banyuwangi (vulcão Ijen), desça só quando chegar à rodoviária de Bayuangga; desconfie de qualquer pessoa que mande você descer em qualquer outro ponto, e isso inclui também o motorista. Chegando à rodoviária (mas também à estação de trem), você será literalmente cercado por pessoas que no início podem ser simpáticas, mas, se você não fizer o que elas dizem, em alguns casos podem ficar agressivas. Ignore-as desde o começo e, de qualquer forma, prepare-se para o que provavelmente será uma situação pouco agradável.

De qualquer forma, as minivans diretas para Cemoro Lawang saem de logo fora do terminal, à direita (Google Maps), quando chegam a 10/15 passageiros. Repito: ignore qualquer pessoa que tente ajudar você, ou que diga que as hospedagens em Cemoro Lawang estão todas lotadas, ou qualquer outra besteira que inventem; não dê seu dinheiro adiantado a ninguém e pague somente depois que o ônibus/minivan tiver partido. Se a minivan parar no caminho em falsos check points do parque nacional, não tire um centavo do bolso: a entrada de verdade fica no fim do vilarejo, e a única taxa que você deve pagar é de 10.000 IDR para a conservação do vilarejo. Se você viaja em grupo ou não tem um orçamento limitado, considere a ideia de dividir um Grab até o vilarejo para evitar qualquer tipo de problema.

A estrada que atravessa o “sea of sand”.

Cachoeira Tumpak Sewu

A icônica cachoeira Tumpak Sewu (Google Maps) é sem dúvida uma das mais famosas da Indonésia. A situação pode ficar extremamente lotada nas horas centrais do dia, sobretudo nos fins de semana, mas vale a pena visitá-la mesmo assim, porque é realmente impressionante. Se você entrar por este lado (Google Maps), cobram 50 000 IDR para acessar o terraço panorâmico; de lá dá para descer até a cachoeira propriamente dita, onde cobram mais 50 000 IDR. Quando estiver lá embaixo, recomendo também caminhar até a cachoeira Goa Tetes (Google Maps), onde você vai encontrar uma trilha que sobe atravessando a cachoeira até uma pequena caverna. Se você entrar direto pelo lado oposto, sem passar, portanto, pelo terraço panorâmico, teoricamente deveria pagar só os 50 000 IDR da entrada (Google Maps).

Embora muita gente, inclusive eu, que tinha um trem para pegar, visite só Tumpak Sewu, nos arredores há pelo menos outras quatro cachoeiras dignas de nota que valem a visita, se você tiver tempo: Coban Ciblungan (Google Maps), Air Terjun Kabut Pelangi (Google Maps), Air Terjun Kapas Biru (Google Maps) e Coban Sriti (Google Maps).

Cachoeira Tumpak Sewu.

Onde ficar na cachoeira Tumpak Sewu?

Se você tem tempo e, sobretudo, não quer visitar só a cachoeira Tumpak Sewu, acho que vale a pena passar uma noite nos arredores, talvez até duas, dependendo da hora em que chegar. De qualquer forma, eu dividi um quarto na D’corner Homestay. Eles têm também um dormitório. A estrutura não é nada de excepcional, mas o pessoal é muito gentil. No geral, recomendo. Uns vinte minutos a pé da cachoeira e perto de um bom warung barato.

Como chegar à cachoeira Tumpak Sewu?

Como já disse, se você viaja de scooter, de e para Bromo, pode dirigir através do parque nacional pelo que é chamado de “sea of sand”. Trata-se, porém, de uma estrada arenosa que exige boa habilidade ao volante; vi pessoalmente um monte de gente cair. Para a maioria das pessoas, acho preferível fazer a “volta maior”.

De transporte público, acho que sempre compensa passar por Malang: do Terminal Bayangan Gadang (Google Maps) pegue o ônibus direto para Lumajang e desça na estrada, na altura da cachoeira. Se você pretende ir à cachoeira num bate-volta, procure sair cedo de manhã, porque o último ônibus para voltar a Malang deve ser por volta das 15:00.

Cachoeira Tumpak Sewu.

Banyuwangi e Bondowoso (Kawah Ijen)

Kawah Ijen, comumente chamado só de “Ijen”, é um vulcão talvez não tão fotogênico quanto o “vizinho” monte Bromo, mas indubitavelmente espetacular e que vale com certeza a visita dentro de um roteiro pela ilha de Java. Trata-se de um vulcão ativo com uma mina de enxofre dentro da cratera, que está em boa parte cheia de água e forma um lago ácido de um azul realmente particular.

De Djawatan Forest.

Kawah Ijen

A caminhada ao vulcão costuma ser feita à noite, de modo a ver primeiro o “fogo azul”, causado pela saída de enxofre em chamas no fundo da cratera, e depois subir ao topo para admirar o nascer do sol: uma experiência inesquecível.

O único ponto negativo de toda a experiência é ver os pobres mineradores locais carregando para cima e para baixo do vulcão enormes quantidades de enxofre e tendo que desviar dos inúmeros turistas que lotam a trilha.

Banyuwangi é a principal porta de entrada para visitar o vulcão Ijen, dada a proximidade com Bali e o acesso à prática rede ferroviária que liga a cidade ao resto da ilha. Se quiser, ele poderia de qualquer forma ser visitado também pelo oeste, passando por Bondowoso. De qualquer modo, a escolha mais prática e econômica para visitar a cratera do vulcão é recorrer a um tour, partindo de uma das duas cidades. O transporte público é inexistente.

Usar Banyuwangi ou Bondowoso como ponto de partida faz pouca diferença, deveria ser exclusivamente uma escolha logística; se, por exemplo, você chega do oeste e segue para o leste (Bali), poderia escolher Bondowoso e, por meio do tour, organizar o traslado até Banyuwangi, de onde depois se pega a balsa para Bali. Na prática, você também poderia simplesmente ir direto a Banyuwangi e organizar tudo de lá. Eu escolheria essa opção, nem que fosse porque assim você pode se deslocar com conforto de trem.

Nascer do sol no Monte Ijen.

Qualquer que seja a sua escolha, o tour ao vulcão pode custar de 500.000 IDR a 750.000 IDR; o preço tipicamente inclui transporte, guia, entrada no parque e máscara de gás (a cratera é, para todos os efeitos, uma mina de enxofre e as emissões de gás são extremamente nocivas). Se você organizar o tour a partir de Banyuwangi, às vezes inclui-se também a visita a duas cachoeiras que ficam no caminho.

A trilha que leva à cratera tem cerca de 3 km, é bastante íngreme e, se você estiver em forma, dá para cobrir a distância em menos de uma hora. De qualquer forma, lembre-se de levar pelo menos um moletom para quando chegar ao topo e uma lanterna, caso o tour não forneça. Se quiser economizar um pouco, você poderia organizar só o transporte; o guia não é necessário de jeito nenhum.

Para concluir, se você decidir se hospedar em Banyuwangi, poderia considerar a ideia de visitar a De Djawatan Forest (Google Maps). Aqui há árvores centenárias realmente fascinantes. Nada de excepcional, mas, se você tiver algumas horas antes ou depois de subir ao vulcão, vale com certeza dar um pulo lá. A entrada custa 17 000 IDR. Para ir, dividi um Grab com uma amiga e depois pedimos que nos levassem direto ao cais para pegar a balsa para Bali.

De Djawatan Forest.

Onde ficar em Banyuwangi e Bondowoso?

Banyuwangi: Eu dividi um quarto no Good Feeling Ijen Banyuwangi, quartos limpos e baratos, equipe gentil e prestativa. O Ijen Backpacker e o Ninap hostel parecem duas ótimas opções se você procura um dormitório.

Bondowoso: Aqui há bem menos opções para dormir; o Ijen Bondowoso Home Stay não parece tão ruim assim.

Como chegar a Banyuwangi e Bondowoso?

Banyuwangi: de e para Probolinggo há ônibus diretos, mas, como você deve ter lido antes, o terminal rodoviário de Probolinggo é simplesmente um pesadelo. Se quiser evitar discussões inúteis, pegue o trem: é mais confortável, custa menos e você não precisa lidar com os golpistas de que falei antes. Você pode reservar on-line na Traveloka.

De e para Bali há ligações frequentes do terminal Mengwi Bus Terminal de Denpasar (Google Maps) ao terminal Terminal Bus Pelabuhan Gilimanuk (Google Maps). Você pode reservar por WhatsApp com a Sehati Bus; os números e horários estão na página do Instagram deles, e eu paguei 50 000 IDR. Do porto de Gilimanuk (Google Maps) a balsa faz o vaivém para o porto de Ketapang (Google Maps), logo na saída de Banyuwangi, com frequência, dia e noite; custa 15 000 IDR e você pode reservar on-line neste site. Pelo menos no momento em que escrevi este guia, era preciso ter um banco local para fazer o pagamento. Perto do porto há quem possa fazer isso por você em troca de uma pequena comissão.

Bondowoso: de e para Probolinggo a única opção disponível é o ônibus. Se você vem de Bali e quer seguir para Bromo, depois de subir à cratera, pode organizar o tour de modo a ser deixado em Bondowoso. De lá você pode então pegar o ônibus para Probolinggo ou simplesmente voltar a Banyuwangi e pegar o trem.

A carga que os pobres mineradores levam nos ombros.

BALI

Bali é de longe a ilha mais popular e turística de todo o arquipélago indonésio. Estive em Bali pela primeira vez em 2016 e a última vez em 2024; dizer que a ilha mudou bastante ao longo dos anos seria muito pouco. Claro que depende inteiramente do que você procura, mas, no que me diz respeito, o sul de Bali agora é “para evitar”: a Indonésia e a própria Bali têm muito mais a oferecer.

N.b. Dadas as dimensões compactas, Bali se presta muito bem a ser explorada de scooter. Se você viaja suficientemente leve, recomendo fortemente alugar uma scooter assim que chegar e ficar com ela durante toda a estadia.

Na minha última visita cheguei de Java a Denpasar e aluguei uma scooter na Bali Rental Motor BRM Rent Bike In Bali (Google Maps), e dá para levá-la também para Lombok. Paguei 1 milhão por 17 dias de aluguel. Dito isso, há literalmente dezenas de locadoras no sul de Bali onde alugar uma scooter; dependendo de onde você estiver hospedado, uma simples busca no Google Maps deve dar várias opções.

Monte Agung.

Sul de Bali (Denpasar, Kuta, Seminyak, Legian e Sanur)

O sul de Bali é a principal área turística da ilha e também de todo o país. Como adiantei, não sou exatamente fã dessa área. Mas é igualmente verdade que, se você procura comodidade, serviços, restaurantes ocidentais, vida noturna etc. etc., então ela pode ser uma boa para você.

O que fazer e ver no Sul de Bali (Denpasar, Kuta, Seminyak, Legian e Sanur)

Por comodidade, nesta seção você encontra informações sobre todos os destinos recém-citados, que fazem parte do que se poderia chamar de “área metropolitana de Denpasar”. O que no passado eram pequenos vilarejos bem distintos, em consequência do desenvolvimento puxado pelo turismo, hoje são de fato indistinguíveis uns dos outros.

Kuta

Kuta (Google Maps) é provavelmente o destino mais ocidentalizado da ilha; aqui você pode esperar encontrar inúmeros bares e baladas onde encher a cara por poucos euros, as principais redes como McDonald’s, Starbucks, Hard Rock, mas também uma praia nada má onde dá para surfar. Uma área que com certeza é superlotada, sobretudo na alta temporada.

Seminyak e Legian

Seminyak (Google Maps), que fica um pouco mais ao norte de Kuta, é outro destino popular na área metropolitana de Denpasar e provavelmente também o mais refinado da região, com numerosas acomodações de luxo e, por isso, com preços um pouco mais altos. A praia é bonitinha, menos lotada e cheia de bares/quiosques, mas, ao contrário de Kuta, não é boa para surfar. Entre Seminyak e Kuta encontramos por fim Legian (Google Maps), que pode ser considerada, para todos os efeitos, um meio-termo entre as duas.

Templo de Uluwatu.

Canggu

Canggu (Google Maps) fica a uns dez quilômetros ao norte; no passado era decididamente a localidade menos lotada e turística entre as da costa oeste nos arredores de Denpasar, mas nos últimos anos viveu uma verdadeira explosão por ser particularmente popular entre os nômades digitais. Aqui você pode esperar a clássica atmosfera de notebook em todo café, restaurantes veganos, coworking spaces e estúdios de ioga em cada esquina.

A praia e o surfe não são nada maus e a vida noturna também não deve nada às praias mais ao sul.

Sanur

Sanur (Google Maps), ao contrário de todas as localidades recém-citadas nos arredores de Denpasar, fica na costa leste e é uma das áreas de resorts mais antigas da ilha, considerada um destino para idosos e famílias. O clima é de longe mais relaxado do que na costa oeste, a praia é bonitinha e decididamente menos lotada, mas não é boa para surfar; tem, em compensação, boas condições para kitesurf. Sanur é também a base ideal para excursões às ilhas Nusa Penida, Lembongan e Ceningan (os barcos saem do porto de Sanur), além de vários outros destinos no leste da ilha, caso você queira fazer só passeios de um dia sem trocar de base.

Tanah Lot ao pôr do sol.

Atrações no sul de Bali

Para concluir esta seção dedicada ao que eu gosto de chamar de área metropolitana de Denpasar, qualquer um dos destinos recém-descritos pode ser usado como base para explorar as atrações dos arredores do sul de Bali. Muita gente organiza passeios de um dia para todo o resto da ilha sem nunca sair desta área, mas eu acho pouco sensato.

Tanah Lot (Google Maps), um dos templos mais icônicos da ilha e particularmente deslumbrante (e popular) ao pôr do sol, fica na costa, cerca de 10 km ao norte de Canggu. Taman Ayun (Google Maps) fica, por sua vez, cerca de 25 km ao norte de Denpasar e costuma ser menos lotado. Recomendo alugar uma scooter ou se deslocar de táxi e visitar o segundo à tarde, antes de seguir para Tanah Lot para o pôr do sol. Dependendo de onde estiver hospedado, você poderia também dar um pulo na cachoeira Tegenungan (Google Maps).

A Península de Bukit, que fica ao sul de Denpasar, é particularmente famosa pelo templo de Uluwatu (Google Maps), sem dúvida um dos mais espetaculares da ilha; posicionado no alto de um penhasco que despenca sobre o mar, é realmente cenográfico e vale com certeza uma parada. Recomendo dar um pulo em Suluban Beach (Google Maps), uma pequena praia a que se chega descendo escadarias; não é particularmente boa para nadar, mas é encravada entre os penhascos e é realmente bonitinha. No alto do penhasco há depois vários bares e locais onde dá para observar os surfistas ou simplesmente admirar o pôr do sol. O Delpi Cafe é particularmente charmoso. A área é chamada de “Blue Point”. Outras praias que valem a pena na península são com certeza Balangan Beach, Bingin Beach e Padang Padang.

Templo de Taman Ayun.

Onde ficar no sul de Bali (Denpasar, Kuta, Seminyak, Legian, Canggu e Sanur)?

Há literalmente milhares de hospedagens nesta parte de Bali, mas, se você não se interessa pela vida noturna e procura só um lugar tranquilo e estratégico tanto para chegar ao aeroporto quanto para pegar as speed boats rumo às ilhas Nusa e Gili, posso recomendar o Suwardika Homestay & Dormitory. É uma homestay de verdade dentro de uma casa balinesa tradicional, com direito a templozinho. A família é realmente gentil e hospitaleira. Outras hospedagens em que fiquei pessoalmente, dividindo um quarto, e que posso recomendar são o Nakula Familiar Inn em Denpasar, o Kampoeng Saya em Seminyak e o New Mekar Jaya Hotel em Kuta.

Como chegar ao sul de Bali (Denpasar, Kuta, Seminyak, Legian e Sanur)?

Para as ligações de e para o aeroporto de Bali, se você viaja leve, há uma entrada de pedestres comodíssima (Google Maps) onde você pode pegar um mototáxi ou ser deixado por uns trocados, comparado aos preços que cobram dentro do aeroporto. É literalmente 5 minutos a pé da saída do terminal. Caso contrário, normalmente reservar o traslado pela Klook é mais vantajoso do que um táxi comum, e há uma espécie de lounge oficial onde esperar com a equipe da Klook, que pode ajudar você a contatar o motorista, se precisar. O transporte público de e para o aeroporto é praticamente inexistente.

Apresentação de dança e música tradicionais.

Ubud

Tornada célebre pelo livro Comer, Rezar, Amar, a pequena cidade que aos olhos dos visitantes parece um único aglomerado de edifícios é, na realidade, formada por nada menos que 14 vilarejos diferentes que, porém, dada a forte expansão causada pelo turismo, hoje é difícil distinguir. Um pouco como o sul de Bali, na minha opinião, o clima autêntico se foi há tempos e deu lugar a hordas de turistas, ruas congestionadas e lojas de souvenirs. Ubud continua sendo, de qualquer forma, uma ótima base para explorar os numerosos pontos de interesse dos arredores.

Templo de Pura Tirta Empul.

O que fazer e ver em Ubud

Quando se fala de Ubud e em particular do seu centro, faz-se referência à área onde ficam o mercado central (Google Maps), já transformado em um mercado de souvenirs, e o Palácio de Ubud (Google Maps). Nos arredores há numerosos templos que vale a pena visitar, entre os quais Taman Saraswati (Google Maps) e Pura Gunung Lebah (Google Maps); aqui, se quiser, dá para completar um breve percurso que, se o tempo permitir, oferece vistas do Monte Agung (Google Maps).

Obviamente a visita a Ubud não pode ser considerada completa sem passear na famosa Monkey forest (Google Maps): uma floresta/santuário onde dezenas de macacos vagam livres entre as árvores e algumas ruínas. Embora extremamente turístico, não é tão ruim assim. Além disso, durante a minha visita havia belas apresentações de dança e música tradicionais. A entrada custa 100 000 IDR; evite levar comida com você, pois os macacos com certeza tentariam roubá-la, muitas vezes de forma agressiva.

Monkey Forest.

Outros templos que exigem um pouco mais de estrada, mas que podem ser visitados tranquilamente num bate-volta saindo de Ubud, são o Goa Gajah (Caverna do Elefante) (Google Maps), Gunung Kawi Tampaksiring (Google Maps), Pura Kehen (Google Maps) e Pura Tirta Empul (Google Maps). Este último é o templo onde se pode participar do tradicional rito de “purificação” com a água.

Se você sair cedo de manhã para o tour que acabei de descrever, poderia acrescentar uma visita aos famosos terraços de arroz de Tegalalang (Google Maps) como primeira parada, para evitar as multidões de turistas, a cachoeira Tukad Cepung (Google Maps), que fica a poucos quilômetros de Pura Kehen, e o vilarejo tradicional Desa Wisata Penglipuran (Google Maps). Outras cachoeiras perto de Ubud que valem a pena são Tibumana (Google Maps) e Kanto Lampo (Google Maps).

Terraços de arroz de Tegalalang.

Onde ficar em Ubud?

Na minha última visita dividi um quarto na Bulan Bali Guest House. Nada de excepcional, mas, se você procura algo barato, não é tão ruim assim.

Como chegar a Ubud?

Se você não se desloca de scooter, Grab, Gojek e Indrive são sempre uma opção válida e, no geral, barata se dividida. A Perama oferece shuttles a preços honestos. Por fim, você poderia pegar um bemo (transporte local) no Terminal Batubulan (Google Maps).

Centro de Bali (Munduk e Bedugul)

Bedugul é o nome usado para indicar a área que fica no centro da ilha, formada por alguns vilarejos, entre os quais o vilarejo de Bedugul e Munduk, ali perto. A área inteira se estende ao redor de três crateras de origem vulcânica.

Os arrozais de Jatiluwih.

O que fazer e ver no Centro de Bali (Munduk e Bedugul)

Antes mesmo de chegar a Bedugul, vindo do sul de Bali ou de Ubud, há algumas paradas interessantes, como os arrozais de Jatiluwih (Google Maps), que estão sem dúvida entre os mais bonitos e extensos de toda a ilha. Ao longo da estrada principal, neste ponto (Google Maps), cobram 50 000 IDR para acessar o vilarejo e os terraços de arroz. Se quiser evitar pagar, você pode estacionar no templo Pura Luhur Besikalung (Google Maps) e subir a pé. Ali perto ficam as fontes termais Air Panas Angseri (Google Maps). Há também duas cachoeiras bonitinhas ao longo da estrada: Air Terjun Leke Leke (Google Maps) e Air Terjun Nungnung (Google Maps).

Em Bedugul propriamente dita, a atração número um é sem dúvida o Templo Ulun Danu Beratan (Google Maps), que fica às margens do lago Beratan e é indubitavelmente um dos templos mais bonitos, icônicos e, infelizmente, lotados da ilha. Na minha última visita a Bali passei de scooter e o estacionamento estava cheio de ônibus de excursão; não ouso imaginar como estava a situação lá dentro. Honestamente, não estou convencido de que valha a pena ir. O mesmo vale para o popular portal balinês “Bali Handara Gate” (Google Maps), ali perto, onde é preciso literalmente entrar na fila (e pagar) para tirar uma foto. Sei lá.

Air Terjun Melanting.

Embora não exatamente em Bedugul, a Sekumpul Waterfall (Google Maps) é relativamente acessível a partir daqui. É uma das cachoeiras mais bonitas de Bali, mas infelizmente agora obrigam você a contratar um guia por 150 000 IDR por pessoa, mais outros 20 000 IDR de entrada. Na mesma área há outras duas cachoeiras: Hidden Waterfall (Google Maps) e Fiji (Google Maps); as trilhas estão traçadas no Organic Maps. Não há necessidade nenhuma de guia. Pessoalmente, eu evitaria apoiar essa gente.

Em Munduk a situação é decididamente menos lotada e você poderia literalmente passar dias inteiros indo de uma cachoeira a outra. Recomendo começar pela Air Terjun Munduk (Google Maps) e depois descer a pé até as outras cachoeiras; as trilhas e as várias cachoeiras, como as Golden Valley Waterfalls (Google Maps), estão traçadas no Organic Maps. Se quiser, você poderia descer até a Air Terjun Melanting (Google Maps). Outras cachoeiras não muito distantes de Munduk são as impressionantes Cachoeiras gêmeas Banyumala (Google Maps).

Para concluir, você poderia explorar os terraços de arroz (Google Maps) ao pôr do sol e jantar no icônico Warung Heaven (Google Maps).

Air Terjun Munduk.

Onde ficar em Munduk?

Na minha última visita dividi um quarto na Taman Ayu Homestay. Ótimo custo-benefício e bela vista do vale direto do quarto. Equipe gentil e prestativa.

Como chegar a Munduk?

Se você não se desloca de scooter, Grab, Gojek e Indrive são sempre uma opção válida. A Perama oferece shuttles a preços honestos.

Arrozais de Munduk.

Lovina

Lovina, na costa norte da ilha, é um dos meus destinos preferidos em Bali; a área é relativamente pouco turística e o clima, decididamente relaxado; a praia não está entre as melhores, mas também não é tão ruim assim.

O que fazer e ver em Lovina

Antes mesmo de chegar a Lovina, na estrada que desce para Lovina, você poderia parar nas cachoeiras Gitgit (Google Maps) e Aling-Aling (Google Maps).

As águas ao largo de Lovina são frequentadas por golfinhos, que são avistados praticamente todos os dias, e é por isso que no centro da praça principal há uma enorme estátua dedicada a esses lindos animais e, não por acaso, todo estabelecimento turístico da cidade oferece passeios para vê-los.

De Lovina também dá para organizar tours de mergulho e snorkeling no não tão distante parque nacional Taman Nasional Bali Barat, com um fundo do mar realmente colorido e condições ótimas. Considerando, porém, que se trata de um parque nacional, fiquei realmente decepcionado com a quantidade de lixo na praia.

Outra atração popular nos arredores de Lovina, para variar, são as numerosas cachoeiras. Se você já foi a Gitgit e Aling-Aling, poderia visitar Sing Sing (Google Maps) e Blahmantung (Google Maps), parando depois no Brahma Vihara Arama (Google Maps), o maior templo budista da ilha. Não muito longe ficam as fontes termais Banjar (Google Maps).

Como chegar a Lovina?

Se você não se desloca de scooter, Grab, Gojek e Indrive são sempre uma opção válida. A Perama oferece shuttles a preços honestos.

Compre frutas da senhora simpática que fica na praça!

Leste de Bali (Padang Bai, Kintamani, Amed e Amlapura)

A parte leste da ilha é de longe a minha preferida. Longe do caos do sul de Bali, oferece não só um clima mais tranquilo e preços mais baixos, mas também um monte de atrações interessantes.

O que fazer e ver no Leste de Bali (Padang Bai, Kintamani, Amed e Amlapura)

Falamos de uma área muito extensa, com muitas atrações entre um destino e outro; vou tentar usar uma certa lógica, mas depois deixo para você otimizar os deslocamentos de acordo com os seus interesses.

Padang Bai

Padang Bai é uma pequena cidade portuária visitada principalmente porque do seu porto saem as embarcações para as ilhas Gili e a ilha de Lombok; embora para muitos seja simplesmente um lugar de passagem, se você tiver tempo vale a pena passar um par de dias por lá. A praia principal, onde fica o porto, não é nada bonita, mas basta se deslocar até a baía seguinte, para leste ou para oeste, para encontrar ótimas praias. Blue Lagoon (Google Maps), a leste, não é ruim e oferece um ótimo snorkeling, enquanto Bias Tugel (Google Maps), a oeste, é uma linda praia de areia branca boa para nadar. Há por fim alguns templos que você poderia visitar: Pura Luhur Silayukti (Google Maps) e, fora da cidade, Pura Goa Lawah (Google Maps), que tem uma caverna cheia de morcegos que o torna um pouco mais interessante, mas nada de excepcional.

Praia de Bias Tugel.

Kintamani (Monte Batur)

Antes mesmo de chegar a Kintamani, deslocando-se para o norte a partir de Padang Bai, você poderia parar na cachoeira Gembleng (Google Maps), onde fica a icônica piscina de borda infinita natural. A cachoeira em si não é nada demais, mas, na minha opinião, é talvez a mais bem administrada da ilha: nenhuma máfia nem guia obrigatório, pede-se uma simples doação na entrada e há um belo restaurante com um ótimo panorama e comida boa. Ali perto, na estrada, você pode parar nos arrozais de Sidemen (Google Maps). Por fim, acho que vale a pena visitar o Templo Besakih. Na minha opinião, o mais impressionante da ilha.

Feita essa introdução, Kintamani é uma área montanhosa a nordeste de Bali e é particularmente famosa graças ao Monte Batur e ao lago de mesmo nome que encontramos em suas encostas. Entre os dois fica o pequeno vilarejo de Toya Bungkah, que abriga a maior parte das estruturas turísticas da área e serve de ponto de partida para as caminhadas, em particular para a popular subida para ver o nascer do sol no Monte Batur (Google Maps)

Embora muitos prefiram entrar em um tour organizado, ao contrário do que o pessoal do lugar quer fazer você acreditar, não é ilegal subir ao topo sem estar acompanhado de um guia. Há um monte de trilhas diferentes (All Trails) (All Trails) (All Trails). Infelizmente, muitos comentários recentes parecem indicar que a máfia local assumiu o controle e obriga a pagar valores exorbitantes por um guia inútil. Eu evitaria apoiar essa postura. De qualquer forma, espere muita gente para admirar o nascer do sol, especialmente na alta temporada. Se você não está a fim de se esforçar, há vários bares/restaurantes que oferecem vistas fantásticas do vulcão e abrem convenientemente ao nascer do sol, como o AKASA Specialty Coffee (Google Maps), ou, se preferir, você pode simplesmente parar na beira da estrada.

A subida ao Mount Batur é de longe a principal atração da área, mas, já que você está por aqui, poderia visitar também o Pura Ulun Danu Batur, um dos templos mais importantes de Bali.

Nascer do sol no Monte Batur.

Amed

Amed e arredores foi uma das últimas regiões de Bali a receber o impulso econômico do turismo e ainda hoje continua sendo uma das áreas menos turísticas. Mesmo na minha última visita, em pleno agosto, não dava a impressão de ser tão lotada assim.

De qualquer forma, o motivo pelo qual a grande maioria dos turistas vai a Amed são os ótimos pontos para mergulho e snorkeling.

O mais popular é o do naufrágio do Liberty em Tulamben, um navio da marinha americana afundado em 1942 por um submarino japonês. Eu pessoalmente não mergulhei em Amed, mas alguns amigos apaixonados por mergulho me disseram que vale absolutamente a pena. Se você quiser fazer snorkeling, pode fazer por conta própria em Pantai Jemeluk (Google Maps) e Lipah (Google Maps).

O naufrágio do Liberty.

Amed também pode ser usada como base para visitar o vizinho Templo Pura Penataran Agung Lempuyang (Google Maps), que se tornou particularmente popular no Instagram graças aos famosos “portões do paraíso” com o Mount Agung ao fundo. Sempre me recusei a visitá-lo, então não falo por experiência própria, mas um amigo me disse que na alta temporada o pessoal fica horas na fila só para tirar a icônica foto. Estive, por outro lado, no vizinho Lahangan Sweet (Google Maps), onde, entre as várias plataformas, construíram uma réplica dos “portões do paraíso”. A entrada custa 50 000 IDR, panorama fantástico do Monte Agung e, surpreendentemente, pouco lotado mesmo no fim de agosto.

Falando do Monte Agung, se quiser você pode subir ao topo, que, com 3.148 metros, é o ponto mais alto da ilha; a trilha mais curta (All Trails), que mesmo assim tem 1.300 metros de desnível, parte do templo Pura Pasar Agung (Google Maps). Eu pretendia subir na minha última visita a Bali, mas por uma série de motivos tive que mudar de programa, então não falo por experiência própria; um amigo, porém, descreveu para mim como uma subida belíssima. Infelizmente, segundo as últimas avaliações, a máfia local cobra 200 000 IDR para subir, mesmo sem guia, o que é completamente ilegal. Como você já deve ter entendido, eu evitaria apoiar essa postura (leia as avaliações do templo no Google Maps para ter uma ideia do tipo de gente com quem se lida).

Pôr do sol em Lahangan Sweet.

Amlapura

Esta região, a meio caminho entre Amed e Padang Bai, oferece mais do que algumas atrações interessantes. Antes de mais nada, recomendo ir ver o nascer do sol em Bukit Cinta (Google Maps); a vista dos campos de arroz com o Monte Agung ao fundo é bem bonitinha.

Nascer do sol em Bukit Cinta.

Desaconselho fortemente, por outro lado, o Tirta Gangga (Google Maps), onde cobram 70 000 IDR; não entendo mesmo como as pessoas podem recomendá-lo. Não há literalmente nada para fazer. Só hordas de turistas tirando fotos. Não estive lá, mas o Taman Ujung (Google Maps) parece bem mais interessante.

Tirta Gangga.

Por fim, recomendo dar um pulo no vilarejo tradicional Bugbug (Google Maps); neste ponto (Google Maps) há uma estradinha bonitinha entre os campos de arroz. Do checkpoint onde se paga a entrada (Google Maps) há uma ótima vista do alto sobre o vilarejo. Também a Virgin Beach (Google Maps) em si não é nada má.

Vilarejo tradicional Bugbug.

Como se locomover no Leste de Bali (Padang Bai, Kintamani, Amed e Amlapura)?

Aqui, ainda mais do que em outras partes de Bali, acho que vale mesmo a pena ter o próprio veículo. Dito isso, Grab, Gojek e Indrive são sempre uma opção válida para se deslocar entre um destino e outro. A Perama oferece shuttles a preços honestos.

Onde ficar no Leste de Bali (Padang Bai, Kintamani, Amed e Amlapura)?

A única hospedagem que posso realmente recomendar é o LinkeesHome Bungaya, ótimo custo-benefício, e o dono é simplesmente uma pessoa adorável. De resto, esta região da ilha deixa muita liberdade: você pode literalmente reservar no mesmo dia, conforme der na telha, e mesmo em pleno agosto nunca tive problemas para encontrar alguma coisa.

Virgin Beach.

Ilhas Nusa (Nusa Lembongan, Nusa Ceningan e Nusa Penida)

Estas são as três ilhas ao largo de Sanur, a sudeste de Bali. Também conhecidas como ilhas Nusa, apesar da proximidade com a ilha de Bali (ficam a apenas 15 km), por muitíssimos anos foram de longe bem menos turísticas e lotadas. Embora a situação tenha mudado bastante recentemente, acho que ainda podem ser um destino interessante para quem procura uma fuga do “caos” do sul de Bali.

Blue Lagoon.

As três ilhas oferecem ótimas oportunidades para mergulho, e também para snorkeling. Há literalmente dezenas de dive shops; eu nunca mergulhei aqui, mas ao longo dos anos uns dois amigos meus me recomendaram a Scuba Junkie Penida e o Mambo Dive Center. Durante a estação seca a visibilidade é melhor, mas dá para ver mantas e peixes-lua com muita frequência o ano todo. Eu fiz um tour de snorkeling pelo hostel em Nusa Penida e consegui ver umas duas mantas.

Devil’s Tears.

Nusa Lembongan e Nusa Ceningan

A ilha de Lembongan, a mais próxima da costa de Bali, é também a mais desenvolvida; depois vem Ceningan, que é ligada a Lembongan por uma ponte, e na prática dá para falar de “uma ilha só”, bem compacta, que dá para percorrer tranquilamente em um dia. Sinceramente, não há atrações imperdíveis nas duas ilhas. Na minha opinião, a praia mais bonita é Dream Beach (Google Maps); ao lado da praia fica também o acesso oficial a Devil’s Tears (Google Maps), um trecho de costa onde as ondas se chocam contra o penhasco criando espetaculares jatos de água. Este também é um ótimo lugar para ver o pôr do sol. Os locais cobram 25.000 IDR. Se quiser evitar pagar, você pode passar por Sandy Bay Beach (Google Maps). Um lugar parecido em Nusa Ceningan você encontra neste ponto (Google Maps), e recomendo também dar uma passada na vizinha Blue Lagoon (Google Maps). Por fim, se você nunca viu uma floresta de manguezal, em Mangrove Point (Google Maps) dá para alugar um caiaque e explorar por conta própria ou participar de um tour guiado.

Mangrove Point.

Nusa Penida

Na minha opinião, Nusa Penida é a mais bonita das três ilhas e de longe a maior; acho que vale a pena passar pelo menos uns dois dias lá. Claro que depende muito de onde você decidir se hospedar, mas alugando uma scooter você poderia começar o dia visitando o templo Goa Giri Putri (Google Maps), que, por ficar dentro de uma caverna, é bem peculiar em relação aos outros. Depois siga para Atuh Beach (Google Maps) e Diamond Beach (Google Maps) antes que cheguem as multidões de bate-volta vindas de Bali. Cobram 35.000 IDR de entrada, mais 5.000 IDR para estacionar.

Diamond Beach.

Eu, sem nem querer, entrei por aqui, Atuh Beach Free Entrance (Google Maps), sem pagar, mas de fato, como se lê nas avaliações, os locais que ficam rondando o estacionamento não são exatamente simpáticos. A entrada oficial é o Diamond and Atuh car Park (Google Maps). Dali você pode seguir até o Thousand Islands Viewpoint (Google Maps) e Suwehan Beach (Google Maps), esta última muito bonita e, pelo menos na minha visita, praticamente deserta. Demora um pouco para descer, mas se você procura um pouco de paz, vale absolutamente a pena. Outra opção é Tembeling Beach and Forest (Google Maps), mas não fui, então não vou opinar. Recomendo terminar com um bom mirante para encerrar o dia vendo o pôr do sol; eu fui ao Banah Cliff Point (Google Maps), a estrada está bem ruim, mas a vista da costa é ótima; outra opção, não muito longe, é Saren Cliff Point (Google Maps).

Suwehan Beach.

No segundo dia você poderia começar com a icônica Kelingking Beach (Google Maps); aqui também, quanto mais cedo chegar, melhor. Eu cheguei praticamente ao amanhecer e curti de verdade; a praia é espetacular, embora não seja particularmente indicada para nadar. Achei a descida íngreme muito divertida, mas para algumas pessoas pode ser um verdadeiro pesadelo. Infelizmente estão construindo um elevador, então imagino que a situação de superlotação só possa piorar.

Kelingking Beach.

Depois de passar por Kelingking Beach, você poderia seguir para Angel’s Billabong (Google Maps), onde há uma piscina natural muito bonita (na maré baixa), e para a vizinha Broken Beach (Google Maps), onde um arco natural que separa uma pequena lagoa do oceano cria uma paisagem única. Infelizmente aqui também tem uma baita multidão. Se você caminhar pela costa em direção a Korawa Beach (Google Maps), talvez veja mantas diretamente do penhasco; de qualquer forma, é uma caminhada agradável.

Angel’s Billabong.

Se sobrar tempo, você poderia ir até Crystal Bay (Google Maps), de onde recomendo caminhar até Pandan Beach (Google Maps) ou Puyung Beach (Google Maps). Estas duas praias são muito menos lotadas. A trilha é fácil de seguir e está inclusive marcada no Organic Maps.

Crystal Bay.

Como chegar às Ilhas Nusa (Nusa Lembongan, Nusa Ceningan e Nusa Penida)?

Há várias conexões diárias a partir do porto de Sanur (Google Maps), tanto para Lembongan, em Mushroom Bay Beach (Google Maps), quanto para Nusa Penida; esta última tem dois portos de chegada: Penida Ferry Port (Google Maps) e Buyuk Harbour (Google Maps), de onde também há conexões diretas para as ilhas Gili.

Há também conexões entre as ilhas, com barcos que fazem o vaivém entre Yellow Bridge Port (Google Maps) e a área de onde partem os tours de snorkeling (Google Maps). A maioria das empresas que operam essas speedboats pode ser reservada por conta própria no 12Go.

Onde ficar em Nusa Penida?

O hostel onde me hospedei em Nusa Lembongan parece ter fechado, então não tenho nenhuma recomendação. Se você procura um hostel econômico e nada mal em Nusa Penida, recomendo o Hostel Bukit Sangcure. Vista ótima, equipe muito simpática e prestativa (eles inclusive buscam você no porto) e oferecem ótimos preços para snorkeling e speed boats.

Pandan Beach.

Está organizando a viagem? Se ainda precisa contratar o seguro, aqui está o meu guia dos melhores seguros viagem. Contratando por meio dos links do guia, você apoia este site sem nenhum custo adicional.

LOMBOK

Lombok, a ilha que, olhando o mapa, fica à direita de Bali, é menos desenvolvida e ainda relativamente pouco frequentada por turistas, com exceção das três pequenas ilhas que ficam a noroeste, as ilhas Gili. Bali e Lombok são ligadas por speed boats e balsas praticamente dia e noite, mas se você estiver disposto a gastar um pouco mais, também vale a pena considerar os voos de Denpasar para o Aeroporto Internacional de Lombok, que, se reservados com antecedência, não são tão caros assim.

Gili Air.

N.b. Assim como em Bali, acho que vale a pena considerar a ideia de alugar uma scooter para explorar Lombok. Dependendo do seu roteiro, se por exemplo você pretende voltar a Bali, poderia alugar direto em Bali e pegar a balsa em Padang Bai (Google Maps); você pode conferir os horários e reservar online neste site. Na época em que escrevi este guia, era preciso ter uma conta em banco local para fazer o pagamento. De qualquer forma, perto do porto há um monte de agências que podem reservar para você em troca de uma pequena comissão.

Se, por outro lado, você pretende seguir viagem para Flores ou, de qualquer forma, não pretende voltar a Bali, poderia alugar a scooter direto no porto quando chegar; há locadoras tanto em Lembar (Google Maps), onde chega a balsa, quanto em Bangsal (Google Maps), onde chegam as speed boats que passam também pelas ilhas Gili.

Ilhas Gili

Este grupo de 3 pequenas ilhas a noroeste de Lombok é considerado a atração número um da ilha de Lombok e costuma ser visitado durante uma viagem a Bali. Não espere um paraíso intocado, o turismo de massa chegou faz tempo, mas se você procura uns dias de praia, as ilhas até que não são ruins.

Gili Air.

O que fazer e ver nas Ilhas Gili

Cada ilha tem uma atmosfera diferente. A principal, Gili Trawangan, é considerada a “party island” e por isso é frequentada sobretudo por mochileiros, enquanto Gili Meno é a mais popular entre casais e famílias. O meio-termo ideal provavelmente é Gili Air.

Além das praias lindíssimas, nas ilhas não há grandes atrações. Eu fiz o clássico tour de snorkeling e, no geral, não foi tão ruim assim, mas também não foi excepcional; a maior parte dos recifes de coral perto das ilhas não está nada saudável. O melhor a fazer é simplesmente relaxar e aproveitar este cantinho do paraíso com um bom livro ou um drink.

Nas ilhas não há veículos motorizados, mas, dado o tamanho, não é nenhum problema: você pode tranquilamente andar a pé ou talvez alugar uma bicicleta, que é a escolha mais comum.

Gili Meno.

Onde ficar nas ilhas Gili?

Eu fiquei em Gili Air, mais precisamente no Fantastic B”n”B, uma boa opção econômica a dois passos do porto. Equipe simpática e prestativa.

Como chegar às Ilhas Gili?

Há conexões diretas de speed boat a partir de Buyuk Harbour (Google Maps) em Nusa Penida, de Mushroom Bay Beach (Google Maps) em Nusa Lembongan, do porto de Sanur (Google Maps) e de Padang Bai (Google Maps). A maioria das empresas que operam essas speedboats pode ser reservada por conta própria no 12Go. Das ilhas Gili até o porto de Bangsal (Google Maps), em Lombok, há partidas frequentes ao longo do dia.

Gili Air.

Kuta Lombok

Não confunda de jeito nenhum com a Kuta de Bali: esta localidade no sul de Lombok é o destino de praia preferido entre os mochileiros. Aqui há belas praias, mas sobretudo ótimo surfe, e o turismo de massa ainda está a caminho. Antes mesmo de chegar a Kuta, no caminho há o vilarejo tradicional sasak de Sade (Google Maps); não fui, mas pode ser uma parada interessante se você nunca viu nada parecido.

O que fazer e ver em Kuta Lombok

Eu não surfo, mas como acabei de dizer, toda a área é bem popular entre os surfistas, então imagino que as ondas sejam bem boas e com certeza não faltam escolas de surfe. Se for algo que interessa a você, sugiro que faça uma pesquisa. De qualquer forma, basta pisar na praia que vão oferecer aulas de surfe.

Surfistas em Pantai Tanjung Aan.

Praias em Kuta Lombok

Há dezenas, se não centenas, de praias nos arredores de Kuta Lombok, e é impensável visitar todas. Abaixo listo as minhas preferidas entre as que vi.

Pantai Tanjung Aan (Google Maps): é uma baía ampla onde as condições para surfar parecem não ser ruins. A praia em si não é excepcional, mas é bem estruturada, com um monte de bares, restaurantes e espreguiçadeiras, se é isso que você procura.

Nicole’s Monkey Beach (Google Maps): é de longe a minha praia preferida, é meio “remota” e só se chega a pé, passando por Bukit Merese (Google Maps) ou, na maré baixa, pela praia de Tanjung Aan, ao longo do penhasco. A pequena baía é protegida, então é perfeita para um mergulho. Há um único bar/restaurante, que também aluga espreguiçadeiras, e o dono é extremamente simpático. Moha Beach (Google Maps), não muito longe, é bonita sobretudo na maré baixa, quando se forma uma piscina natural.

Nicole’s Monkey Beach.

Pantai Selong Belanak (Google Maps): é a praia famosa pelos water buffalo que normalmente passam ao pôr do sol; eu não vi, mas a praia é muito bonita de qualquer forma. Cobram 10.000 IDR pelo estacionamento. Se decidir ir, não muito longe há um ótimo restaurante, o Warung Corner (Google Maps). Outras duas praias na região que costumam ser recomendadas são Pantai Semeti (Google Maps) e Pantai Mawi (Google Maps)

Mirantes em Kuta Lombok

Há pelo menos três mirantes muito bonitos que oferecem uma ótima vista da costa recortada. Bukit Seger (Google Maps) é o mais próximo do “centro”. Aqui cobram 10.000 IDR para entrar. Bukit Merese (Google Maps), já mencionada antes, é a península onde fica também Nicole’s Monkey Beach, então você poderia parar para ver o pôr do sol depois de passar a tarde na praia. Aqui também, se chegar pela estrada, cobram 10.000 IDR pelo estacionamento. Por fim, há Bukit Pedau (Google Maps) onde, pelo menos quando estive lá, não havia ninguém cobrando dinheiro. Você pode estacionar neste ponto (Google Maps) e subir pela trilha.

Bukit Pedau.

Goa Bangkang e Goa Sumur

Goa Bangkang (Google Maps) e Goa Sumur Lombok (Google Maps) são duas cavernas pouco distantes uma da outra, logo na saída de Kuta Lombok. Aqui, durante o dia, dá para tirar algumas fotos com os raios de luz que entram pelas aberturas no teto da caverna. Pelo que entendi, cobram 50.000 IDR para entrar. Eu passei direto, mas alguém pode achá-las interessantes.

Para concluir, em Kuta Lombok costuma ser oferecido o island hopping tour para as “Secret Gilis”. Um grupo de ilhas perto de Lembar que não são tão secretas assim. Não fui, então não vou opinar, mas pode ser uma boa maneira de passar o dia. Nesta página você encontra mais informações.

Pantai Selong Belanak.

Onde ficar em Kuta Lombok?

Eu fiquei no Gani Homestay, que fica um pouco fora da principal área turística, nada de excepcional. Nos arredores há um monte de guesthouses econômicas; se você tem uma scooter, a área é tranquila e um pouco mais barata. De qualquer forma, há realmente muitas opções. Se decidir se hospedar por aqui ou estiver só de passagem, recomendo comer no Kiena Warung (Google Maps), comida barata e deliciosa.

Como chegar a Kuta Lombok?

Se você não for se deslocar de scooter, a Perama oferece shuttles a preços justos. Em Lombok há uma rede de táxis compartilhados que faz o vaivém entre os principais destinos turísticos; qualquer guesthouse pode organizar o transfer. Se chegar ao porto de Lembar, prepare-se para lidar com a “máfia local” que controla os táxis.

Pantai Selong Belanak.

Ekas

Ekas é um vilarejo na costa oeste da península a sudeste de Lombok, mas costuma ser usado para indicar toda a região. Não fui, mas é um destino que está se tornando cada vez mais popular entre os viajantes que querem sair dos circuitos turísticos clássicos. Descreveram para mim como uma área ainda selvagem, onde praias desertas se sucedem uma após a outra. Ekas também fica muito mais perto de Pink Beach (Google Maps) do que Kuta Lombok, embora, pelo que se lê, a praia não seja tão rosa assim. Aqui você encontra um artigo com algumas informações a mais.

Tetebatu

Tetebatu é um vilarejo tranquilo nas encostas meridionais do Monte Rinjani, onde, entre arrozais, cachoeiras e um autêntico charme local, dá para passar uns dois dias com calma.

Arrozais em Tetebatu.

O que fazer e ver em Tetebatu

Antes de ver o que fazer em Tetebatu, faço questão de mencionar que, se quiser, o vilarejo pode ser usado como base para subir até a cratera do Monte Rinjani. Esta é uma trilha bem menos batida do que a que sobe de Senaru e Sembalun, então se você procura uma alternativa menos lotada, com certeza pode ser uma opção. Faço questão, porém, de deixar claro que daqui só dá para subir até a cratera, e não até o cume propriamente dito.

Trekking em Tetebatu

Em todas as guesthouses são oferecidos “trekking tours”; sinceramente, não acho que valham a pena, mas se você prefere algo mais estruturado, com certeza são uma opção. Se, por outro lado, prefere a abordagem por conta própria, neste ponto (Google Maps) há uma trilha bonita, marcada também no Organic Maps. O percurso atravessa os arrozais e pode ser combinado com a visita à Big waterfall (Google Maps) e à Tetebatu Waterfall (Google Maps), seguindo em linhas gerais o roteiro que tracei aqui (All Trails) e terminando com a visita à Monkey Forest (Google Maps), onde dá para ver macacos pretos.

Transporte excepcional na monkey forest.

N.b. Na Big Waterfall, durante a estação seca, não há água, mas você pode tomar banho mesmo assim; cobram 10.000 IDR. Também pedem 10.000 IDR na Tetebatu Waterfall e 30.000 IDR na Monkey Forest. Há, de qualquer forma, vários acessos laterais onde não há ninguém controlando. Eu, por exemplo, vim do Ima’s Cafe & Orchard (Google Maps), que recomendo, e estacionei neste ponto (Google Maps). Aqui há uma ponte desabada por onde dá para descer a pé e entrar na floresta. Para concluir, outra cachoeira que costuma ser recomendada é a Air Terjun Jeruk Manis (Google Maps). Só que, pelo que se lê, a “máfia local” obriga você a contratar um guia por preços absurdos. Leia de qualquer forma algumas das avaliações recentes, talvez a situação tenha mudado. Eu, porém, preferi evitar.

Macacos pretos na monkey forest.

Cachoeiras Benang Stokel e Benang Kelambu

Benang Stokel e Benang Kelambu (Google Maps) são duas cachoeiras lindíssimas, e na mesma área há outras duas cachoeiras bonitas: ao todo, quatro cachoeiras nada mal a cerca de 40 minutos de Tetebatu. Infelizmente, aqui também a máfia local assumiu completamente o controle; oficialmente a entrada custa 10.000 IDR, mas os estrangeiros são desviados para o “centro de informações”, onde pedem muito mais, e a tarifa varia também conforme quantas cachoeiras você pretende visitar. Me mostraram uns ingressos “oficiais”. Quando pedi para falar com o gerente e ver algum tipo de identificação oficial, disseram que não havia ninguém; aí entrei sem pagar e ignorei todos eles completamente. Não ficaram nada felizes, mas não fizeram nada; segundo algumas avaliações, porém, podem se tornar agressivos.

Quer você decida ir ou não, pagar ou não, com certeza não precisa de guia nenhum: a trilha que liga as quatro cachoeiras é quase sempre bem clara e, de qualquer forma, está claramente marcada no Organic Maps.

Benang Kelambu.

Como chegar a Tetebatu?

Se você não for se deslocar de scooter, em Lombok há uma rede de táxis compartilhados que faz o vaivém entre os principais destinos turísticos; qualquer guesthouse pode organizar o transfer.

Onde ficar em Tetebatu?

Tetebatu Sama Sama Bungalows é uma estrutura lindíssima, imersa no verde, com piscina e café da manhã incluído.

Benang Stokel.

Sembalun

Sembalun é outro vilarejo ao pé do Monte Rinjani, que oferece paisagens de tirar o fôlego e uma base ideal para quem quer subir até o cume do vulcão.

O que fazer e ver em Sembalun Lawang

Bukit Selong

Bukit Selong (Google Maps) é uma colina que oferece uma ótima vista dos fotogênicos terraços de arroz de Sembalun Lawang. Do estacionamento (Google Maps) até o topo são só uns dez minutos a pé. Especialmente recomendada ao pôr do sol. Cuidado com os macacos. Cobram 10.000 IDR na entrada. Não fui, mas, se quiser, não muito longe há a reconstrução de um pequeno vilarejo tradicional (Google Maps).

Bukit Selong.

Pergasingan Hill

Pergasingan Hill (Google Maps) oferece vistas fantásticas tanto do vale tomado por arrozais quanto do imponente Monte Rinjani. Você pode estacionar direto no início da trilha, neste ponto (Google Maps). O trajeto em GPS está nesta página (All Trails). A trilha não é particularmente longa, mas é bem íngreme e não dá trégua um instante; em ritmo acelerado levei menos de uma hora para chegar à área onde o pessoal acampa. Subi cedo para ver o nascer do sol do topo (que recomendo!), então não havia ninguém cobrando na entrada, mas pelo que entendi normalmente cobram 10.000 IDR dos locais e 25.000 IDR dos estrangeiros. Vista ótima.

Vista de Pergasingan Hill.

Monte Rinjani a partir de Sembalun Lawang

A trilha que sobe o Monte Rinjani a partir de Sembalun é a mais curta de todas para quem quer chegar ao cume propriamente dito do vulcão. Aqui você encontra um mapa com as três trilhas que sobem a vertente norte do vulcão a partir de Sembalun, Torean e Senaru, que espero que esclareça o que quero dizer.

A subida até o cume normalmente é feita em dois dias: no primeiro dia sobe-se até a cratera, onde se passa a noite em barraca; no segundo dia, ao amanhecer, sobe-se até o cume propriamente dito e depois desce-se para Sembalun Lawang.

Depois de uma longa pechincha com a Bukit Senaru Homestay, paguei 1,4 milhão tudo incluído (inclusive o transporte de ida e volta até Senaru, aonde fui para encontrar um amigo que vinha das ilhas Gili); claro que você poderia organizar tudo diretamente em Sembalun Lawang. É uma trilha lindíssima, que oferece paisagens de tirar o fôlego, mas que de jeito nenhum deve ser levada na brincadeira: mesmo sendo em dois dias, estamos falando de cerca de 2.800 metros de desnível total, com o cume a 3.726 metros (All Trails). Isto não é, de jeito nenhum, um passeio no parque!

Além disso, o trecho da cratera até o cume do vulcão costuma ser exposto a ventos fortes, e o terreno escorregadio, composto de cinzas vulcânicas e detritos, também não ajuda. Outro aspecto que infelizmente precisa ser apontado é o estado deplorável da trilha e da área de camping: a quantidade de lixo, papel higiênico e excrementos humanos é lamentável.

Rinjani visto de Pergasingan Hill.

Onde ficar em Sembalun Lawang?

Eu fiquei no Tresno Sembalun Rinjani, uma das opções mais baratas. Os quartos não são nada de excepcional, com certeza dá para achar coisa melhor, mas para uma noite está mais do que bom. A equipe é realmente simpática.

Como chegar a Sembalun Lawang?

Se você não for se deslocar de scooter, em Lombok também há uma rede de táxis compartilhados que faz o vaivém entre os principais destinos turísticos; qualquer guesthouse pode organizar o transfer.

Campos de Sembalun Lawang.

Senaru

Como antecipei, Senaru é outro vilarejo usado como base para organizar a subida ao vulcão Rinjani, em especial para quem quer chegar só até a cratera e não até o cume propriamente dito. Ao mesmo tempo, é um ótimo lugar para passar uns dois dias de descanso explorando as cachoeiras da região.

O que fazer e ver em Senaru

Senaru não tem muito a oferecer; recomendo apenas ver as cachoeiras e organizar o trekking ao Monte Rinjani. Se, porém, você tiver mais tempo disponível, poderia visitar o vilarejo tradicional (Google Maps) e as plantações de café, onde há um mirante para a cachoeira Tiu Kelep (Google Maps).

Cratera do Monte Rinjani.

Cachoeiras em Senaru

A pouca distância do vilarejo há duas cachoeiras lindíssimas que valem absolutamente a pena: Sendang Gile (Google Maps) e Tiu Kelep (Google Maps). Há dois acessos: Gate 2 (Google Maps) e Gate 1 (Google Maps); um vale o outro, escolha de acordo com onde estiver hospedado. A entrada custa 20.000 IDR.

Claro que perguntam se você quer guia, mas não é necessário de jeito nenhum. A trilha é fácil de seguir e está marcada no Organic Maps. Se possível, procure visitar as cachoeiras bem cedo, principalmente no fim de semana, quando há muito turismo local.

Tiu Kelep.

Monte Rinjani a partir de Senaru

Como disse antes, Sembalun é o ponto de partida ideal para quem quer chegar ao cume do vulcão propriamente dito, enquanto Senaru é a escolha mais popular para quem quer chegar só até a cratera. Para ficar claro, repito o mapa com as três trilhas que sobem a vertente norte do vulcão.

A caminhada normalmente oferecida a partir de Senaru é feita em três dias e duas noites: no primeiro dia sobe-se até a cratera, onde se passa a noite; no dia seguinte, quem quiser pode subir ao topo do Mount Sangkareang ou “Second Summit” para ver o nascer do sol e depois desce-se até o lago, onde se passa a segunda noite perto das fontes termais (Google Maps). No terceiro dia desce-se pela trilha que leva a Torean. Embora seja menos exigente do que a subida até o cume propriamente dito, estamos falando de uma caminhada que não deve ser levada na brincadeira de jeito nenhum. Só no primeiro dia são cerca de 2.000 metros de desnível.

Acampamento base para a subida ao cume.

Outra opção interessante oferecida em Senaru para quem não tem muito tempo, ou simplesmente não está a fim de acampar, é o tour de um dia: ou seja, começar a subida no meio da noite para chegar à cratera a tempo de ver o nascer do sol e depois descer de volta a Senaru, fazendo basicamente a trilha descrita nesta página (All Trails). Conversei com um rapaz que, por essa opção, tinha pago só 500.000 IDR com a Bukit Senaru Homestay.

Para concluir, esses são os roteiros mais populares, mas você pode literalmente montar o roteiro que preferir: tem gente que faz o “grand tour”, subindo ao cume por Sembalun e depois descendo por Senaru passando pelas fontes termais, ou vice-versa. Em resumo, um monte de opções para todos os gostos.

Cume do Monte Rinjani.

Onde ficar em Senaru?

Como antecipei, eu fiquei na Bukit Senaru Homestay, quarto modesto, mas nada mal. Os tours para o Rinjani são oferecidos a preços muito competitivos.

Como chegar a Senaru?

Se você estiver nas ilhas Gili, ao chegar ao porto de Bangsal (Google Maps) normalmente deve conseguir achar um táxi compartilhado ou talvez até alguma van direto para Senaru, mas prepare-se para uma pechincha difícil; provavelmente é melhor pedir para a guesthouse organizar o transfer. Como alternativa, você poderia alugar uma scooter para circular por Lombok e devolvê-la quando voltar a Bali ou antes de pegar o barco para Flores. De qualquer outro destino, acho que vale a pena mandar reservarem os famosos táxis compartilhados.

Cratera do Rinjani.

Senggigi

Senggigi indica a área ao norte de Mataram, que inclui também o vilarejo de mesmo nome. É a área mais comercial e desenvolvida de Lombok, com numerosos hotéis e restaurantes lotados de turistas ocidentais. Apesar disso, ainda estamos em Lombok, então a atmosfera é, no geral, tranquila.

O que fazer e ver em Senggigi

Sinceramente, não achei Senggigi um destino particularmente empolgante. Além de passar uns dias de descanso na praia, não há muito o que fazer. Senggigi Beach (Google Maps) é a praia principal, nada de excepcional, mas também não é tão ruim assim. De qualquer forma, meu conselho é mirar nas praias mais ao norte, como Nipah Beach (Google Maps) e Pantai Pandanan (Google Maps); além disso, a estrada costeira oferece mais de um visual interessante, como o de Malimbu Hill (Google Maps).

Senggigi Beach.

Onde ficar em Senggigi?

Eu passei uma noite na Mugeni Homestay, ótima relação custo-benefício.

Como chegar a Senggigi?

Se você não for se deslocar de scooter, em Lombok há uma rede de táxis compartilhados que faz o vaivém entre os principais destinos turísticos; qualquer guesthouse pode organizar o transfer.

Pôr do sol em Senggigi Beach.

SUMBAWA

Sumbawa é decididamente uma ilha pouco turística. A maioria dos viajantes passa direto de Lombok para Flores para visitar o famoso parque nacional de Komodo. Eu pretendia explorar a ilha em 2023, mas infelizmente tive que mudar meu roteiro no meio do caminho; então, apesar de ter pesquisado bastante, e de, no geral, ter me parecido que a ilha tinha mais de um destino interessante, não posso falar por experiência própria. Dito isso, se você procura um destino ainda longe do turismo de massa e tem tempo disponível, tenho certeza de que chegar a Flores por terra passando por Sumbawa pode ser uma bela experiência. A Travelfish tem um guia no site deles. Aqui você encontra outro guia, embora não muito detalhado.

FLORES

Para muitos viajantes, Flores é sinônimo de Komodo: o famoso parque nacional, lar do dragão-de-komodo e de alguns dos melhores pontos de mergulho do mundo, um verdadeiro paraíso na terra. A ilha, porém, tem muito mais a oferecer. As semanas que passei atravessando Flores de scooter, de Labuan Bajo a Maumere, estão entre as mais lindas de todas as minhas viagens. Uma ilha toda a ser descoberta, ainda longe do turismo de massa, mas ao mesmo tempo com um nível de turismo suficiente para garantir hospedagem e infraestrutura.

Cervo em Komodo.

Labuan Bajo

Labuan Bajo nada mais é que a cidade portuária que funciona como ponto de partida para quem quer explorar o parque nacional de Komodo. Daqui dá para organizar todos os tours possíveis e imagináveis.

O que fazer e ver em Labuan Bajo

Como antecipei, Labuan Bajo em si não tem muito a oferecer, mas se você tiver algumas horas disponíveis, poderia visitar a Rangko Cave (Google Maps), famosa pela sua piscina natural de água salgada, iluminada por esplêndidos jogos de luz quando o sol entra pela abertura no início da tarde. Para ir, é preciso pegar um barco neste ponto (Google Maps), que fica a cerca de meia hora de Labuan Bajo. Cobram 100.000 – 200.000 IDR, dependendo de quão bom você é em negociar e do número de pessoas, mais 50.000 IDR para entrar na caverna.

Parque Nacional de Komodo.

Parque Nacional de Komodo

Muitos viajantes decidem explorar o parque fazendo o tour de barco de Lombok a Labuan Bajo ou vice-versa. O tour é oferecido por várias empresas, mas o programa é bem padrão e se desenvolve ao longo de quatro dias e três noites. Eu fiz a viagem com a Kareem the Explorer na “Deck class” e, embora não dê para chamar de confortável, no geral não tenho nada de que reclamar. Há, porém, várias empresas que basicamente oferecem o mesmo tipo de viagem, como: Wanua Adventure, Green Rinjani e Travel Wise.

Pink Beach.

O programa detalhado, que não vou repetir aqui, você encontra nos vários links, mas basicamente os dois primeiros dias de barco não são grande coisa: uma breve parada em Pulau Kenawa (Google Maps) no primeiro dia, os tubarões-baleia na manhã do segundo dia (eles dão comida aos animais e eu pessoalmente achei muito triste, nem entrei na água) e depois só um monte de navegação que, se você tiver o azar de pegar mar agitado, pode ser uma verdadeira tortura. Os dois dias dentro do parque nacional, por outro lado, foram lindíssimos: fomos ver os dragões-de-komodo (Google Maps), Pink beach (Google Maps), algumas paradas para fazer snorkeling e o pôr do sol na icônica Pulau Padar (Google Maps).

Pôr do sol em Pulau Padar.

Como alternativa, você poderia simplesmente voar para Labuan Bajo e organizar um tour de barco de um ou mais dias direto de lá. Se o tour saindo de Lombok ficou tão popular entre os viajantes, acho que se deve mais que tudo a uma questão de orçamento. De fato, o tour de barco custa pouco mais do que só o voo de Lombok a Labuan Bajo e, se você viajar no sentido contrário (Labuan Bajo – Lombok), pode gastar ainda menos, já que nessa direção há muito menos procura. Os barcos, por força das circunstâncias, precisam voltar de qualquer jeito, então estão dispostos a oferecer descontos importantes.

Dragão-de-komodo.

Para concluir, se você é certificado, recomendo fortemente fazer pelo menos um dia de mergulho no parque; estamos falando realmente de um dos melhores lugares do mundo. Eu fiz três fun dives com a Uber Scuba Komodo (Google Maps) e me dei muito bem: equipe simpática e preparada, barco bem confortável e comida ótima. Além disso, aceitam pagamentos com a Wise, o que é muito prático. Se você ainda não tem cadastro, usando este link a primeira transferência de até 500 € é completamente gratuita. Outras dive shops que costumam ser recomendadas são a Wet Frog Divers (Google Maps) e a Divers Paradise Komodo (Google Maps). Se, por outro lado, você procura um liveaboard econômico, um grande amigo meu me recomendou a Wunderpus Liveaboard.

Onde ficar em Labuan Bajo?

Eu fiquei no Bajo Nature Backpackers, ótimo hostel bem localizado, equipe muito simpática. Recomendado.

Como chegar a Labuan Bajo?

99% dos viajantes chegam a Labuan Bajo por mar, fazendo o tour saindo de Lombok, ou de avião, vindo de Bali (há voos diários). Você também poderia considerar a ideia de voar para Maumere e viajar no sentido “contrário”, atravessando Flores por terra e pegando depois o tour de barco para Lombok. De e para Labuan Bajo há conexões de balsa para a ilha de Sulawesi.

Banho com tubarões-baleia.

Como se locomover em Flores

Antes mesmo de ver as várias atrações de Flores, acho que vale a pena dizer duas palavras sobre como se locomover pela ilha ao longo do roteiro clássico de Labuan Bajo a Maumere e vice-versa.

Flores de scooter/moto

Esta é a opção que escolhi e que recomendo a quem quer o máximo de liberdade e uma pitada de aventura. A “Trans-Flores Highway” foi modernizada recentemente e por isso está em ótimas condições; além disso, não há muito trânsito na ilha, então é uma estrada, no geral, agradável. As estradas secundárias, porém, muitas vezes estão em péssimas condições. Nada impossível, mas é com certeza aconselhável ter um mínimo de familiaridade com duas rodas. Se decidir optar por essa solução, até onde sei só há duas opções para alugar a scooter em Labuan Bajo e devolvê-la em Maumere ou vice-versa.

A opção mais barata é a oferecida pela Marian, que você encontra na Divers Paradise Komodo (Google Maps) em Labuan Bajo e que trabalha em parceria com a Lena House (Google Maps), logo na saída de Maumere. Quando estive lá, cobravam 100.000 IDR por dia, 400.000 IDR de caução e mais 400.000 IDR pela devolução da scooter. Se você viaja com muita bagagem, pode organizar o transporte de parte dela. A opção mais cara é a oferecida pela Motor Adventure Bali (Google Maps); o escritório de Maumere fica aqui (Google Maps). Eu precisei alugar com eles porque a Marian não tinha scooters disponíveis. Sugiro que consulte o site oficial para os preços atualizados, mas são bem mais caros. É igualmente verdade, porém, que as scooters/motos estão em melhores condições, dá para fazer seguro, aceitam pagamento com cartão etc. etc. Em resumo, um tipo de serviço completamente diferente.

Monte Inerie.

Motorista particular em Flores

Um pouco como em Sumatra, uma boa quantidade de viajantes, principalmente famílias ou grupos de viajantes, decide simplesmente contratar um motorista particular. É com certeza uma opção cômoda, mas também de longe a mais cara; espere pagar pelo menos 30/40 € por dia, mais a gasolina. As guesthouses normalmente são capazes de fornecer mais de um contato.

Transporte público em Flores

A última opção é uma combinação de transporte público e táxis compartilhados. Quase com certeza, para visitar os vários pontos de interesse ou participar de algum tour, você vai precisar alugar uma scooter no local de qualquer forma, mas para os deslocamentos longos o transporte público é sem dúvida uma opção válida. Há as clássicas vans locais, muitas vezes lotadíssimas, e táxis compartilhados, mas também os minibus da Gunung Mas, que costumam ser recomendados e que você pode reservar pelo WhatsApp. De qualquer forma, qualquer guesthouse pode ajudar você a reservar, indicar onde fica o ponto e, em alguns casos, mandar buscar você.

Wae Rebo.

Wae Rebo

Wae Rebo (Google Maps) é o vilarejo tradicional mais famoso da ilha, se não de todo o arquipélago. A mais de mil metros acima do nível do mar, cercada de vales e florestas, a parte turística do vilarejo, com as icônicas casas tradicionais, é indubitavelmente impressionante. No entanto, na minha opinião, perdeu grande parte da sua autenticidade, transformando-se na prática em uma atração comercial, mas mesmo assim recomendo a visita. Cheguei antes do meio-dia e pude curtir com calma: joguei vôlei com os locais, conversei e fiz outras atividades. À tarde, porém, começaram a chegar grandes multidões, e à noite parecia que havia mais turistas do que moradores. Ou, pelo menos, essa foi a minha impressão. Resumindo, visite com expectativas adequadas.

Para chegar lá é preciso caminhar por menos de duas horas por uma trilha bem marcada e conservada que começa neste ponto (Google Maps); não precisa de guia de jeito nenhum (All Trails). Eu fiquei para dormir; cobram 350.000 IDR incluindo jantar e café da manhã; se você quiser simplesmente visitar o vilarejo e descer no mesmo dia, parece que cobram 50.000 IDR.

Do vilarejo ao pé de Wae Rebo, se quiser, dá para organizar passeios até a vizinha Mules Island (Google Maps). Eu, porém, não visitei.

Wae Rebo.

Onde ficar em Wae Rebo?

Eu saí no fim da tarde de Labuan Bajo, então acabei passando uma noite no Parle Zo Cottage (Google Maps) e subi a Wae Rebo na manhã seguinte. Uma opção que costuma ser recomendada é o Wae Rebo Lodge (Google Maps).

Como chegar a Wae Rebo?

Se você vem de Labuan Bajo de scooter, a menos que as coisas tenham mudado recentemente, saiba que a estrada costeira está em péssimas condições. Até onde sei, não há transporte público que chegue por essas bandas, mas, como fica relativamente perto de Labuan Bajo, é possível se juntar a um tour organizado ou simplesmente achar alguém com quem dividir um táxi.

Wae Rebo.

Ruteng

Antes mesmo de chegar a Ruteng, se quiser há Todo (Google Maps), outro vilarejo tradicional que dá para visitar. Não fui, mas aqui cobram 100.000 IDR e, pelo que dizem as avaliações, mais de uma pessoa parece achá-lo pouco autêntico.

Arrozais em Ruteng.

O que fazer e ver em Ruteng

Voltando a Ruteng propriamente dita, na cidade não há muito o que ver; a única atração de verdade é o vilarejo tradicional Ruteng Puu (Google Maps), que porém tem avaliações péssimas; além disso, eu vinha de Wae Rebo, então preferi evitar. Basta, porém, sair um pouco do centro para curtir panoramas impressionantes. A Sun Rice Homestay organiza todas as manhãs uma caminhada pelos arrozais para ver o nascer do sol, mas, se quiser, você poderia simplesmente parar na beira da estrada (Google Maps) (Google Maps).

Nascer do sol com a Sun Rice Homestay.

Ao longo de um dia você poderia explorar os arredores de Ruteng; as estradas, na maioria das vezes, não estão entre as melhores, mas também não são tão ruins assim. Você poderia começar pela Hobbit cave ou Liang Bua (Google Maps), onde foi descoberto o Homo floresiensis, apelidado de “hobbit” por sua baixa estatura, uma espécie extinta de hominídeo que viveu há cerca de 100.000-50.000 anos e se distingue por suas dimensões reduzidas (cerca de 1 metro de altura). Ao lado da caverna há um pequeno museu (Google Maps). Sinceramente, não há muito o que ver, mas a entrada custa só 20.000 IDR. Daqui você poderia seguir para a cachoeira Air Terjun Pangkadari (Google Maps); não fui, porque a estrada parece estar realmente muito ruim e, uma vez lá, é obrigatório contratar um guia, porque a trilha não está marcada em lugar nenhum e é preciso caminhar por cerca de uma hora.

Hobbit cave.

Fui, por outro lado, à cachoeira Air Terjun Tengkulese (Google Maps), para a qual é preciso estacionar neste ponto (Google Maps); esta, por sua vez, é a entrada que leva ao estacionamento (Google Maps). A cachoeira é muito bonita; cobram 10.000 IDR pelo estacionamento e oferecem um guia. Eu recusei e não criaram caso. A trilha é fácil de seguir, a cachoeira é muito bonita e, pelo menos durante a minha visita, só havia umas crianças locais.

Air Terjun Tengkulese.

Por fim, recomendo visitar os arrozais Lingko Spider Web (Google Maps) que, como diz o nome, vistos de cima têm a forma de uma teia de aranha. Isso se deve a um método tradicional de divisão mantido pelos moradores do vilarejo. Eu me limitei a fazer o drone voar de uma estradinha lateral, mas, se quiser, há um mirante (Google Maps) onde os locais cobram 20.000 IDR.

Por fim, faço questão de ressaltar que, mesmo que você esteja se deslocando de transporte público, poderia decidir alugar uma scooter em Ruteng para conseguir visitar Wae Rebo, como fizeram uns rapazes que conheci na guesthouse.

Lingko Spider Web.

Onde ficar em Ruteng?

Como antecipei, eu fiquei na Sun Rice Homestay; o dono e a família dele são pessoas incrivelmente simpáticas e prestativas. Café da manhã incluído e à noite todo mundo janta junto, por um preço muito justo. Super recomendada. Chacha Homestay & Dormitory é outra opção que costuma ser recomendada entre os viajantes, até só para comer no restaurante.

Como chegar a Ruteng?

Se você não tem veículo próprio, Ruteng é um dos destinos atendidos pelos minibus da Gunung Mas.

Lingko Spider Web.

Bajawa

Antes mesmo de chegar a Bajawa, o Danau Ranamese ou Lago Ranamese (Google Maps) costuma ser recomendado, mas o dono da guesthouse me disse que não vale a pena de jeito nenhum, já que cobram 100.000 IDR dos estrangeiros, então passei direto. Outras duas paradas populares são Cepi Watu Beach (Google Maps) e Liang Bala Beach (Google Maps); eu não estava a fim de ir à praia e, além disso, as avaliações falam de um monte de lixo, então também nesse caso passei direto.

Nascer do sol do topo do Monte Inerie.

O que fazer e ver em Bajawa

Não há muito o que fazer na cidade. Na prática, Bajawa é um pouco como Ruteng: simplesmente uma ótima base para explorar os arredores.

Vilarejos tradicionais

Nos arredores de Bajawa há vários vilarejos tradicionais do grupo étnico Ngada; o mais famoso é Bena (Google Maps), que parece ter sido fundado há mais de mil anos. Aqui, ao contrário de outros vilarejos tradicionais, as pessoas realmente vivem, então acho que oferece uma experiência um pouco mais autêntica. A entrada custa 25.000 IDR. Depois você poderia seguir para Gurusina (Google Maps), que está basicamente vazio e por isso tem uma atmosfera meio estranha; pedem uma doação na entrada. Daqui você poderia subir até Tololela (Google Maps); a estrada está em péssimas condições e, sem vontade de caminhar, a certa altura simplesmente dei meia-volta sem visitar.

Vilarejo de Bena.

Mirantes

Há dezenas de mirantes de onde admirar o vulcão Inerie. O Wolobobo Viewpoint (Google Maps) pode ser alcançado de carro/scooter, por isso é particularmente popular, sobretudo ao pôr do sol. O Manulalo Panorama (Google Maps) fica dentro do bar/restaurante e acho que é o lugar perfeito para parar e comer alguma coisa depois de visitar os vilarejos tradicionais e as fontes termais.

Por fim, recomendo o Bukit Avatar Langa (Google Maps), que se alcança ao final de uma curta trilha (em alguns trechos exposta) que começa no estacionamento neste ponto (Google Maps). Cobram 20.000 IDR pela entrada.

Wolobobo Viewpoint.

Monte Inerie

Por causa do mau tempo tive que adiar a subida várias vezes, mas subir ao topo do monte Inerie ao amanhecer já tinha virado uma questão de princípio, tanto que, depois de alguns dias em Riung, voltei a Bajawa exclusivamente por isso, e valeu absolutamente a pena!

Ótima caminhada, com um belo panorama de 360 graus do topo. Não precisa de guia de jeito nenhum: você pode simplesmente deixar a scooter no início da trilha neste ponto (Google Maps) e seguir o trajeto em GPS (All Trails). De qualquer forma, com exceção da parte inicial, que atravessa o quintal de umas casas, e de alguns pontos onde há mais de uma trilha, mesmo em plena noite a trilha não é tão difícil de seguir. Se isso deixar você mais tranquilo, sempre pode contratar um guia; qualquer guesthouse pode passar alguns contatos ou até só organizar o transporte, caso você não tenha scooter.

Nascer do sol do topo.

Fontes termais

Depois de subir ao topo do vulcão ao amanhecer, você poderia curtir algumas horas de descanso nas fontes termais Manalage (Google Maps). Ficam na confluência de dois riachos, um de água quente e outro de água fria, então a temperatura nunca é constante; uma experiência realmente única e muito natural. Claro que recomendo visitá-las mesmo que você decida não subir ao topo do vulcão. A entrada custa 20.000 IDR. Na direção de Riung há outras fontes termais, as Soa Mengeruda (Google Maps); a estrutura já viu tempos melhores, mas as várias piscinas não são nada mal. Dito isso, como ficam numa altitude decididamente mais baixa do que Bajawa, a menos que seja um dia feio, recomendo evitar as horas centrais do dia, porque as termas com o calor não são nada agradáveis. A entrada custa 20.000 IDR.

Fontes termais Manalage.

Para concluir, estive também em Air Terjun Ogi (Google Maps); a cachoeira em si não é ruim, mas não dá para tomar banho e na base há uma pequena barragem que estraga um pouco a atmosfera; com certeza não é imperdível.

Onde ficar em Bajawa?

Durante as minhas duas estadas em Bajawa, fiquei em nada menos que três guesthouses diferentes: Cinnamon Guest House, Marselino Bacpacker’s Room e Kristian Homestay. No geral, eu recomendaria as três. Boa relação custo-benefício.

Como chegar a Bajawa?

Se você não tem veículo próprio, Bajawa é um dos destinos atendidos pelos minibus da Gunung Mas.

Fontes termais Soa Mengeruda.

Riung

Riung é um destino muitas vezes pulado durante uma viagem a Flores. De fato, a maioria dos viajantes passa direto de Bajawa para Moni, mas, se você tiver tempo disponível, acho que vale absolutamente a pena passar uns dois dias aqui.

O principal motivo para vir a Riung é visitar o 17 Islands National Park (Google Maps); como o nome sugere, trata-se de um parque nacional composto por dezessete ilhas. Os tours de barco são bem padrão, mas, se quiser, você pode organizar um tour privado e fazer mais ou menos o que quiser.

Nunsa Bampa.

No meu caso, fomos ver a colônia de morcegos-frugívoros (Google Maps), snorkeling e almoço em Nunsa Bampa (Google Maps), mais snorkeling e, por fim, Nunsa Rutong (Google Maps), onde dá para subir até o mirante ou simplesmente passar um tempo na praia. Tudo muito lindo e realmente pouca gente por perto. Todas as guesthouses trabalham com algum capitão e podem organizar o tour; como alternativa, você poderia ir direto ao porto ou mandar mensagens de WhatsApp para as várias “agências” que você encontra marcadas no Google Maps perto do píer, como a ADAM BOAT RIUNG (Google Maps), a Darno Boat Trip (Google Maps) etc. etc. Eu paguei pela guesthouse 300.000 IDR tudo incluído.

Para concluir, logo na saída de Riung, em Watu Mitong Riung (Google Maps), há um mirante bonito que se alcança ao final de uma curta trilha.

Mirante.

Onde ficar em Riung?

Eu passei umas duas noites na Riung Guesthouse. Não que eu tivesse muita escolha, já que, reservando só uns dois dias antes e em pleno agosto, era a única com disponibilidade. De qualquer forma, me dei bem, acomodação muito bonita, equipe simpática e prestativa.

Como chegar a Riung?

Até onde sei, não existe nenhuma forma de transporte público de Riung a Bajawa. Os viajantes sem veículo com quem conversei tinham chegado todos de táxi compartilhado organizado pela própria guesthouse. Se, por outro lado, você tem uma scooter, a estrada que liga diretamente Riung a Bajawa em alguns trechos está ruim, tanto que alguns desaconselham; pessoalmente, não achei tão desastrosa e, como mencionei antes, fiz o trecho até duas vezes, para voltar a Bajawa e subir ao topo do Monte Inerie, em vez de pegar a estrada costeira em direção a Ende.

Morcegos-frugívoros.

Ende

Ende é a segunda maior cidade de Flores, não tem nada a oferecer, mas é uma boa parada se por qualquer motivo você quiser quebrar a viagem entre Riung e Moni. Além disso, daqui parte a balsa direta para Sumba e há conexões aéreas para Labuan Bajo e Kupang, em Timor.

Uma possível parada logo fora da cidade é Pantai Batu Biru (Google Maps), que se traduz como “Praia das Pedras Azuis”. Infelizmente essas pedras já foram completamente removidas da praia para serem vendidas, e até só passando pela estrada dá para ver pilhas infinitas à venda.

Onde ficar em Ende?

Eu passei uma noite no Apollo Capsule Hotel para quebrar a viagem rumo a Moni e depois outra noite antes de pegar a balsa para Sumba. Clássico hotel cápsula, limpo e barato. Recomendado.

17 Islands National Park.

Moni

Moni é um pequeno vilarejo ao longo da Trans-Flores Highway, ao pé do vulcão Kelimutu.

O que fazer e ver em Moni

Parque Nacional de Kelimutu

O parque nacional de Kelimutu é, sem dúvida, a atração número um de Moni. Os três lagos de cratera no topo do vulcão oferecem um panorama, no mínimo, impressionante. Infelizmente não há muito mais o que fazer dentro do parque. Do estacionamento sai uma única trilha curta que leva a alguns mirantes, mas é realmente uma vista de tirar o fôlego que vale absolutamente a pena ver.

O parque abre bem cedo de manhã, então dá para ver o nascer do sol do topo; claro que, se você tem veículo, pode simplesmente dirigir, a estrada está em ótimas condições; como alternativa, poderia se juntar a um “tour guiado” que normalmente inclui só o transporte. O mirante mais bonito, de onde se conseguem ver os três lagos, fica aqui (Google Maps), onde basicamente termina a trilha, que está marcada também no Organic Maps.

Nascer do sol do topo.

Depois de ver o nascer do sol, eu voltei também à tarde (basta guardar o ingresso) e, pelo menos durante a semana, não havia praticamente ninguém. A cor dos lagos muda ao longo do dia de acordo com a luz, então pode ser interessante voltar.

A entrada no parque nacional custa 150.000 IDR durante a semana e 225.000 IDR no fim de semana. A entrada oficial fica neste ponto da estrada (Google Maps) que sobe ao vulcão. Me disseram que, se você dirigir até o vilarejo de Pemo, neste ponto (Google Maps) há uma trilha, marcada também no Organic Maps, que sobe ao vulcão e, na prática, faz você economizar o valor da entrada no parque.

Parque Nacional de Kelimutu.

Fontes termais

Nos arredores de Moni há pelo menos duas fontes termais. Em Air Panas Liasembe (Google Maps) construíram tanques artificiais que os locais usam como banheiro público para tomar banho e afins; a higiene deixa muito a desejar, mas, se você procura uma experiência bem local, dê uma passada à noite; eu era literalmente o único estrangeiro.

Se quiser uma experiência mais natural, recomendo Kolorongo Hot Spring (Google Maps), fontes realmente no meio dos arrozais; infelizmente a pequena piscina natural não é muito funda, mas o cenário é muito bonito.

Cachoeiras

Air Terjun Murundao (Google Maps) fica em pleno “centro”; cobram 5.000 IDR. Nada de excepcional, mas também não é tão ruim para um banho refrescante. Air Terjun Murukeba (Google Maps) é, na minha opinião, muito mais bonita; aqui não dá para tomar banho, mas o cenário é muito impressionante e, além disso, durante a minha visita não havia literalmente ninguém. A trilha começa neste ponto (Google Maps) ao longo da estrada, onde é preciso subir pelo canal de irrigação. Nem sempre é claro, mas está marcada no Organic Maps, então você não deve ter problemas. Não muito longe também há algumas fumarolas (Google Maps).

Air Terjun Murukeba.

Onde ficar em Moni?

Eu passei umas duas noites no Moni Mahalika, quartos muito espaçosos e suficientemente afastados da estrada para não ouvir o barulho do trânsito. Recomendada.

Como chegar a Moni?

Se você não tem veículo próprio, como fica ao longo da Trans-Flores Highway, Moni deve ser atendida pelos minibus da Gunung Mas. Vindo de Bajawa, talvez você precise trocar de ônibus em Ende.

Fumarolas perto da cachoeira.

Koka Beach

Koka Beach ou Pantai Koka (Google Maps) é uma praia muito bonita, que fica mais ou menos a meio caminho entre Moni e Maumere. É uma parada relativamente popular entre os tours organizados, que costumam fazer a pausa para o almoço aqui e passar algumas horas antes de seguir para um dos dois destinos. Se você tem tempo disponível e procura um lugar para passar uns dias de descanso, acho que vale a pena ficar mais tempo.

A praia é particularmente agradável à noite ou de manhã, quando não há os visitantes de bate-volta que, de qualquer forma, por essas bandas da Indonésia nunca são muitos. Com exceção talvez do fim de semana, quando o turismo local pode se fazer sentir.

Koka Beach.

Onde ficar em Koka Beach?

Eu fiquei direto na praia, no Koka Beach Homestay by Blasius Woda (Google Maps). Os bangalôs são muito espartanos, mas também não são tão ruins assim. O casal que administra também o restaurante na praia é realmente simpático e a comida é deliciosa.

Como chegar a Koka Beach?

Se você não tem veículo próprio, poderia pedir para ser deixado na Trans-Flores Highway e depois pegar um mototáxi ou simplesmente caminhar, já que são menos de 2 km.

Ao longo da Trans-Flores Highway.

Maumere

Maumere é a maior cidade da ilha. Sinceramente, não é um destino muito interessante, mas aqui há um aeroporto com vários voos diários para Bali e não só. Por isso é um bom ponto de partida ou de chegada para um roteiro em Flores.

Quanto ao resto, certamente não é uma cidade muito interessante, então não recomendo ficar muito tempo. Mesmo assim, há algumas atrações na região que você pode considerar visitar. Não fui, mas o passeio de um dia às ilhas Pulau Koja Doi (Google Maps), Pulau Pangabatang (Google Maps) e Pulau Babi (Google Maps) parece relativamente popular, e pelo visto o snorkeling não é nada mal. Todas as guesthouses parecem oferecer o tour.

Se você decidir ficar na região por mais de alguns dias, provavelmente compensa se hospedar nos arredores de Hitokalak; aqui há algumas guesthouses bonitas a dois passos da praia, como a Lena House e a Sunset Cottages, mas também centros de mergulho como a Santai Divers Maumere e o HAPPY DIVE RETREAT. Você também poderia organizar uma caminhada ao Mount Egon (Google Maps).

Onde ficar em Maumere?

Eu fiquei no Guest House Dorm Floressa, nada de excepcional, mas, se você procura algo econômico, para uma noite está mais do que bom. Como acabei de dizer, se você quiser ficar alguns dias, acho preferível se hospedar a leste da cidade, ou seja, na Lena House ou na Sunset Cottages.

Como chegar a Maumere?

Como antecipei, Maumere tem um aeroporto com vários voos diários para Labuan Bajo, Bali e Kupang, em Timor. Há também ônibus diretos e táxis compartilhados que chegam pelo menos até Bajawa. Eu, por exemplo, para voltar a Ende e pegar a balsa para Sumba, mandei a guesthouse reservar um táxi compartilhado.

17 Islands National Park.

SUMBA

Sumba, a ilha que fica ao sul de Flores, é um dos destinos menos turísticos que já visitei em todas as minhas viagens. Se você quer mesmo sair dos circuitos turísticos clássicos da Indonésia e saborear uma ilha ainda muito selvagem, pouco conhecida e pouco visitada, Sumba pode ser a sua cara.

Pôr do sol em Sumba.

Como se locomover em Sumba

Antes mesmo de falar sobre o que fazer e ver em Sumba, acho que vale a pena dizer duas palavras sobre como se locomover pela ilha, já que o transporte público, com exceção de algumas conexões entre as principais cidades, não é uma opção.

Sumba de scooter/moto

A menos que você decida optar por um motorista particular, para explorar a ilha mais cedo ou mais tarde você vai ter que alugar uma scooter, por força das circunstâncias. O que eu fiz, e recomendo a quem quer o máximo de liberdade e uma pitada de aventura, é dividir a ilha em três partes: oriental, central e ocidental. Para cada parte da ilha, alugue uma scooter, faça seus passeios, devolva a scooter e depois se desloque para leste/oeste de transporte público. As três bases ideais para alugar uma scooter são, respectivamente: Waingapu, Waikabubak e Tambolaka.

As estradas principais melhoraram bastante nos últimos anos e, no geral, estão em boas condições; além disso, há pouquíssimo trânsito na ilha, então dirigir é bastante agradável. As estradas secundárias, por outro lado, muitas vezes estão em estado desastroso, assim como muitos dos acessos a cachoeiras e praias diversas. Nada impossível, mas é com certeza aconselhável ter um mínimo de familiaridade com duas rodas.

Em Waingapu aluguei uma scooter com a Muruhumba Trans (Instagram); na página você encontra o número de WhatsApp. O jovem casal com quem lidei não só fala um ótimo inglês, como também é extremamente disposto a dar conselhos, realmente muito simpático. Entregaram a scooter direto no hotel e depois vieram buscar sem custos adicionais. Paguei 150.000 IDR por dia por uma Yamaha Fazzio zerinha.

Em Waikabubak, por outro lado, aluguei a scooter direto na guesthouse; a scooter estava péssima, mas quiseram “só” 100.000 IDR por dia, que para Sumba é um bom preço.

Em Tambolaka, por fim, aluguei a scooter na Arinka Scooter Rental Sumba (Google Maps), uma Honda Vario de 2015 em boas condições por 200.000 IDR por dia. O serviço de aluguel fica logo na saída do aeroporto, então você pode retirar/devolver a scooter na chegada/partida. Você pode contatá-los diretamente pelo WhatsApp, no número que encontra no Google Maps. Outra opção é a Afiv Rent car, Tour & Adventure Sumba (Google Maps), que fica ao lado do outro serviço de aluguel; eles também têm ótimas avaliações, mas com preços mais altos.

Pelas estradas de Sumba.

Motorista particular em Sumba

Um pouco como em Sumatra e Flores, aqui também a maioria dos viajantes, principalmente famílias ou tours organizados, decide simplesmente contratar um motorista particular. É com certeza uma opção cômoda e prática, mas também de longe a mais cara. As guesthouses normalmente são capazes de fornecer mais de um contato, caso você tenha interesse, ou, se quiser, você poderia contatar diretamente as agências citadas antes. A Muruhumba Trans (Instagram) e a Afiv Rent car, Tour & Adventure Sumba (Google Maps) oferecem com certeza esse tipo de serviço. Como alternativa, faça uma busca no Google Maps escrevendo “Rental mobil” e devem aparecer várias opções. Se você gosta de dirigir, poderia alugar um carro você mesmo, embora eu pessoalmente pensaria duas vezes.

Transporte público em Sumba

Como antecipei, com exceção das conexões ao longo da via principal que liga Waingapu a Tambolaka passando por Waikabubak, o transporte público é praticamente inexistente.

Waingapu (Sumba Oriental)

Waingapu é a principal cidade da parte oriental da ilha. Daqui há conexões aéreas diárias para Bali, mas também conexões de balsa para Ende, na ilha de Flores, o que a torna um bom ponto de chegada ou partida. Waingapu em si não tem nada a oferecer aos turistas, mas pode ser usada como base para explorar os arredores. A única atração de verdade na cidade é o vilarejo Kampung Raja Prailiu (Google Maps), que tem dezenas de casas tradicionais e alguns megálitos.

As árvores dançantes de Sumba

A cerca de meia hora de Waingapu, mais precisamente em Pantai Walakiri (Google Maps), ficam as icônicas árvores dançantes de Sumba. Esse tipo de mangue esculpido pelo vento oferece uma vista, no mínimo, única, especialmente na maré alta, quando parecem flutuar na água. A própria praia também não é tão ruim. A área onde tirei as fotos fica um pouco afastada da praia principal; mais precisamente, eu estava neste ponto (Google Maps).

As árvores dançantes de Sumba.

Praia de Puru Kambera, Cachoeira Tanggedu e vilarejo de Wunga

A oeste da cidade você poderia dar uma passada em Pantai Puru Kambera (Google Maps), uma praia muito bonita e basicamente deserta; daqui siga então em direção à cachoeira Air Terjun Tanggedu (Google Maps); no caminho há um mirante bonito, o Savana Puru Kambera (Google Maps).

Pantai Puru Kambera.

De qualquer forma, a cachoeira não é nada mal e há belas piscinas naturais onde tomar banho e passar algumas horas de descanso. A entrada custa 25.000 IDR. Se você tem uma scooter, pode dirigir até o estacionamento da cachoeira propriamente dita, percorrendo o que, na prática, é mais uma trilha do que uma estrada. A alternativa é deixar a scooter no início dessa trilha/estrada e seguir a pé por uns vinte minutos, ou então pegar um mototáxi por cerca de 50.000 IDR.

Por fim, você poderia seguir para Kampung Adat Wunga (Google Maps) que, segundo a história local, é considerado o mais antigo da ilha. Eu não fui porque, primeiro, não parece que haja muito o que ver e, depois, não estava a fim de fazer todo aquele caminho.

Air Terjun Tanggedu.

As colinas verdes de Sumba

Toda a área ao redor de Waingapu é caracterizada por paisagens de colinas que, durante a estação chuvosa, se pintam de um verde vivo, dando vida a panoramas realmente pitorescos. Eu visitei a ilha no fim da estação seca, então as condições não estavam nada ideais. Estive só em Bukit Tanau (Google Maps), logo na saída da cidade. Outros mirantes populares são: Bukit Hiliwuku (Google Maps), Savana Merdeka (Google Maps), Bukit Wairinding (Google Maps) e Bukit Ndapayami (Google Maps). Estes dois últimos ficam na estrada que leva a Tarimbang e Waikabubak, então, dependendo de como você se desloca, poderia considerar fazer um pequeno desvio. Sugiro que leia algumas avaliações recentes, porque as estradas que levam a esses mirantes costumam estar em estado desastroso.

Pantai Tarimbang

A praia de Tarimbang (Google Maps) é uma das mais bonitas que já vi na vida. Uma grande baía de areia branca, água cristalina e selva que chega até o mar. Ainda bem longe do turismo de massa, é uma verdadeira pérola. Alguns decidem visitá-la num bate-volta saindo de Waingapu, mas acho que vale muito a pena passar pelo menos uma noite, até porque estamos falando de mais de duas horas da cidade por uma estrada que em alguns trechos está bem ruim.

Pantai Tarimbang.

Por anos houve uma única guesthouse, a Marthen Homestay (Google Maps), que tem também um site oficial. Eu fiquei aqui umas duas noites, bangalôs muito simples; os que têm banheiro privativo são decididamente mais bonitos. Você pode reservar mandando uma mensagem pelo WhatsApp. Enquanto estava lá, conheci três surfistas australianos na casa dos sessenta anos que frequentam a praia há uns vinte anos e me disseram que o surfe é excelente. Uma segunda opção, bem mais cara, é o Camp Tarimbang (site oficial). A estrutura foi aberta recentemente por um rapaz alemão que tive a chance de conhecer numa tarde na praia, e me pareceu uma pessoa muito simpática.

De qualquer forma, eu me limitei a curtir a belíssima praia, embora, se quiser, dê para organizar passeios a pé ou de barco até as baías vizinhas ou ir às cachoeiras Kabubul (Google Maps) e Laputi (Google Maps).

Pantai Tarimbang.

Cachoeira Wai Marang e sudeste de Sumba

A Cachoeira Wai Marang (Google Maps) fica a cerca de duas horas de Waingapu. Embora a cachoeira em si seja pequenininha e com certeza nada impressionante, a piscina natural ao pé dela, imersa na floresta, a torna realmente muito bonita e encantadora. O último trecho de estrada até o estacionamento está bem ruim, então se prepare! De qualquer forma, uma vez chegando ao estacionamento, não precisa de guia de jeito nenhum; a trilha é fácil de seguir e está marcada no Organic Maps.

Cachoeira Wai Marang.

Muita gente visita a cachoeira num bate-volta, mas eu saí de Waingapu à tarde e depois passei a noite na Purnama Kasih Homestay (Google Maps); a loja ao lado funciona como “recepção”. Acomodação bem local. Se você procura algo com padrões mais ocidentais, mas também bem mais caro, dê uma olhada no Ecoresort Sumba Dream (site oficial).

Kampung Adat Praiyawang.

No dia seguinte segui então para o extremo sul da ilha, fazendo uma breve parada no vilarejo tradicional Kampung Adat Praiyawang (Google Maps). Passei alguns dias no Sumba Adventure Resort, e era literalmente o único hóspede. Toda a área é ainda menos turística do que o resto de Sumba; aqui há extensões infinitas de praias desertas e muita, mas muita paz mesmo. Outras duas opções para dormir nos arredores são o Wajonata Sumba e o Kalala Beach Resort (fechado para reformas durante a minha visita). Antes da covid, o Sumba Adventure Resort oferecia atividades como mergulho, pesca e afins, mas quando estive lá havia tão pouco turismo que tinham suspendido tudo; na prática, passei meus dias lendo na praia. Se quiser dar uma volta, você pode ir a Pantai Watuparunu (Google Maps).

Praia em frente ao Sumba Adventure Resort.

Onde ficar em Waingapu?

Eu passei algumas noites no Hotel Jemmy (Google Maps), um hotel frequentado mais que tudo por locais, quartos bem básicos, mas baratos. Não muito longe há um restaurante bonito onde fui comer mais de uma vez: Timoer Cafe (Google Maps). Se você procura algo com padrões mais ocidentais, mas ainda assim não muito caro, dê uma olhada no LOPE HOMESTAY, na Casa Kandara e no Pondok Wisata dan Restoran Elim.

Como chegar a Waingapu?

Do porto de Waingapu (Google Maps) há conexões de balsa para o porto de Ende, em Flores (Google Maps). Foi exatamente assim que cheguei a Sumba. Você pode reservar online neste site; pelo menos na época em que escrevi este guia, era preciso ter uma conta em banco local para fazer o pagamento. Pessoalmente, você pode comprar a passagem aqui (Google Maps). Como antecipei, do aeroporto de Waingapu há também voos diários de e para Bali. De e para Waikabubak, o pessoal da guesthouse me recomendou pegar a van da Travel Sinar Lombok (Instagram); eles reservaram para mim pelo WhatsApp e foram me buscar direto na guesthouse. Como alternativa, você pode ir ao terminal rodoviário (Google Maps) e, pelo menos durante o dia, não deve ter dificuldade para achar uma partida.

Pantai Watuparunu.

Waikabubak (Sumba Central)

Como antecipei, Waikabubak é a base ideal para explorar a parte centro-ocidental da ilha. Se você vem de Waingapu, antes mesmo de chegar a Waikabubak, poderia parar no vilarejo tradicional Kampung Adat Pasunga (Google Maps). Aqui parece haver uma bela coleção de túmulos Marapu. Eu fiz esse trecho de transporte público, então fazer uma breve parada não era uma opção.

Na própria Waikabubak há ainda alguns outros vilarejos tradicionais que dá para visitar; o mais famoso é sem dúvida Prai Ijing (Google Maps), que é muito fotogênico e bem conservado e, embora bastante comercializado, achei os moradores realmente simpáticos e agradavelmente curiosos. Cobram 25.000 IDR para entrar. O outro vilarejo que costuma ser recomendado é Kampung Tarung (Google Maps); não fui, mas imagino que não seja muito diferente dos outros vilarejos tradicionais.

Prai Ijing.

Cachoeiras

As cachoeiras Lapopu (Google Maps) e Matayangu (Google Maps) ficam ao longo da mesma trilha, a pouca distância uma da outra. O percurso para chegar até elas está disponível tanto no Organic Maps quanto no All Trails, mas os locais não só querem 150.000 IDR pela entrada, como parecem fazer questão de obrigar você a contratar um guia por mais 100.000 IDR. Leia algumas avaliações recentes, mas eu, nessas condições, preferi evitar.

Fui, por outro lado, a Wee Kacura (Google Maps); infelizmente aqui também pedem alto e oferecem um guia que não é necessário de jeito nenhum. Pelo menos são mais razoáveis, pedindo 50.000 IDR, mas você pode tranquilamente dar 20.000 IDR. A série de pequenas cachoeiras e piscinas entre os arrozais é realmente muito bonita.

Wee Kacura.

Por fim, estive na cachoeira Lokomboro (Google Maps), que merece de verdade; além disso, não havia mais ninguém durante a minha visita. Você pode estacionar direto na pequena usina hidrelétrica (Google Maps), e dali é preciso subir o rio por algumas centenas de metros. O zelador se ofereceu para me guiar e, sinceramente, pelo menos dessa vez acho que valeu a pena; pelo menos me mostrou como subir o rio sem tomar banho. Dei 50.000 IDR a ele porque se revelou realmente útil e simpático.

Cachoeira Lokomboro.

Praias

Nesta parte de Sumba não achei as praias particularmente bonitas e, principalmente, muitas vezes são pouco indicadas para nadar. Em compensação, para os amantes de surfe, por estas bandas parece haver algumas das melhores praias do mundo, como Pantai Marosi. Se, como eu, você não tem interesse em surfar, mas só em nadar, recomendo a pequena praia de Pantai Watu Bella, que fica ao lado da anterior e é acessível atravessando um vilarejo. Podem pedir que você compre um coco ou pague pelo estacionamento. Outras praias nos arredores são Pantai Kerewei e Nihiwatu; esta última infelizmente, apesar de a lei proibir, é na prática privatizada (pelo resort de luxo Nihi Sumba).

Pantai Marosi.

Onde ficar em Waikabubak?

Eu fiquei no Shekinah Homestay & Cafe Waikabubak RedPartner, que fica em Waikabubak. Achei muito mais prático para os deslocamentos, mas, se você quiser passar alguns dias na praia sem gastar uma fortuna, poderia considerar o THE VILLAGE INN Rua Beach e o Jhony Homestay.

Como chegar a Waikabubak?

Como escrevi antes, de e para Waingapu, o pessoal da guesthouse me recomendou pegar a van da Travel Sinar Lombok (Instagram); eles reservaram para mim pelo WhatsApp e foram me buscar direto na guesthouse. De e para Tambolaka, durante a semana há vans que partem com frequência. Nas guesthouses me disseram que poderiam mandar me buscar, mas eu me desloquei num domingo, então acabei indo ao “terminal” (Google Maps), onde – com uma boa dose de Google Tradutor e a ajuda de uma passante que falava inglês – consegui fazer partir uma espécie de minibus “privado” (mesmo assim paramos para pegar mais gente pelo caminho) que por 100.000 IDR me levou até o hotel.

Kampung Tarung.

Tambolaka (Sumba Ocidental)

Um pouco como Waingapu, Tambolaka não tem muito a oferecer além de um ponto de chegada ou partida em Sumba e uma base razoável para explorar a parte ocidental da ilha.

A praia mais bonita, não muito longe da cidade, é, na minha opinião, Pantai Oro (Google Maps). Estacionei direto na Oro Beach Houses e usei o acesso deles; a equipe me disse que não havia problema nenhum. A praia é muito bonita e tranquila, perfeita para ver o pôr do sol.

Pantai Oro.

Descendo para o sul, recomendo visitar o Museu Rumah Budaya Sumba (Google Maps) que, durante a minha visita, estava porém meio fechado; só dava para visitar uma sala, então não vou opinar, mas tecnicamente pode ser uma visita interessante. Dali siga para Waikuri (Google Maps), uma belíssima lagoa onde dá para nadar e passar algumas horas de descanso. A entrada custa 20.000 IDR.

Waikuri.

Você também poderia ir à vizinha Pantai Mandorak (Google Maps), uma pequena baía protegida, perfeita para nadar. Infelizmente há um monte de crianças pedindo dinheiro; se você não quer passar por “insensível”, provavelmente é melhor ir para outro lugar. Um pouco mais ao sul, Pantai Pero (Google Maps) não é ruim; cobram 5.000 IDR pelo estacionamento.

Pantai Mandorak.

Não muito longe fica o icônico vilarejo tradicional Ratenggaro (Google Maps), com certeza o vilarejo mais fotogênico da ilha, além de o mais popular. Aqui também muitas avaliações falam de crianças insistentes que pedem dinheiro e afins, então eu preferi evitar e ir ao vizinho Wainyapu (Google Maps). Infelizmente esse vilarejo pegou fogo recentemente, então não havia muito o que ver, mas os locais se mostraram muito simpáticos, curiosos e surpresos ao me ver chegar. Depois desci à praia e fiz o drone voar sobre Ratenggaro para tirar a icônica foto.

Pantai Pero.

Por fim, se sobrar tempo, recomendo dirigir até Pantai Mbawana (Google Maps), belíssima praia deserta que se alcança ao final de uma estrada de terra; o acesso fica neste ponto (Google Maps). Estive também em Pantai Watu Malandong (Google Maps), mas, na minha opinião, não vale a pena.

Ratenggaro.

Onde ficar em Tambolaka?

Eu fiquei no Hotel Pasola, convenientemente localizado perto do aeroporto e nada mal considerando o preço. Se você prefere um lugar bem mais bonito, à beira-mar, dê uma olhada no Oro Beach Houses.

Como chegar a Tambolaka?

Do aeroporto de Tambolaka há voos diários para Bali. Além disso, do vizinho porto de Waikelo (Google Maps) há balsas para Sape, em Sumbawa (Google Maps). A mesma balsa deve fazer parada também em Labuan Bajo, na ilha de Flores. Você pode reservar online neste site, mas pelo menos na época em que escrevi este guia era preciso ter uma conta em banco local para fazer o pagamento.

Durante a semana, de e para Waikabubak, há vans que partem com frequência. Nas guesthouses me disseram que poderiam mandar me buscar, mas eu me desloquei num domingo, então acabei indo ao “terminal” (Google Maps), onde com uma boa dose de Google Tradutor e a ajuda de uma passante que falava inglês consegui fazer partir uma espécie de minibus “privado” (mesmo assim paramos para pegar gente pela estrada) que me levou até o hotel por 100.000 IDR. Se você viaja no sentido oposto, pode pegar a van da Travel Sinar Lombok (Instagram), que, se quiser, você pode reservar pelo WhatsApp; como alternativa, o escritório/ponto oficial deve ser este (Google Maps).

N.b. Aqui termina a minha experiência direta com as ilhas maiores do arquipélago indonésio, mas, para ser completo, há muitos outros destinos possíveis que acho que vale a pena mencionar.

Pantai Mbawana.

TIMOR

Do grupo das ilhas do sul, Timor é a mais a leste de todas; não estive lá pessoalmente, mas, enquanto estava em Flores, conheci mais de um viajante que chegava de lá ou seguia nessa direção. Caso precise, aqui você poderia fazer um visa-run por terra entrando em Timor-Leste (aqui você encontra um guia). Dito isso, dos poucos viajantes que se aventuram por essas bandas, até onde sei, a maioria se limita a visitar a ilha Pulau Rote (aqui você encontra um guia). O resto de Timor é ainda menos turístico, a infraestrutura é o que é, e até só pensar em reservar hospedagem online ou achar algum restaurante aberto ao público parece ser utopia. Nesta página você encontra mais informações.

KALIMANTAN (BORNÉU)

Kalimantan nada mais é que a parte indonésia da ilha de Bornéu. Também não estive lá, mas, enquanto viajava pela parte malaia da ilha, cruzei com alguns viajantes a caminho de Kalimantan. As ilhas Derawan são particularmente populares (aqui você encontra um guia). Considerando que Nusantara, a nova capital da Indonésia, fica justamente em Kalimantan, imagino que num futuro próximo a ilha possa ver um forte desenvolvimento, sobretudo em termos de infraestrutura, o que poderia levar a um maior desenvolvimento do turismo.

SULAWESI

Sulawesi está se tornando relativamente popular. Nas minhas últimas viagens à Indonésia encontrei mais de um viajante que tinha estado lá ou pretendia ir. Continua sendo, de qualquer forma, um destino cujo setor turístico ainda está nos primórdios, com tudo o que isso implica. Aqui você encontra um par de ótimos guias para planejar um roteiro na ilha: Guia um e Guia dois.

ILHAS BANDA

O arquipélago das ilhas Banda está entre os mais remotos e menos explorados de todo o país; se você procura um destino realmente fora do radar, as ilhas Banda podem ser a sua cara. Aqui você encontra um guia relativamente detalhado.

PAPUA (NOVA GUINÉ OCIDENTAL)

A Indonésia administra a parte ocidental da grande ilha da Nova Guiné, no extremo leste do país. Estamos falando da província de Papua, que na prática é talvez o destino menos turístico de toda a Indonésia.

A oeste, porém, o arquipélago Raja Ampat é uma exceção, considerado o ambiente marinho mais biodiverso do mundo. Situado no coração do Triângulo de Coral, abriga mais de 75% das espécies de corais conhecidas, mais de 1.400 espécies de peixes de recife e uma extraordinária variedade de vida marinha, incluindo tubarões, mantas e tartarugas. Graças à sua localização remota e aos esforços de conservação, Raja Ampat é um paraíso para mergulhadores e amantes do mar.

Ao longo dos anos conversei com mais de um viajante que fez vários mergulhos tanto em Komodo quanto em Raja Ampat, e muitos parecem preferir Komodo, que com certeza é muito mais acessível e econômica. De qualquer forma, nesta página você encontra um guia.

Roteiros sugeridos na Indonésia

Depois desta longa seção dedicada ao que fazer e ver na Indonésia, você já deve ter percebido que se trata de um país enorme. Mesmo passando quase cinco meses por lá, consegui visitá-lo só em parte. Sei que a maioria das pessoas dispõe de ainda menos tempo, então, em vez de propor roteiros para o país inteiro, como costumo fazer, aqui embaixo você vai encontrar roteiros dedicados às ilhas individuais, fáceis de combinar para criar viagens mais ou menos longas.

Como acontece com qualquer país, não existe um roteiro perfeito que sirva para todo mundo. Considere, portanto, o que vem a seguir como um ponto de partida: adapte-o ou crie um personalizado de acordo com os seus interesses e o seu orçamento!

Vale de Harau.

Roteiro de duas semanas em Sumatra

Principalmente se você não tem planos de passar outros dias de praia durante a sua viagem pela Indonésia, acho que vale a pena começar a viagem em Banda Aceh, para passar alguns dias na ilha Pulau Weh. Caso contrário, você poderia voar direto para Medan.

Banda Aceh (1 noite)

Dia 1:

Dependendo do seu horário de chegada, você poderia ir direto para Pulau Weh; caso contrário, sem sair da cidade, poderia visitar umas duas atrações dedicadas ao tsunami e a mesquita.

Pulau Weh (3 noites)

Dia 2:

Balsa de Banda Aceh para Pulau Weh. Passe o resto do dia na praia.

Dia 3:

Snorkeling em Pantai Iboih, tour de barco ou mergulho.

Dia 4:

Volta pela ilha de scooter.

Medan (1 noite)

Dia 5:

Balsa de Pulau Weh para Banda Aceh. Voo para Medan ou ônibus noturno. Se você chegar de voo à tarde, poderia passar o resto do dia em Medan, talvez visitando a Tjong A Fie Mansion e a mesquita Masjid Raya Medan.

Bukit Lawang (4 noites)

Dia 6:

Ônibus de Medan para Bukit Lawang. Organize o trekking para o dia seguinte. Você poderia dar uma passada no mercado local, na bat cave ou simplesmente passar o resto do dia no rio.

Dia 7:

Primeiro dia de trekking.

Dia 8:

Segundo dia de trekking.

Dia 9:

Terceiro dia de trekking.

Berastagi (2 noites)

Dia 10:

Transfer de Bukit Lawang para Berastagi. Dê uma passada no mercado local e visite o pequeno museu.

Dia 11:

Caminhada ao vulcão Sibayak e depois visite as termas.

Lago Toba (2 noites)

Dia 12:

Transfer de Berastagi para o Lago Toba. Passe o resto do dia relaxando.

Dia 13:

Dia de exploração no Lago Toba.

Dia 14:

Volta a Medan.

Pôr do sol no Vale de Harau.

Roteiro de três semanas em Sumatra

Com uma semana a mais, recomendo seguir o roteiro de duas semanas que acabei de descrever e depois considerar a ideia de voar de Medan para Padang (ou pegar o ônibus) e visitar as ilhas Mentawai. Se sobrarem uns dois dias, vale com certeza visitar também o Vale de Harau.

Roteiro de duas semanas em Java

Dados os numerosos voos para Jacarta, este é um roteiro relativamente popular e pode ser facilmente combinado com alguns dias na vizinha Bali.

Jacarta (1 noite)

Dia 1:

Sinceramente, não acho que valha a pena ficar mais de uma noite em Jacarta, principalmente se você está com os dias contados. Se tiver tempo, poderia participar de um free walking tour.

Yogyakarta (4 noites)

Dia 2:

Trem ou voo doméstico de Jacarta para Yogyakarta. Se sobrar tempo, você pode explorar a cidade.

Dia 3:

Templo de Borobudur e Templo de Prambanan.

Dia 4:

Alugue uma scooter. Vá à cachoeira Air Terjun Kedung Kayang e depois siga para Nepal Van Java.

Dia 5:

Subida ao Monte Sumbing. Volte a Yogyakarta.

Karimun Jawa (5 noites)

Dia 6:

Se você ainda não fez isso, poderia visitar Yogyakarta de manhã e depois pegar o transfer para Jepara à tarde. Se quiser, poderia viajar de noite e deixar Yogyakarta no dia anterior.

Dia 7:

Balsa ou speedboat para Karimun Jawa. Tarde na praia.

Dia 8:

Dia de descanso na praia.

Dia 9:

Tour de barco.

Malang (1 noite)

Dia 10:

Balsa ou speedboat para Jepara. Transfer para Malang.

Monte Bromo (1 noite)

Dia 11:

Você poderia visitar o rainbow village de manhã e depois alugar uma scooter para fazer o circuito Bromo – Tumpak Sewu ou se juntar a um tour organizado. Você poderia ir à cratera do Monte Bromo à tarde. Passe a noite em Cemoro Lawang.

Cachoeira Tumpak Sewu (1 noite)

Dia 12:

Nascer do sol em King Kong Hill. Transfer e visita à cachoeira Tumpak Sewu à tarde.

Kawah Ijen (2 noites)

Dia 13:

Volta a Malang e trem para Banyuwangi.

Dia 14:

Caminhada a Kawah Ijen.

Roteiro de três semanas em Java

Com uma semana a mais disponível, você poderia incluir uns dois dias em Bandung e, caso tenha interesse em surfar, uma opção entre Cimaja e Batukaras.

Broken Beach.

Roteiro de duas semanas em Bali

Acho que este é o roteiro ideal para quem visita a Indonésia pela primeira vez, quer o meio-termo certo entre templos, praias e trekking e não tem problema em visitar muitos lugares particularmente turísticos.

Sul de Bali (3 noites)

Dia 1:

Recupere-se do jet lag e passe um dia de descanso na praia.

Dia 2:

Explore a Península de Bukit e o Templo de Uluwatu.

Dia 3:

Explore a área ao norte; a cachoeira Tegenungan e o Taman Ayun, se quiser, podem ser substituídos por alguma outra atividade. Tanah Lot ao pôr do sol.

Ubud (3 noites)

Dia 4:

Transfer do Sul de Bali para Ubud de manhã, explore o centro de Ubud, o mercado central e o palácio de Ubud. À tarde vá à Monkey Forest.

Dia 5-6:

Visite os terraços de arroz de Tegalalang e depois escolha talvez uns dois templos ou cachoeiras de acordo com os seus interesses e, principalmente, com a sua disposição para dirigir a scooter.

Centro de Bali (2 noites)

Dia 7:

Visite os arrozais de Jatiluwih, a cachoeira Air Terjun Leke Leke e o Templo Ulun Danu Beratan. Passe a noite em Munduk.

Dia 8:

Visite as cachoeiras nos arredores de Munduk.

Kintamani (2 noites)

Dia 9:

Transfer para Kintamani.

Dia 10:

Subida ao Monte Batur.

Amed (2 noites)

Dia 11:

Visite o Templo Besakih. Transfer para Amed.

Dia 12:

Snorkeling ou mergulho em Amed. Pôr do sol em Lahangan Sweet.

Amlapura (2 noites)

Dia 13:

Transfer para Amlapura. Visite o vilarejo tradicional Bugbug e passe o resto do dia em Virgin Beach.

Dia 14:

Nascer do sol em Bukit Cinta. Volta ao Sul de Bali.

Roteiro de três semanas em Bali

Se você tiver alguns dias a mais disponíveis, poderia acrescentar uma visita a Lovina, às ilhas Nusa ou até às ilhas Gili.

Kelingking Beach.

Roteiro de duas semanas em Lombok

Se você não tem nenhuma intenção de subir ao cume do Monte Rinjani, duas semanas em Lombok é muito tempo, sem dúvida.

Ilhas Gili (3 noites)

Dia 1:

Speed boat saindo de Bali. Descanso na praia.

Dia 2:

Tour de snorkeling.

Dia 3:

Descanso na praia.

Senaru (4 noites)

Dia 4:

Barco das ilhas Gili para Bangsal. Alugue uma scooter ou organize um transfer para Senaru. Visite as cachoeiras. Organize o trekking para o dia seguinte.

Dia 5:

Trekking ao Monte Rinjani.

Dia 6:

Trekking ao Monte Rinjani.

Dia 7:

Último dia do trekking. Passe a noite em Senaru.

Sembalun Lawang (1 noite)

Dia 8:

Transfer de Senaru para Sembalun Lawang. Dê uma passada em Bukit Selong à tarde.

Tetebatu (3 noites)

Dia 9:

Se as pernas ainda não estiverem muito mal por causa do Rinjani, suba Pergasingan Hill ao amanhecer. Transfer de Sembalun Lawang para Tetebatu. Descanso.

Dia 10:

Visite as cachoeiras Benang Stokel e Benang Kelambu.

Dia 11:

Explore Tetebatu e arredores. Cachoeiras, monkey forest e arrozais.

Kuta Lombok (3 noites)

Dia 12:

Transfer de Tetebatu para Kuta Lombok. Praia e mirante ao pôr do sol.

Dia 13:

Surfe ou dia de praia.

Dia 14:

Surfe ou dia de praia.

Roteiro de três semanas em Lombok

Com uma semana a mais disponível, você poderia considerar a ideia de passar alguns dias na região de Ekas e Senggigi.

Monte Rinjani.

Roteiro de duas semanas em Flores

Muitos viajantes chegam a Flores fazendo o tour de barco saindo de Lombok, como descrito no guia, então, por comodidade, vou começar o roteiro justamente assim.

Parque Nacional de Komodo (3 noites)

Dia 1:

Primeiro dia do tour.

Dia 2:

Segundo dia do tour.

Dia 3:

Terceiro dia do tour.

Labuan Bajo (1 noite)

Dia 4:

Quarto dia do tour. Passe a noite em Labuan Bajo.

Wae Rebo (1 noite)

Dia 5:

Alugue uma scooter, dirija até o estacionamento na base de Wae Rebo. Suba a trilha e passe a noite no vilarejo.

Ruteng (2 noites)

Dia 6:

Dirija até Ruteng, parando nos arrozais Lingko Spider Web.

Dia 7:

Explore Ruteng e arredores.

Bajawa (2 noites):

Dia 8:

Dirija até Bajawa. Visite uns dois vilarejos e talvez um dos mirantes ao pôr do sol.

Dia 9:

Subida ao Monte Inerie. Descanso nas fontes termais.

Riung (2 noites)

Dia 10:

Dirija até Riung. Mirante ao pôr do sol.

Dia 11:

Tour ao parque nacional.

Moni (1 noite)

Dia 12:

Dirija até Moni. Explore as cachoeiras e fontes termais.

Koka Beach (1 noite)

Dia 13:

Nascer do sol do topo do Kelimutu. Dirija até Koka Beach. Descanso na praia e passe a noite aqui.

Maumere (1 noite)

Dia 14:

Manhã na praia e depois dirija até Maumere.

Roteiro de três semanas em Flores

Com uma semana extra disponível, você poderia ficar mais alguns dias em Labuan Bajo para mergulhar e talvez visitar a Rangko Cave. Outras opções poderiam ser uns dois dias de descanso em Koka Beach ou o Tour de barco em Maumere.

Tololela.

Roteiro de duas semanas em Sumba

Na minha opinião, duas semanas em Sumba são o meio-termo certo para ver tudo o que a ilha tem a oferecer, ainda reservando mais de um dia de descanso total.

Waingapu (2 noites)

Dia 1:

Chegada a Sumba. Alugue uma scooter. Passe o resto do dia em Pantai Walakiri para admirar as árvores dançantes.

Dia 2:

Praia de Puru Kambera, Cachoeira Tanggedu e vilarejo de Wunga.

Pantai Tarimbang (2 noites)

Dia 3:

Dirija até Pantai Tarimbang. Resto do dia na praia.

Dia 4:

Você poderia visitar uma das cachoeiras ou simplesmente passar o dia na praia.

Sudeste de Sumba (3 noites)

Dia 5:

Volte a Waingapu e depois dirija até a Cachoeira Wai Marang. Passe a noite nos arredores.

Dia 6:

Visite o vilarejo tradicional Kampung Adat Praiyawang e depois dirija até o extremo sul da ilha. Sumba Adventure Resort e Wajonata Sumba são duas boas opções para dormir.

Dia 7:

Descanso na praia. Você poderia dar uma passada também em Pantai Watuparunu.

Waingapu (1 noite)

Dia 8:

Se sair de manhã cedo, poderia voltar a Waingapu no mesmo dia, ou poderia também passar a manhã na praia, voltar a Waingapu à tarde, devolver a scooter e passar a noite aqui.

Waikabubak (3 noites)

Dia 9:

Transfer de Waingapu para Waikabubak. Visite o vilarejo Prai Ijing que, dependendo de onde você ficar, poderia alcançar direto a pé.

Dia 10:

Alugue uma scooter e desça até as praias; recomendo Pantai Watu Bella em particular. Se quiser, poderia parar nas cachoeiras Lapopu e Matayangu.

Dia 11:

Dê uma passada em Wee Kacura e depois siga para a cachoeira Lokomboro.

Tambolaka (3 noites)

Dia 12:

Transfer Waikabubak – Tambolaka. Alugue uma scooter e passe o resto do dia em Pantai Oro.

Dia 13:

Laguna Waikuri, Pantai Mandorak e Pantai Pero.

Dia 14:

Vilarejo tradicional Ratenggaro ou o vizinho Wainyapu e Pantai Mbawana.

Roteiro de três semanas em Sumba

A menos que você queira passar mais de alguns dias na praia ou surfando, três semanas provavelmente são “demais” e eu realmente não saberia que outro destino acrescentar. Até o roteiro de duas semanas, para algumas pessoas, já poderia ser mais do que suficiente.

Wainyapu.

Como se locomover na Indonésia

Antes de mais nada, como mencionei várias vezes ao longo do guia, recomendo fortemente baixar o Organic Maps. Uso os preciosos mapas offline há muitos anos e acho que são uma ferramenta fantástica para viajar. De qualquer forma, se locomover na Indonésia é, em geral, bem fácil, ou pelo menos é nas principais ilhas turísticas.

Bemos na Indonésia

Os Bemos são a forma tradicional de transporte para distâncias curtas e médias. São basicamente vans, usadas sobretudo por locais, e são a forma de transporte público mais barata de todas. Normalmente têm paradas e terminais designados, mas basicamente podem ser parados em qualquer ponto do trajeto que cobrem.

Shuttle Bus na Indonésia

Os serviços de Shuttle bus são populares sobretudo em Bali, onde qualquer hospedagem ou escritório de turismo consegue vender passagens. A Perama Bus, que opera em Bali e Lombok, é provavelmente a mais popular; preços e horários podem ser tranquilamente conferidos online no site deles.

Bemo tradicional em Bali.

Ônibus na Indonésia

Na Indonésia há uma rede densa de conexões de ônibus, sobretudo nas ilhas mais populosas, como Sumatra e Java. Ao contrário de outros países, via de regra cada cidade tem um terminal próprio de onde operam todas as empresas, o que facilita a vida do viajante. Muitos ônibus de longa distância podem ser reservados online em sites como RedBus e Traveloka.

Grab, Gojek, Indrive e Táxis

O uso dos vários aplicativos de “ride-hailing” é muito difundido em toda a Indonésia, e o custo das corridas, comparado aos padrões europeus, é realmente ridículo; todos os motoristas são cadastrados pelo aplicativo e é mais seguro do que os táxis normais; além disso, não é preciso pechinchar, já que os taxistas tendem a usar tarifas bem majoradas para os turistas. Atenção, porém: assim que se sai das áreas metropolitanas e turísticas, o uso deles é praticamente inexistente; muitas vezes a “máfia local” não deixa ninguém usá-los, formando na prática um cartel. Se você decidir pegar um táxi normal, certifique-se de combinar o preço antes de entrar no carro, para evitar discussões inúteis.

Grab e Gojek também podem ser usados para chamar mototáxis, que os locais chamam de “Ojek”. Estes últimos, para distâncias curtas e médias, não só são extremamente baratos como também muito rápidos. Os motoristas sabem muito bem como se virar no trânsito e podem fazer você economizar um bom tempo. Além disso, se você viaja bem leve, poderia usá-los também para os deslocamentos entre um destino e outro.

Motorista particular na Indonésia

O chamado “driver” é uma forma de transporte relativamente comum na Indonésia entre quem busca o máximo de conforto. Você pode procurar alguns números online em sites como o Reddit, em grupos do Facebook ou no local, perguntando em alguma agência ou guesthouse. Em alguns casos, um método muito mais prático, que eu mesmo usei mais de uma vez, consiste simplesmente em chamar um táxi pelo Grab ou Ojek e, assim que o motorista chegar, negociar uma tarifa fixa fora do aplicativo para o dia todo ou para vários dias, ou talvez simplesmente pedir que ele espere você durante uma visita. Todas as vezes que usei essa “técnica”, os motoristas sempre foram prestativos e honestos, até porque economizam as comissões que teriam que pagar aos vários aplicativos e garantem trabalhar por mais tempo do que uma única corrida.

Alugar scooter na Indonésia

Para quem se sente à vontade para dirigir, acho que alugar uma scooter é a melhor opção de todas para explorar ilhas inteiras como Bali e Lombok. A scooter muitas vezes não só é o meio de transporte mais barato de todos, como também o que oferece o máximo de liberdade. Os preços de aluguel variam muito dependendo de onde você está e por quanto tempo pretende alugar. Em Bali, onde a concorrência é alta, você poderia literalmente alugar a scooter por um mês por uns dois euros por dia, enquanto em Sumba cheguei a pagar até mais de dez euros por dia.

Se você pretende atravessar a Indonésia de scooter/moto, vale com certeza considerar a ideia de comprar um veículo para vender depois na partida; conheci mais de uma pessoa que optou por isso. Um serviço muito interessante, do qual falei também ao longo do guia e que usei pessoalmente em Flores, é o oferecido pela Motor Adventure Bali, que tem escritórios em Java, Bali, Lombok e Flores. Na prática, você poderia alugar um veículo em Jacarta e devolvê-lo em Maumere, atravessando Java, Bali, Lombok, Sumbawa e Flores. Os preços não estão entre os mais baratos, mas é um serviço, no mínimo, único e os veículos estão em ótimas condições.

Até os macacos andam de scooter!

NB: Tecnicamente, para dirigir na Indonésia é exigida a carteira de habilitação internacional. Na prática não é um grande problema, já que, se você for parado, a polícia, muitas vezes corrupta, se contenta com uns trocados. Só procure não ter dinheiro vivo demais com você ou, pelo menos, não guarde tudo na carteira. O verdadeiro problema surge em caso de acidentes graves, que o seu seguro muito provavelmente não cobriria, mas isso é outro assunto. Se você já está no exterior ou simplesmente quer tirar a carteira internacional online, pode fazer isso neste site.

Sembalun.

Trens na Indonésia

Salvo algumas raras exceções para trechos curtos em Sumatra, falar de trens só faz sentido para a ilha de Java, onde a rede ferroviária, no geral, não é nada ruim. Todas as principais cidades da ilha são ligadas por ferrovia e você pode tranquilamente reservar online no Traveloka. Pegar o ônibus não é o fim do mundo, mas os deslocamentos de trem, onde possíveis, não só são mais confortáveis e rápidos como muitas vezes também mais baratos. Reserve com antecedência.

Voos domésticos na Indonésia

Os voos domésticos podem ser muito baratos e, principalmente para quem está com os dias contados, são quase sempre a melhor opção para deslocamentos entre uma ilha e outra ou até dentro da mesma ilha. Cobrir longas distâncias por terra na Indonésia às vezes pode levar muito mais tempo do que se imagina. Há muitas companhias low cost operando no país, e elas aparecem fazendo buscas nos vários buscadores de voos.

Tiu Kelep.

Balsas na Indonésia

Uma opção mais barata do que os voos domésticos são, com certeza, as numerosas balsas que ligam as várias ilhas do arquipélago. A companhia nacional ASDP cobre a maioria dos trechos e, nos últimos anos, houve um esforço importante rumo à digitalização, e hoje, para muitos trechos, as passagens só podem ser compradas online na plataforma ferizy. Infelizmente, na época em que escrevi este guia, para concluir o pagamento é preciso ter uma conta corrente local. Em algumas ocasiões, a equipe da guesthouse onde eu estava hospedado aceitou pagar por mim em troca de dinheiro vivo; de qualquer forma, perto de cada porto sempre se encontra alguém que oferece esse serviço em troca de uma pequena comissão.

Faço questão, por fim, de ressaltar que, enquanto para trechos curtos e muito movimentados como Java – Bali ou Bali – Lombok há várias partidas diárias, para trechos mais longos, como Flores – Sumba ou talvez Flores – Sulawesi, a balsa pode partir até uma única vez por semana. Principalmente durante a estação chuvosa, quando o mar costuma estar mais agitado, as partidas podem ser atrasadas ou canceladas. Em resumo, procure programar esse tipo de deslocamento com bastante antecedência e, uma vez no local, procure confirmar os horários das partidas.

Gurusina.

Viagem para a Indonésia: custos

Quanto custa uma viagem para a Indonésia? Pouco, pouquíssimo. A Indonésia é, sem dúvida, um dos países mais baratos que já visitei. Claro que depende muito de como você viaja e de aonde decide ir, mas para um mochileiro é absolutamente possível manter um orçamento de 30 € por dia ou menos sem realmente se privar de nada.

Custo da hospedagem na Indonésia

Em geral dá para se hospedar tranquilamente em um bom hostel por menos de 10 € por noite; fora dos principais destinos turísticos, é fácil gastar em torno de 5 €. Mesmo para quartos privativos em guesthouses e pequenos hotéis, é pouco provável que se pague mais de 10-15 € por noite.

Custo do transporte na Indonésia

Se locomover por terra na Indonésia é bem barato; ônibus, micro-ônibus e trens oferecem deslocamentos realmente baratos. Quando se começa a preferir transportes privados e voos domésticos, os custos disparam e, provavelmente, serão um item importante do seu orçamento.

Custo da comida na Indonésia

Claro que depende do tipo de restaurante que você procura, mas, se não for muito exigente, os “Warung” – ou seja, pequenos restaurantes locais onde às vezes se escolhe o que comer direto das panelas ou a comida é servida em estilo buffet – são uma ótima opção. Paga-se de acordo com o que se coloca no prato; uma refeição costuma custar em torno de 20.000 – 40.000 IDR. Mesmo em restaurantes menos frequentados por locais, é pouco provável que se pague mais de 50.000 IDR por um prato de Nasi Goreng ou Mie Goreng (arroz frito e macarrão frito).

Um dos meus primeiros pratos na Indonésia por menos de um euro.

Outros custos (saques e chips)

Os custos de saque, usando os melhores cartões para viajar, podem ser reduzidos a zero. Há, de fato, alguns bancos locais que permitem sacar gratuitamente; a menos que as coisas tenham mudado, eu sempre saquei de graça com Mandiri, BSI e Maybank.

Quanto aos chips, a Telkomsel, que tem forte participação estatal, é de longe a operadora com a melhor cobertura no território e, principalmente na Indonésia rural, muitas vezes é literalmente a única opção que funciona. Em resumo, a menos que você queira passar duas semanas na Indonésia no sul de Bali, não considere outras operadoras.

Da última vez que cheguei a Bali, não consegui achar uma única loja que me vendesse um chip sem os pacotes de dados turísticos, que têm preços completamente fora do mercado. Se essa também for a sua experiência, pegue o pacote mais barato de todos e depois compre os gigas direto pelo aplicativo, aos preços de mercado. Infelizmente sei com certeza que eles se aproveitam, porque, em outra viagem à Indonésia que começou por Sumatra, na loja oficial registraram um chip para mim sem me obrigar a comprar nenhum pacote de dados.

Se você tem um celular que suporta eSIM e quer a comodidade de navegar desde o primeiro momento sem precisar comprar um chip local, então recomendo usar os serviços oferecidos pela Airalo e pela Ubigi. Se optar por essa solução, porém, há pelo menos um par de considerações a fazer. Primeiro, salvo raras exceções, os gigas custam bem mais caro do que custariam usando um chip local; em segundo lugar, nem sempre o parceiro local deles é o que tem a melhor cobertura no território.

Em resumo, acho que a maioria dos viajantes faria melhor em comprar um chip local (ou talvez tentar comprar o eSIM de um provedor local), mas sugiro que você faça as suas próprias considerações, já que não faltam exceções. Por exemplo, quando visitei o Japão, o plano oferecido pela Ubigi era mais vantajoso do que qualquer chip local que eu pudesse comprar sem comprovar ser residente.

Dream Beach.

Viagem para a Indonésia: segurança

A Indonésia é, em geral, um país considerado seguro; os tipos de crime mais comuns, felizmente, são ligados a furtos e roubos de oportunidade (fique de olho nas suas coisas, sobretudo em lugares cheios), enquanto os crimes violentos são extremamente raros, um pouco como em toda a Ásia.

Se você decidir alugar uma scooter, preste atenção especial ao trânsito, que, dependendo de onde você estiver, pode ser realmente caótico. Além disso, as estradas muitas vezes não estão em perfeitas condições e o pessoal parece ignorar completamente o código de trânsito. Outra coisa que recomendo evitar é qualquer contato com todo tipo de droga: na Indonésia vigora a pena de morte para importação e exportação de drogas, e até só ser pego com pequenas quantidades pode trazer problemas nada desprezíveis, inclusive prisão.

Por fim, algo a que se deve prestar atenção especial são os golpes: desconfie de quem aborda você na rua oferecendo ajuda, “guias obrigatórios”, ingressos de entrada fictícios, tarifas majoradas etc. Infelizmente essas são práticas frequentes na Indonésia e, embora em si não ponham em risco a sua segurança, ninguém gosta de ser enganado.

De qualquer forma, não tenha medo, os países perigosos são decididamente outros; use o bom senso, dê uma olhada nas minhas dicas sobre como viajar com segurança em qualquer lugar do mundo e você vai ver que não vai ter nenhum problema.

Está planejando uma viagem para a Indonésia? Dê uma olhada nestes posts:

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O que levar na viagem

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