O Brasil é o maior país de toda a América do Sul e o quinto maior do mundo. É um lugar onde a diversidade reina: das metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, que, como todo mundo sabe, abriga o carnaval mais famoso do mundo, à natureza intocada da floresta amazônica, passando por praias de sonho, cidades coloniais, uma paixão desenfreada pelo futebol e pessoas incríveis, enfim, tem para todos os gostos!
Visitei o Brasil durante a minha viagem de mochilão pela América Latina e neste guia você vai encontrar um monte de dicas úteis para organizar da melhor forma a sua viagem para o Brasil, como sempre de olho no orçamento.
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Pelas ruas de Paraty.
Quando se fala de clima, é bom levar em conta que o país pode ser dividido em pelo menos 3 regiões climáticas bem distintas.
Sul e sudeste: grosso modo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Aqui pode fazer “frio” de junho a setembro, mas é pouco provável que as temperaturas caiam abaixo de 15-20 graus durante o dia. Ao longo da costa o clima é mais ameno do que no interior e, claro, quanto mais ao sul, mais frio faz. As chuvas são mais frequentes de dezembro a fevereiro, mas podem ocorrer o ano todo.
Norte e nordeste: basicamente nunca faz frio, com temperaturas médias entre 25 e 30 graus o ano inteiro. Os meses de agosto a fevereiro costumam ser os mais secos, enquanto os de março a julho são os mais chuvosos.
Floresta Amazônica e Pantanal
Faz calor e é úmido o ano todo, mas as chuvas se concentram entre dezembro e março; é pouco provável que as temperaturas caiam abaixo de 20 graus, mesmo em pleno inverno. O melhor período para visitar essas regiões é de maio a outubro, ou seja, durante a estação seca, quando os animais são atraídos por poucos espelhos d’água; julho e agosto são de longe os melhores, pois as temperaturas são as mais baixas do ano.
Em suma, definir qual é o melhor período para ir ao Brasil é realmente difícil e depende muito da região que você quer visitar. De qualquer forma, o período do fim de agosto ao fim de outubro é, sem dúvida, um bom meio-termo para a maior parte do país.

Florianópolis em um dia de chuva.
Quem tem passaporte italiano recebe um visto de turista gratuito, com duração de 90 dias a partir do momento em que entra no país (as regras mudam de acordo com a sua nacionalidade, então confira as suas).
O visto pode ser renovado por mais 90 dias na Polícia Federal. De qualquer forma, não é possível permanecer no país por mais de 180 dias em um período de 12 meses. Se você tem interesse em renovar o visto, confira este guia passo a passo (em inglês).
O Brasil não exige nenhuma vacina obrigatória, mas as vacinas contra hepatite A e B são recomendadas. Quanto à febre amarela, embora não seja exigida, é altamente recomendada, especialmente se você decidir visitar áreas de risco.
Para informações atualizadas sobre vistos e outras questões, recomendo consultar as recomendações de viagem do ministério das relações exteriores do seu país (por exemplo, no Brasil, o Portal Consular do Itamaraty).
Obviamente, quando se trata de um país tão grande, os possíveis destinos turísticos são muitíssimos e alguém poderia tranquilamente passar anos viajando pelo Brasil. Nesta seção você encontra os principais lugares que recomendo visitar, com base na minha experiência pessoal, no que ouvi de outros viajantes e nas pesquisas que fiz.
Neste guia os preços são expressos na moeda local, chamada “Real brasileiro” e muitas vezes abreviada como “BRL”. O câmbio é de cerca de 1€ = 5.6 BRL. Para saber o câmbio atual, recomendo dar uma olhada nesta página.
Costumo começar a lista de destinos pela capital, já que muitas vezes é o único aeroporto internacional, mas no caso do Brasil há um monte de aeroportos para onde voar, e os do sul, em especial Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, costumam ser os mais baratos. Por isso vou começar justamente pelo sul do país.

N.b. Várias vezes ao longo do guia você vai encontrar links para https://www.alltrails.com/. Se quiser usar a navegação offline diretamente pelo app do Alltrails, é preciso assinar a versão pro. Mas você pode contornar o problema baixando as coordenadas na versão desktop do site no formato “Google Earth KML” e depois carregando-as no Organic Maps, que é de longe um dos meus aplicativos de viagem favoritos.
Foz do Iguaçu é a cidade gêmea, mas bem maior e mais desenvolvida, de Puerto Iguazú. A cidade nasceu e cresceu como porta de entrada para as vizinhas Cataratas do Iguaçu, que o Brasil divide com a Argentina, mas também oferece outras atividades interessantes.
Caso não esteja claro, existem dois lados das Cataratas do Iguaçu: o argentino e o brasileiro, bem distintos e que devem ser visitados separadamente. Compostas por cerca de 275 quedas individuais, juntas formam aquela que é considerada uma das sete maravilhas da natureza.
O lado argentino, com seu sistema de passarelas, leva você “para dentro” das cataratas e permite sentir a força delas de perto, enquanto o brasileiro oferece uma visão panorâmica. Os dois lados têm o seu valor e, se você tiver a possibilidade, recomendo visitar os dois; se, por questão de tempo/orçamento, precisar escolher, recomendo o argentino.
É possível visitar os dois lados em dois dias distintos, usando Foz do Iguaçu como base e atravessando a fronteira de ônibus, do terminal de Foz do Iguaçu até o de Puerto Iguazú, 5 BRL. De lá, os ônibus para as cataratas saem mais ou menos a cada 20 minutos a partir das 7 da manhã, 150 ARS ida e volta (janeiro de 2018).

Lado argentino das Cataratas do Iguaçu.
Obviamente as cataratas são a atração principal, mas a seguir listo também outras atividades que se podem fazer em Foz do Iguaçu e arredores.
Como visitar as Cataratas do Iguaçu (lado brasileiro)
A forma mais econômica de chegar às cataratas é por um dos vários ônibus públicos que saem mais ou menos a cada 10 minutos do terminal rodoviário e fazem várias paradas no caminho (pergunte ao seu hostel/hotel qual é a mais próxima), 3,45 BRL só de ida. O ônibus é o mesmo que passa pelo aeroporto e pelo Parque das Aves. A entrada das cataratas é a última parada, cerca de meia hora. O ingresso custa 134 BRL para estrangeiros (121 BRL para brasileiros e cidadãos do Mercosul, atualizado em outubro de 2026) e dá para pagar também com cartão, na entrada ou online no site oficial.
Aqui tem um mapa do parque. Depois de pagar a entrada, você sobe em um ônibus e desce na parada “Trilha das Cataratas”, onde praticamente todo mundo desce. Dali sai um percurso a pé, com vários mirantes para o lado argentino das cataratas, até chegar praticamente embaixo das cataratas principais. O percurso termina em uma área de piquenique com restaurantes e lojas, onde dá para pegar o ônibus de novo e voltar à entrada. Mesmo indo com muita calma, 2 horas são mais do que suficientes, o percurso é muito curto. O parque abre das 8:00 às 17:00 no inverno e das 8:00 às 18:00 no verão.

Lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu.
Usina de Itaipu
É a segunda maior usina do mundo em termos de produção hidrelétrica, fica entre o Paraguai e o Brasil e pode ser visitada dos dois lados, mas recomendo o lado paraguaio, pois o tour é gratuito (basicamente é oferecido pelo governo para incentivar o turismo) e pode ser incluído em uma breve viagem para o Paraguai, como descrevo no meu guia, quem sabe junto com as lindas ruínas jesuíticas de Trinidad.
Se você não quiser ou não tiver tempo de atravessar a fronteira, pode participar do tour pelo lado brasileiro, que custa 63 BRL (atualizado em outubro de 2026) e é basicamente um tour panorâmico pela usina. Há ônibus diretos que saem do terminal rodoviário.
Parque das Aves
O parque (Google Maps) fica logo depois da entrada das cataratas (voltando para a estrada principal, exatamente do outro lado) e pode tranquilamente ser visitado no mesmo dia.
É um percurso a pé por gaiolas gigantes imersas na selva, que abrigam cerca de 900 aves de 180 espécies diferentes, mas também alguns répteis e borboletas. Todos os animais podem ser vistos literalmente a poucos metros e, no geral, recomendo. Aqui também 2 horas são mais do que suficientes. O ingresso custa 110 BRL (atualizado em outubro de 2026). O parque abre todos os dias das 8:30 às 16:30 (atualizado em outubro de 2026).

Um tucano a dois passos, dentro do Parque das Aves.
Marco das Três Fronteiras e templo budista
Esses são dois lugares que, na minha opinião, não são lá muito empolgantes, mas se você tiver tempo sobrando vale a pena dar uma volta.
O Marco das Três Fronteiras (Google Maps) é simplesmente o lugar onde as fronteiras do Brasil, da Argentina e do Paraguai se encontram no meio do rio. Cada país tem o seu pequeno monumento e o Brasil acabou de renovar o dele, a vista do rio é bonita, mas basicamente é só isso.
Já no templo budista (Google Maps) a atração principal é uma grande estátua dourada de um buda sentado. Os dois lugares podem ser alcançados de transporte público e ficam bem perto do centro da cidade.
Onde ficar em Foz do Iguaçu?
Tetris Container Hostel é um hostel bem particular porque, como o nome sugere, é construído com a reciclagem de contêineres. O hostel é limpo e bem cuidado, com ótimas áreas comuns, piscina incluída. O café da manhã está incluso.
Como chegar a Foz do Iguaçu?
Há ônibus frequentes de e para Puerto Iguazú e Ciudad del Este, de onde você pode continuar, respectivamente, a sua viagem para a Argentina ou para o Paraguai. Foz do Iguaçu também é conectada a todas as principais cidades do sul do Brasil, Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro, só para citar algumas. Se reservados com antecedência, os voos domésticos no Brasil são baratos, recomendo dar uma olhada.
É a maior área úmida do mundo. Basicamente é uma grande planície alagável sujeita a inundações periódicas. É um dos maiores ecossistemas de água doce do mundo, onde a possibilidade de observar a fauna selvagem é maior do que na floresta amazônica, especialmente durante a estação seca, quando os avistamentos de onças-pintadas são relativamente frequentes, o que o torna o melhor lugar do mundo para isso.
Dado o tamanho, há vários pontos de acesso. Os dois mais populares são Cuiabá, para o norte, e Campo Grande, para o sul. Depois de chegar a uma dessas duas cidades, é aconselhável recorrer a uma agência local. O formato mais popular são os pacotes com tudo incluído, que preveem a transferência para um lodge (as fazendas), onde ficar uma ou duas noites participando de atividades guiadas para explorar o Pantanal. Infelizmente eu mesmo não visitei a região, então não tenho nenhuma recomendação, mas o meu conselho é ouvir as ofertas que muito provavelmente vão fazer a você já no aeroporto ou na rodoviária, ou em uma das várias agências locais / hospedagens, anotar e dar uma olhada nas avaliações no Tripadvisor.

Veja o que você pode encontrar com um pouco de sorte.
Como chegar ao Pantanal?
Do sul há vários ônibus diretos para Campo Grande, 22 horas do Rio, 16 horas de São Paulo e cerca de 10 de Foz do Iguaçu.
Se você vier do Paraguai, é possível atravessar a fronteira em Pedro Juan Caballero, enquanto da Bolívia é possível pegar um trem de Santa Cruz a Puerto Suárez, atravessar a fronteira chegando a Corumbá e de lá pegar um ônibus para Campo Grande.
Quanto a Cuiabá, as conexões mais prováveis são de Campo Grande mesmo, 12 horas, e de Brasília, cerca de 20 horas. Tanto Campo Grande quanto Cuiabá são bem atendidas por voos domésticos diários, realmente baratos.
Florianópolis é uma cidade realmente peculiar, pois é literalmente partida em duas. Metade no continente e a outra metade na gigantesca Ilha de Santa Catarina, não muito longe da costa e ligada por três pontes.
A cidade ganhou popularidade como destino turístico nos últimos anos, principalmente graças às fantásticas praias da ilha, às boas condições para surfar e ao fato de a cidade não ser nem de longe caótica como as outras metrópoles brasileiras.
A Ilha de Santa Catarina pode ser dividida em três áreas: o norte, fortemente desenvolvido, onde ficam os principais resorts e hotéis de luxo. O centro da ilha, onde a oeste, logo depois da ponte, fica o centro de Florianópolis. Não há motivo para passar tempo aqui, a não ser para pegar o ônibus. Já a leste ficam a Lagoa da Conceição e a Barra da Lagoa, onde o clima é muito mais descontraído e fica a maioria dos hostels. Por fim, o sul da ilha é pouco desenvolvido e quase desabitado, e muitas das praias só podem ser alcançadas por trilhas na selva.
São 42 praias, algumas ótimas para surfar, outras para nadar, algumas isoladas, outras ainda praticamente desertas, enfim, opções para todos os gostos. Há também um monte de trilhas que atravessam a ilha, adequadas para trekkings mais ou menos longos, incluindo uma de cerca de duas horas até a praia da “Lagoinha do Leste”, considerada uma das mais bonitas do país (All Trails).
Para os amantes de windsurf, a Lagoa da Conceição oferece ótimas condições e é um destino conhecido no mundo todo. Também há uma vida noturna muito animada.
A única ressalva que faço é que, por ficar tão ao sul, de junho a setembro não faz calor de verdade e, como é um destino de praia, talvez seja melhor deixar para outra época. Eu fui em maio e tive sorte com dias bonitos e quentes, mas já é considerada baixa temporada e os hostels estavam semivazios. Janeiro e fevereiro são os meses mais quentes, mas também os mais caros e lotados.

Pôr do sol em Florianópolis.
Onde ficar em Florianópolis?
Eu fiquei em um hostel na Barra da Lagoa, à beira-mar; o vilarejo é pequeno, mas tem alguns supermercados e praias a dois passos, sem precisar necessariamente pegar o ônibus. De qualquer forma, há um monte de opções na ilha, de party hostels, principalmente na Lagoa da Conceição, a eco hostels. Dê uma olhada aqui.
Como chegar a Florianópolis?
De Foz do Iguaçu são cerca de 16 horas de ônibus, de Porto Alegre cerca de 6 horas, de São Paulo 12 horas. Obviamente também há ônibus para outras grandes cidades brasileiras. Como sempre, para longas distâncias vale a pena dar uma olhada também nos voos domésticos.
N.b. O transporte urbano na cidade e na ilha funciona como uma espécie de metrô: depois de entrar no sistema, dá para ir a qualquer lugar trocando de linha nas várias estações, e a passagem custa 3,10 BRL. O terminal de ônibus urbanos fica logo na saída da rodoviária, à direita. Qualquer hostel pode dar instruções precisas sobre qual linha pegar para chegar a uma determinada parte da ilha.
Uma palavra para descrever São Paulo é “gigante”. Estamos falando de uma cidade com 11 milhões de habitantes e mais de 20 na região metropolitana. A cidade não é particularmente turística e muitas vezes é ofuscada por outras cidades, como o Rio de Janeiro e Salvador, mas São Paulo é sem dúvida uma das cidades mais cheias de energia do mundo e tem sem dúvida muito a oferecer.
Como sempre nas grandes cidades, há vários free walking tours que cobrem as principais áreas turísticas. Os museus e parques são muitos, mas para muitos viajantes a atração principal continua sendo os bairros Vila Olímpia (Google Maps) e Vila Madalena (Google Maps). É ali que fica o centro da vida noturna de São Paulo, além da maioria dos hostels.
Mas a cidade não é só vida noturna: o centro histórico (Google Maps), que no passado passou por um período de degradação, está se recuperando graças a projetos e investimentos e, apesar de não ser particularmente impressionante, vale com certeza a pena dar uma caminhada. Aqui você encontra muitos dos edifícios barrocos e neoclássicos da cidade.
A Avenida Paulista (Google Maps) é provavelmente o símbolo de São Paulo, um pouco como a Quinta Avenida em Nova York. Caminhar pela Avenida Paulista e arredores, cheios de restaurantes, hotéis, bares e lojas, é com certeza uma boa maneira de passar meio dia.

A caótica São Paulo.
Onde ficar em São Paulo?
Eu preferi o bairro da Vila Mariana, por ser menos caro e perto de uma amiga que mora lá. O hostel em que fiquei foi o Tapera Hostel, simpático e limpo. O bairro é seguro e o hostel fica a dois passos do metrô. Se você procura hostels mais “sociais” e frequentados por viajantes, recomendo a área em volta da Vila Madalena.
Como chegar a São Paulo?
Dos 3 terminais rodoviários de São Paulo dá para chegar a praticamente todas as principais cidades do Brasil e também a alguns destinos internacionais. Todos os terminais são ligados diretamente ao metrô. Vale a pena dar uma olhada também nos possíveis voos domésticos, pois muitas vezes são mais baratos do que os ônibus.
É uma pequena cidade costeira colonial muito charmosa, que fica mais ou menos a meio caminho entre São Paulo e o Rio de Janeiro. Fundada pelos portugueses em 1667, preserva até hoje as ruas de pedra e vários edifícios coloniais. A cidade também é cercada por praias lindíssimas e ilhas paradisíacas, enfim, um ótimo meio-termo entre natureza e cultura!
O centro histórico da cidade pode ser explorado facilmente a pé, até porque, de qualquer forma, os veículos não são permitidos. À noite é especialmente bonito, quando as pessoas tomam as ruas e as várias barracas abrem as portas.
As cachoeiras
Há várias cachoeiras na floresta que cerca Paraty. Muitos estabelecimentos e agências locais oferecem um tour de jipe. Como sempre, eu preferi fazer por conta própria. De fato, é possível chegar de ônibus à Cachoeira do Tobogã e ao Poço do Tarzan e depois fazer uma curta caminhada na floresta.
A Tobogã (Google Maps) é provavelmente a cachoeira mais famosa de Paraty e, por isso, fica muito lotada, especialmente nos fins de semana. Veja o vídeo para ver o que dá para fazer nessa cachoeira!
O ônibus que você deve pegar é o que vai para Penha, que sai da rodoviária (Google Maps) e deixa você exatamente no início da curta trilha – aqui você vai encontrar uma igreja – que leva às cachoeiras. Do outro lado da rua há uma destilaria de Cachaça (uma aguardente de cana-de-açúcar), onde é oferecido um tour com degustação no final (Google Maps).
Trindade
É uma cidade não muito longe de Paraty, onde ficam algumas das melhores praias.
A Praia do Rancho (Google Maps) é a praia principal, com bares e restaurantes; o meu conselho é continuar até a Praia do Meio (Google Maps) ou a Praia do Cachadaço (Google Maps) pela trilha que atravessa a selva em alguns trechos.
No fim da trilha, depois de passar por todas as praias que acabei de citar (uns 45 minutos), há uma piscina natural formada por rochas gigantes de um lado e floresta a pique sobre o mar do outro. Um lugar realmente lindo para relaxar e nadar sem a forte correnteza do oceano (Google Maps).
Os ônibus para chegar a Trindade saem mais ou menos a cada hora da rodoviária de Paraty.

As piscinas naturais de Trindade.
Passeio de barco
Aqui há um monte de opções. É possível alugar barcos maiores ou menores, de forma privada ou participando de um tour. Visitam-se ilhas (há mais de 300 nos arredores) e praias isoladas, que só podem ser alcançadas de barco. Os tours oferecem diferentes roteiros e atividades, entre elas o mergulho.
Pessoalmente, me juntei a uns dois jovens que eu tinha conhecido alguns dias antes e que, pelo hostel, tinham reservado um tour em uma espécie de “party boat”. Eu simplesmente os segui de manhã e, depois de conversar com o capitão, fechei negócio por 100 BRL… com caipirinha ilimitada!
Em suma, o meu conselho, se você estiver a fim de se mexer um pouco, é ir direto ao porto negociar com os capitães das várias embarcações que saem todas as manhãs e escolher o que mais convencer você.
Onde ficar em Paraty?
Girassol Hostel by Katita é recomendado. Hostel limpo e barato, localização excelente.
Como chegar a Paraty?
Do Rio de Janeiro são cerca de 4 horas e meia, com várias partidas diárias pela Costa Verde. De São Paulo são 6-7 horas pela Reunidas Paulista.
Da Ilha Grande, a forma mais econômica é pela balsa que sai todos os dias às 10:00 de Vila do Abraão para Angra dos Reis (cerca de uma hora e meia, 15 BRL). Do cais, o ponto do ônibus intermunicipal que vai a Paraty fica perto (cerca de uma hora e meia, 15 BRL). Se você perder a balsa, há várias speed boats que fazem o trajeto com muita frequência, mas obviamente mais caras, cerca de 40 BRL. De qualquer forma, recomendo perguntar os horários à sua hospedagem, porque mudam com frequência.
A alternativa mais cara, mas também mais prática e rápida, é usar o easytransfer, que custa 85 BRL no trecho Paraty – Ilha Grande e prevê o transporte de van com pick up direto na hospedagem, mais a speed boat até a Ilha Grande, ou vice-versa.

As ruas de Paraty.
Como diz o nome, é uma ilha grande (quase 200 km²), que fica a cerca de 150 km ao sul do Rio de Janeiro. A ilha foi usada como lazareto durante anos e abrigou um presídio de segurança máxima, fechado só em 1994. Graças principalmente a isso, a ilha não passou por nenhum tipo de desenvolvimento urbano e ainda hoje conserva uma das florestas atlânticas mais intocadas do país.
Não há estradas nem veículos particulares na ilha e quase 90% da sua superfície está dentro de uma área protegida; o maior povoado, com uma população de menos de 2.000 pessoas, é Vila do Abraão, onde fica o porto. Enfim, uma ilha paradisíaca quase intocada a dois passos da civilização.
Na ilha ficam algumas das praias mais bonitas do Brasil; aliás, Lopes Mendes foi eleita pela Vogue uma das 10 praias mais bonitas do mundo. Mas há muitíssimas outras igualmente espetaculares, que podem ser alcançadas pelas várias trilhas bem demarcadas (Organic Maps) que atravessam a ilha ou pelos barcos que funcionam como táxi.
Praia de Lopes Mendes
Não dá para chegar direto de barco, mas é possível ir até a vizinha Pouso (15-25 BRL) e atravessar a floresta em uma caminhada de cerca de 20 minutos. Para quem quer economizar a qualquer custo (como eu), dá tranquilamente para caminhar pela trilha bem demarcada que sai de Vila do Abraão pouco depois do hostel Che Lagarto (Google Maps), cerca de 7 km.

A praia de Lopes Mendes.
Cachoeira da Feiticeira
É uma cachoeira realmente linda, que fica a cerca de 4 km de Vila do Abraão (Google Maps); a trilha, bem sinalizada, sai no fim da praia, na direção oposta à que leva a Lopes Mendes. Dali é possível chegar a uma série de praias não muito distantes, e eu fui à Praia da Feiticeira (Google Maps), realmente linda. Para voltar, dá para seguir a trilha no sentido contrário ou pegar os barcos que voltam para Vila do Abraão.
Pico do Papagaio
Visível de Abraão, tem esse nome porque, visto de certos ângulos, parece a cabeça de um papagaio com o bico. Com 980 metros de altura, é o segundo ponto mais alto da ilha. Há empresas que oferecem um tour para ver o nascer do sol no topo, mas a trilha é relativamente fácil de seguir e está marcada no Organic Maps (All Trails). Recomendo, de qualquer forma, não fazer a trilha sozinho e garantir que você tenha uma lanterna decente e carregada, porque na floresta fica completamente escuro.
Saindo de Vila do Abraão são cerca de 2-3 horas, dependendo do seu ritmo, então se programe para chegar ao topo no nascer do sol, a vista é, no mínimo, espetacular. Leve um moletom, porque lá em cima costuma ventar e, antes de o sol nascer, pode fazer frio; não se esqueça da água.
Essas que listei até agora são obviamente só algumas das atividades e praias da ilha; há vários tours de barco, entre eles o da Lagoa Azul (Google Maps), que parece ser muito popular, mas também muitas outras praias que não podem ser alcançadas a pé. Para concluir, se você procura uma praia perto de Vila do Abraão, recomendo a Praia do Morcego (Google Maps).

Nascer do sol no Pico do Papagaio.
Onde ficar na Ilha Grande?
Hostel Refúgio oferece uma ótima relação custo-benefício. O hostel é limpo, o café da manhã está incluso e os quartos têm ar-condicionado. Recomendado.
Como chegar à Ilha Grande?
De Paraty, a forma mais econômica é pelo ônibus intermunicipal que liga Paraty a Angra dos Reis (cerca de uma hora e meia, 15 BRL). Perto de lá sai a balsa (15 BRL) às 15:30. De qualquer forma, recomendo perguntar os horários à sua hospedagem, porque mudam com frequência. Essa é a única balsa do dia; se você perder, há várias speed boats que fazem o trajeto com muita frequência, mas obviamente mais caras, cerca de 40 BRL.
Do Rio de Janeiro, a forma mais econômica é pegar o ônibus da Costa Verde para Mangaratiba (37,50 BRL) às 5:00 e depois a balsa das 8:00 para Vila do Abraão, 15 BRL. Essa é a única balsa do dia; se você perder, pode pegar uma das várias speed boats que fazem o trajeto por 30 BRL.
A alternativa mais cara, mas também mais prática e rápida, é usar o easytransfer, que custa 85 BRL no trecho Paraty – Ilha Grande e prevê o transporte de van com “pick up” direto na hospedagem em Paraty, mais a speed boat até a Ilha Grande, ou vice-versa. Já o trecho Rio – Ilha Grande custa 95 BRL.
Está organizando a viagem? Se você ainda precisa contratar o seguro, aqui está o meu guia dos melhores seguros viagem. Ao contratá-lo pelos links deste guia, você apoia este site sem nenhum custo adicional.
O Rio é a segunda maior cidade do Brasil e provavelmente a mais conhecida do mundo, principalmente pelo carnaval, mas também pelas paisagens de tirar o fôlego e por atrações como o Cristo Redentor.
Chamada de “Cidade Maravilhosa” – literalmente “cidade maravilhosa” – pelos moradores, é realmente única no seu gênero, uma cidade rica e moderna em alguns pontos, capaz de sediar as Olimpíadas, mas ao mesmo tempo cercada de favelas, tudo isso inserido em uma geografia bem interessante, com morros rochosos, floresta exuberante e praias como Copacabana e Ipanema.
Dá tranquilamente para passar semanas explorando o Rio; eu mesmo fiquei uma semana e saí com a sensação de não ter visto o suficiente. A seguir listo algumas das atividades que considero “imperdíveis”, como sempre de olho no orçamento.
Cristo Redentor
É sem dúvida um dos símbolos da cidade e um dos lugares mais visitados. A estátua em si não é tão impressionante (eu a imaginava maior), mas a vista panorâmica da cidade é, e, apesar de o lugar ser extremamente turístico, acredito que a visita vale a pena.

Vista dos Dois Irmãos a partir do Cristo Redentor (à frente), Pedra da Gávea (à direita).
Como chegar ao Cristo Redentor?
Há 3 maneiras de chegar ao Cristo Redentor. A pé, de van ou de trem.
A pé, há uma trilha popular especialmente entre os moradores, que sai do Parque Lage (Google Maps), são cerca de duas horas de caminhada em subida. A trilha é sinalizada e fácil de seguir, mas infelizmente os assaltos a turistas são frequentes demais e por isso não é recomendado fazê-la; a trilha foi oficialmente fechada ao público no verão de 2017 e pode continuar fechada. De qualquer forma, assim você pagaria só a entrada, que varia conforme a temporada.
De van (site oficial), há três pontos de embarque, com partidas a cada 15 minutos mais ou menos, das 8:00 às 17:00. Os três pontos são: Praça do Lido, em Copacabana, ao lado da estação de metrô Largo do Machado, e Città América, na Barra da Tijuca. O preço da van inclui o ingresso.
De trem, a partir da estação “Trem do Corcovado” (Google Maps), fácil de alcançar de táxi ou de metrô (estação Largo do Machado, de onde é preciso pegar o ônibus direto para Cosme Velho). O trem sai a cada 20-30 minutos e leva cerca de 20 minutos, todos os dias das 8:20 às 17:00. Não é possível comprar o ingresso direto na estação; é preciso fazê-lo em uma lotérica ou nos Correios (há uma agência não muito longe da estação) ou online neste site. O custo, incluindo a entrada para o Cristo, varia conforme a temporada.
O trem é provavelmente a forma mais bonita de subir, mas eu não me daria ao trabalho se estivesse perto dos pontos de embarque das vans. Por causa dos frequentes assaltos, eu evitaria a trilha ou subir a pé pela mesma estrada das vans. Qualquer que seja a sua escolha, tente chegar de manhã cedo e evite os fins de semana para fugir da multidão.
Pão de Açúcar
O Pão de Açúcar é com certeza outro dos lugares icônicos do Rio de Janeiro, e daqui se tem provavelmente as melhores vistas do Rio de Janeiro ao pôr do sol. Subir é relativamente caro, porque é preciso pegar dois bondinhos. O primeiro leva você até o Morro da Urca e o segundo ao Pão de Açúcar propriamente dito, por um custo total a partir de 205 BRL (atualizado em outubro de 2026).
O que eu fiz para economizar foi pegar só o segundo bondinho e subir a pé o Morro da Urca; assim você paga só 140 BRL (atualizado em outubro de 2026). A trilha, bem sinalizada e conservada, começa na pista Cláudio Coutinho (à direita, ao longo da praia, olhando para o Morro da Urca) e leva cerca de meia hora para subir. Se você quiser economizar a qualquer custo, dá para subir só até o Morro da Urca, de onde você já tem uma bela vista da cidade, mas, já que você chegou até aqui, recomendo pegar o bondinho e subir ao Pão de Açúcar.
N.b. Depois de ver o pôr do sol (que recomendo muito!) do Pão de Açúcar e voltar ao Morro da Urca, já estava completamente escuro e o portão de acesso à trilha estava fechado. Um guarda abriu para mim sem nenhum problema, mas lembre-se de levar uma lanterna/celular! Do contrário, você desce de bondinho pagando 65 BRL (atualizado em outubro de 2026).

Pôr do sol no Pão de Açúcar.
Pedra da Gávea
Trilha bonita e divertida até um dos melhores mirantes da cidade (All Trails). A subida não é particularmente puxada, embora seja toda em aclive, mas há um trecho curto em que é preciso escalar a rocha quase vertical por uns dez metros; para alguns pode ser divertido, mas para outros é assustador, tanto que quando fui havia um homem que tinha fixado uma corda e fazia você subir em segurança por uns 20 BRL, mas também vi gente fazendo isso de chinelo de dedo (não recomendo).
Como ir à Pedra da Gávea?
De Copacabana/Ipanema dá para pegar um ônibus direto para a Praça Euvaldo e descer bem perto do início da trilha. Eu peguei um Uber com outros jovens na ida e voltei de ônibus.
Entre subida, descida e as fotos de praxe, conte pelo menos 4-5 horas. A trilha é segura, pois o início fica dentro de uma área residencial cercada, onde na entrada há um posto de controle com registro para quem decide entrar.

Vista da Pedra da Gávea, com os Dois Irmãos à frente.
Dois Irmãos
Outro ícone do Rio de Janeiro são os “dois irmãos”, duas gigantescas formações rochosas que se veem ao longo da costa, no fim de Ipanema. Subir ao topo do maior é muito mais fácil do que parece, a trilha é curta e não muito íngreme, e em menos de uma hora dá tranquilamente para chegar ao topo, onde a vista é espetacular.
Para muita gente, o maior “problema” é chegar ao início da trilha, porque é preciso atravessar uma favela pacificada (as favelas pacificadas são favelas com presença constante da polícia). O primeiro passo é chegar à entrada da favela Vidigal (Google Maps), que fica na mesma linha de ônibus que vai à Pedra da Gávea, ou pegar um táxi/Uber; de lá há mototáxis que levam até o início da trilha por cerca de 10 BRL, e o trajeto é divertido, embora para os cardíacos seja aconselhável escolher o carro.
O trajeto de moto/carro até o início da trilha dura só alguns minutos e em menos de uma hora você estará no topo. Eu depois desci a pé pela estrada principal que tinha feito algumas horas antes de moto, para economizar uns trocados e dar uma olhada de perto na favela; como alternativa, você pode pegar outro táxi. Como já disse, a favela é pacificada e, portanto, não é mais “perigosa” do que outras áreas do Rio.
Essas que listei até agora foram, para mim, as atividades/trilhas mais bonitas que fiz durante a estadia no Rio, mas há muitíssimo mais para fazer: recomendo passar pelo menos um dia na praia em Copacabana ou Ipanema, visitar o Museu do Amanhã “museu do amanhã” (grátis às terças), espetacular principalmente pela estrutura, a Escadaria Selarón (Google Maps), a escadaria que também já virou um símbolo do Rio, a Catedral Metropolitana de São Sebastião (Google Maps), o Jardim Botânico (Google Maps), a biblioteca Real Gabinete Português de Leitura (Google Maps) e o Maracanã (Google Maps) são só alguns dos muitos lugares dignos de nota desta cidade, que poderia manter você ocupado por semanas.

Onde ficar no Rio de Janeiro?
A maioria dos viajantes acaba ficando em Lapa/Santa Teresa, perto do centro e da vida noturna. Aqui recomendo muito o Mambembe hostel, um dos melhores hostels em que já fiquei; não é um party hostel, mas é muito social do mesmo jeito, um bom meio-termo. Mas se você procura o clássico party hostel, onde ficar sóbrio não é uma opção, dê uma olhada no Books hostel.
Se, em vez disso, você procura um lugar perto das praias, dê uma olhada nos hostels dos arredores de Copacabana e Ipanema, há literalmente centenas de opções. Se você não está interessado em vida noturna e praias, o meu conselho é procurar uma hospedagem perto de uma estação de metrô.
Como chegar ao Rio de Janeiro?
Vindo da Ilha Grande, a forma mais econômica é pegar a balsa das 17:30 para Mangaratiba, 15 BRL, e depois o ônibus Costa Verde das 19:40, 33 BRL.
A alternativa mais cara, mas também mais prática e rápida, é usar o easytransfer, que custa 95 BRL no trecho Ilha Grande – Rio e prevê o transporte de van direto até a hospedagem no Rio, mais a speed boat da Ilha Grande a Mangaratiba.
Do Rio há conexões diretas de ônibus e avião para todas as principais cidades do Brasil.
Armação dos Búzios, muitas vezes chamada simplesmente de Búzios, é uma cidade localizada em uma península que fica a apenas 3 horas de ônibus do Rio. Ficou anos desconhecida do mundo, até que a famosa atriz Brigitte Bardot a visitou. A península oferece 23 praias diferentes, de rara beleza.
Búzios é principalmente um destino de praia e, como tal, durante a alta temporada, de novembro a março, que obviamente coincide também com o melhor período da vida noturna, pode ficar extremamente lotada. O melhor período é durante os meses de abril e maio.
Além de visitar as várias praias – as do oeste são mais adequadas para banho, enquanto as do leste são ótimas para surf, windsurf e kitesurf – é possível participar de tours de barco oferecidos por muitas agências locais até as ilhas vizinhas, mergulhar ou curtir a vida noturna.

Uma das praias de Búzios.
Onde ficar em Búzios?
Lagoa beach hostel ótima hospedagem com piscina, cozinha e café da manhã incluso, a dois passos do mar.
Como chegar a Búzios?
De ônibus, do Rio são cerca de 3 horas; o trajeto é operado pela empresa 1001.
Brasília é a capital do Brasil e também a clássica “cidade planejada”, ou seja, uma cidade nascida de uma vontade política precisa e de um projeto urbanístico. A estrutura básica da cidade foi construída em apenas 4 anos, de 1956 a 1960, e tem a forma de um gigantesco pássaro/avião.
Já adianto que não tive o prazer de visitar a cidade, que hoje é patrimônio da Unesco, mas dizem que é um espetáculo da arquitetura, que atrai todo ano milhares de turistas curiosos. Entre os edifícios mais espetaculares estão: a catedral (Google Maps), o Palácio da Justiça (Google Maps), o Congresso Nacional (Google Maps), o Templo da Boa Vontade (Google Maps), o Santuário Dom Bosco (Google Maps), o Centro Cultural Banco do Brasil (Google Maps) e o Teatro Cláudio Santoro (Google Maps). Aqui você encontra uma lista completa, enquanto aqui há um artigo interessante (em inglês).

A Catedral Metropolitana de Brasília.
Onde ficar em Brasília?
Joy Hostel & Suítes parece ser um dos poucos hostels da cidade, as avaliações são ótimas.
Como chegar a Brasília?
Brasília fica em uma região central e por isso é bem ligada ao resto do país por uma rede de ônibus. Os destinos possíveis são Campo Grande (Pantanal) cerca de 20 horas, São Paulo 15 horas, Rio 18 horas e Belo Horizonte 10 horas. Vale com certeza a pena dar uma olhada também nos voos domésticos.
Fundada lá em 1549, Salvador foi durante anos o ponto de conexão do tráfico de escravos e também a capital da colônia portuguesa. Conserva um lindíssimo centro histórico, declarado patrimônio da humanidade pela Unesco. Além disso, dizem que o carnaval de Salvador só perde para o do Rio.
A Cidade Alta, literalmente “cidade alta”, é uma fantástica coleção de edifícios coloniais dos séculos XVII e XVIII. O centro, chamado Pelourinho, é onde ficam as igrejas e os edifícios mais bonitos de Salvador, construídos durante a época de ouro da cidade; a Praça da Sé (Google Maps) e o Terreiro de Jesus (Google Maps) são as duas praças principais.
Recomendo terminar o dia caminhando ao longo da Baía de Todos os Santos (a baía da cidade), talvez pegando o popular Elevador Lacerda (Google Maps), o elevador público que liga a parte baixa da cidade à parte alta.

O centro histórico de Salvador.
Itacaré
Pequena cidade litorânea relativamente perto de Salvador, com ótimas praias e condições para surfar, destino de muitos mochileiros. Eu mesmo não fui, mas esse pessoal, cujo blog eu acompanho, fala muito bem do lugar. O artigo é em inglês.
Onde ficar em Salvador?
Hostel Galeria 13 ótimo hostel bem no centro, mais caro que a concorrência, mas realmente simpático, com uma equipe extremamente cordial.
Como chegar a Salvador?
Dá para chegar a todas as principais cidades brasileiras de ônibus, mas, dadas as distâncias envolvidas e os preços baixos, recomendo dar uma olhada nos voos domésticos.
É uma das cidades mais importantes do norte do Brasil; fundada pelos holandeses na foz de um rio, é caracterizada por inúmeras pontes e canais, tanto que muitas vezes é chamada de Veneza brasileira.
O centro histórico de Recife, que fica no bairro do Recife Antigo, é um exemplo clássico da arquitetura da época colonial e vale com certeza uma visita. Recomendo explorar a área em volta da Praça do Marco Zero (Google Maps). Aqui ficam os edifícios governamentais mais importantes da cidade e o porto, que já foi o mais movimentado de todas as Américas.
A Zona Sul, por sua vez, é a parte mais moderna da cidade, construída ao longo da costa, e inclui o bairro de Boa Viagem, onde fica a praia homônima, a mais bonita da cidade (Google Maps). Por causa dos prédios modernos e da praia esplêndida, essa área também é chamada de Copacabana do nordeste.

O centro histórico de Recife.
Olinda
Se você estiver em Recife, Olinda vale com certeza uma visita de um dia. Além de abrigar um dos melhores carnavais do Brasil, é patrimônio da Unesco graças aos seus numerosos edifícios dos séculos XVI e XVII. Fica a apenas 7 km de Recife e as conexões são frequentes.
Porto de Galinhas
Pequena cidade litorânea não muito longe de Recife, onde há praias espetaculares com piscinas naturais formadas pela proximidade do recife de coral com a costa (Google Maps). A área é extremamente popular também entre os moradores da região e pode ficar realmente lotada nos fins de semana.
Porto de Galinhas fica a cerca de 2 horas de ônibus de Recife, e a empresa que faz o trajeto se chama Cruzeiro. Partidas das 4:45 às 22:30, 6,70 BRL.
N.b. O clima na área é tropical, com duas estações bem distintas; a estação chuvosa, de abril a agosto, deve obviamente ser evitada, já que as atividades principais estão ligadas à praia. A estação seca vai de setembro a março.

Porto de Galinhas.
Onde ficar em Recife?
Zili Pernambuco – Hostel Pousada é um bom hostel bem no centro, no Recife Antigo.
Como chegar a Recife?
O terminal rodoviário de longa distância fica um pouco fora do centro, mas é ligado ao metrô. Os destinos possíveis são Fortaleza (12 horas) e Salvador (cerca de 16 horas); para todos os outros, considere voos domésticos.
É a quinta cidade brasileira em população e, infelizmente, uma das mais perigosas do país; usada por muita gente como ponto de passagem para chegar à vizinha Jericoacoara e ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, não é com certeza a cidade mais bonita do Brasil, mas vale uma visita mesmo assim.
A principal área turística é a que vai do centro ao mercado de peixe. A orla da Avenida Beira Mar (Google Maps) é provavelmente a parte mais bonita da cidade, de qualquer forma nada imperdível.
Canoa Quebrada
Este pequeno povoado ao sul de Fortaleza foi durante anos um destino “hippie”. Recentemente passou por um forte desenvolvimento, com a construção de vários resorts, mas continua sendo uma boa opção para quem viaja com orçamento limitado; a praia, com a espetacular falésia ao fundo, é encantadora e o clima é ótimo praticamente o ano todo (as chuvas se concentram entre março e maio), o que a torna um destino de praia a considerar, também pela facilidade de acesso a partir de Fortaleza, de onde há vários ônibus todos os dias e que fica a apenas 3-4 horas.
Jericoacoara
Um pequeno paraíso no norte do Brasil, destino de muitíssimos viajantes. A fama deste lugar, que até vinte anos atrás era só um pequeno vilarejo de pescadores, é amplamente merecida. A praia, obviamente fantástica, as ruas feitas só de areia e um clima extremamente relaxado fazem com que as pessoas acabem ficando mais tempo do que o previsto.
Toda a área, que se tornou parque nacional em 2002, tem hoje muitas restrições de construção e de turismo, a fim de preservá-la. A iluminação nas ruas continua proibida pela lei local.
É possível ir praticamente a qualquer lugar de dune buggy, e um passeio popular é o das lagoas de água doce nos arredores do povoado, cerca de 30 BRL. Aqui você encontra instruções detalhadas de como chegar a Jericoacoara a partir de Fortaleza.

A praia de Jericoacoara.
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses
Provavelmente um dos lugares mais incríveis do mundo. O parque é formado por dunas de areia branca que, durante a estação chuvosa (maio – setembro), se enchem de água da chuva, formando lagoas entre uma duna e outra: uma paisagem surreal!
O parque só pode ser visitado em tours organizados de 4×4. O melhor lugar para fazer isso é a cidade de Barreirinhas ou então São Luís, mais ao norte (3-4 horas de distância). É possível chegar à região por transporte privado a partir de Jericoacoara, passando por Parnaíba (transferência oferecida por algumas agências locais). Aqui, por outro lado, é explicado como fazer o trajeto de transporte público (em inglês).

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.
Manaus é a principal porta de entrada para visitar a floresta amazônica. Eu mesmo não visitei a região, porque já tinha visitado a floresta amazônica no Peru, então não tenho muitas informações a respeito. O meu conselho, ao chegar à cidade, é ir a algumas agências locais, ouvir as propostas e avaliar, talvez dando uma olhada em algumas avaliações online.
Normalmente os pacotes oferecidos nessas situações são a estadia de 2-3 ou mais dias em um lodge dentro da floresta, de onde se fazem várias atividades, ou então os mais caros cruzeiros pelo Rio Amazonas. Deixo aqui duas agências com boas avaliações para ler. A primeira e a segunda.
Como chegar a Manaus?
Não há conexões de ônibus para outras grandes cidades do Brasil, mas é possível viajar para o norte, em direção à Venezuela. Há conexões frequentes de avião para as principais cidades do país e de barco é possível chegar a Belém (cerca de 5 dias), Tabatinga, na fronteira com a Colômbia (uma semana), Iquitos, no Peru, e muitíssimos outros destinos ao longo do rio e dos seus afluentes.
Onde ficar em Manaus?
Local Hostel Manaus parece ser a melhor opção da cidade.

Jacaré na floresta amazônica.
Para visitar todos os lugares de que falei até agora provavelmente são necessários pelo menos dois meses, mas a seguir listo possíveis roteiros de 2, 3 e 4 ou mais semanas. Como em qualquer país, não existe o roteiro perfeito para um determinado período, e as distâncias enormes e os climas muito diferentes fazem com que certas regiões só possam ser visitadas em determinadas épocas do ano. Então use o que vem a seguir como inspiração e modifique ou crie o roteiro de acordo com os seus interesses/orçamento!
NB. Caso você não tenha lido o que foi escrito até agora, cada parada é descrita brevemente na seção de roteiros, mas você encontra muito mais informações na seção sobre o que fazer e ver no Brasil, incluindo como se locomover entre os vários destinos.
Este roteiro foi pensado para uma viagem exclusivamente no sul do país, entre cidades, praias e natureza. Os meses de junho a setembro devem ser evitados, pois faz “frio” e destinos como a Ilha Grande, mas principalmente Florianópolis, não fariam sentido.
N.b. O Rio de Janeiro é o aeroporto ideal de partida e chegada, mas São Paulo e Porto Alegre também servem muito bem.

Rio de Janeiro (3 noites)
Dia 1:
Recupere-se do jet lag, dia de descanso na praia em Copacabana ou Ipanema.
Dia 2:
Cristo Redentor de manhã, Lapa à tarde (Escadaria Selarón, Catedral Metropolitana de São Sebastião), Pão de Açúcar para o pôr do sol.
Dia 3:
Pedra da Gávea ou Dois Irmãos.
Ilha Grande (3 noites)
Dia 4:
Transferência para a Ilha Grande de manhã. Descanso na praia à tarde.
Dia 5:
Dia na praia de Lopes Mendes.
Dia 6:
Pico do Papagaio de manhã; Cachoeira da Feiticeira, passeio de barco ou um dia de descanso na praia são todas opções válidas.
Paraty (2 noites)
Dia 7:
Transferência para Paraty de manhã. Curta o centro histórico à noite.
Dia 8:
Dia em Trindade, nas cachoeiras ou passeio de barco.
Florianópolis (3 noites)
Dia 9:
Dia longo de ônibus. Infelizmente não há ônibus diretos e por isso é preciso passar por São Paulo. Ônibus Paraty – São Paulo no fim da manhã e depois ônibus noturno ou avião São Paulo – Florianópolis.
Dia 10:
Há 42 praias em Florianópolis.
Dia 11:
Veja acima. À noite, ônibus noturno para Foz do Iguaçu ou voo doméstico.
Foz do Iguaçu (1 noite)
Dia 12:
Cataratas do Iguaçu e Parque das Aves de manhã e no começo da tarde. Ônibus noturno para Campo Grande à noite. Ou ônibus para Dourados e depois transferência para Bonito.
Pantanal (3 noites)
Dias 13-14-15:
Os prazos são muito apertados para explorar o Pantanal, mas organizando algo com antecedência ou entrando em contato com uma agência local, tenho certeza de que dá para fazer alguma coisa, embora o ideal fosse ter alguns dias a mais. No último dia, pegue um voo doméstico para o Rio ou para o seu aeroporto de partida, seja qual for.
Com 20 dias disponíveis, recomendo seguir o roteiro de duas semanas que acabei de descrever, passando alguns dias a mais em cada parada. Outros destinos possíveis para incluir, caso você ache necessário ou tenha mais tempo, são Búzios, ao norte do Rio (balneário com praias lindíssimas), ou dar uma esticada até o vizinho Paraguai a partir de Foz do Iguaçu e visitar as ruínas de Trinidad, que ficam por perto.
Este roteiro foi pensado para uma viagem exclusivamente no norte do país. Dá para seguir este roteiro o ano todo, embora os meses de março a junho/julho tendam a ser particularmente chuvosos em algumas regiões. Como sempre, os meus roteiros de duas semanas têm prazos muito apertados e ter alguns dias a mais seria o ideal.
N.b. Salvador é provavelmente o aeroporto de partida e chegada mais barato, mas Recife, Fortaleza e Belém também servem muito bem.

Salvador (2 noites)
Dia 1:
Recupere-se do jet lag e explore o centro histórico.
Dia 2:
Curta a cidade de manhã e pegue o ônibus para Recife à tarde.
Recife (5 noites)
Dia 3:
Explore o centro histórico de manhã e a Zona Sul à noite.
Dia 4:
Visite Olinda em um bate-volta.
Dias 5-6-7:
Praia e mar em Porto de Galinhas. No último dia, volte a Recife e pegue o ônibus noturno para Fortaleza.
Fortaleza (4 noites)
Dia 8:
Dia em Fortaleza.
Dia 9:
Transferência para Jericoacoara.
Dias 10 – 11:
Praia e mar em Jericoacoara.
N.b. Você poderia cortar alguns dias ou paradas aqui e ali para visitar o vizinho Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses: de transporte público leva 2 dias a partir de Jericoacoara, ou de transporte privado, em um jipe (7-8 horas); algumas agências em Jericoacoara oferecem também pacotes completos de transporte mais tour do parque, mas essas não são exatamente opções low cost. O ideal seria ter alguns dias a mais.
Manaus (3 noites)
Se você decidir visitar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, considere voar de São Luís; do contrário, volte a Fortaleza e voe para Manaus.
Dias 12-13-14:
Tour de 3 dias pela floresta amazônica.
Dia 15:
Volta para casa.
Como você já deve ter percebido, 20 dias, na minha opinião, são ideais para seguir o roteiro que acabei de descrever, visitando o parque dos Lençóis Maranhenses com tranquilidade e passando alguns dias a mais onde você sentir necessidade.
Com 4 ou mais semanas disponíveis, você poderia combinar os dois roteiros que acabei de descrever, mas fique atento à época do ano, pois alguns meses no norte do país são muito chuvosos e outros no sul podem ser “frios”.
Provavelmente a época ideal para uma viagem assim é de agosto a outubro.

Vista do terraço do meu hostel em Florianópolis.
Os ônibus são de longe a forma mais comum e econômica de se locomover. Geralmente são de ótimo nível, limpos e modernos, e alguns fornecem até almofadas, cobertores e comida a bordo.
A rodoviária de cada cidade tem conexões com todas as outras grandes cidades da região e, em geral, até 24 horas de distância dentro do país. Todas as viagens com mais de 4 horas são feitas por ônibus com banheiro a bordo.
Para longas distâncias há vários tipos de ônibus: os “Leito” são os mais confortáveis e têm só três fileiras de assentos em vez de 4, então são assentos extremamente espaçosos e reclinam até 160 graus. Os ônibus de dois andares costumam ter no primeiro andar assentos leito e no segundo assentos semi-leito, que, além de mais estreitos (as clássicas fileiras de 4), reclinam menos.
Não existe uma empresa que cubra o país inteiro, então, para ter uma ideia de horários e trajetos, recomendo dar uma olhada em sites como brazilbustravel ou busbud, mas lembre-se de que nem todas as empresas estão online; eu sempre comprei as minhas passagens direto no terminal.
As duas principais companhias locais são a LATAM e a Gol, que sozinhas respondem por cerca de 80% do tráfego doméstico. Outra companhia é a Azul.
Recomendo muito dar uma olhada nos voos domésticos, porque, se reservados com um pouco de antecedência, você encontra ótimos preços. Se você pretende pegar vários voos domésticos, recomendo fazer as contas e avaliar se vale a pena um airpass (em inglês); no link você encontra todas as informações necessárias.
Neste site do governo você encontra informações sobre todas as companhias que operam em determinado aeroporto, com partidas e chegadas atualizadas em tempo real.
O taxímetro é usado em todo lugar, exceto em trajetos com preço fixo, como acontece com frequência, sobretudo do aeroporto para o centro da cidade. Por exemplo, uma corrida do aeroporto do Galeão, no Rio, até Copacabana custa 63 BRL.
Os turistas, como sempre, são alvo de muitos truques dos taxistas, como, por exemplo, alongar o trajeto sem motivo. É sempre bom ter uma ideia de quanto um determinado trajeto deve custar, talvez perguntando ao seu hostel/hotel.
Nas grandes cidades o Uber funciona e é provavelmente a escolha mais econômica e segura.
O Rio Amazonas e os seus numerosos afluentes, no norte do Brasil, são verdadeiras estradas que, além de conectar as cidades da região, dão a possibilidade de chegar também aos países vizinhos, como Peru, Colômbia e Venezuela.

Um dos muitos barcos que navegam pelo Rio Amazonas.
No Brasil, pedir carona deve ser feito com extremo cuidado, principalmente nos arredores das grandes cidades. Usar uma placa é muito recomendado e seria melhor fazer isso em um posto de gasolina.
Quanto custa uma viagem para o Brasil?
Um voo da Itália para o Brasil, se reservado com antecedência, pode ser realmente barato; há um monte de aeroportos internacionais e encontrar algo por volta de 500€ é totalmente possível. Dê uma olhada nas minhas dicas de como fazer a busca.
Para evitar taxas desnecessárias em saques e pagamentos no exterior, aqui está o meu guia dos melhores cartões para viajar.
Uma cama em dormitório compartilhado custa normalmente 20-30 BRL, e o café da manhã costuma estar incluso. Para um quarto duplo, também em hostel, falamos de cerca de 80-100 BRL. Os pequenos hotéis de gestão familiar, conhecidos também como “pousada”, custam em média 70-100 BRL.
Os ônibus de longa distância são convenientes e baratos para os padrões europeus, mas não tanto quanto em países como Bolívia e Peru. Mesmo assim, continuam sendo de longe a opção mais econômica para distâncias médias e longas, especialmente se você pegar ônibus noturnos, assim economizando a noite no hostel/hotel; em geral são 10-15 BRL por hora de viagem.
Vale a pena dar uma olhada nos voos domésticos, porque às vezes são realmente baratos, ao contrário de muitos países da América do Sul.
Para outros países, o meu conselho quase sempre é comprar a própria passagem no terminal, pechinchando; pela minha experiência pessoal, esse não é o caso do Brasil: aqui, um pouco como funciona na Europa, a compra online oferece as mesmas tarifas e o preço no terminal dos ônibus raramente é negociável.
A comida nos restaurantes locais é relativamente barata, o prato feito com bebida pode ser encontrado por cerca de 15 BRL, mesmo em cidades caras como o Rio. Outra opção muito econômica são as barracas que você encontra pelas ruas e que costumam vender comida típica brasileira. Para restaurantes de nível mais alto, espere pagar pelo menos 35-40 BRL.

Comida de rua no Brasil.
O Brasil é seguro? De modo geral sim, mas nas grandes cidades é preciso tomar muito cuidado. Com um pouco de atenção e bom senso você não deve ter nenhum problema, mas conheci gente assaltada em plena luz do dia enquanto subia a pé pela estrada que leva ao Cristo Redentor, no Rio (um lugar, no mínimo, turístico), e muitos outros que tiveram celular e dinheiro levados enquanto caminhavam pelas ruas da Lapa, especialmente tarde da noite. Caso algo assim aconteça, não reaja por nenhum motivo.
Eu, sinceramente, durante os meus quase 10 dias no Rio, mesmo voltando a pé para o hostel já tarde da noite, às vezes até sozinho, nunca tive problemas; também é verdade que nunca saí com nada além de pouco dinheiro vivo, pelo qual eu nunca teria reagido. Mas se você não se sentir seguro, recomendo se locomover o máximo possível de táxi.
Dito isso, não tenha medo, os brasileiros, em sua grande maioria, são um povo hospitaleiro e gentil, use o bom senso e você vai ver que não vai ter nenhum tipo de problema, até porque, assim que se sai das grandes cidades, a questão da segurança muda radicalmente.
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